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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

Diário de uma dESarrumada

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18
Ago19

Em Paris o mês de Agosto é como um domingo prolongado.

Desde o dia 1 de Agosto que Paris ficou com um terço da população habitual. Podia estar a exagerar, mas não estou. Os parisienses vão de férias, as lojas todas fecham, a maior parte dos restaurantes também não estão a funcionar...

 

Pasmem-se! Quase todas as manhãs consigo ir sentada no metro das 8h30! Algo que no resto do ano é praticamente impossível 🤷🏻‍♀️

 

Mas estou a ADORAR ver a cidade assim... Adoro ter espaço quando caminho nos passeios para andar e olhar para os edifícios com calma, adoro não estar sempre a esbarrar contra pessoas, adoro não ter desconhecidos a cheirar a cavalo colados a mim no metro, adoro conseguir chegar a casa sem ter que caminhar pela estrada porque o passeio em frente aos restaurantes está cheio de bêbados viciados em after-works... 

 

Mas está quase a acabar, daqui a uma semana o frenesim começa e deixo de ter Paris "só para mim". 

 

Até lá é aproveitar estes dias de sossego. 

 

Beijo na bunda 💋

 

Se gostam do blog partilhem com os amigos. Se não gostam partilhem com as inimigas. E não se esqueçam, este canto desarrumado também tem Instagram, e as conversas nos stories de vez em quando até são interessantes. Aqui! >>>@adesarrumada

 

 

 

08
Jul19

O lado negro das aplicações de encontros.

Aplicações de encontros. Tornam tudo mais fácil e acessível. 

 

Estou sozinha no fim--de-semana? No worries, vamos lá ver quem está online.

 

Vontade de ir beber um copo, ir ao cinema, ter relações sexuais? No worries, vamos lá escolher aqui um moço qualquer e passar algum tempo com ele.

 

Não me queixo. Afinal, sem as aplicações de encontros eu não teria conhecido quase nenhum ser do sexo masculino nos últimos 4 anos e meio. Para mim estas aplicações são nada mais, nada menos, do que "facilitadores de encontros". E relativamente a esse aspecto resultam e bem.

 

O que me anda a dar a volta à cabeça é que é extremamente fácil cair-se ne tentação de tratar o ser humano como descartável... largar tudo e desatar a correr à mínima dificuldade... "Ah e tal, se não resulta com este , é porque deve haver um melhor ao virar da esquina".

 

E quando damos por nós estamos perdidos no loop sem fim das aplicações de encontros. Cujo objectivo é manter-nos viciados naquilo... afinal, sejamos sinceros, se pudessemos encontrar o amor nas ditas aplicações, eles ficavam sem trabalho, certo? E a sua utilidade ficava ameaçada...

 

Escrevo este post porque ando com um dilema recente na minha vida.

 

sacre-coeur-paris.jpg

 

Há cerca de uma semana, na sexta-feira dia 28, comecei a sair com um rapaz chamado Gui.

 

O Gui corresponde a tudo que eu possa ter incluído na minha check-list de futilidades... tem cabelo castanho, olhos castanhos, é mais alto do que eu, pratica desporto, cuida de si próprio, veste bem, tem um bom emprego, tem um apartamento no centro de Paris, vem de uma boa família... O Gui não pressiona para fazer sexo, sabe esperar... com ele bati um novo record pessoal: 3 dates sem fazer sexo! Eu até festejava isto... se não tivesse vergonha do que acabei de escrever.  

 

Só para verem como tem sido perfeito... um dos nossos dates consistiu em encontrarmo-nos depois do trabalho (ele também trabalha até tarde), comer um gelado na Amorino que fica ao lado da basílica do Sacré-Coeur e ir para o jardim das escadas, às 22h da noite, beijarmo-nos que nem uns adolescentes deitados na relva, até à meia noite... Foi grande momento na minha  vida, que recordarei com carinho... E mais, já não me lembrava da última vez que tinha beijado um rapaz durante tanto tempo, sem acabar a noite com a pila dele na minha boca - ou noutro orifício do meu corpo.

