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Diário de uma dESarrumada

Diário de uma dESarrumada

20
Mai19

Dizer adeus ao ego no minimalismo.

Desde o dia 2 de Maio que tenho passado muito tempo sozinha aqui neste apartamento vazio de móveis e outras tralhas. Enquanto escrevo este texto para vocês ouço o ecoar das teclas pela sala. E depois mais nada, silêncio. Mas nem sempre foi assim. 

 

Na primeira semana aqui sozinha ouvia muitas vozes. Vozes dentro da minha cabeça. Vozes que não costumam lá estar quando estou no trabalho, acompanhada de amigos, ou simplesmente na rua. Quando estamos concentrados em alguma coisa, ouvimos vozes na nossa cabeça, claro, mas normalmente estas estão relacionadas com o que estamos a fazer. Se experimentarem estar sozinhos em casa. Sem literalmente nada para fazer. Numa divisão vazia... a voz que vão ouvir é diferente. 

 

E admito que no início fiquei assustada com as coisas que essa voz me dizia: "quem és tu???", perguntava. Sem resposta. Porque esta voz só quer encher o vazio, correspondendo a anos e anos de programação mental.

 

No final da primeira semana, lembro-me que essa voz continuava lá, mas estava mais calma, dizia coisas mais simpáticas. E soube então, que essa voz era EU. Aquilo que realmente sou estava ali. Conseguia ouvir nitidamente quem sou, num apartamento vazio, com eco, sem nada para me ocupar a mente. Estava ali. E ao final de alguns dias de meditação, sem fazer de propósito para que tal acontecesse, uma vez que me vi "forçada" a estar em silêncio, essa voz foi ficando, cada vez mais calma.

 

Isto também acontece quando medito. Mas quando medito, tenho tendência a fazê-lo só num determinado espaço de tempo. Por exemplo, 5, 10, 15 ou 30 minutos por dia. Desta vez é diferente, porque dura o dia todo. Quase como se estivesse a fazer um retiro espiritual de 1 mês. E está a resultar.

 

Estas vozes que ouvimos são o "ego" e o nosso "verdadeiro EU". Como distinguir uma voz da outra?

 

EGO  - Aquela voz que pensamos que somos nós, mas afinal não. Esta voz só quer o melhor para si mesma. Quando pensamos estar a tomar um decisão boa para nós, isso muitas vezes é só o ego a comandar. No entanto, o ego foi e é útil. É ele que nos permite uma integração na sociedade quando somos crianças e adolescentes. Através dele percebemos de que nacionalidade somos, em que contexto social estamos integrados, que cor de pele temos, que sexo temos, que profissão queremos exercer, etc.

 

Mas, muitas vezes, essas crenças que o ego nos traz, não são verdadeiras. Acreditamos que temos que exercer determinada profissão para sermos felizes. Que temos que ter uma certa quantia na conta bancária para sermos pessoas realizadas. Que com a idade X temos que estar casados e com filhos. Eu caio em todas estas armadilhas do ego, e isso traz-me ataques de ansiedade regulares de há uns anos para cá. Porque acho que, na minha vida, devia estar ali, e não aqui. O ego diz-me vezes e vezes sem conta que sou uma falhada.

 

O que acontece quando perdemos uma parte do que nos identifica em relação ao ego? Quando mudamos de país? Quando estamos longe das pessoas que conhecemos? Imaginem que tinham que largar tudo, que tinham que fugir do vosso país, deixando documentos e todos os vossos pertences para trás, obrigando-vos a mudar de nome, de aparência física, de localidade, sem nunca mais ver a vossa família... Se isso vos acontecesse, o que é que sobrava?

 

Quando conseguimos silenciar o ego, ouvimos a nossa verdadeira voz, aquela voz que realmente somos. E nestas últimas semanas tenho-me conseguido ouvir a mim, sem o ego a interferir. E que bem que sabe conhecer-me melhor a mim própria. 

