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Diário de uma dESarrumada

Diário de uma dESarrumada

24
Fev20

Guarda o teu regresso aqui.

Casa.

Vim passar o fim de semana ao Porto, estou neste momento a fazer tempo antes de ir passar a noite no aeroporto, "dormir" e ir embora amanhã de manhã muito cedo.

 

A formação já acabou, e já estou nostálgica das pessoas que conheci por lá. Ainda há pessoas boas neste mundo, e por isso agradeço. Nos últimos anos tenho tido sempre pessoas impecáveis a cruzar o meu caminho. E vocês, já agradeceram alguma coisa hoje?

 

Confesso, quando fui embora de Portugal achei que o mundo inteiro estava contra mim, achei que este país me queria mal, que as pessoas aqui eram más, basicamente, achava que nunca ia conseguir ser feliz aqui. Na altura havia uma rapariga, colega de profissão, que me fazia a vida negra lá no trabalho onde estava, a ganhar 3€/hora a recibos verdes. Saí por causa do salário, mas não só, acho que a razão principal foi achar que não tinha amigos em Portugal e que nunca ia ter. Agora apercebo-me de que tinha uma visão da vida muito distorcida e muito negativa. A maior parte das pessoas só está a pensar no seu umbigo, e não quer saber dos meus stresses e ansiedades. E curiosamente, a vida quis que eu fizesse mais amigos em Portugal nos últimos 5 anos, desde que fui embora, do que aqueles que fiz e consegui manter durante 23 anos de vida aqui.

 

A vida tem coisas do arco da velha, não tem? 

 

E a moça que me fazia a vida negra no meu antigo trabalho? 

 

Morreu no verão passado, de cancro, com 31 anos. Andava a tentar ser mãe e descobriu um cancro entretanto, que evoluiu muito rápido. Eu soube tudo pelas redes sociais... E quando alguém partilhou a foto dela no perfil dela, com a data de nascimento e data de falecimento, percebi que a vida pode ser muito curta, demasiado curta. E sinceramente, ao ver a foto dela, percebi que já não a odiava. Não por já não estar entre nós, todos sabemos que o cemitério está cheio de pessoas que ainda são muito odiadas - é o caso da minha avó paterna, da qual não podemos falar lá em casa, tal é o ódio que o meu pai lhe tem, e no entanto já faleceu em 2000 - mas porque percebi que o que ela me fez só me ajudou a tomar uma decisão que mudou completamente o rumo da minha vida, e que sem esse rumo que acabei por tomar, não teria tomado a decisão que tomei nestes últimos dias. E não seria quem sou hoje. Obrigada. 

 

Sei que hoje estamos aqui e amanhã já não estamos. Que tudo que sonhamos pode vir a desmoronar de um dia para o outro, e que já esperei tempo de mais para ser feliz... Está na hora. 

 

Decidi a maior decisão da minha vida, hoje, mas também pode não ter importância nenhuma, amanhã. Como quando esperamos durante meses um evento importante e depois o dia chega, e passa super rápido... Dizemos "já passou" e viramos as ideias na direção de outra coisa não é?  

 

Os projectos são assim, a maior parte do tempo não vale a pena fazer um grande alarido, após serem concretizados o cérebro passa para o próximo projecto muito rapidamente. Por isso é que a decisão mais importante a tomar, é a de aproveitar a jornada, aproveitar cada dia como se fosse o último. Porque um dia temos razão. A cada segundo alguém vive o seu último dia em vida na terra. 

 

E sobre Portugal... Cheguei à conclusão que este país não me odiava, nem as pessoas me odiavam, eu é que me odiava a mim mesma. Achei que estar longe era o melhor para mim. E na altura foi. Foi o que precisei para crescer, e talvez ainda precise de estar longe para aprender a amar-me e a descobrir o caminho de regresso até mim. Mas, ultimamente, sinto que estou cada vez mais perto de encontrar esse caminho. E que quando estamos bem connosco próprios, pouco importa o país, pouco importa a casa, pouco importa o salário... 

 

Não sei se já leram o livro O Alquimista do Paulo Coelho? Eu li no ano passado quando fui à Austrália (Já passou um ano? Como assim?), e identifiquei-me muito com o fim. Porque me sinto como aquele pastor. 

 

Sinto que, às vezes, muitas vezes, vamos dar uma "ganda volta", para voltar exactamente ao lugar de onde partimos. Como é que só vi isto agora? Foi a viagem que me mudou e fez-me perceber que, o lugar onde comecei esta caminhada, já era o meu destino. 

 

Sei que estou a chegar a casa.

 

 

18
Set19

Hoje é dia de voltar.

Que sentimento agridoce este de voltar para Paris... Não sei o que pensar. Queria tanto conseguir decidir outra coisa para mim... Mas não sei bem o quê. 

 

Ontem choveu bastante aqui... E caiu granizo. Bastante.

 

Queria dizer algo eloquente. Mas não consigo. 

 

Xau, xau. Voltamos a ver-nos em Paris. 

 

Beijo na bunda 💋 🍑

12
Fev19

Cucu! I'm back bitches.

