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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

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06
Jan19

Os desejos de Rosalina parte III

O próximo episódio sairá no dia 16 de Fevereiro. A saga da Rosalina vai sofrer uma pausa porque a autora vai daqui a duas semanas ver os cangurus durante quase um mês e tem muita coisa para preparar. Não chorem. Teremos na programação do blog outros posts giros para ler.

 

Não percam as aventuras das vossas personagens preferidas porque nós também não! 

 

Os desejos de Rosalina parte I

Os desejos de Rosalina parte II

 

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Abril de 2015, ainda. 

 

7 horas. Despertador que toca, hora de ir para o trabalho.

 

Depois de vender o pacotinho de leite fresco e o pão rico sem codêa da Dona Isaura, Rosalina começa a varrer a loja. Todas as 2ª feiras é dia de varrer o estaminé, limpar o pó das prateleiras, as mais baixas, porque os seus 1,56m não lhe permitem aceder às mais altas.

 

Eis que no meio desta azáfama, Fausto entra pela mercearia a dentro.

 

- Hoje é dia de limpar o pó Rosalina? – pergunta com um ar brincalhão.

 

- Sim, senhor. Todas as 2ª feiras é dia de limpezas. O que o traz por cá? – disse ela assumindo uma postura respeitosa para com este belo desconhecido.

 

- Rosalina, podes tratar-me por tu, ora essa! – diz ele piscando-lhe o olho enquanto agarra numa caixa de fósforos da prateleira de cima.

 

Rosalina olha para o homem espantada com o atrevimento. «Era o que faltava, este pensa que só por ter uma barba ruiva bem aparada e uns olhos verdes cor-de-lago-com-algas que se pode ficar a rir». Decidiu não responder. Continuou a passar o espanador da Swiffer enquanto lhe passava pela cabeça o slogan do anúncio “Swiffer a passar e o pó a acabar”. Era oficial, aquele homem estava a dar-lhe a volta à cabeça.

 

- Rosalina? – ela estremeceu ao sentir Fausto por trás dela – Estás a ouvir-me? Estou a falar para ti!

 

Ela não ouvia nada de tão concentrada que estava na porra da publicidade. Olhou para trás e ali estava ele, entre ela e a prateleira dos detergentes da louça, a olhá-la profundamente.

 

- Rosalina… - ela estremecia de cada vez que o ouvia dizer o seu nome. – já não vendem cá aquela chouriça caseira feita pela Dona Cagueiruda?

 

- Oh não, a Senhora Manuela Cagueiruda faleceu no ano passado depois de um enfarte. O INEM demorou duas horas a chegar! Paz à sua alma. – Fez o sinal da cruz com a mão direita e o Fausto ficou a olhar para ela com um olhar consternado. Pensava ela que era por causa de ter sabido da notícia do falecimento da Dona Cagueiruda.... no entanto, o pensamento de Fausto estava bem longe, ele tinha ficado com o olhar fixo no peito farto de Rosalina que transbordava do decote «Pequena e boa como a sardinha! Comia com gosto...» pensou Fausto.

 

- Oh não sabia que essa senhora tinha falecido! Eu estive emigrado na Alemanha durante 3 anos. Trabalhava lá como aprendiz de mecânico e só voltei a morar nesta zona há 4 semanas, então perdi muita coisa por aqui. – ele fingia-se interessado pelas fofocas da zona, mas o seu olhar perdia-se de novo na madeixa de cabelo preto que caia no pescoço de Rosalina e que encaixava perfeitamente na covinha da sua clavícula. – Bem, então se já não têm a chouriça, vou só levar a caixa de fósforos. – Deixando um rasto de perfume barato atrás de si, pagou e foi-se embora sem pedir número de contribuinte na factura. 

 

30
Dez18

Os desejos de Rosalina parte II

Ainda estamos em 04/2015. Isto vai ser escrito em modo This is us... Mistura de passado com o futuro (para quem não vê a série). Porquê? perguntam vocês... porque uma vez que eu comecei a história em 2015 e já estamos quase em 2019, muita coisa se passou com cada personagem, e como eu sou a autora, eu sei tudo... é ÓBVIO que faz sentido acompanhar as personagens no passado, presente e futuro. Pelo menos na minha cabeça faz  

 

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Era domingo, dia de ir à missa. Rosalina aperaltou-se toda, camisa branca a fugir para o transparente e saia preta até aos joelhos. Batom vermelho nos lábios, perfume no pescoço, e sandálias de salto. Provocante, mas sem parecer ordinária, pensou ela enquanto se mirava no espelho do corredor.

