Olá desarrumados da minha vida, este post é um apelo a todos vós!
Chegou o momento de deitar tudo cá para fora... pre-pa-ra!
Na internet e na vida, até mesmo na minha profissão, tenho poucos tabus quando abordo o assunto da sexualidade. Mas hoje, vou abordar a minha relação com o blog e o porquê de estar mais afastada. Recentemente tive uma crise nos stories do Instagram, mas como sei que muita malta não tem Instagram - fazem bem porque aquela merda é muito viciante - vou partilhar tudo aqui.
Criei o blog em 2015. E desde o início dos inícios daqueles tempos, o blog sempre foi pautado de muito humor, muita javardice, e alguns momentos mais tristes à mistura. Esta porra é o MEU diário, por isso meto aqui o que me vai na real gana. E entre a multitude de assuntos que abordo, um deles é: a minha vida sexual.
Nunca, mas nunca, tive problemas em contar aqui detalhes das minhas relações, vitórias e falhanços pessoais... mesmo sabendo que isso me torna vulnerável aos olhos de muita gente.
Neste último ano que passou, estando solteira, decidi explorar mais a minha sexualidade, estou no meu direito, e isso acaba por trazer mais conteúdo ao blog nesse sentido. No entanto, algumas alminhas não contentes com a minha exploração sexual PESSOAL decidiram começar a achincalhar aqui o barraco, e a minha pessoa. Ya, ya, já estou a ouvir alguns velhos do Restelo a dizer: se não queres que te chateiem, não fales sobre isso. Mas aí é que está o ponto fulcral da questão: eu quero falar sobre o que bem me apetecer no meu blog! Porque tenho esse direito!!!
Vamos detalhar um bocadinho mais esta merda?
Vamos, pois!
Acontece que, o que outrora era um ou outro gato pingado a querer saber mais sobre a minha vida, ou a fazer questões mais pessoais, ou até mesmo, aconteceu-me de adicionar alguns leitores masculinos nas minhas redes sociais pessoais... isto acabou por, pouco a pouco, mas principalmente desde janeiro deste ano, se transformar num desfilar de tarados e haters nos comentários aqui do blog, nos mails e nas mensagens do Instagram.
Vou partilhar algumas das coisas que me têm dito, não para que tenham pena de mim, mas porque andei a engolir muita coisa, sem nunca falar no assunto, e essa opressão levou a que quase desistisse do blog. Hoje partilho eu o assédio que sofri, mas a minha partilha do fim-de-semana no Instagram, levou a que várias mulheres tenham vindo falar comigo sobre experiências que também viveram. E é essa partilha que quero começar a ver mais aqui no blog e nas redes sociais! Se a minha experiência servir para isso, então estamos um passo mais perto de lutar contra a sociedade patriarcal que nos tenta culpar, mulheres, por termos uma sexualidade aberta e sem culpas.
Afinal, quantos mais homens conheço mais me apercebo que: chegámos a um ponto em que nesta sociedade os homens querem uma mulher à sua disposição, submissa, pronta a fazer tudo que desejam, porque "hey, feminismo é isso mesmo, power to my vagina! fode quanto quiseres minha linda" mas... se essa mesma mulher, admitir que gosta de sexo, e que é ela que o procura, sendo ela que provoca os encontros "hey... mas qué isto? uma mulher que faz sexo porque gosta e não porque os homens querem? num pode, vamos atirá-la aos leões!".
É isto que me mói o juízo. As mesmas pessoas que me dizem nos comentários que sou uma puta por gostar de sexo, são os mesmos que me criticam quando recuso educadamente os seus avanços.
Mais uma vez, na cabeça de alguns homens tudo se resume a: "uma mulher pode gostar de sexo desde que eu queira fazer sexo com ela".
Algumas pérolas que já me disseram:
"ansioso para te dar a provar o meu caralho" - dito por um homem que nunca me viu na vida.
"a próxima vez que vieres a Portugal vou buscar-te ao aeroporto" - dito por um homem que nunca me viu na vida, casado.
"por acaso não queres ter uma aventura comigo?" - este até foi educado, mas num bai dar.
"já te masturbaste hoje?" - hmm... não tens nada a ver com isso?
"pelo que leio no teu blog deves ser muito melhor na cama do que a minha namorada / esposa" - sem comentários.
"à velocidade que dás o rabo não admira que tenhas problemas emocionais"
"o teu namorado não te ligava nenhuma porque destravada como és tinha receio de levar um par de cornos"
"os teus pais devem estar orgulhosos da filha que têm" - dito num tom irónico claro está.
(e mais alguns que assim de repente não me estou a lembrar...)
Queria só deixar aqui umas coisinhas bem esclarecidas:
1. Se uma mulher dorme com homens que acabou de conhecer numa aplicação de encontros, isso não significa que vai abrir as pernas mal esteja contigo. CONSENTIMENTO.
