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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

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11
Jan19

Diário de bordo 11.01.2019

Nem sempre a vida nos dá o que queremos quando queremos. Às vezes olhamos à volta e ficamos com a impressão de que já todos têm o que nós queremos. E vem aquele sentimento de se ser incapaz, de não se estar à altura das expectativas. Já passo por isto há muito tempo. Esta capacidade crónica de estar quase sempre insatisfeita. A vida só por si não me satisfaz. Ou é essa a impressão que tenho. E por isso vou andando nesta vida à deriva, ao sabor do vento, a achar que estou a controlar alguma coisa.

 

Coitadinha de mim, pffff, achar que controlo nem que seja só um bocadinho o rumo dos acontecimentos, o encadeamento de acções e consequências. Já disse aqui e vou repeti-lo várias vezes até entrar : tentar planear o futuro não serve para nada. Não existe utilidade prática em tentar viver o futuro que ainda não aconteceu vezes e vezes sem conta na esperança de saber se a escolha que estou a fazer é mesmo a melhor de todas.

 

Hmmmm... a ansiedade já não bate tão forte como antigamente, nesse aspecto 2018 foi o ano de dizer adeus a esta merda... Mas de vez em quando, encontro por aqui neste cérebro de gavetas desarrumadas, uns resquícios de medo e paralisação da escolha que pensava já ter abolido. Isto é para a vida toda. Isto é para a vida toda. Às vezes baixo a guarda e o pensamento acelerado volta. Mas o compromisso que assumi comigo mesma para ser feliz, independentemente do caminho que escolher, é muito mais importante do que qualquer resto de ansiedade que ande para aqui perdido.

 

E na última quarta-feira tive alta da psicóloga. Ela diz que estou apta a gerir as minhas emoções sozinha, que já não preciso de trabalhar a regulação emocional. Por isso a partir de agora estou oficialmente "por minha conta". Vá, vamos embora que ainda há muito para fazer nesta vida.

 

17
Jun18

Aleatoriedades da vida.

Às vezes estamos tão concentrados em sair do poço que nem nos apercebemos que estivemos o tempo todo no poço errado. E quando dizem que as coisas negativas que nos acontecem só vão fazer sentido mais tarde? Cada vez mais acredito nisto. Apesar de ainda não ter ideia nenhuma de para onde a minha vida caminha, sinto-me muito mais em paz com as decisões que tomei e continuo a tomar. E grande parte da minha ansiedade vem desta ideia de "e se tivesse escolhido diferente?". Guardo sempre esta sensação cá dentro de mim de que devia ter optado por outro caminho, e que nunca saberei o resultado de todas as minhas outras escolhas. Talvez por influências externas, medo de arriscar ou de perder o conforto conquistado. Mas, sinto-me melhor, começo a acreditar que estamos sempre onde devemos estar. Se hoje ainda estou aqui é porque é aqui que está a minha maior aprendizagem. Às vezes o facto de esperar, e aprender a fazê-lo, só por si já é a maior lição.

E falando de escolhas, no fundo, bem lá no fundo, ninguém quer saber das nossas decisões, as opiniões dos outros não são tão importantes como pensamos quando somos adolescentes e jovens adultos. A opinião dos nossos pais e amigos deixa de importar tanto, ou mesmo nada. Se sou bem sucedida ou não, isso cabe-me a mim decidir, não aos outros. E afinal, o que é mesmo o sucesso? Aquilo que acho que os outros têm nem sempre é o que me faria feliz a mim. Uma simples viagem sem rumo e sem horários na natureza pode fazer-me mais feliz do que ter um negócio próprio e estar sempre ocupada. Sinto que ainda tenho tanto para conhecer sobre mim própria e que o segredo pode estar aí. Na auto-descoberta. Descoberta essa que às vezes levamos uma vida inteira a construir e desconstruir. E a vida lá se vai fazendo caminhando para a frente, de qualquer modo, nunca conseguiremos adivinhar o futuro nem mudar o passado. O presente é tudo que temos. 

30
Mai18

Notas para mim própria sobre as consultas com a psicóloga...

Hoje tive a minha segunda consulta na psicóloga. Vou apontar aqui algumas coisas sobre as quais falámos para não me esquecer e para vir ler nos momentos em que a ansiedade bater mais forte. Ela é muito simpática, e acho-a muito terra a terra, não é daquelas pessoas de meter paninhos quentes e gosto disso. Vou começar pelo que eu disse, e ao lado a resposta dela.

 

"Não consigo tomar decisões, fico com medo de me arrepender e penso nos caminhos todos que podia ter escolhido" - "Decidir implica renunciar algo, qualquer que seja a escolha que faça, vai sempre perder algo. O que vamos trabalhar aqui,é você ter essa noção e isso não a afectar".

 

"Sinto que a minha cabeça é uma sopa de ideias, e que não me consigo organizar" - "Você tem boas ideias e já teve coragem de realizar muitas. É só arrumar a sopa e vai voltar a ser como era antes".

 

"Não sou corajosa o suficiente para sair desta cidade e da zona de conforto que criei aqui" - "Já olhou para si? Veio sozinha para outro país, largou a maior zona de conforto que alguma vez teve na vida, onde tinha a sua família e amigos. E agora, o que a faz pensar que não conseguiria largar uma cidade onde não tem nada que a prenda?".

 

"Acho que uma vida inteira não é suficiente para fazer tudo que quero fazer" - "Para pessoas como você, nem que lhe dessemos mais 100 anos de vida, 200 anos ao todo, até isso não acharia suficiente para fazer tudo o que quer fazer".

 

 

E para já foi isto... para o mês que vem volto cá com os insights da próxima consulta...

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