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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

Diário de uma dESarrumada

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27
Set18

Os hits da rádio aqui na France #7

Este tipo de músicas passam tanto, mas tanto, na rádio por aqui. Este estilo em particular não aprecio, reformulo, a música em si até pode escapar numa noite de borracheira, mas o vídeo??? Quando estou no quarto de algum paciente e isto começa a passar na televisão fico meio que hipnotizada com estas moças fantasiadas com ostentação e luxo. A dizer que um homem corre atrás dela mas ela não está interessada porque só pensa em fazer dinheiro. Sim, por um lado apetece-me dizer-lhe "you go girl!" por outro tenho a dizer que escusava de ignorar o moço quando ele aparece com as flores, primeiro aceitava as flores e depois ia-se embora como fez 

Quando vejo isto só me apetece dizer ao meu paciente "olhe vou só ali um bocadinho já volto", fechar-me na casa de banho e suicidar-me com a mangueira do chuveiro.


 

 

22
Ago18

Notificações cerebrais: o regresso ao trabalho.

Estão a ver quando uma pessoa passa um dia inteiro sem ligar os dados do telemóvel e depois quando chega a casa, ao conectar-se ao wifi, chega aquela enxurrada de notificações provenientes de todas as aplicações e o telemóvel fica ali a emitir os mais variados sons durante uns 10 minutos? Estão a ver aquela sensação de pânico de não saber por onde começar a ver tudo o que se passou durante a nossa "ausência" no mundo virtual da internet?

 

Pois. Eu sinto-me assim depois das férias. No primeiro dia de trabalho. As notificações chegam em catadupa ao meu cérebro e eu ando ali feita barata tonta a tentar apreender toda a informação. Às vezes olho para o paciente que vem ter sessão comigo e fico a pensar "quem é este? qual é a patologia dele e o que é suposto eu fazer com ele?"  

 

Resumindo, demorei um mês a sentir que tinha voltado a 100%. No entanto, escusado será dizer que com as substituições de férias dos colegas e o ritmo frenético de trabalho durante o mês de Agosto (sim, porque a doença não tira férias no verão!), já estou a precisar de outras férias. Quem mais nesta situação?

 

Beijo na bunda! 

22
Jul18

E hoje o jantar foi...

Olá malta desarrumada. Aqui estou eu a contar novidades alimentares. Hoje o jantar foi num restaurante português aqui em França para festejar o aniversário de uma colega portuguesa.

 

Leitão! Olhem para esta delícia! Sobremesa: mousse de chocolate e arroz doce. Eu e a H costumamos dividir as sobremesas, assim provamos sempre duas coisas diferentes! Mas não houve cá foto para ninguém... gulosas!

 

IMG_20180721_201827.jpg

 

18
Jul18

A minha vida tem sido isto!

 

Estudar francês! E só Deus sabe como eu detestava esta língua na escola... sempre convencidíssima de que, a emigrar, iria escolher o Reino Unido! (estive quase a tomar essa decisão by the way!)

Quis o destino que viesse parar a França e não me arrependo nada. Engraçado que... tenho sempre aquele receio de me arrepender das minhas decisões mas isso acaba por (quase) nunca acontecer!

Amanhã é o exame... e depois já posso relaxar! Desejem-me muita merda!

 

Bisous na bunda! 

 

 

21
Mai18

Como vejo hoje a emigração.

Conheço vários casais de emigrantes que estão na Suíça. E, apesar de não falar regularmente com eles, sigo o que vão fazendo por lá nas redes sociais. Admito que é um país que me desperta alguma curiosidade e que gostava de conhecer. Então lá vou eu toda contente ver o que postam, na esperança de que mostrem coisas giras desse país.

 

Efectivamente eles vão passeando e fazendo as suas visitas como qualquer pessoa.


Mas comem onde? Restaurantes portugueses.
Comem o quê? Bacalhau e leitão.
Saem com quem? Amigos portugueses. 
Vão a que tipo de bares? Bares portugueses. 
Bebem o quê nesses bares? Super Bock ou Licor Beirão. 
A que tipo de festas vão? Vão àqueles encontros de portugueses em que há Toy, Tony Carreira e fadistas.
Quando vão a algum lado diferente tipo bowling, kart, etc. São sítios em que a gestão é feita por portugueses.

 

Fico sempre naquela dúvida se na Suíça não há actividades, bares, restaurantes, geridas por suíços e/ou outras nacionalidades, ou se é mesmo a malta portuguesa que prefere andar em manada e não se quer misturar. Ou se são só estas pessoas que sigo que são assim, e que há outros portugueses por lá que se misturam mais. Quero acreditar que sim.