 

Sendo que o Gui tem tantas qualidades, porque é que estou a escrever isto? Porque o Gui tem um defeito. Mas que não é culpa dele. Esse "defeito" é que há gajos bem mais giros que ele no Tinder. Ou no Happen. Ou no Once. Ou mesmo no metro. Ou no ginásio. Há gajos giros, e que poderiam fazer muito mais o "meu estilo", por todo o lado. E isto é um problema para mim... Há demasiada escolha. Fico sempre com aquela sensação de que "posso arranjar melhor"... e ao mesmo tempo penso "não sejas convencida, se calhar ele é o melhor que consegues". E isto é mau. Muito mau. Esta cena de valorizar as pessoas consoante a sua aparência física é horrível... Tanto para a minha auto-estima como para a percepção que tenho da dele... que é um rapaz extremamente simpático e que, para já, não tenho nem um único defeito a apontar.

 

Só consigo culpar as aplicações de encontros por esta sensação de "há mais peixe no mar". Demasiado peixe. Paletes e paletes de peixe. Haja paciência para lidar com isto... Conselhos? Já vos aconteceu saírem com alguém que preenche todos os requisitos, mas mesmo assim, sentirem que "falta algo" e que deviam continuar à procura? 

 

Beijo na bunda! 

09
Jun19

Ainda era tão novo...

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Pronto. O Panda de Ouro ficou-se pelos 3 meses e 6 dias. Ainda era tão novo... paz (pás! pás! pás!) à sua alma. Oremos irmãos.

 

Já dizia o outro :

 

Por cada uma que dás, é um Panda de Ouro que morre.

 

Querem saber como aconteceu? Se sim, em post normal ou formato TindAdvisor?

 

Beijo na bunda! 

 

05
Jun19

Um brunch que não é suficientemente francês para os meus fãs.

Recentemente postei foto de um brunch e alguém referiu que não era suficientemente francês (ou algo do género, sorry, mas a minha vida anda de loucos e não consigo responder aos comentários individualmente). 

 

Mas aquilo na foto foi o prato da lista que eu pedi. O restaurante tem um menu de brunchs onde podemos escolher a bebida quente, o prato e a sobremesa. O sumo de laranja e as cenas de pastelaria estão sempre incluídas nos brunchs aqui para estes lados.

 

Querem coisas à la française ?

 

Tomem lá então uns pains au chocolat. Um papel de parede perverso. E uma imagem romântico-parisiense. 

 

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04
Jun19

Primeiro dia de trabalho.

Uma loucura. Não parei um só segundo. Acho que gosto deste ritmo. Apesar de achar que ainda é muito cedo para tecer prognósticos...

 

Ontem, domingo, comi o primeiro brunch, de muitos espero eu, aqui em Paris.

 

Foto para provar (porque já se sabe que hoje em dia fazer algo e não tirar foto é como se não tivesse acontecido) :

 

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A zona onde moro 😍:

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Sacré cœur ! ❤️

11
Jun18

Em Paris, ou vai ou racha.

Este fim-de-semana foi passado em Paris com a H. Foi tudo muito bom, passeámos muito e reflectimos muito sobre a vida, mas tudo muito descontraído, sem stresses. Já há muito tempo que não tinha uma viagem assim. O pior acontece quando estávamos a ir para a peça de teatro de uma amiga dela, o motivo principal pelo qual fomos a Paris este fim-de-semana...

 

Estávamos no metro, que teve um problema na linha e estava atrasado, sentadinhas na carruagem fizemos as contas, íamos chegar 8 minutos antes da peça de teatro, mas a paragem de metro ficava a 13 minutos do teatro. Quando se chega em cima da hora, já não nos deixam entrar. Recebemos uma mensagem da amiga da H. a pedir para lhe tirarmos fotos durante a peça. Aiii, tirar fotos até tiramos, mas para isso é preciso conseguir entrar a horas! Um desafio avizinha-se... Barney Stinson* que está dentro de cada um de nós, mostra o que és capaz! Gritei bem alto cá dentro da minha cabeça:

 

Challenge accepted! 

