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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

24
Ago18

E quando visitamos aquela que pode vir a ser a nossa futura "casa"?

Daqui a exactamente duas semanas vou estar a chegar de comboio à cidade que pode vir a constar na parte final do meu futuro código postal. Vi uma oferta de trabalho que me agradou imenso numa cidade que não conheço e outra em Paris. Paris é extremamente caro para viver sozinha, por isso, apesar de estar sempre a pensar ir para lá, acho que acabaria por se tornar insustentável financeiramente.

Tenciono começar a enviar currículos em breve, mas antes quero ver se sinto "faísca" pela cidade da oferta em questão, se não gostar boto para canto e continuo à procura noutros sítios. Por isso, num ataque de loucura, comprei os bilhetes de comboio para essa cidade, apesar de estar completamente falida por causa de ontem. Tantas mudanças em vista. Tantas escolhas para fazer. Espero que se concretizem, espero que esta nova vida que tenho vindo a idealizar para mim se realize, ou pelo menos uma boa parte dela. 2019 vai ser O ano.

 

Beijo na bunda! 

19
Ago18

Gostava de ter uma conta no Youtube.

Pois é, gostava de ser youtuber. Já trago esta espécie de sonho comigo há algum tempo, praí desde 2016, mais coisa menos coisa. Adoro ver vídeos. É mesmo algo que posso passar horas e horas a fazer. E dizem que as nossas paixões estão escondidas entre as coisas que adoramos fazer. Talvez o meu caminho possa passar por aí. Quem sabe. O meu canal seria uma mistura de informação sobre saúde, estilo de vida, alimentação e muuuuita motivação. Assuntos sobre os quais adoro ler e escrever (cada vez mais). Tudo isto misturado com algum humor... adoro ver vídeos em que a pessoa não se leva demasiado a sério. Essa seria eu. Depois de ultrapassar todas as barreiras e medos que me tenho colocado relativamente a este assunto. Nunca é o momento por diversas razões: deixa-me cá ter uma camara melhor, ah e vou precisar de um microfone, e se as pessoas fizerem comentários negativos, ou se me enganar na informação prestada. E se ninguém vir os meus vídeos, se não interessar nem ao Pai Natal? Tudo dúvidas que surgem na mente de alguém que tem muitas ideias, mas que mete muito poucas em acção. Um dia vou ser youtuber, está apontado! Quando ganhar coragem.

15
Ago18

De que estás à espera?

Da altura ideal para te despedires.

De encontrar "aquela" pessoa.

De perder aqueles quilos a mais.

De ganhar mais dinheiro.

De começar determinada actividade.

De um trabalho que te preencha.

De seguir aquela paixão.

 

Muitas vezes ficamos à espera que "algo" aconteça antes de mudar de vida. Mas hoje percebo que não é a vida que tem que mudar para eu poder mudar, sou eu que tenho que evoluir e fazer mudar a minha vida. Sei que já disse isto várias vezes aqui no blog... mas hoje, depois de uma noite de 10 horas bem dormidas, consegui ver claramente o próximo passo a tomar. E vi também que, erradamente, estava à espera que algumas coisas acontecessem antes de tomar a decisão. O típico: "quando isto acontecer vou fazer aquilo, vamos esperar mais um pouco". BASTA! Eu não preciso da permissão de ninguém para fazer o que me der na real gana. Hoje liberto-me das amarras que me prendem ao medo. Ele vai estar lá, mas já não me vai conseguir falar, eu não vou ouvir.

 

Independentemente do que acontecer na minha vida, a decisão está tomada, e mesmo com medo, vou avançar. Estamos sempre a um passo de ter uma vida diferente de um dia para o outro, de um mês para o outro, de nem sequer nos reconhecermos no espaço de 12 meses. E eu prometo hoje, a mim mesma, que daqui a um ano tudo será diferente. TUDO. 

 

Se estavas à espera de um sinal, aqui está. Considera isto a tua permissão para seres feliz. Agora vai. De que estás à espera? Vai!

 

03
Jun18

O plano B.

Sempre esperei ter muitos acontecimentos grandiosos na vida para poder dizer que esta valeu a pena. Que me senti realizada. Começo a aperceber-me que estar sempre à espera que algo grande chegue não me vai conduzir à felicidade. Esta está nas pequenas coisas. E sempre esteve. É no deixar ir que está a paz, é no deixar acontecer que está a felicidade. Sempre confundi ter todo o controlo com ter ambição. Mas posso continuar a ambicionar coisas sem pensar e repensar como elas vão chegar, e esperar que elas venham até mim, sem tentar controlar todos os mínimos detalhes, sem tentar escrever vezes e vezes sem conta na minha cabeça o guião da minha vida. Hoje sinto uma paz, sinto que aconteça o que acontecer, vá onde for, escolha o que escolher, vou conseguir ser feliz. Que tudo que ansiei para mim até agora, se ainda não aconteceu, é porque não era para ser. O plano A não resultou e tenho que aceitar isso, sem procurar escapatórias ou desculpas. Talvez não fosse o melhor plano para mim. Vamos passar para o plano B?