 

Pessoalmente não vejo a emigração dessa forma. Se decidi mudar de país, não é para viver como se ainda estivesse em Portugal. Vejo isto como uma oportunidade de expandir horizontes, conhecer outras culturas e formas de estar na vida. Aliás, até houve bastantes hábitos que trouxe de Portugal que decidi abandonar, por já não me servirem, e que não tenciono voltar a ter, mesmo que um dia regresse para Portugal. 

 

Para mim ir embora é isto, é crescer. É alargar o coração para outras tradições, comidas, bebidas, lugares, poderem entrar e ganhar casa. É criar um cantinho para todas as coisas que gosto nos dois países. É sentir-me um bocadinho dos dois países. É ter saudades de França quando estou em Portugal e de Portugal quando estou em França.

 

É saber que isto vai ser um "problema" no sentido em que vou adiar, adiar e adiar a decisão de voltar. Porque também me sinto bem aqui. E a minha família dizer que já não volto. E eu não sei se isso é verdade ou não, se tivesse um emprego que goste em Portugal, com alguma dignidade, costumo dizer que voltava já amanhã. Mas será verdade? Será que voltava mesmo? No fundo de mim, sei que nada sei. Só quero sentir-me bem, e neste momento sinto-me bem aqui. E o tal emprego de sonho em Portugal ainda não apareceu. E vou adiando.

3 anos e 6 meses.

 

23
Jan18

Colega de trabalho: a loira com óculos de mosca.

Tenho uma colega de trabalho nova há cerca de 3 meses. Ela é polaca, loura, usa um daqueles pares de óculos super grandes - modo mosca/on - e fala de uma forma super sensual, parece que está sempre a tentar engatar toda a gente. Ela só fala de sexo e daquele a quem ela chama, sempre com a mão sob o lado esquerdo do peito, tão carinhosamente de "my man" (vim a descobrir que é um italiano emigrado na Polónia, que anda sempre em viagens internacionais pelo mundo todo e que pelos vistos fode muita bem).

 

Ela tem 35 anos, solteiríssima e tem aquela atitude "I don't give a fuck" estampada no rosto o tempo todo, a postura dela é puro chill, anda lá pelos corredores, entre os quartos dos utentes, como se estivesse numa esplanada com uma caipirinha na mão, e olha para nós com um olhar de escárnio quando lhe falamos em assuntos do trabalho. Usa expressões do género "eu quando chego a casa nunca penso em trabalho", "eu só penso em mim e na minha saúde mental", "não vou aceitar conselhos de pessoas mais jovens do que eu, já levo mais de 10 anos disto", etc.

 

Quase que poderia ser a mulher perfeita relativamente à forma como anda, fala e leva uma vida pessoal tão descontraída. Contudo, no trabalho é a pessoa mais desleixada de sempre, negligencia toda e qualquer função que lhe seja dada, às vezes coisas até relativamente simples, que ela, do alto da sua experiência de mais de 10 anos, devia conseguir fazer com uma perna às costas. Tinha tudo para ser um dos meus ídolos vivos na vida pessoal, pena termos calhado no mesmo lugar de trabalho!

 

Escusado será dizer que ninguém a suporta e já toda a gente quer que ela vá embora... Assim não dá, pá, dái-me algum colega de equipa de jeito, um só que seja, por favor. *


*isto inspirou-me a falar mais sobre os os meus colegas de trabalho... tenho tanto para contar! Fiquem por aí e não percam os próximos episódios...

 

25
Mai17

Termos e condições.

Estão a ver quando instalamos um programa e aparece aquela cena para lermos os termos e condições, andar para baixo, meter o visto no quadradinho e dizer que aceitamos continuar com a instalação? Vocês sabem que quase ninguém lê isso, certo? Uma pessoa até pode estar a aceitar vender a tia-avó Ermelinda ao Donald Trump e ter que dar três cabritos e uma ovelha ao dono da Microsoft e nem sabe de nada.


 


Pois bem, quando aceitei emigrar também foi assim. Desci os termos e condições e aceitei sem saber lá muito bem daquilo que estava a abdicar (é o que lá ler as coisas na diagonal!). Só tinha em mente o que ganharia (e já tem sido muito!). Quase três anos depois, agora que já passou aquele encanto inicial, já vi claramente no que me vim meter. Acho que está na hora de reflectir em novos rumos.

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