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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

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14
Mai19

Portugueses em Game of Thrones.

(antes de começarem a ver o vídeo: tem spoilers ligeiros da season 8, episódio 3!) 

 

Como seriam os portugueses se tivessem participado na batalha de Winterfell? Vejam este vídeo para saberem mais e atentem na tradução de Unsullied. MORRI 😂

 

 

 

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Blogs de Portugal: adesarrumada

 

03
Jan19

5 coisas que tive que aprender desde que moro em França.

- Esvaziar um pote de crème fraîche com uma colher.

Só Deus e eu sabemos as voltas que eu dou, com aquela embalagem do demo com umas dobras estranhas no fundo, só para não sobrar nem uma grama. Cá desperdício é que não que a vida custa a ganhar a todos. Sou emigrante mas não sou parva;

 

- Andar na rua com uma baguete debaixo da axila.

Isto parece fácil mas... wait for it! Experimentem pedir uma baguete numa pastelaria, recebê-la directamente na mão sem papel e andar com aquilo até ao carro numa rua movimentada... estão a ver o Neo do Matrix a escapar-se das balas? É assim que os franceses têm que andar na rua;

 

 

- Ser paciente enquanto peão a tentar atravessar uma passadeira.

Ninguém pára na passadeira. Ninguém! Às vezes nem quando o sinal está verde para os peões. Ia ficando sem nariz por causa disto. Vi a minha vida a andar para trás várias vezes;

 

- Aprender a dizer caralhos t'a fodam em francês.

Ou pelo menos a sua versão mais parecida com o português e utilizá-lo frequentemente;

 

- Ir à casa-de-banho fazer xixi ou cocó e não lavar logo as mãos.

Sim, aqui a sanita está numa divisão isolada qual parente leproso. E muitas vezes a divisão onde está o lavatório nem sequer é mesmo ao lado da divisão onde está a sanita ou fica no andar de cima. Cagar, utilizar o piaçaba, abrir a porta e ir à cozinha lavar as mãos é algo socialmente aceitável por aqui. De extrema importância evitar tocar na maçaneta interior da porta que está na divisão onde fica o trono. Não digam que não avisei.

 

 

Beijo na bunda! 

 

14
Set18

Como tirar o melhor partido de um in-between?

Depois do trabalho fui às compras. Voltei a fazer HIIT em casa, ando a seguir uns vídeos na internet, e senti uma vontade imensa de comer legumes, abastecer o meu corpo de nutrientes. Fui directa à secção de legumes. Focadíssima. Ainda olhei de soslaio para o corredor dos chocolates, mas não senti vontade. Desta vez não me apanharam, mais tarde.

 

Fazer desporto deixa-me mais concentrada, e ligeiramente mais feliz. O facto de ser sexta-feira também ajuda. Estou naquela fase em que anseio pela sexta-feira à noite, e isso não é bom sinal. As semanas passam a correr e parecem todas iguais. Dias e dias que se seguem. Estou entre duas linhas da to-do list da minha vida. Literalmente à espera do próximo passo. E já tomei uma decisão, só espero o grito de partida que há-de vir.

 

 

Encontro-me neste exacto num momento chamado in-between. Uma fase intermediária entre duas fases da vida diferentes, onde uma pessoa acha, erradamente, que nada de importante acontece.

 

 

Esta fase é descrita como um período da vida entre dois objectivos. Quando já atingimos um e estamos à espera do próximo. Vamos lá analisar isto aplicado à minha vida. Há 1 ano e 2 meses completei uma formação em Paris que me deu muito gozo fazer, algo que nunca pensei ser capaz. A primeira vez que soube da existência dela estava em pesquisas na internet sobre o trabalho existente na minha área em França, pesquisei a área em que queria trabalhar mais a palavra formação e caí no site daquela formação. Lembro-me de pensar algo do género "wow, tirar esta formação deve ser algo de espectacular". Mas na altura estava em Portugal, a recibos verdes, prontinha para outra fase, a emigração, que só veio alguns meses mais tarde e nem era certo se o faria ou não. Estava também, nessa altura, num in-between.

