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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

Diário de uma dESarrumada

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05
Nov18

Desabafos sobre essa distância que me corrói a alma...

Não é fácil manter uma relação à distância... e isso é algo que infelizmente fui aprendendo com a emigração. Em 2016, depois de uma relação à distância falhada, tinha prometido que seria a última relação deste tipo. Mas conheci-o, e acreditei que podia ser ele "o tal". Decidi continuar e tentar mais uma vez. Há quase um ano que ando nesta vida de Whatsapp, Skype, etc. 

Juro. Tentei tudo, dei tudo que tenho, esvaziei a alma nestas tentativas. Juro que continuo a tentar. Mas não tem sido fácil lidar com a falta de respostas da parte dele... um simples está tudo bem não me chega, nem nunca vai chegar. Gosto de conversas mais completas, gosto de assuntos mais desenvolvidos, mas também sei que quanto mais tempo se passa longe, menos se tem a dizer. Depois chegam as dúvidas, e das duas uma, ou sou eu que sou muito carente ou há um afastamento que se está a instalar pouco a pouco, qual erva daninha que vai crescendo num terreno recém cavado.

Hoje, podia falar primeiro como tenho feito todas as noites, podia insistir mais uma vez, mas hoje não o vou fazer. Hoje vou deixá-lo ter saudades. E amanhã será um novo dia. E talvez eu, depois de uma noite de descanso, já esteja mais calma e veja a vida com outros olhos...

 

 

3 de Novembro, 2017.

Um post que estava aqui guardado nos rascunhos e que nunca cheguei a publicar...

...escrito 3 meses antes do fim.

Já se passou um ano desde que comecei a ter dúvidas.

O tempo passa mesmo depressa.

Nunca mais falámos.

Apesar de tudo, e da vida que tenho conseguido viver sozinha,

tenho saudades dele.

 

18
Fev18

Histórias para contar.

Engraçado que isto de passar por um break up faz-me pensar noutras histórias mais antigas, como começaram, como acabaram, o que fiz para melhorar, como saí do fundo do poço e outras divagações que tais.

 

Lá para meados de 2008 fiquei comprometida, eu e o meu namorado da altura achámos que seria giro termos alianças de comprometidos, até porque, já namorávamos há dois anos e era "certinho" que íamos casar. Ele foi estudar para Lisboa, eu fiquei no último da ano da secundária. A dESarrumada com 17 anos ficou sozinha na secundária com uma aliança de comprometida no dedo anelar da mão direita. O moço lá foi para Lisboa, morar para casa de uma tia, e como acontece com todos os meus namoros em que a distância se instala, ele começou a preferir ver a novela todas as noites do que ligar-me. Isto sim, é um padrão que se tem repetido anos e anos seguidos. Começo um namoro, corre bem, ficamos longe por um motivo ou outro, eu continuo a tentar e eles sentam-se à sombra da bananeira. Ou será que sou eu que interpreto tudo mal? Nunca saberei.

 

A verdade é que custava ser trocada pela novela. Eu na altura ainda tinha tomates para ligar mesmo quando me diziam que não tinham tempo, e cheguei a ter a chamada desligada na cara... tuh, tuh, tuh... do outro lado da linha.

 

Foda-se. Aguentei, afinal, íamos casar, ter bebés e uma casa na Serra. Estava eu toda contente a festejar o facto de ir para a Universidade só que menti ao moço, disse-lhe que não tinha metido opções em Lisboa porque não tinha média suficiente, mas a verdade é que entrei num sítio com média superior na altura... só que queria mesmo, mesmo, estudar em Aveiro, tinha o feeling que lá é que ia ser feliz, e fui, muito. Mas não lhe contem, ok?

 

Fui para Aveiro. Aquilo foi festa todas as semanas, aquele primeiro ano foi mesmo um dos melhores em termos de descobertas. Estava livre da força controladora que os meus pais exerciam em mim, podia fazer o que quisesse, desde que não gastasse muito dinheiro, porque afinal, na Universidade somos "livres", mas ainda muito dependentes dos pais. Conheci outro rapaz. Tirei a aliança do dedo, só a metia quando ia a casa no fim-de-semana. Houve um fim-de-semana em que me esqueci de a meter e tive que dizer a toda a gente que a tinha perdido na praxe. Nunca mais a pude meter depois disso, afinal, estava "perdida". Eu sabia que dali não sairia nada sério, afinal, o meu namorado não me vinha visitar por mais que eu lhe pedisse, arranjava sempre algo para fazer com a tia em Lisboa. Num fim-de-semana passado em casa, encontrei-me com ele e acabei. Implorou de joelhos (foi a única vez que alguém se ajoelhou a implorar que não acabasse com ele). Eu fui dura, disse-lhe que ele me ignorava e que assim não podia continuar. Ele disse que ia mudar. Nos 2 dias seguintes não me mandou uma única sms. Mandei eu outra a dizer que a minha ideia de acabar estava confirmada e que era definitiva.

