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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

25
Out19

2. Estúdio.

No estúdio onde moro tenho exactamente 7 móveis (dos quais constam 2 cadeiras de plástico do IKEA), 4 prateleiras num dos muros, que estão cheias de livros, um lavatório com um armário encastrado em baixo, que decidi não considerar como móvel por fazer parte do muro, onde cabem os meus produtos todos de beleza e higiene pessoal. Num dos cantos, uma cabine de duche AKA poliban.

 

Dentro da parte inclinada, está o que parece uma mini despensa separada com portas de correr, mas onde nem consigo entrar de pé... Nesse espaço tenho três caixas de arrumação de plástico, daquelas para os brinquedos das crianças, onde cabe, literalmente, a minha roupa toda. E mais 3 mini prateleiras no muro interio, onde consegui colocar algumas toalhas, as minhas meias e restante roupa interior, em caixinhas. Tenho outra caixa com produtos de limpeza que trouxe da casa antiga... Demasiados para aqui. Neste sítio a limpeza faz-se em 15 minutos. Sim, já contei. 

 

Tenho um mini-espaço para cozinhar, com um mini lava-louça, daqueles que fica cheio com um prato e um copo. Ao lado, duas placas para cozinhar. Por acaso aquilo aquece rápido e até vou conseguindo cozinhar qualquer coisa de jeito ali. É o que me safa. Mas isso começou há cerca de duas semanas, os primeiros 4 meses aqui, alimentava-me de pratos preparados, e encomendava muito em aplicações. Mas isso não é vida... Começou a custar-me ver tanto dinheirinho a voar assim... Já não bastava o outro que gasto com o chocolate. 

 

Num cantinho do chão, vou metendo os legumes que compro e que não cabem no frigorífico, que como podes imaginar, é daqueles tipo frigorífico de hotel, com 1 mini congelador em que a porta nem fecha bem e acaba por ficar geio de gelo em 2 tempos, depois já não cabe lá mais nada, e tenho que descongelar. Um ciclo sem fim... Uma vez por mês lá estou eu, de rabo para o ar, a secar a água que caiu para o chão durante o descongelamento. Esse frigorífico tem, mais duas prateleiras de fresco, uma gaveta em baixo, supostamente para legumes, mas onde só cabem 2 courgettes e 3 tomates de cada vez, e na porta, uma prateleira para ovos, mais precisamente, seis. 

 

O estúdio tem uma porta, e única, a da entrada. E de saída. Uma janela estilo Velux na parte inclinada do tecto, daquelas com vista para os telhados de Paris, que fica mesmo por cima do sofá-cama, oferecendo-me, em dias de chuva, o melhor ASMR para dormir que podia ter pedido.

 

A outra janela, proporciona-me uma vista para o "local" do lixo do prédio e é onde consigo avistar, ao longe, a torre de Montparnasse, com a sua luzinha azul sempre no pisca-pisca.

 

Estou aqui deitada no sofá-cama a escrever-te isto. E à espera que os dois aquecimentos eléctricos minúsculos aqueçam a divisão. Sim, moro numa única divisão. Agora, a minha vida toda cabe em 12m2. E ainda falta destralhar muita coisa. Quem diria. 

 

A casa de banho? Essa fica no corredor. Num cubículo minúsculo, onde só vou para fazer xixi e cocó. Que partilho com mais 4 estúdios como o meu. Creio que os outros sejam estudantes, porque nunca estão cá ao fim de semana. Aliás, nunca estão cá, ponto. Tenho o sexto andar, e meio!, só para mim. Nunca pensei viver num meio andar... 50% de um andar, no topo de um prédio, em Paris... Well, podia ser pior. Ao menos tem elevador. 

 

Já te disse que vendi o meu carro? A minha caixinha de fósforos que tanto me levou para sítios? Vou só ali dormir um bocadinho, amanhã já te conto mais sobre isto. 

 

03
Mar19

LIBERDADE!!!