 

Não seria capaz de imaginar, nem nos meus melhores sonhos, que aquela formação, cujo programa só percebi uma palavra em cada três, ia constar no meu currículo, três anos mais tarde. Uma pessoa esquece tudo que já fez, tenho muita tendência para olhar só para o que "ainda não tenho" e a esquecer tudo que já fiz. Um país novo, uma cultura nova, uma língua nova, ganhar competências novas, tudo isto foram coisas que consegui e que o meu cérebro teima em esquecer.

 

 

Quando atinges um objectivo que te parecia inimaginável ele passa a fazer parte do teu dia a dia.

 

 

E como é fácil esquecer o esforço e trabalho que algo exigiu depois de já estar feito. Como é fácil dizer para mim própria: és uma fraca, nunca conseguirás fazer isto e aquilo, a tua vida está estagnada. Quando estou simplesmente numa fase de "entre-dois". Quando sei que isto tudo é um caminho que escolhi percorrer e que já sabia que não ia ser fácil. Emigrar sozinha não é fácil. Apesar de muitas vezes não acreditar nisso e dizer que qualquer um conseguiria... não! Nem todos conseguem! Muita gente insiste em dizer-me coisas do género "deve ser tão difícil estar sozinha noutro país, eu não conseguiria". 99,9% das vezes que ouço isto interpreto-o como uma demonstração de pena, penso que as pessoas têm pena de mim ao dizer isto, que a minha vida é tão porcaria que as pessoas me dizem: ah! coitadinha! Deixar de ligar ao que os outros dizem tem sido o trabalho de uma vida. Um dia chego lá.

 

E se mudasse esta forma de pensar e ouvisse as coisas como as pessoas o querem transmitir? Afinal, estão com pena ou a dizer-me que sou corajosa? E se estiverem com pena? Porque é que acredito neles? A minha vida não dá pena. Sim, estou sozinha noutro país, sim, muito provavelmente se amanhã cair numa cama de hospital só vou ter umas três visitas. Mas não há muita gente que está na mesma cidade que todas as pessoas que conhece e que também se sente sozinho? Porque é que insisto em ter pena de mim própria? A pena não leva a lugar nenhum. Nem a raiva. Nem o medo. 

 

E é nisto que tenho que pegar para me dar força, para prometer a mim própria que vou conseguir vencer os meus medos internos, neste fase de in-between, uma fase que costuma ser sempre das mais assustadoras da minha vida, e ao mesmo tempo das mais entusiasmantes. Uma fase em que uma pessoa pode simplesmente deixar-se levar e tirar algum tempo para cheirar as flores. Afinal, nesta fase não há nada para correr atrás, é só viver um dia de cada vez.

 

 

 

Sei que tenho falado bastante de ansiedade e medos aqui no blog, mas isto faz parte de mim desde que sou gente. Tive insónias no primeiro dia da escolinha com 6 anos, quando fui para o 5º ano, secundário, universidade e primeiro trabalho. Até a escolha do meu curso me provocou ataques de pânico, vómitos à noite, queda de cabelo, durante 2/3 meses, desde as candidaturas até ao dia em que saiu o resultado da 1ª fase. Com cerca de 3 anos eu entrei em pânico à noite porque tinha que aprender as formas triângulo, círculo, quadrado e rectângulo para o dia seguinte, porque a professora ia fazer perguntas sobre isso. Nessa noite não dormi. Por causa de um estúpido triângulo. Com 3 anos. Primeiro ataque de ansiedade. Não dormi. Por isso, sou assim desde que me conheço e vou falar disso no meu blog até me cansar. Escreverei sobre este assunto até me doerem os dedos. Até o fogo que me arde por dentro se extinguir.

 

27
Ago18

Diário de bordo 27.08.2018

Escrevo isto no domingo à noite (muito tarde) mas vai sair no blog na segunda-feira de manhã, porque isto já não são horas decentes para postar algo - insónia, whatelse??? Este foi o primeiro domingo do verão em que esteve mais fresquinho. Dormi com um pijama de mangas e calças compridas, e acordei gelada às 6h da manhã. Levantei-me para colocar uma mantinha em cima de mim, enrolei-me toda em modo casulo e sabe-se lá como voltei a adormecer até ao meio dia.