 

 

Olá, esta és tu.

 

Muito prazer.

 

Podias ter chegado mais cedo.

 

Estava à tua espera. 

 

 

Esta voz eu considero-a o meu GUIA ESPIRITUAL. A voz que me diz quem realmente sou. A voz que me diz que, mesmo que erre, não é assim tão grave. Mesmo que perca tudo, hei-de sobreviver. Porque afinal, estou a "errar" em relação a quê? Quem ditou qual é o percurso ideal? Quem decide qual o caminho correcto? Quem decide o que é meu?

 

 

Ninguém. Nem eu mesma posso decidir isso.

 

 

O presente é tudo que temos. E estes dias de silêncio fizeram-me ainda mais ter a certeza daquilo que realmente tenho. Libertei-me de muita coisa, tanto física como mentalmente. E essa libertação do ego deixou-me mais leve, pronta para seguir em frente, sem pesos mortos. Sei que ainda há muito caminho para percorrer nesta busca pelo essencial...

 

liberdade_do_ego_desarrumada_diario_blog.jpg

 

...sei que, de repente, tudo que possa correr "mal" no futuro, deixou de ter assim tanta importância a longo prazo. Um mau dia, não significa que tenha uma má vida. E quando me stresso com alguma coisa, quando começo a entrar em pânico com a nova fase que aí vem, olha para dentro de mim própria e pergunto: "quem és tu?"

 

E de repente tudo faz sentido.

 

Porque eu não sou o meu ego. Eu sou eu. E isso é tudo que tenho

 

 

 

 

07
Mai19

O GRANDE DESTRALHE continua. Roupa e minimalismo.

Este é o estado actual do meu quarto... O grande destralhe continua, o caminho para o minimalismo também! Isto que vêem nestas fotos é tudo que tenho em roupa. Nem mais nem menos.

 

À boa moda da Marie Kondo temos que meter todos os items da mesma categoria juntos. E eu fi-lo com a roupa, juntei tudo e comecei a destralhar. Alguns item doei, outros já com buracos ou desbotados, deitei fora. Não tem sido fácil, mas já me livrei de cerca de 40% dos meus pertences. Sobretudo os móveis. 

 

A fase seguinte é os produtos da casa de banho. Estou a aderir ao zero lixo, a mudar de estilo de vida. Ir para uma casa mais pequena muda-nos, e de que maneira...

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Cachecóis, écharpes e collants. Aqueles coisos pretos em forma de penso higiénico são os meus pensos higiénicos laváveis. Vale muito a pena! 

 

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Casacos. 

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Roupa no geral: partes de cima e de baixo, de verão e inverno. 

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Na mala pequena: cuecas, meias e soutiens. 

 

Nas duas últimas fotos, tudo tem que caber nas respectivas malas onde está tudo amontoado. O facto de ter tudo que possuo ao lado do objecto onde os quero transportar ajuda a "destralhar" porque sei que vai ter que caber tudo ali, numa de "ou vai ou racha". Se não couber é porque não me livrei de coisas suficientes. Os casacos e cachecóis (que estavam em cima do colchão e cadeira) vão noutra mala de tamanho médio que não aparece nas fotos onde também vão estar as toalhas de banho e mãos, os panos de cozinha e alguns produtos de higiene.

 

Os sapatos couberam todos num saco de ginásio e ainda vão caber lá umas quantas coisas para a cozinha. 

 

Este processo não é fácil. Há muita coisa que, só de pensar que nunca mais as vou ver, isso traz-me uma carga emocional enorme. Já fiquei várias vezes com lágrimas nos olhos a recordar-me de determinado evento em que usei determinada peça de roupa. Mas sei que a leveza de espírito que vou ganhar no final deste processo vai valer a pena...

 

 

Beijo na bunda! 

 

 

P. S. Post feio porque foi feito no telemóvel com os dados, estou sem wifi porque já cortei a box. Essa também já foi enviada para a Orange (operadora). O apartamento está a ficar vazio, vazio.... 