Não sei se acompanham os stories do Insta aqui da je... e antes de mais quero pedir desculpa aos seguidores do blog, mas ultimamente o tempo de fazer posts mais elaborados tem escasseado e como tal, os meus fãs (coff coff) do Instagram têm sabido todas as novidades em primeira mão... afinal, o Insta pode ser usado na casa-de-banho, enquanto que escrever posts com links no telemóvel é uma valente poia...  visto que estou no computador, e que este gajo ultimamente não tem ligado quando quero e só funciona quando lhe dá na real gana, vou aproveitar para escrever um testamento. Só lê quem quer 

 

Antes de avançarem, e para me conhecerem melhor em termos profissionais leiam:

 

Como vim parar a França

 

Pois bem, agora que já leram o link anterior e conhecem todo o meu contexto profissional:

 

DESPEDI-ME!!!

 

Depois de vários posts em que vos massacrei literalmente com o meu descontentamento no trabalho onde estou, decidi cagar no contrato de 2 anos que ainda tinha com eles até junho, e entreguei a minha carta de despedimento. Assim, de um dia para o outro!!!

 

A carta já estava escrita. As razões já estavam mais do que definidas na minha cabeça... mas faltava um quando e um como.

 

Na sexta-feira dia 22 de Fevereiro estava eu fartinha atéaojolhos das condições de trabalho, e eis que ao passar no corredor onde está o escritório dos médicos, onde também trabalha o médico chefe do serviço e que é o responsável pela equipa onde trabalho, pensei: "e se fosse agora?"... andei discretamente pelo corredor, assim como quem vai buscar fotocópias, e vi que ele estava sozinho no escritório: "nem é tarde nem é cedo, vou fazê-lo agora."

 

E entrei, a tremer que nem varas verdes, mas consegui verbalizar as palavras que há mais de dois anos não queriam calar na minha cabeça:

 

"Eu despeço-me!"

 

E foi assim. Foi assim que comecei a anunciar a minha liberdade... e que a coisa se começou a tornar real. Esperei até quarta-feira para anunciar ao resto da equipa. E desde esse dia toda a gente soube que eu me ia embora. Tenho um defeito psicológico: acho sempre que ninguém gosta de mim. Onde quer que esteja acho sempre que as pessoas fazem de conta, que ninguém me aprecia verdadeiramente. Talvez uma síndrome do impostor disfarçada? No dia em que me despedi percebi que até há algumas pessoas que me apreciam, e que afinal as minhas inseguranças são coisas da minha cabeça - ressalvo que não sou amada a 100% por toda a gente da equipa, mas o chocolate que é o chocolate e que eu amo de paixão, nem esse agrada a todos!

 

Acabo o contrato no dia 5 de Abril e depois vou fazer substituições nesta zona até meio de Abril porque tenho férias em Portugal na altura do meu aniversário... sim, sou uma Toura tardia.

 

A partir de Maio é o vazio em termos de planos. Ainda não sei o que vou fazer. Só sei que quero viajar e ver o mundo. Vi algumas ofertas na Corsega e noutras ilhas francesas, mas ainda estou a ver como posso fazer isto a nível de logística. Nunca pensei tomar uma decisão destas sem ter tudo planeado ao pormenor. Às vezes nem eu própria me reconheço... Quem me conhece desde o início do blog em 2015 sabe bem que a dESarrumada antiga NUNCA teria feito isto.

 

Eu queria controlar tudo... tudinho... até ao mais ínfimo detalhe. Acreditava que tinha um rumo a seguir profissionalmente e que se não o seguisse ao detalhe seria um grande falhanço. Para quem não sabe: quero ser professora e ter o meu negócio próprio na área em que trabalho. E achava que tinha que o conseguir antes dos 30 anos. Se não conseguisse teria falhado na vida. E esta forma de pensar estava a destruir-me. Não dá para controlar tudo na vida, e tentar fazê-lo é frustração na certa.  Todos estes "tenho que..." só me traziam ansiedade e estragavam os momentos felizes... Em vez de deixar a vida fazer a sua cena, tentava micro-controlar todos os meus movimentos e tentar escolher o caminho X para fazer a coisa Y e acabar na situação W. Aos poucos estou a conseguir abrandar. Percebi que se atingir o que quero nem que seja aos 50 anos ou mais tarde, não é grave! E talvez ser professora ou ter um negócio próprio não seja para mim... e está tudo bem.