 

H: "Vou activar o GPS, assim que as portas abrirem corremos o máximo que podermos, ok?" 

Eu: "Vamos a isso!"

 

Partida.

Lagarta.

* as portas abrem*

Fugida!

 

Corremos tanto, mas tanto, que nem me lembro de como saímos do metro. Aquilo foi descer escadas rolantes, aquilo foi voltar a subir escadas, aquilo foi fazer slalom entre as pessoas, ir contra malas, tropeçar em carrinhos de bebé. O que vale é que estamos super habituadas a correr juntas e já temos o mesmo ritmo de corrida (da última vez fizemos 7km sem pausa, kudos para nós! )

 

Eis que chega a luz do sol. Estávamos na rua. Estão a ver quando uma pessoa está tão concentrada na tarefa que está a fazer que se esquece que está no meio do passeio, que há passadeiras com sinais vermelhos, que há pessoas por todo o lado, que está numa grande cidade movimentada e que o mundo continua a girar? Foi isso que aconteceu. Escapamos por um triz a sermos atropeladas por uma mota de entregas de comida, "mas nem que a vaca tussa, hei-de chegar a horas àquela peça!"

 

E chegámos, 2 minutos antes da hora. A transpirar rios e rios de suor. A senhora da bilheteira olha para nós ofegantes e vermelhas que nem tomates. 

 

"Calma, calma, ainda têm tempo, os expectadores estão todos em fila à entrada e ainda ninguém entrou!"

 

Expiração de alívio. Aquilo foi correr para o WC para fazer um xixi de stress, que estava a apoquentar-me desde que entrei no metro e vi que este estava atrasado, depois esfregar-me dos pés à cabeça com papel higiénico para ensopar o suor. Fomos para a peça, a cheirar a cavalo. E conseguimos tirar as fotos que a amiga da H. pediu.

 

 


* personagem de How I Met Your Mother que diz Challenge Accepted quando se auto-propõe a desafios algo estúpidos

01
Nov16

Decisões de vida.

Alguém se lembra deste meu dilema?

Pois bem, recebi a resposta na última quinta-feira. Fiquei tão "abananada" com a resposta que só consegui vir aqui falar disto agora.


FUI ACEITE! No meio de 82 candidatos, eu fiquei nos primeiros 30! (É uma universidade TOP em Paris... Não sei que critérios utilizaram mas acho que agora também não importa... Estou dentro e ninguém me pode expulsar agora!) 


Estou feliz! E ao mesmo tempo estou uma pilha de nervos. Ora estou a rir que nem uma parva por ter esta boa oportunidade, ora fico com vontade de vomitar e gritar "onde é que me fui meter?". Tenho medo de não estar à altura do desafio.


Amanhã (que hoje é feriado e o meu chefe fez ponte ontem!) vou finalmente contar-lhe a novidade, e esperar para ver o que eles me propõem. Se me pagam a formação ou não, se tenho que assinar com eles mais uns anos ou não. Se por um lado estou fartinha deste trabalho, por outro esta formação muda tudo.


 


[reclamação in] Antes que cheguem os típicos comentários de "dá Deus nozes a quem não tem dentes", quero desde já dizer que sou um ser humano, e tenho tanto direito de ter medo diante dos grandes desafios da vida, como de queixar-me por a vida ser uma merda devido a razões fúteis (esta vai para quem vem para o blog queixar-se que partiu a unha de gel, por exemplo). A minha realidade não é a mesma que a dos outros. Escrevo no meu blog aquilo que me apetecer. Vejo pessoas escreverem em blogs que ficaram num hotel a 500€ a noite, ou que compraram uma mala de 1000€, e toda a gente faz amén! Pronto, desabafei. [reclamação out]


 


Passo cá mais tarde durante a semana para contar novidades.


Beijos na bunda! 

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