25
Ago18

Quantas coisas és capaz de acumular? O grande destralhe.

Meus unicórnios mai'fofos, tenho algo a contar-vos: sou desarrumada. Pronto, já disse.

 

Muito desorganizada, acumuladora, procrastinadora, uma deixa-andar do pior.

 

Com esta atitude acabo por ser pouco ambientalista, ou gerir mal as minhas finanças. Compro coisas que já tinha e não me lembrava, compro comida que acabo por não comer, não planeio as minhas compras e acabo por consumir de menor qualidade e mais caro. Não sei esperar, quero tudo e agora. 

 

Livros. A minha impaciência é flagrante com os livros. Compro, começo a ler, e mando para canto porque comecei a ler outra coisa. Tenho muitos livros começados e não acabados. Decidi instaurar a regra de comprar 1 depois de ler 3. No início do verão cometi a "loucura" de comprar 5 livros, alguns dos quais era suposto ler durante as férias. Li 2. E um deles comprei em Portugal, ou seja, nem sequer fazia parte da lista original que era suposto ler. Voltei para França com mais livros do que aqueles com que tinha ido embora. Pronto, instaurei a regra. Ainda não cumpri, não acabei 3 livros. Por enquanto.

 

Comida. A alface é algo que insisto em comprar. É desta que acabo uma alface inteira. Nunca é. Nem as famílias conseguem, porque é que eu hei-de conseguir comer uma sozinha? Pronto, neste aspecto que se lixe o lado económico, comecei a comprar salada de pacote. A tal da rúcula e agrião. Acabo os pacotes todos, mesmo quando o fundinho já está a ficar mole e com ar nojentinho, cheio de humidade e a agarrar ao pacote, eu acabo aquilo. Compromisso acima de tudo. Decidi comprar menos comida para conseguir ver tudo que tenho nas prateleiras e não deixar estragar nada. O facto de estar quase falida ajudou neste ponto. Espero ansiosamente o próximo salário para respirar um bocadinho.

 

Arrumações. Acumulo papéis e papéis. Olha aqui um panfleto com actividades, deixa-me cá guardar para me lembrar que tenho que visitar este jardim, ou castelo, ou feirinha. Nunca vou. Esqueço-me. Porque os papéis ficam perdidos na minha divisão para a tralha, dentro de sacos. Nos quais eu fico meses e meses sem tocar, até me cansar e querer deitar tudo fora porque estão desactualizados. Depois acabo por não o fazer porque "nunca se sabe". Hoje ataquei essa divisão. Andava a adiar há séculos. Acho que o facto de talvez já não andar por esta região no próximo verão está a ajudar-me a ser mais agressiva no destralhe. Das duas uma, ou mudo de região e tenho as mudanças facilitadas porque tenho menos coisas, ou fico na mesma região e vivo de forma mais leve, numa casa mais arrumadinha. Ambas as situações são situações de ganhar-ganhar. Já tenho 3 sacos à porta de casa prontos para ir para o "papelão". E ainda nem sequer arrumei metade da dita cuja divisão.

 

E vocês, também têm problemas de arrumação? Já alguma vez fizeram um "grande destralhe"?

 

 

31
Jan18

Satisfações diversas.

Para a semana vou viajar para Marrocos e a preparação da viagem tem estado ao rubro! Tenho 10 dias de viagem para enfiar numa mala com capacidade para 50 litros, isto vai testar o meu minimalismo, ai vai, vai. Por isso vou deixar algumas rubricas em suspenso até o meu regresso, que será lá para meios de Fevereiro.

 

Entretanto vou partilhando coisas no Instagram se tiver internet @desarrumada_blog. Passem por lá meus queridos desarrumados!