 

No entanto, a minha mente ainda tem assim uns laivos de quase-ataque-de-pânico-oh-meu-deus-onde-me-vim-meter, mas já estou muuuuuuito melhor. A única coisa que ainda me deixa bastante desnorteada são gajos. Ah e tal é muito bonito estar numa onda de liberação sexual "vida-louca-quero-foder-até-cair", mas basta um gajo dar-me mais conversa, convidar para jantar, dormir, a coisa ficar mais íntima e já penso que encontrei o homem da minha vida... tsss.... ainda tenho muito trabalho de desenvolvimento pessoal e emocional pela frente nesta área... pouco a pouco chego lá. Acredito que tudo isto me esteja a preparar para saber reagir quando encontrar alguém especial. Estou a aprender o que quero e o que não quero. Espero.

 

A vida faz-se caminhando. E se já fossemos "grandes e crescidos" desde que nascemos... que piada teria esta puta de viagem? Eu não sei... mas como uma pessoa muito inteligente um dia me disse "Se eu tivesse asas era um avião"  E nesse dia, essas palavras tão simples mas tão sábias eram o que estava a precisar ouvir para me deixar de merdas.

 

Beijo na bunda 

05
Dez18

Escrevi a minha carta de despedimento.

Hoje cheguei a casa estafada. O mês de Dezembro vai ser um mês de loucos. Substituições de férias de uma equipa de 9, em que só sobraram 4... Na semana entre o Natal e a passagem de ano há dois dias em que vou ser a única da minha equipa directa a ir trabalhar... um stress e uma carga de trabalhos: como explicar às pessoas que vão ter menos sessões do que aquilo que deviam?...

Hoje cheguei a casa e escrevi a minha carta de despedimento. Até meti uma data. Vai ser antes de acabar o meu contrato de 2 anos. Ou pago o que devo ou o meu estado psicológico vai pelo ralo abaixo. Eu cá prefiro manter o meu bem-estar vivo. Ando a perder anos de vida neste trabalho é o que vos digo. E a carta já está escrita... agora só falta ganhar coragem para a entregar na altura certa.

 

27
Nov18

Deixar a sua marca.

O colhão com pernas foi embora e eu pensava que ia ser assunto para várias semanas. Afinal já ninguém se lembra dele. Que vida madrasta esta que permite que uma pessoa trabalhe 22 anos num sítio e seja esquecida mal vira a esquina. Isto faz-me pensar muito. Às vezes penso demais. Gostava de acreditar que quando sair deste local de trabalho, deixarei uma marca. Que alguém, nem que seja uma pessoa, vai continuar a falar de mim. Isto tudo faz-me pensar no filme Coco. Para continuarmos a viver no "além" alguém tem que se lembrar de nós em vida. Mas não é fácil ser lembrado quando se sai de um local de trabalho. É preciso fazer-se algo de realmente especial. Eu tento sorrir todos os dias, mesmo quando estou cansada e quase a cair para o lado a olhar para aqueles colegas de merda que tenho. Opah... hoje estavam lá num canto a fazer exercícios com os halteres em frente aos doentes. Que falta de profissionalismo. Apetecia chegar lá e dizer "pagam-te para fazeres estas merdas no trabalho?". Crianças. Ainda bem que a maior parte se vai embora daqui a umas semanas. Sim, porque como não podíamos ir todos de férias de Natal ao mesmo tempo a malta toda decidiu despedir-se para deixar a entidade patronal em maus lençóis... 

Esta gente sente-se tão entitled, como se o mundo lhes devesse tudo. Como se fosse impossível continuar a viver enfrentando uma contrariedade. Tenho pena deles, exteriormente fico com a sensação que eles conseguem sempre levar a deles avante, mas por dentro devem ser miseráveis. Imagino-os em ponto pequeno, com 5 anos, a chorar enrolados em posição fetal porque os paizinhos não lhes deram o brinquedo para brincar, ou não serviram o jantar que eles queriam, ou tiveram o desplante de lhes dizer um "não".

Se a vida desmoronasse ou toda a gente se despedisse, só porque ouviu um não do chefe, este mundo estava todo fodido. Ainda mais do que aquilo que já está. O mais incrível nisto tudo, é que esta gente quando for embora vai deixar uma marca e os que fazem o bem são logo esquecidos.

18
Nov18

Olá.

O colhão com pernas foi embora esta quarta-feira. Fiquei com lágrimas nos olhos o dia todo, e ele veio dizer-me adeus, deu-me dois beijinhos e tudo... houve pessoas a quem ele nem disse um simples adeus... por isso até fiquei contente por ter tido a honra de receber uma despedida oficial. Talvez o meu trabalho até tenha contado alguma coisa para ele. Já se sabe, sonhar não custa...