 

Ontem, sábado, comecei um grande destralhe aqui por casa. Adivinhava-se um fim-de-semana sem actividades previstas, e para além de ir às compras de comida no sábado e dar uma corrida no domingo, não fiz mais nada para além de arrumar e destralhar. Estou a fazer com calma, ao meu ritmo. Pois só assim funciona comigo. Nunca fui uma pessoa de pressas no que à casa diz respeito, e aceito-me assim. Parei para ir lendo uns livros ou ver uns episódios de séries, já agora, This is us é SÓ uma das melhores series de sempre. Destralhei imenso. Mas ainda falta muita coisa.

 

Cancelei uns planos que tinha para o próximo sábado. Quero continuar nesta missão de arrumar tudo que acumulei ao longo de mais de 3 anos e meio em França. E pensar que cheguei cá só com a roupa do corpo e mais 30kg de mala. Agora tenho um apartamento T2 cheio de tralha, da qual me quero livrar.

 

No meio das arrumações encontrei uma caixinha de incensos que tinha trazido de Portugal. Comprei-a algures durante o meu último ano de estudos, na loja Natura, numa altura em que estava prestes a entrar em estágios e cheia de dúvidas sobre se tinha feito a escolha correcta ao vir para esta profissão, e decidi começar a fazer meditação. Com incenso e velinhas, porque era mais zen.

 

Sempre recorri a este incenso, não de forma regular, mas quando andava mais ansiosa. Especialmente no meu primeiro ano de trabalho, e único ano de trabalho em Portugal. Desde que o trouxe para França raramente o usei, primeiro porque no início não vivia sozinha, e segundo porque quando mudei de casa ele "perdeu-se" no meio da confusão aka buraco negro que é aquela divisão para tralha - ao que algumas pessoas gostam de chamar despensa. Acendi-o ontem. Ainda sobram alguns bastões (não sei qual é o nome oficial dos "pauzinhos" de incenso?).

 

Olhem, o meu apartamento está a cheirar a Portugal, ou pelo menos aquilo que ele era para mim quando me vim embora. A casa cheira aos meus últimos estágios. Cheira a esperança, a sonhos, cheira a tudo que fui e já não sou. Já lá vão 6 anos desde que o comprei, já lá vão 6 anos desde que o respirei pela primeira vez, já lá vão 6 anos desde que andei perdida e não sabia o que o futuro me trazia. Não é que agora não ande perdida - sinto-me mais perdida do que nunca - mas ao menos já sei o que não quero.

 

Ainda me lembro do meu primeiro trabalho. De estar a morar num estúdio de um sótão com uma área de 3x3m. Tinha uma única janela de Velux no tecto, que não abria. Lembro-me de ter começado a minha vida profissional muito por baixo, de ter arriscado tudo, de ter apanhado um comboio para trabalhar a 2h de casa, porque na minha zona não havia nada para mim e queria começar a trabalhar o mais depressa possível. Ganhava sensivelmente 3€ à hora, às vezes mais, outras vezes menos. Sentia uma pressão enorme no trabalho, colegas infernais, e uma depressão a começar. Deitava-me a chorar e acordava a chorar, deixei de ver um futuro, fiquei paralisada, sem conseguir agir.

 

Depois de algum tempo lembro de me dizer que a vida não podia ser só aquilo... vezes e vezes sem conta. E o raio do incenso deixava aquele mini-estúdio empestado, tinha que abrir a porta que dava para as escadas do prédio para o estúdio arejar. Vim embora, foi a solução que encontrei para sair daquela dormência em que estava. A trabalhar 12h/dia era difícil encontrar tempo para enviar CV's e ir a entrevistas. E despedir-me para encontrar trabalho com poupanças quase nulas e sem saber quanto tempo isso poderia demorar, na altura, estava fora de questão.

 

Portanto, este cheiro fez-me lembrar do meu início, e este post foi o resultado das reflexões que tive durante o dia todo. Fez-me pensar em tudo que imaginei para a minha vida e não aconteceu. O facto de pensar que iria ter uma oportunidade assim que saísse da universidade... depois apercebi-me que estava a ser ingénua, muito ingénua mesmo. Nada cai do céu, muito menos para alguém que não tem cunhas e não foi especialmente brilhante durante as aulas. Atenção, tinha boas notas, mas era marrona, não consegui cair nas boas graças de nenhum professor que me oferecesse um trabalho na sua clínica, ou me convidasse para dar aulas na escola, como aconteceu a alguns colegas. Isso a mim nunca me aconteceu.