19
Mai18

Memórias de África.

Nasci no coração de África.

 

Voltámos para Portugal quando eu tinha 7 anos.

 

Quando era mais nova cheguei a guardar rancor aos meus pais por termos voltado. Afinal, criança que cresceu noutro continente, com valores completamente diferentes, ia ser vítima de bullying. E fui.

 

Recordo hoje com carinho aquele cheiro, um cheiro que só África tem. Curiosamente pensei que só ia voltar a senti-lo se voltasse ao sítio onde nasci, no entanto, voltei a sentir aquele cheiro em Fevereiro, na viagem a Marrocos. Deve ser um cheiro que impregna o continente inteiro. Um dia hei-de descobrir se isto é verdade.

 

Recordo aquela terra cor-de-laranja,  barro, que eu e o meu irmão usávamos para construir bolos de terra. Que grandes cozinheiros que nós éramos. Esparramados no chão, tardes e tardes a fio, só tínhamos escola de manhã. E que bom que era ter tempo para brincar.

 

Recordo os meus coleguinhas de escola. Tinham a pele muito mais escura do que a minha. O Ivandro e a Violeta, os dois com belos cabelos encaracolados que eu secretamente invejava. Os meus pais dizem que o Ivandro foi o meu primeiro namoradito, eu acho que foi eleele e ele. Nunca dei nenhum beijinho ao Ivandro, pelo menos que me lembre. Mas sei que demos as mãos, e aos 5 anos dar as mãos era muita coisa, era tudo. Hoje é o equivalente a nada.

 

Recordo aquelas pedras douradas preciosas que apanhava quando íamos ao rio. A minha mãe dizia que as pessoas faziam a "apanha" do ouro ali, e por isso havia muitas pedras que tinham ouro misturado na sua composição. Mas não valiam nada. Eu não acreditei nela, para mim valiam tudo. Ainda cheguei a ver algumas pessoas, brancas, a passar as pedras do fundo do rio em peneiras, à procura do famoso mineral, deitavam todas fora. Eu levava os bolsos cheios delas para casa. Eram preciosas que baste para ficarem a brilhar nas prateleiras do meu quarto..

 

Recordo o pôr do sol enorme, com o sol bem perto da terra característico de uma região equatorial. Pensava eu que um dia poderia tocar o sol e sentir de que matéria ele é feito. Sonhava muito, passava muito tempo sozinha perdida nas minhas imaginações e ilusões. Até o meu irmão vir brincar comigo, e aí voltávamos a ir brincar para o meio da terra.

 

Não havia muitos brinquedos. No Natal não havia muitos presentes para desembrulhar e era tão feliz. Porque já tinha tudo. Naquela altura não era preciso muito para deixar uma criança feliz. Com nada se fazia muito, e com muito pouco se fazia o suficiente.

 

Recordo os sonhos que tinha na altura. Desde pequena que tenho o sonho recorrente de que estou a voar. Começo a pairar em cima de um relvado verde, e pouco a pouco, vou ganhando velocidade e altura, quando dou por mim estou a voar por cima dos telhados e dos mercados da fruta. Parei de ter este sonho algures durante a licenciatura. Talvez quando comecei a acreditar que voar era impossível, que nunca iria ganhar asas, tal como nunca iria receber a carta para Hogwarts. 

 

Nunca encontrei ouro. Mas estas memórias valem muito ouro. Hoje partilho-as convosco. Guardem-nas bem porque tenho medo de perdê-las. Tenho medo que me escorram por entre os dedos, qual areia cor-de-laranja entre os dedos de uma criança.

 

Se pudesse voltaria a voar e a procurar ouro naqueles rios de água límpida. Voltaria a sonhar e a tentar tocar no sol. Afinal, de que matéria é ele feito? Será que é da mesma matéria de que são feitos os sonhos?

 

16
Mai18

Ok, e agora?

Hoje dormi quatro horas e meia. Apanhei um comboio TGV em Paris às 6h da manhã para estar a horas no trabalho. Mais uma vez a SNCF (CP francesa) conseguiu desiludir-me. Não tive greve no meu comboio (yupiiii, escapei à greve que já dura há bastantes meses) mas, sabe-se lá como,o comboio conseguiu atrasar 23 minutos, e perdi a ligação que só podia fazer em 18 minutos. Puta que pariu a todos, enfiem a vossa pontualidade no cu!

 

Pronto, agora que já estou mais calma... Vou contar-vos para já que a reunião com a ONG foi muito interessante. Recebi informação sobre as diferentes missões nas quais poderei estar interessada e se antes já tinha dúvidas, agora penso que ficaram quase todas respondidas, mas... isto sem um mas não tinha piada, estou com uma crise de confiança em mim própria. Uma vozinha pequenina na minha cabeça diz-me que este tipo de "aventuras" não são para pessoas como eu, que os outros são melhores e mais corajosos, que eu vou ser mal sucedida e que eles se vão arrepender se me chamarem. Claro que nada está decidido e isto ainda é muito embrionário, mas o meu cérebro nem era ele mesmo se não começasse a fazer o filme todo sozinho.