 

Foi tão estranho olhar para a secretária dele e ela estar vazia, sem as pilhas de papéis e tralha que costumavam estar em cima dela. Talvez seja uma espécie de síndrome de Estocolmo ou algo do género, mas até vou ter saudades dele, de o ver a pavonear-se todo lá pelo local de trabalho, com aquela farda cor-de-rosa que nós usamos. Foi o mais próximo que eu estive de ter um flamingo insuflável na minha vida. Inchado de orgulho para esconder a baixa auto-estima. Num cargo de poder que foi obrigado a aceitar. Sem ser talhado para o exercer.

 

Que pena quando pessoas, que até são boas pessoas, mas emocionalmente desequilibradas, acabam por ter cargos com poder a chefiar equipas. Não sabem gerir-se emocionalmente, não sabem lidar com os problemas da equipa nem gerir outras pessoas, deixam que um pequeno conflito se torne num drama de um mês, ou vários. Porque alimentam intrigas, porque entram no diz-que-disse. Pudessem todos os chefes ser íntegros e imparciais e o mundo do trabalho seria um lugar tão mais feliz. 

 

A verdade é que com flamingo ou sem flamingo tenho que continuar a ir trabalhar. E já "só" faltam 7 meses para acabar o contrato que assinei com eles. Tic-tac-tic-tac. O tempo está a passar e eu estou quase a pirar-me. Entretanto solteira e boa rapariga tenho andado concentrada em mim. Só em mim mais ninguém. Bem, talvez não esteja inteiramente sozinha, o António Vibrações tem sido um companheiro de todas as horas. Firme e hirto como só ele sabe ser, a animar-me quando mais preciso, tem sempre uma palavra amiga para me deixar feliz. Que sensação libertadora esta de saber que posso viver sem um homem...

 

Oh céus. Tantos projectos, tantas coisas que ainda quero fazer nesta vida. Talvez um mestrado, talvez uma formação de 5 anos, talvez um retiro espiritual no Nepal, talvez uma roadtrip na Europa. O cérebro fervilha de ideias de viagens, coisas para fazer, livros para ler. A ansiedade não tem morado aqui e que bem que sabe estar afastada desta moça, por uns tempos. Mas ela volta, e que volte, cá estarei de braços abertos para a receber e até lhe pago um café. É isto a verdadeira liberdade, estarmos conscientes de nós mesmos. Saber como vamos reagir a determinada situação e o que vai fazer disparar a ansiedade, e saber acalmá-la, sem a extinguir completamente, como se fosse uma amiga de longa data que de vez em quando passa só para dizer "olá".

24
Ago18

E quando visitamos aquela que pode vir a ser a nossa futura "casa"?

Daqui a exactamente duas semanas vou estar a chegar de comboio à cidade que pode vir a constar na parte final do meu futuro código postal. Vi uma oferta de trabalho que me agradou imenso numa cidade que não conheço e outra em Paris. Paris é extremamente caro para viver sozinha, por isso, apesar de estar sempre a pensar ir para lá, acho que acabaria por se tornar insustentável financeiramente.

Tenciono começar a enviar currículos em breve, mas antes quero ver se sinto "faísca" pela cidade da oferta em questão, se não gostar boto para canto e continuo à procura noutros sítios. Por isso, num ataque de loucura, comprei os bilhetes de comboio para essa cidade, apesar de estar completamente falida por causa de ontem. Tantas mudanças em vista. Tantas escolhas para fazer. Espero que se concretizem, espero que esta nova vida que tenho vindo a idealizar para mim se realize, ou pelo menos uma boa parte dela. 2019 vai ser O ano.

 

Beijo na bunda! 

22
Ago18

Notificações cerebrais: o regresso ao trabalho.

Estão a ver quando uma pessoa passa um dia inteiro sem ligar os dados do telemóvel e depois quando chega a casa, ao conectar-se ao wifi, chega aquela enxurrada de notificações provenientes de todas as aplicações e o telemóvel fica ali a emitir os mais variados sons durante uns 10 minutos? Estão a ver aquela sensação de pânico de não saber por onde começar a ver tudo o que se passou durante a nossa "ausência" no mundo virtual da internet?