2. Só porque uma mulher fala de sexo abertamente isso não te dá o direito de substituíres o teu "Olá, tudo bem?" por um "quero dar-te o meu caralho a provar". CONSENTIMENTO.
3. Se és casado e não estás satisfeito com a tua vida sexual, não recorras a desconhecidas na internet para te valorizarem o ego. Fala com a tua esposa sobre o assunto. RESPEITO.
4. Só porque uma mulher fala abertamente sobre a sua sexualidade, isso não te dá o direito de, com os teus juízos de valor, frutos do teu contexto bio-psico-social, julgares as suas escolhas ou tentares infligir uma qualquer espécie de culpa nessa mulher. Resolve os teus problemas, revê as tuas crenças. Segue a tua vida como TU queres e deixa-a viver a vida dela como ELA quer. RESPEITO.
Este post tem como único objectivo lançar um movimento! Dizer a todas as mulheres que:
podem falar sobre sexo,
podem gostar de sexo,
podem ter uma libido mais elevada que o vosso homem
não há nada de errado nisso!
#sexosemculpa é o nome do movimento!
Podem usar nos posts em que falem sobre sexo. Ou não! Acima de tudo, falar ou não sobre sexo, permanece uma escolha! E quem escolhe fazê-lo não devia sentir-se culpada, ou melindrada pelos leitores ao ponto de quase desistir de o fazer.
Algumas meninas aqui na comunidade do Sapo já o fazem, e muito bem!
Se conhecerem outras mulheres que já abriram o jogo, digam nos comentários. Se tiverem testemunhos que queiram partilhar comentem aqui ou enviem para o email adesarrumada@sapo.pt
Vamos começar este movimento?
Beijo na bunda! Sem culpa
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Já lá vão 2 meses e meio, mais coisa menos coisa, sem ter relações sexuais. Para já aguento-me bem. É como fazer um detox. Mas desta vez, é um detox de energias...
Sabiam que quando estamos com outra pessoa captamos a sua energia?
Por isso é que às vezes ficamos alegres só de estar com alguém alegre, e tristes mal uma pessoa triste entra na sala...
Tomei a decisão do Panda de Ouro, pelas razões que expliquei no último podcast, mas também porque li algures num artigo que ao termos relações sexuais com alguém, estamos a trocar / absorver a sua energia ao mais alto nível. É uma das formas mais profundas de receber / dar a energia de alguém. É tipo aquela funcionalidade nova dos telemóveis que carregam a bateria só de estar em contacto com outro telemóvel... Com os humanos, diz-se, acontece algo parecido.
Depois de 1 ano inteiro de one night-stands, decidi fazer um detox energético e deixar de ter relações sexuais com rapazes que mal conheço ...
Queria que isto durasse 12 meses inteiros. Mas não sei se vai dar... 🤷🏻♀️ De qualquer forma, prometi a mim própria, esperar mais antes de dormir com alguém . Dar tempo ao tempo. Tudo com o objectivo de saber se a energia que essa pessoa emana é de "boa qualidade".... É que, diga-se de passagem, estar com o Cachalote arrumou comigo... De um ponto de vista energético, claro. Que de resto não soube bem... Não aqueceu nem arrefeceu... Ele é uma pessoa depressiva, com graves problemas de aceitação de si próprio, e eu sabia-o, e mesmo assim fui ter com ele... Not good idea.
Antes dele, tinha estado com um médico todo jeitoso e lindo, mas super egocêntrico, foi o #pila3. Sobre o qual acho que não falei aqui, porque quase, quase! me apaixonei por ele. Até ao dia em que ele me fez "ghost"... Puffff!! Desapareceu! E isso não me ajudou nada... De um ponto de vista energético... Porque esse na cama até era bom (e pagava bons restaurantes) 😇 fiquei com saudades dele...
Espero que percebam melhor a minha pausa nas aventuras ... Ainda estou a tentar descobrir-me enquanto pessoa e mulher sexual. Acredito que a sexualidade é uma evolução e descoberta ao longo da vida. Cheira-me que até aos 30 anos, a coisa fica boa. Muito boa!
É difícil fazer um post sobre este assunto sem entrar em detalhes técnicos... vou tentar não ser muito chata, ok? Vamos lá!
Ejaculação feminina, a eterna questão! Será que existe? Será que é tudo um mito criado pela indústria da pornografia? Pois. Talvez a ejaculação feminina como a conhecemos não seja real! Falo do squirt que vemos nos filmes porno; aquilo sai assim tipo esguicho mortal, direcionado aos olhos de alguém até é capaz de vazar uma vista.
Efectivamente, durante o orgasmo algumas mulheres libertam um líquido pela vagina, de quantidades variáveis, que ainda não está 100% identificado. Nalgumas mulheres esse líquido é esbranquiçado e em pequena quantidade, noutras o líquido é mais abundante e transparente, e até já se fizeram estudos recorrendo a ultra-sons, que mediam a quantidade de urina na bexiga antes e após orgasmo, e sim, verificou-se que algumas mulheres perdem urina durante as relações sexuais, e ainda mais durante o orgasmo (não há razão para ter vergonha aqui! acontece mais vezes do que aquilo que se pensa e muitas vezes no calor do momento passa despercebido...)