 

Ser como eu é muito cansativo. Gostava de trocar de cérebro só um bocadinho, talvez 2 ou 3 vezes por semana, ser daquelas pessoas que nunca se questionam sobre nada e vão em frente. Isto é o meu diário, mas mais parece a porra de um muro das lamentações sobre ansiedade e dramas existenciais. Antes isso do que um hate blog para falar mal de outros blogs, deus me livre. Mas mesmo assim, a ver se acordo para a vida antes que se faça tarde. Ansiedade, insegurança, dúvidas, ide à vossa vida suas putéfiazitas.

10
Mai18

Feriado.

Esta semana tivemos dois feriados aqui em França. Um na terça e outro hoje. 

 

Hoje de manhã fui trabalhar. Nada de mais, fico sempre com aquela sensação de não ter feito nada de extraordinário nas poucas horas que estive pelo Centro, mas um dia vi esta frase na internet e ficou-me na cabeça, guardo-a para quando acho que o meu trabalho não serve para muita coisa "se as minhas acções ajudarem, nem que seja uma pessoa, a respirar melhor, então tudo valeu a pena". Hoje ajudei 3 pessoas a respirar melhor, literalmente, por isso devo estar no bom caminho para a realização profissional, e acima de tudo, pessoal. Espero.

 

Ontem foi uma noite boa. Fomos ao kebab entre amigos e colegas de trabalho - já aprendi a diferenciar uma coisa da outra, estou mesmo a ficar crescida, dizem - e senti-me muito bem. Não culpabilizei por causa daquelas batatas fritas cheias de óleo e aproveitei bem o momento. Tenho-me sentido bem no momento presente, não sempre, mas mais frequentemente do que há uns dias atrás.

 

No entanto, ontem estava lá a minha antiga colega de trabalho - aquela das mamas grandes que me fazia a vida num inferno e que eu tão carinhosamente chamava de vaca - e não pude deixar de comparar a minha vida actual com a dela, uma vez que só temos um ano de diferença e temos a mesma profissão. Sei que prometi que me deixava de comparações, porque não levam a lado nenhum, mas não consegui impedir, e ao chegar a casa senti-me bastante mal. Acho que em muitos aspectos estou a ficar para trás. Ela conseguiu despedir-se e procurar um outro trabalho que lhe agrade mais, tem um namorado e parece ter imenso tempo para tudo. Apesar de ter um trabalho com uma carga horária maior que o meu parece estar mais próxima de realizar os seus sonhos e ter mais tempo para fazer o que gosta. Um exemplo de algo que me frustrou, eu andava super contente por ter um tomateiro-cereja a crescer na varanda, já ela tem vários tomateiros, e morangueiros e até alfaces, na varanda dela. Como é que alguns conseguem ter tempo para tanto, e outros não? Absurdo, eu sei.

 

Não invejo de todo a vida dela, não sonho com as mesmas coisas que ela, nem temos os mesmos objectivos de vida. Sei também que a vida de um dia para o outro dá uma volta de 180º, que estou todos os dias a uma decisão de mudar TUDO, e que se quisesse daqui a um ano não iria reconhecer nada na minha vida. Mas também sei que às vezes precisamos de fases mais "rotineiras", para parar, olhar e atravessar. Quem sabe ganhar balanço para outros voos maiores.

 

Sim, a comparação não leva a lado nenhum. E sei que se este post tivesse sido escrito ontem à noite quando cheguei a casa lavada em lágrimas, não teria, de todo, tido o mesmo conteúdo. Agora vendo as coisas a frio sei que não estou assim tão mal. Se efectivamente podia ser mais pró-activa na procura de algo melhor? Podia. Se podia contactar mais pessoas e tentar fazer mais networking? Podia. Se tenho um medo sufocante de acordar "tarde de mais" e achar que já sou demasiado velha para realizar os meus sonhos? Ó se tenho, todos os dias.

 

Mas isto é a ansiedade a falar. E não posso dar-lhe ouvidos. Caladinha. Hoje quem manda sou eu.

26
Jul15

Vamos à Grécia rápido...

... antes que feche.

Hoje acordei com uma vontade enorme de conhecer esta ilha linda. E após ver algumas fotos e fazer umas pesquisa, é definitivamente um sítio a visitar. Deixo-vos a minha lista de sonho:

1. Londres 
2. Atenas e ilhas gregas
3. Roma e Veneza
4. Dublin
5. Amesterdão



Para já é isto... os meus destinos de férias nos próximos 5 anos! (para já só em sonhos!)

Quem é a pessoa hiper mega simpática que me oferece um bilhete, quem, quem?

Pois desarrumada, trabalha...


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