 

Hoje o dia foi mesmo fraquinho no trabalho. As coisas com o namorado vão de mal a pior. Tenho conseguido manter o peso de 67kg (abaixo dos 70 finalmente, uhuh!), mas depois desta viagem a ver se perco uns 5kg até ao verão, que este ano vou a um festival na praia e tenho que estar "apresentável", alguém adivinha qual vai ser???

 

E pronto, um pequeno resumo da minha vida com satisfações diversas. Estou contente com a vida que tenho, não podia pedir melhor nesta fase que estou a passar, apesar de tudo. No entanto, sei que até ao final do ano vou ter que mudar alguma coisa drasticamente. Ainda não sei bem o quê, mas gostava que fosse o trabalho... vamos ver como correm as coisas.

 

Beijos na bunda! 

07
Dez17

A dESarrumada experimenta o minimalismo #3

Posso dizer com toda a convicção do mundo que depois deste post, descobri que sou uma acumuladora. E eu que pensava que era só uma desarrumada do pior.

Porque digo isto? Perguntam vocês...

Ontem quase que chorei ao deitar 3 cuecas fora. Só porque as comprei em Portugal antes de vir para França.

 

Visto bem as coisas, estou 3 cuecas mais perto de ser minimalista. Já estive mais longe, portanto.

 

04
Out17

A dESarrumada experimenta o minimalismo #2

Só para completar esta minha saga do minimalismo... até Junho de 2018 pretendo ter feito uma purga, daquelas monumentais, à minha vida online e tudo que sejam documentos digitais.

 

Ou seja, vou fazer uma escolha e apagar muitas coisas nos tópicos seguintes:


- Facebook, gostos, amigos e fotos antigas;

- Instagram, follows e algumas fotos mais antigas, na conta pessoal. A conta do blog consegui mantê-la sem tralha desnecessária;

- Contas de e-mail, tenho 3 e-mails, 2 pessoais e 1 profissional (mais um 4º do Sapo que uso para o blog, mas esse vai ser abordado noutro ponto). Em todos tenho entre 500 a 3000 e-mails por ler, o que faz mais de 10 mil e-mails que nunca vou abrir. Está na hora de cancelar algumas newsletters, inscrições em sites e outras coisas com as quais já não me identifico;

- Twitter, quase nunca lá vou, por isso a ver se apago aquilo;

- Linkedin, adoro ir lá e quero mantê-lo activo, mas estou a seguir pessoas que só fazem flood, e com as quais não me identifico, também vão fora;

- Disco externo, mais de 500gb de coisas da faculdade, filmes, e-books, fotos, etc. Admito que tenho medo de "tocar" neste disco e tenho andado a adiar ao máximo... acho que para este ponto preciso de tempo até Junho de 2019 

- E-mail do blog, fazer uma limpeza nos e-mails não lidos, e ver se descubro uma forma de diminuir as publicidades todas que recebo. Se souberem de alguma forma milagrosa digam, já estou farta de ver publicidades a sistemas de alarmes que não me interessam e carros que não pretendo comprar. Também quero ver se dou uma volta nas minhas subscrições do blog, algumas estão lá desde 2015, tenho que aceitar que quem não escreveu durante 2 anos, das duas uma, ou não volta, ou vai voltar com um estilo diferente. Se for para ser, hei-de voltar a ir parar sem querer aos blogs em questão.

 

Voilà, para já é "só" isto!

 

 

E vocês como organizam a vossa vida digital? São super certinhos ou é um deixa-andar igual ao meu?

30
Set17

A dESarrumada experimenta o minimalismo #1

Tenho este post nos rascunhos há algum tempo, hesitei muito antes de postar. Porquê? Porque tenho vergonha, muita vergonha do que vou mostrar. 

 

Vou finalmente mostrar o porquê de me ter auto-intitulado de "desarrumada". O meu segredo escondido: uma bagunça perpétua. Vou, por isso, mostrar o meu apartamento depois de 2 anos a morar sozinha noutro país.