 

Talvez não tenha acreditado com força suficiente, talvez não tenha confiado em mim própria o suficiente. Vim embora. Mas podia ter ficado e ter continuado a tentar. Foi uma escolha minha. Não o considero desistir, considero que trouxe a minha luta para outro país onde o salário que ganho me permite pagar as contas todas e ainda fazer algumas "extravagâncias". Sei que se tivesse ficado não teria vivido tudo que já vivi, teria de certeza vivido outras coisas espectaculares, mas diferentes. Não me arrependo nem por um segundo das decisões que tomei. Mas é impossível não pensar no que poderia ter sido. E não sentir esta vontade de voltar, mais para provar a mim própria que consigo, do que por outra coisa qualquer.

 

Os amigos que tinha em Portugal foram-se afastando pouco a pouco. Só falo com 3 pessoas lá, para além da minha família, e uma delas estou a pensar cortar relações porque só me fala quando lhe é conveniente (estão a ver aquele tipo de pessoas que só fala deles mesmos e que nunca pergunta como estamos? Ela é assim). Resumindo, se voltasse para Portugal teria que começar do zero, como se fosse outro país qualquer, excepto o facto de já falar a língua e conhecer a cultura.

 

É curioso, mas quando faço arrumações, é como se vasculhasse nas gavetas internas da minha mente e abrisse tudo outra vez, para as arrumar melhor. Sinto que tenho muitos assuntos internos que nunca ficaram verdadeiramente resolvidos. Só fechei a gaveta cheia de tralha e nunca mais pensei nela. Mas, está na altura de arrumar as minhas gavetinhas, uma a uma. Demore o tempo que demorar. Sei que quando tudo estiver arrumado, por dentro e por fora, serei mais eu. E poderei, finalmente, começar a viver a minha verdadeira vida. E mandar o seu rascunho para a reciclagem.

 

 

P.s: Este é o tipo de posts que não formato porque saiu tudo de uma só vez, sem reflexão. Se as ideias estiverem confusas ou sem nexo, não se preocupem que eu também não. Só queria mesmo tirar isto do peito.

 

P.s.2: Não justifiquei o texto porque no meu post sobre as dicas de como escrever num blog a Joana Rita disse que por cada texto longo que for justificado morre um unicórnio. E Deus me acuda se morrer algum unicórnio mai'fofo por minha culpa.

 

21
Mai18

Como vejo hoje a emigração.

Conheço vários casais de emigrantes que estão na Suíça. E, apesar de não falar regularmente com eles, sigo o que vão fazendo por lá nas redes sociais. Admito que é um país que me desperta alguma curiosidade e que gostava de conhecer. Então lá vou eu toda contente ver o que postam, na esperança de que mostrem coisas giras desse país.

 

Efectivamente eles vão passeando e fazendo as suas visitas como qualquer pessoa.


Mas comem onde? Restaurantes portugueses.
Comem o quê? Bacalhau e leitão.
Saem com quem? Amigos portugueses. 
Vão a que tipo de bares? Bares portugueses. 
Bebem o quê nesses bares? Super Bock ou Licor Beirão. 
A que tipo de festas vão? Vão àqueles encontros de portugueses em que há Toy, Tony Carreira e fadistas.
Quando vão a algum lado diferente tipo bowling, kart, etc. São sítios em que a gestão é feita por portugueses.

 

Fico sempre naquela dúvida se na Suíça não há actividades, bares, restaurantes, geridas por suíços e/ou outras nacionalidades, ou se é mesmo a malta portuguesa que prefere andar em manada e não se quer misturar. Ou se são só estas pessoas que sigo que são assim, e que há outros portugueses por lá que se misturam mais. Quero acreditar que sim.

 

Pessoalmente não vejo a emigração dessa forma. Se decidi mudar de país, não é para viver como se ainda estivesse em Portugal. Vejo isto como uma oportunidade de expandir horizontes, conhecer outras culturas e formas de estar na vida. Aliás, até houve bastantes hábitos que trouxe de Portugal que decidi abandonar, por já não me servirem, e que não tenciono voltar a ter, mesmo que um dia regresse para Portugal. 

 

Para mim ir embora é isto, é crescer. É alargar o coração para outras tradições, comidas, bebidas, lugares, poderem entrar e ganhar casa. É criar um cantinho para todas as coisas que gosto nos dois países. É sentir-me um bocadinho dos dois países. É ter saudades de França quando estou em Portugal e de Portugal quando estou em França.