A maior parte das mulheres que refere já ter tido uma ejaculação feminina, descreve uma sensação quente e de "libertação" de líquido, assim tipo tsunami, como se uma "porta de barragem" se abrisse, e não um jacto de líquido como se vê nos filmes porno... Tenho cá para mim que o que vemos nos filmes é SÓ urina... não pude ir analisar esta situação em detalhe porque não tenho dados móveis suficientes para tal, mas daquilo que me recordo, já vi filmes de squirting em que se vê claramente que a mulher está a fazer força para o jacto sair... se fosse uma "ejaculação" feminina verdadeira, não era preciso fazer força...
E é isto meus caros... desta vez não tenho nenhuma experiência ou história pessoal para vos contar porque nunca vivi isto. Nunca tive algo a que possa chamar "ejaculação feminina"... só me lembro de uma vez me estar a masturbar, ter tido um orgasmo super forte (e bom!) e ter um líquido branco nos dedos... será que era? Como tinha acabado de tomar banho pensei que fosse sabão e não liguei hahahaha.
Hmmmm.... tenho que ficar mais atenta para ver se volto a ver algo do género...
E vocês, homens e mulheres que estão a ler este post, já se depararam com esta situação? Meninas, já alguma vez ejacularam?
Beijo na bunda!
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"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com o Triptofano tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."
Mães desse país à beira mar plantado chamado Portugal. Mães portuguesas que estão noutro país. Mães de outras nacionalidades que encontraram aqui o blog mais desarrumado da Internet.
Por favor, tal como falam sobre o período com as vossas filhas, falem sobre esse assunto com os vossos filhos. Estou farta de ouvir homens falar sobre o período como se fosse o diabo encarnado nas suas mulheres / namoradas, de falarem disso como se fosse uma incapacidade, ou fazerem piadas, ou terem nojo, quase pior que tudo isto: TEREM VERGONHA DE ABORDAR ESSE ASSUNTO!
Aconteceu-me no ano passado: saí alguns meses com um rapaz que sempre que eu estava com o período me mandava a boquinha "Ainda tens isso? Porque não tomas daquelas pílulas que param o período? A minha ex tomava e era o paraíso para ela e para mim". Pois, chocante ouvir um discurso destes em pelo século XXI, não???
E sempre que lhe dizia ou falava de período tinha a impressão que esse assunto o aborrecia ou o deixava irritado, como se ele encarasse a menstruação como algo acessório na mulher, prescindível, uma doença que deve ser exterminada, uma verruga que deve ser arrancada. "Trata disso" dizia ele. Tratar como? Deixar de ser mulher? Impedir o meu corpo de fazer aquilo para o qual foi programado? Parar de ovular só porque o menino não queria ter 7 dias sem sexo? Não tenho dores na menstruação, não tenciono tomar nenhuma contracepção hormonal, não me incomoda nada ter relações durante o período (respeito se o sangue incomodar o rapaz com quem estou e não obrigo ninguém a nada)... mas tomar algo só porque algum rapaz não acha bem eu ter o período. NUNCA. NEVER. JAMÉ!
Fiquei a questionar-me sobre esses assuntos... Quantas mulheres tomam a pílula devido a pressão psicológica exercida pelo parceiro? Quantas mulheres não têm o controlo absoluto de tudo que ingerem ou colocam no seu corpo? Os rapazes não são educados para aceitar o período como algo que faz parte de ser mulher? E este problema vem de onde? Não tiveram contacto com mulheres ao crescer? Elas não falaram sobre esses assuntos com eles? Se estivermos à espera que seja o pai a falar sobre período com os filhos homens... acho que, na maior parte dos casos, podemos esperar sentadas.
Eu lembro-me da minha mãe, mal eu tive o primeiro período, me ter metido um caixotinho do lixo no quarto para eu não deitar os meus produtos menstruais usados na casa-de-banho familiar, evitando assim que o meu pai e irmão vissem... quando íamos às compras com eles nunca comprávamos pensos higiénicos ou tampões... a minha mãe comprava quando fazia compras sozinha. E conheço outras famílias onde isto acontece. Só hoje em dia me apercebo do quão tóxico este comportamento pode ser. Apercebo-me que, como este assunto fica sempre escondido, muitos homens partilham a casa, durante uma infância e adolescência inteiras, com as suas mães e irmãs sem nunca se aperceberem que elas têm o período. Depois, já adultos, começam a sair com uma rapariga e quando ouvem falar em período é o "ai meu Deus, que doença nojenta é essa? Livra-te disso!"
Por isso, mães de meninos, irmãs de meninos, tias de meninos, avós de meninos, falem sobre o período com os homens da vossa vida. A futura mulher dele agradece.