 

(apesar de imaginar que haja muito pior por esse mundo fora, a nossa merda cheira sempre pior que a dos outros! por isso sejam empáticos com este meu "problema"... e garanto-vos, não vou mostrar a cozinha porque podia chocar algumas almas mais sensíveis...) 

 

Mudei-me para este apartamento em Março e admito, não me dediquei, de todo, à arrumação deste espaço. Ainda tenho algumas caixas por abrir na despensa, e o que está cá fora está simplesmente sem lugar definido. E os papéis que acumulo, ai os papéis... Às vezes só me apetece pegar fogo a esta tralha toda e começar de novo! Mas calma... A partir de Outubro o que pretendo fazer é arrumar, destralhar, doar, vender, enfim, diminuir os meus pertences, diminuir as minhas dores de cabeça. E gostava de ter o sofá... ai, o sofá pelo qual anseio que nem uma louca. Mas primeiro tenho que arranjar espaço para ele. Não vai ser fácil.

 

Minimalismo, ou a minha versão dele, aí vamos nós!

 

Para já ficam com as fotos do ANTES :

 

Corredor

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Quarto

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Sala

Esta 1ª foto vai deitar por terra todas as hipóteses de algum dia vir a ser convidada a participar na rubrica "como eu blogo"... 

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Casa de banho

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Acho que a minha sorte é ter poucos móveis, se não estava (ainda mais) tramada... E prontos, a modos que sinto que este post vai ser a minha vergonha... mas o desafio de mudar este espaço começa agora. E se não chegar aqui com fotos diferentes até Dezembro, podem dar-me tau-tau que eu deixo!

 

Beijo na bunda

 

04
Nov16

Sobre o consumismo.

Antes tinha o sonho de ser muito rica, para poder ter um roupeiro enorme (estilo closet estão a ver?) e poder ter montes de roupas e sapatos... quando estava em Portugal, a ganhar uma miséria e a recibos verdes, só sonhava com isso. Ter mais e mais, ter uma mala MK, um relógio Guess, um casaco Ana Sousa, queria tudo e tudo. Olhava para uma colega minha que tinha isso tudo comprado pelos papás, e ficava roída de inveja. Sim, lidar com a falta de dinheiro era muito difícil para mim.


Agora que tenho mais um pouco, felizmente, e que até poderia ceder a umas indulgências de vez em quando...  não quero. Não consigo. O minimalismo bateu de tal forma depois da mudança de país, que para mim, ter 3 pares de calçado, 6 pares de calças, 3 casacos e 10 camisola de cada estação, chega e sobra. E por mim livrava-me de mais coisas. Quero ver a casa o mais vazia possível. Sonho com isso. Com essa leveza. Quanto a maquilhagem uso muito pouca... logo eu que sonhava com aquelas palettes da Naked lindas, lindas... no outro dia passei por uma numa loja e... não senti nada. Nem vontade de comprar, nem sequer babei para elas. Nadinha de nada.


Existe muita coisa que neste momento me faz abominar o consumismo. A árvore de Natal estar posta em todos os centros comerciais desde o início de Novembro... os emails publicitários das marcas que só nos dizem: COMPRE JÁ, APROVEITE O DESCONTO, UMA OFERTA QUE NÃO VAI QUERER PERDER. Tudo isto me irrita! Fico com vontade de bloquear tudo, fechar o barraco e ir para uma ilha deserta... com um moço giro a passar-me água de coco o dia todo e a abanar uma folha de bananeira só para me arejas as "ideais".


Fuck esta sociedade que só dá valor ao dinheiro. Eu revolto-me aqui e agora. Este ano só vou oferecer comida à minha família. Vou levar coisas típicas de França. Acabou o perfume da mãe, a carteira do pai, as sapatilhas do irmão... acabou. Este ano ofereço experiências. À minha maneira, o comilanço style.

Bem-vindos ao meu diário, um lugar seguro onde podemos falar sobre tudo. Já comentaram hoje? Bisou, da vossa dESarrumada.

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