 

É saber que isto vai ser um "problema" no sentido em que vou adiar, adiar e adiar a decisão de voltar. Porque também me sinto bem aqui. E a minha família dizer que já não volto. E eu não sei se isso é verdade ou não, se tivesse um emprego que goste em Portugal, com alguma dignidade, costumo dizer que voltava já amanhã. Mas será verdade? Será que voltava mesmo? No fundo de mim, sei que nada sei. Só quero sentir-me bem, e neste momento sinto-me bem aqui. E o tal emprego de sonho em Portugal ainda não apareceu. E vou adiando.

3 anos e 6 meses.

 

25
Mai17

Termos e condições.

Estão a ver quando instalamos um programa e aparece aquela cena para lermos os termos e condições, andar para baixo, meter o visto no quadradinho e dizer que aceitamos continuar com a instalação? Vocês sabem que quase ninguém lê isso, certo? Uma pessoa até pode estar a aceitar vender a tia-avó Ermelinda ao Donald Trump e ter que dar três cabritos e uma ovelha ao dono da Microsoft e nem sabe de nada.


 


Pois bem, quando aceitei emigrar também foi assim. Desci os termos e condições e aceitei sem saber lá muito bem daquilo que estava a abdicar (é o que lá ler as coisas na diagonal!). Só tinha em mente o que ganharia (e já tem sido muito!). Quase três anos depois, agora que já passou aquele encanto inicial, já vi claramente no que me vim meter. Acho que está na hora de reflectir em novos rumos.

21
Mai17

Desarrumações minhas.

dESarrumada, como andas de amores?


Epah, eu estou bem e ele também está bem. E nós também. A cena dele decidir querer ficar em França é que é pior. Ele quer voltar para Portugal. Vamos lá ver como correm as coisas. Tenho tentado não pensar muito nisto. Apesar da incerteza no futuro me partir o coração. Mas o pior é que o moço mesmo estando no mesmo país continua longe para xuxu. E sem net. Por isso acabamos por falar menos do que quando ele estava em Portugal. Aguardam-se cenas dos próximos episódios.


E como anda esse trabalho final de curso dESarrumada?


Acabadinho, depois de muito esforço, eis que está completo. Só falta meter numeração de páginas e coisas que tais, mas o conteúdo em si está feito. 9 dias antes da data final. Nunca pensei, mesmo! Nem são coisas minhas acabar assim tão cedo um trabalho!


E esse vício de chocolate como anda?


Tive uma recaída... uma recaída daquelas bem grandes. Primeiro dia do período, tentei aplicar todas as estratégias que tinham funcionado até à data, comi 15 peças de fruta, bebi 2 chás, e nada, ontem Sábado lá tive que ir a correr ao supermercado comprar chocolate. Estava com aquela neura de que só o chocolate é que me podia acalmar os nervos e a TPM. Resultou. Depois de comer a tablete o período chegou em grande e tenho andado mais calma. Pode ser que o próximo mês corra melhor. Para já voltei às 24h sem comer chocolate. Esta merda das compulsões alimentares é uma luta constante. Já mete nojo. Nem eu me aguento.


E de resto?


Ansiosa pelas férias de verão. Já não vou a Portugal desde Janeiro. E este ano é só em Agosto. Tenho tantas saudades. 


Ando com vontade de comprar uma mala da Michael Kors que custa mais de 300€. Se fosse uma emigrante rica já tinha comprado, mas sou uma triste que decidiu emigrar sozinha e agora tem as contas todas para pagar sozinha. Podia ser pior, mas também podia ser melhor. Tuga que é tuga podia estar sempre melhor.

18
Fev17

Nós dissemos.

Ele diz que gosta muito de mim. Ele diz que sou muito especial para ele. Ele diz que quer experimentar emigrar. Ele diz que já começou a procurar trabalho cá. Ele diz que quer arriscar.


Eu gosto de ouvir. Eu estou contente. Eu quero muito que ele venha. Eu tenho medo que só o esteja a fazer por mim e já lhe disse para pensar bem na decisão que tomar. Eu gosto muito dele e quero que isto tudo dê certo. Eu quero arriscar.



 

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