 

A missa correu bem, o sermão do padre foi sobre a generosidade e abondade das pessoas para com o próximo. “Algo que está a faltar muito na nossa sociedade” – pensou Rosalina enquanto saia da igreja. Ao passar pelo famoso Café Central, como qualquer outra vila tem, o salto da sandália ficou preso num paralelo e esbardalhou-se no chão. Muito prontamente, ao olhar para cima enquanto se levantava, deu de caras com o homem alto da barba ruiva, que lhe estendia a mão para a ajudar a levantar. Ela como mulher forte e independente que é, não o agarrou na mão, levantou-se sozinha e agradeceu a amabilidade.

 

- Você é a rapariga que trabalha na mercearia? Eu chamo-me Fausto. Trabalho na oficina do Zé Escafuncha há cerca de duas semanas. – disse-lhe Fausto amavelmente.

 

- Ah, bem me parecia que a sua cara era nova por cá. Eu chamo-me Rosalina, e estou pela mercearia da minha mãe, a dona Azália do António, enquanto ela está no hospital por causa da operação aos rins. 

 

- Muito bem, prometo que vou passar com mais frequência por lá. – diz-lhe Fausto com um sorriso maroto.

 

Rosalina despediu-se com um “até uma próxima” e afastou-se, incrédula com o atrevimento do homem, mas ao mesmo tempo curiosa por saber mais sobre ele.

 

Nesse dia chegou a casa, e masturbou-se a pensar naquela mão grande e grossa que Fausto lhe estendeu. Dormiu tranquila.

 

23
Dez18

Os desejos de Rosalina.

Querem ler um conto erótico escrito pela vossa querida dESarrumada não querem? Ah pois querem!!! Em Abril de 2015, tinha o meu primeiro blog " A dESarrumada" uns 4 meses, comecei a escrever um conto sobre a Rosalina.

Nunca o cheguei a publicar mas ele ficou num documento Word que encontrei este fim-de-semana por acaso. Ri-me. Tinha muita imaginação e ainda me lembro vagamente do futuro que queria dar a cada personagem. E decidi publicar o texto por aqui, para vos brindar com a minha imaginação fantástica de 23 anos.

Senhores, dai-me coragem para acabar esta obra de arte! Com quase 4 anos de intervalo entre a data incial de escrita e a continuação, apresento-vos o primeiro episódio da história da Rosalina sem modificações. Pode ser que seja desta que o meu desejo de escrever contos eróticos se concretize!

 

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Os desejos de Rosalina 1 05/04/2015

 

Vou usar este blog para vos contar a história da Rosalina. A Rosalina é uma moça de bem, uma moça de boas famílias. E como todas as moças de boas famílias a Rosalina quer encontrar um homem que a preencha e que lhe dê uma vida confortável. Nesta altura de crise, R sonha com um homem que tenha emprego estável, carro e que não tenha dívidas à segurança social.



R trabalha numa mercearia, todos os dias às 8 horas e meia da manhã, ela roda a chave do estabelecimento, mete os mostradores da fruta cá fora, coloca os papéis dos preços nas respectivas frutas, e começa a sua jornada de trabalho. O primeiro cliente entra pontualmente, como todos os dias, é a Dona Isaura, vem comprar o seu pacotinho de leite fresco e o seu pão rico sem côdea.


- A côdea é coisa do demónio, menina R. Mete-se entre a placa e depois é um cabo dos trabalhos para limpar. – Diz Dona Isaura indignada. A sua vasta idade já não lhe permite conservar os seus dentes de origem, nem a eficácia e paciência necessária para tirar a placa e lavá-la.

 

Dona Isaura sai, e a Rosalina começa a ler o jornal do dia. Mais um incêndio, mais um Verão que começa mal. “Quando é que os incêndiadores começam a ser punidos como deve de ser??” E foi com este pergunta em mente, que R ao levantar a cabeça, dá de caras com um homem alto e de barba ruiva que a olhava por cima do balcão.

 

- Em que posso ser útil? – pergunta educadamente.

 

- Quero uma caixa de esfregões de palha de aço. E uma garrafa de água de litro e meio. – pede-lhe o cliente, homem encorpado, que vestia um fato de macaco azul, já muito escurecido pelas manchas de óleo, provenientes dos carros que arranjava.

 

R aprontou-se a ir buscar os pedidos do senhor. Enquanto se baixava para pegar na garrafa, o homem olhou-a de soslaio, como qualquer outro homem teria feito ao ver uma mulher de saia e de rabo para o ar.

 

R colocou as compras em cima do balcão, disse o preço, o homem pagou e saiu sem pedir factura. R olhou-o enquanto se afastava. “Que homem charmoso, no entanto, de poucas palavras.”

 

Fausto era o seu nome, viria a descobrir mais tarde.

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