 

Pois. Eu sinto-me assim depois das férias. No primeiro dia de trabalho. As notificações chegam em catadupa ao meu cérebro e eu ando ali feita barata tonta a tentar apreender toda a informação. Às vezes olho para o paciente que vem ter sessão comigo e fico a pensar "quem é este? qual é a patologia dele e o que é suposto eu fazer com ele?"  

 

Resumindo, demorei um mês a sentir que tinha voltado a 100%. No entanto, escusado será dizer que com as substituições de férias dos colegas e o ritmo frenético de trabalho durante o mês de Agosto (sim, porque a doença não tira férias no verão!), já estou a precisar de outras férias. Quem mais nesta situação?

 

Beijo na bunda! 

08
Ago18

Estar solteira e as suas vantagens tão priceless.

É verdade que desde Fevereiro estou "oficialmente" solteira. Mas, desde essa data, andei sempre com a impressão de que tinha que arranjar um moço à força toda. Depois de duas desilusões seguidas, primeiro o moço S. que era racista e só pensava em dinheiro e depois o moço C. que tinha tudo para ser perfeito, mas que ainda não superou completamente a relação anterior, que durou 5 anos, e que, decidiu "acabar" tudo ao tentar fazer-me um ghost - só não o fez porque eu peguei nos meus tomates e liguei-lhe a perguntar "Que merda é esta, deixas de me falar de um dia para o outro? Deves estar a confundir-me com outra rapariga qualquer". Eis então que estou solteira da silva, sem intenções de voltar a procurar um moço X, Y ou Z. Acho que vou literalmente ficar à espera que ele me caia do céu. Se não cair nada, que se lixe, hei-de sobreviver. 

 

Estão a ver quando uma pessoa vai a um casamento, come que se farta, enfarda até não caber mais comida e fica ali a vegetar e a jurar que "nunca mais come nada na vida" até à terça-feira da semana seguinte? Pois. Eu estou assim. Enjoadinha de todo no que diz respeito a rapazes. Com vontade de aproveitar masé a minha solteirice. Entre viagens e outras coisas planeadas, ando a planear a "great escape" - como eu gosto de carinhosamente chamar o momento em que vou bazar deste trabalho e vilazinha cidade! Faltam 10 meses para acabar o contrato de 2 anos que assinei com o Centro onde trabalho... a contagem decrescente começou, e eu mal posso esperar pelo dia D... tic... tac... tic... tac...

 

counting the days.jpg

 

Outra coisa, decidi adiar a minha candidatura para o voluntariado internacional (apesar de ter ido à reunião de informação e já ter CV + carta de motivação, em francês e em inglês, feitinhos e prontos a enviar), porque decidi ir visitar a J. à Austrália, e isso para além de ser uma viagem que envolve bastante planeamento, vai também trazer-me alguns gastos financeiros consideráveis. O voluntariado, posso sempre fazer mais tarde... enquanto que a oportunidade de fazer esta viagem com a J. - que está na Austrália a trabalhar como au pair por 6 meses e a viajar os 6 meses restantes - não sei se volto a ter. E como dizia a outra YOLO!

 

Quanto ao futuro, a longo prazo, tenho algumas ideias do que vou fazer depois da viagem à Austrália. Mas, como a vida está sempre a mudar, não vou estar praqui com planos fixos. Até porque tenho várias ideias em mente (e já sou conhecida por estar sempre a mudar de ideias, não é mesmo?). Entre outras, estão as seguintes ideias:

- arranjar um trabalho fixo numa cidade que goste muito e instalar-me por lá com um apartamento porreiro, morar perto de um ginásio e inscrever-me em aulas de Yoga ou cozinha, ou algo do género;

- fazer substituições de curta duração através de agências de trabalho temporário um pouco pela França toda, para conhecer várias formas de trabalhar e visitar umas cidades simpáticas;


- ir trabalhar meio ano ou um ano inteiro para os DOM-TOM - as ilhas francesas, como por exemplo: Martinica e Guadalupe (nas Caraíbas), Polinésia Francesa (no Pacífico), Reunião (no Índico)... - O céu é o limite, portanto.

 

Posso oficialmente dizer que - apesar de não ser nada fácil lidar com esta carência e insegurança toda e às vezes ainda dar por mim a chorar que nem um bebé - estou, aos pouquinhos, a apaixonar-me pela minha solteirice, por todos os caminhos que esta está a abrir para mim e pela coragem de "desbravar" mundo que tenho sentido! E isso é algo que não tem preço!