 

Entretanto continuei a sair com o tal rapaz de Aveiro. Perdi a virgindade com ele, a ideia de casar virgem caiu por terra nesse 1º ano de Universidade. Na altura morava num prédio com 12 andares habitáveis que tinha um 13º andar com arrumações e acesso a um terraço. Como partilhava quarto com outra rapariga eu e esse moço íamos "curtir" para o tal 13º andar do prédio. Aquilo foram meses de muita adrenalina. Já quase me tinha esquecido disto. Num dos dias da semana académica estava com ele lá no sótão e as minhas calças de ganga, que eram super justas, rasgaram-se no meio das pernas. Tive que descer os andares todos naquela figura, cuecas à mostra e tudo. 

 

Boas recordações. Muito parvas mas boas. Ainda bem que não me esqueci do quão parva era. O anel ainda está lá em casa guardado numa caixa com as fotos deste namoro de 3 anos. Soube bem ter vivido algo "assim", mas éramos umas crianças. O segundo rapaz foi no ano seguinte de Erasmus para outro país. Mais um que se afastou. E na altura também achei que nunca mais voltaria a amar. 

18
Jan18

Diário de bordo 18.01.2018

Insónia. Cansaço e alguma raiva. Vou falar de um assunto há algum tempo esquecido aqui no blog. A minha vida amorosa.

 

 

Resumindo, ou sou eu que sou muito exigente, ou há situações que, simplesmente, não me enchem as medidas, por mais que tente, por mais que me esforce. Já se sabe que relações à distância são uma merda. Não há forma de negar, não vale a pena meter paninhos quentes. Alguns conseguem, alguns dão o litro para que resulte, conheço uma rapariga que gasta entre 150 a 300€ para ir a Portugal a cada 3 semanas ver o namorado, mas ela mora no Porto, não no interior do país, como eu, ela está em Paris, não no interior de França, como eu... apesar de parecerem detalhes, o facto de passar quase 12 horas em viagem para ver o "mais-que-tudo" já me tira qualquer hipótese de sonhar com voos mais altos que me possibilitassem ir à terrinha mais vezes.

 

Mas não estou aqui para me queixar da minha localização geográfica.

 

Isto seria facilmente contornável se ele quisesse fazer mais. Se ele quisesse ir até Lisboa ou Porto, ou simplesmente organizar algo, um pedacinho de interesse, sem que tenha que ser eu a pensar no assunto, eu a organizar as férias, eu a organizar as chamadas, que são cada vez mais raras. (Ouvir a voz dele a cada 2 meses parece-vos normal?)

 

A inércia de algumas pessoas dá cabo de mim, a sensação de que ele já desistiu e se esqueceu de me contactar, é coisa para destruir uma pessoa. Ao menos que me digam quando a coisa já deu para o torto. Nem que seja uma sms, já não te quero. Amigos na mesma, pá!

 

Eu tentei, juro que tentei, até sugeri voltar para Portugal como era meu desejo há uns meses atrás. Insisti nesta ideia durante meses. Martelei na minha cabeça vezes e vezes sem conta que seria a opção certa, que era o caminho a seguir. Agora já não sei o que quero. Se volto, se fico, ou se me calo para sempre. 

 

Quando as conversas começam a ser só à base de "está tudo bem?" ou "como foi o teu dia?", é hora de saltar do barco, certo? É o chamado - quero voltar p'ra ilha! - e eu já voltava toda contente para aqueles primeiros meses de sonho. Meses em que a relação parecia possível e tudo era palpável. Quando dizíamos "quem quer muito alguma coisa, consegue". Onde estão o raio dessas promessas? Onde se escondeu o optimismo? Onde está o querer avançar na mesma direcção??

 

Fuck. Já arranjaste trabalho aí, não queres que volte porque "estou muito bem aqui", segundo as tuas palavras, e ainda por cima não queres contar à família porque "eles não iam compreender o facto de termos uma relação e não estarmos juntos fisicamente"... moço, não sei que te diga, nem compreendem eles, nem compreendo eu.

 

Vou dormir, que o meu mal é sono. E, se calhar, no meio disto tudo, vai-se a ver e até sou eu que sou demasiado exigente. Mas cada um aceita o amor que acha que merece. E eu acredito que não mereço SÓ isto.

24
Jul16

Porque ela largou o homem que ama.

Porque ela sabe que dizer as frases diárias "como estás?", "como foi o teu dia?" não chega.


Porque ela sabe que ter noites de sexo tórridas, apesar de importante numa relação, não chega.


Porque ela sabe que o lado espiritual é tão importante como os outros, e que só estar de acordo em assuntos superficiais da vida não chega.


Porque ela sabe que estar a 1800 quilómetros, sem perspectivas de encurtarem a distância nos próximos anos, não chega.


Porque ela sabe que, após um ano de relação, ainda ter dúvidas sobre se ele é "o tal" não chega.


Porque quando ela sentiu que aquilo que eles tinham não chegava, ela soube que não era amor.


 


E por tudo isto ela partiu, porque quando se ama não há talvez, não há distância, não há falta de encaixe espiritual.


 


Sim, ela sabe que um talvez, definitivamente, não chega. 


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