Hey desarrumados! How are youuuu? O regresso das férias tem sido atribulado... Tanto para dizer e tão pouco tempo. Hoje fui à piscina, já tinha saudades de levar com bolhas na paxaxa. E estou toda bronzeada ali a pavonear-me no meio dos branquelas... tomem lá, suckers!!! Os gajos por lá não são nada de especial.... a ver se arranjo outra piscina 

 

Pensei que a minha líbido fosse diminuir depois das férias, mas nahhhh, continua aqui firme e hirta! Já voltei a instalar o Tinder e já ando na "caça" outra vez. Vamos lá ver o que vai sair daqui... Não percam os próximos episódios porque eu também não!  quem será o pila#3????

 

Já agora, o Triptofano armou-se em "fofo" e deixou-me um Roast no blog dele... se podia ficar ofendida? Podia! Mas aquilo está uma categoria e ele acerta na mouche em muitos pontos! Já há muito tempo que não me ria tanto  Ide lá espreitar! E Trip'zinho do meu coração, me aguarda, que o teu ROAST já está no forno!  

 

 

Roast da dESarurmada - Triptofano

 

 

P.S: este post foi claramente para manter a média de visualizações no blog. Tirando a parte em que falei do Roast do Triptofano não se aprendeu nada aqui, como sempre. Já sabem que quando entram neste blog é por vossa conta e risco.

 

P.S.2: O post sobre o pila#2 sai em breve! ai, ai, ai... só vos digo isto: delicioso!

 

. Beijo na bunda! 

28
Jan18

Cheguei a casa.

Pois é. Cheguei a casa do mini-fim-de-semana em Lisboa. Foi tão brutal. Conheci pessoas inesquecíveis num jantar mesmo top! (mas sobre isto venho cá falar mais logo durante a semana). Entretanto já fui à caixa do correio e isso fez-me reflectir um bocado nas seguintes informações que vou já, já, debitar rapidinho...

 

Há 3 coisas difíceis de abrir na vida:

 

Uma tangerina no comboio. É quando ela se lembra de libertar todos os sumos para cima do estofo do banco e quase que perdemos uma vista com tanta acidez. Isto tudo com um senhor africano a olhar para mim fixamente porque estava num daquele lugares para 4 pessoas com mesinha no meio.

 

Um preservativo quando temos as mãos cheias de nhanha. Até c'os dentes aquilo vai. (apesar de eu não recomendar nada irem lá com os dentes. olhem as doenças. olhem os bebés. olhem... bem, se forem fazer um broche ou anal isto não conta.) *post editado

 

Quando chegas a casa de mini-férias ou grandes-férias, ou seja lá o que for, e tens uma carta do banco à tua espera. Posso jurar aqui a pés juntos, preferia mil vezes que fosse a tangerina ou o preservativo.

 

Afinal era só uma atestação do seguro da casa, mas durante o tempo todo em que tive a subir os quatros andares e a ir buscar uma naïfa para abrir aquilo, transpirei que nem uma porca com medo.

 

* NOTA : no primeiro post escrevi esta frase na ordem errada e deu a impressão de que fazer sexo oral e sexo anal não são uma forma de contágio de doenças sexuais! Meus caros, estamos em 2018, já toda a gente sabe, ou devia saber, que o sexo oral e sexo anal podem ser fonte de doenças sexualmente transmissíveis! Já no que toca aos bebés, normalmente com o sexo oral (arrisco dizer) que é quase impossível engravidar, já com o sexo anal é preciso ter cuidado para o esperma não "escorrer" para a vagina, ou não haver contacto do bráulio com a vagina, ou o típico "enganei-me no buraco, toma lá disto". Vá, continuem com as marotices, mas sempre protegidinhos! 

08
Abr16

Será que é desta?

Juro que tentei apagar o blog. Juro que tentei perder o vício de vir aqui ao Sapo blogs saber de vocês... mas a curiosidade era imensa. Comecei a ir ver os blogs que gosto através do Google e frustradíssima por não poder comentar. Que s'a foda, pensei! Vou voltar. Se não responder a comentários olhem, desculpem lá qualquer coisinha! Vou tirar de mim própria a pressão de pensar "se não dou 100% é porque não estou a dar suficiente". Só tenho perdido na vida com esta atitude de bosta. Podem sempre mandar mail que esse eu leio praí uma vez por mês, se tanto! E os comentários são lidos, mas como não me organizo nem sempre respondo quando devo... às vezes respondo 3 meses depois, se estiver bem-disposta.
Mas admito, as minhas bacoradas não podem ficar aqui acumuladas no interior do meu ser. Sabem o que se costuma dizer quando se aperta um pum? Ele sobe pela coluna e vai parar ao cérebro, surgindo assim as ideias de merda. Eu cá não quero ter ideias de merda, vocês querem? Por isso vou deixar de reter os meus pums mentais. Ora vamos lá partilhar umas quantas badalhoquices. 

Beijos na bunda!

Bem-vindos ao meu diário, um lugar seguro onde podemos falar sobre tudo. Já comentaram hoje? Bisou, da vossa dESarrumada.

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