 

 

Beijo na bunda

para os meus desarrumados! 

 

02
Jul18

Estar de férias significa planear uma vida melhor.

Eu disse que vinha cá mais tarde meter os meus assuntos em dia. Ainda não é o dia, mas fica aqui um cheirinho.

 

Sou a única que quando está de férias faz mil e um planos para "mudar de vida"?

 

Ah e tal quando regressar vou fazer exercício todos os dias. E tal e coiso que não volto a comer uma porcaria. Restaurantes só quando o rei faz anos. Poupar o dinheiro todinho que bem é preciso! Arrumar e organizar a casa vão ser a ordem do dia. Aproveitar mais cada minuto e sair do ram-ram de casa-trabalho-casa. A vida são dois dias. YOLO!

 

E depois chega a realidade e: 

 

 

Estou nessa fase, a fazer mil e um projectos para o meu regresso a França. E ainda só estou de férias há uma semana. Faltam duas. Ainda falta uma semana com os meus pais na terrinha, ir ao RFM Somnii e passar outra semana com os meus pais. Depois não volto a Portugal até 2019 ainda com data incerta. Ou seja, não sei quando volto cá. Vai ser loooongo, por isso para além da minha mini-roadtrip sozinha por Faro, Évora e o festival, não planeei mais nada. Estas semanas vão ser mesmo para aproveitar a minha família.

 

Para além de um mini-congresso em Outubro e de um fim-de-semana com a H. em Agosto não tenho mais nada planeado para os próximos 4 meses. Mas adorava ir à Austrália visitar a J.

 

Nunca vos contei o que aconteceu à J. a minha bebé grande. A moça foi para a Austrália em Maio, trabalhar como au pair e viajar muito... viver A aventura da vida dela. E que saudades que tenho dela, muitas mesmo. Um dia volto aqui a falar dela.

 

 

E também falarei sobre os meus planos de voluntariado internacional.

 

 

E sobre o C. Está tudo a correr bem com ele. Pensei que as férias fossem afectar um pouco o que começámos há 4 semanas atrás, mas não. Ele manda-me fotos da viagem dele, está em Dublin a embebedar-se com os amigos, o malandro. Eu mando fotos da minha viagem, estou em Portugal a enfardar como se não houvesse amanhã. Parece que nem estamos longe um do outro. Estou a gostar muito deste menino. Vamos lá ver como corre. Acho que já merecia algo de bom neste campo da minha vida, o campo amoroso. Algo que durasse mais do que um ano ou alguns meses...

13
Jun18

Cada um na sua!

Às vezes tenho aquela "mágoa" de não conseguir fazer amigos dentro dos meus colegas de equipa directos. Nós somos uma equipa com várias profissões, e consigo dar-me bem com todos, menos com os meus "semelhantes". Já estou aqui há 3 anos e 7 meses, e nunca consegui desenvolver uma amizade verdadeira com nenhum. Mas eles entre eles dão-se todos bem, e isso sempre me custou. É tramado quando nos sentimos a ovelha negra do rebanho.

Uma delas acabou recentemente com o namorado, alto drama, teve que largar a casa onde estavam a morar juntos e tudo. Como ficou sem onde morar, pediu ao nosso chefe para ficar alojada lá no trabalho, nos apartamentos onde costumam ficar as famílias dos utentes a dormir, quando vão fazer as visitas do fim de semana.

Essa minha colega, anda toda triste, anda lá feita meia-morta a arrastar-se pelos corredores quase deprimida, não fala com ninguém. Nem com os amiguinhos com quem antes andava sempre na macacada. Emagreceu 13kg num mês e até andava lá a fumar num canto durante a hora de pausa. E ela não fuma...

Situação dramática, decidi comentar com uma das minhas colegas, que pensava eu, era a pessoa mais próxima dela:

 

Eu: Olha lá, a A. desde que acabou com o namorado anda mesmo mal! Parece que está à beira de uma depressão...

Colega: Deixa lá, ela é uma criança. Todos temos problemas e nenhum de nós anda p'raí a deprimir pelos cantos!

 

Pumba que já almoçaste...! Mas quem te manda preocupar com os outros? No meio disto tudo até fiquei extremamente aliviada por não ser "amiga" desta gente...

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