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Diário de uma dESarrumada

Diário de uma dESarrumada

08
Nov19

5. Ela.

Admito, hoje não tinha vontade de te escrever nada pessoal. Tal como não tenho tido nos últimos dias... Mas isto, por mais confuso que possa parecer, sou eu, e eu sou uma inconstante nesta vida. Por isso aqui vai... Um desabafo... Uma garrafa que lanço ao mar, com um bilhete que nunca vai ser lido.

 

De vez em quando passo por fases em que tenho dúvidas... Muitas. Não sei bem porque é que isto me acontece. Às vezes tenho a certeza que gosto de algo, mas depois passo por fases em que esse algo não me diz muito... E sinto-me perdida... 

 

Desde Agosto que não vou ao Tinder, nem saio com homens... Nenhum. Andava a sair com um português, até meados de Setembro, mas que se revelou não ser nada do que preciso... Muito egocêntrico, passava os encontros todos a falar só nas coisas que ele gosta... Até cheguei a achar que não gosto verdadeiramente de nada, porque não havia assunto nenhum que conseguisse discutir com ele.

 

Só que... Entre a fase em que deixei de sair com este rapaz e comecei a dedicar-me ao celibato, comecei a marcar coisas com uma amiga daqui que entretanto tinha voltado das férias... 

 

A cena é que, no início saía com ela porque ela é fixe e ambas estamos sozinhas por aqui, por isso é simpático ter alguém com quem sair... Mas com o tempo apercebi-me que gosto mesmo muito de passar tempo com ela. Mais do que estava à espera... E de uma forma que me apanhou desprevenida...

 

A cena é que tenho tentado não pensar nisto assim, quando se está sozinho é "relativamente" fácil confundir coisas e fazer filmes na sua cabeça... Temo que esteja só a delirar e a imaginar algo que não existe... Mas a verdade é que há algo em mim relativamente a este assunto que precisa de ser vivido... E que por mais que tente "reprimir", sei que esta vontade vai sempre vir ao de cima...

 

Até já voltei a ir para o Tinder só para ver se, com alguns dates com homens, esqueço esta história... Talvez só precise de voltar a foder por aí, e depois volta tudo ao normal. 

 

Não sei como resolver isto. Não sei se deva fazer algo ou continuar quieta no meu canto... Só sei que tenho imensa vontade de passar tempo com ela. Não faço ideia se é recíproco... Ou se isto são tudo coisas da minha cabeça. De qualquer forma não vou dizer nada... Não vou fazer nada... Isto foi só um desabafo...

28
Ago16

O destino. Parte 2.

Lembram-se da ela e do ele que eu vos apresentei neste post?


Quando estive de férias em Portugal combinei um jantar com ele, na cidade onde ele mora e ele disse logo que sim. Afinal ele vem sempre ver-me, é o melhor amigo que tenho e o melhor amigo para toda a gente que conhece. Como poderia não adorar este moço?


Convidei a ela. Afinal já não nos víamos desde o ano passado! A ela aceitou vir às 20h30 jantar. Um restaurante super in e onde se enfarda bem. A ela gosta de enfardar, o ele gosta de enfardar, eu gosto de enfardar e a minha colega francesa que veio comigo de férias também gosta de enfardar. Todos gostamos de enfardar.


Às 20h estávamos prontos para ir para o restaurante, o ele ia dar-nos boleia. Já no carro recebo mensagem da ela a dizer que não podia vir. Saía tarde do trabalho nesse dia. Fica para uma próxima diz-me ela. Sim, fica para uma próxima, respondo eu.

06
Ago16

O destino.

E quando sabemos que o destino existe, mas às vezes ele prega partidas, e não podemos fazer nada quanto a isso?


Conheci-o há cerca de 7 anos. Ele tem 37 anos, solteiro desde sempre, super boa pessoa e disponível para os amigos, sem grandes relações longas até à data. Todas as raparigas de quem achou gostar a sério eram raparigas que estavam prestes a ausentar-se do país. Mas no fundo, nunca encontrou a mulher da sua vida diz ele.


Conheci-a há cerca de 3 anos. 33 anos, solteira e de bem com a vida. Já teve algumas relações falhadas, numa delas viveu com um homem 2 anos, mas sem faísca. Todas as relações dela são dessas que correm bem, do género ir ao cinema, passar o fim de semana fora, conhecer as famílias. Mas falta o brilhozinho no olho diz ela.


Foi estranho, muito estranho, mas quando conheci a ela desta história, soube que era a ela que o ele procura. Soube, instintivamente, como quem sabe que precisa do ar para respirar mal acaba de sair do ventre materno, que eles pertencem um ao outro. Na altura em que ainda estava no país tentei marcar cafés com os dois e a cada vez acontecia algo no último minuto que impedia um dos dois de aparecer. Várias vezes, sempre por motivos diferentes. Desisti de tentar mudar o rumo desses caminhos, que tal e qual fios entrelaçados, seguem o seu rumo, em direcção a esse futuro que está escrito e que ninguém pode controlar.


Falo regularmente com os dois, e vejo o quanto estão próximos. Moram em cidades vizinhas, a 15 minutos um do outro. Ela trabalha na cidade onde ele mora . Vão às mesmas festas, aos mesmos cafés e frequentam o mesmo parque para correr. Quando eles me descrevem a pessoa que querem ao seu lado fazem exactamente a descrição um do outro. Mesmo sem se conhecerem. Parece ficção. Parece que na vida de cada um deles existe o espaço exacto que o outro iria ocupar. E consigo imaginar isso tão bem, tão nitidamente como se já estivessem juntos. Mas ainda não se encontraram. Não sei porquê, talvez porque ainda não estejam prontos para se conhecer. Quem sabe? Só sei que eles são almas gémeas. E que é impossível isto ser algo só da minha cabeça.


Sei que isto pode explicar o porquê de haver pessoas que parecem andar na vida sem nunca encontrar aquela pessoa especial. Ela existe, de facto cada um de nós a tem. Acredito nisso piamente. Mas ela, a pessoa especial, anda por aí, perdida algures nesse emaranhado de destinos, talvez a frequentar as mesmas festas, talvez noutro país, talvez no outro lado do mundo. E o porquê de algumas pessoas estarem destinadas a viver lado a lado sem nunca se cruzarem, talvez nunca o saiba, mas sei que a pessoa ideal para cada um existe. E isso dá-me esperança.


Não vou interferir na vida destes dois, quando tentei não correu propriamente bem, mas vou continuar a ouvir cada um deles como tenho ouvido até agora. Não é fácil, cada vez que os ouço dizer "não há ninguém para mim", fico com um nó no estômago. Apetece-me gritar: "Sim há! E está mesmo ao teu lado". 


Não desistas.

Bem-vindos ao meu diário, um lugar seguro onde podemos falar sobre tudo. Já comentaram hoje? Bisou, da vossa dESarrumada.

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