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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

08
Out19

Meditações... e outras divagações.

Por vezes dou por mim a ver o tempo passar. Aliás, eu nem o vejo, ele passa por mim sem eu dar conta... qual trotinette desvairada que serpenteia pelos passeios de Paris.

 

Quando vou por elam já não sei em que mês estou, a quantas ando... já não sei para onde foi o Verão, e como assim... já é quase Natal? Ia apostar que ouvi um esboço de uma música de Natal ali numa loja para os lados de Montmartre. Mas deve ter sido só imaginação minha.

 

Talvez isto seja uma depressão sazonal... talvez me esteja a aperceber que só sou feliz quando está sol. Como em todos os outros 27 anos de vida... Neste vigésimo oitavo outono, não podia ser diferente. Nas ci em África, num país onde estava sempre sol, e depois morei em Portugal, esse país mimado com o sol mais brilhante de todos os sóis. E por tudo isto sei que pertenço, definitivamente, ao verão.

 

Gostava era de estar bem em todo o lado, de sentir-me bem a todos os momentos... ainda bem que não emigrei para um daqueles países em que é de noite 6 meses por ano. Já tinha ido desta para melhor. Ou voltado, talvez fosse mais fácil. 

 

Porém, nem sempre dá para estar sempre bem... e por isso vou andando por aí, por esse mundo fora, à procura de algo que não consigo encontrar - já estive mais longe! Dizem as más línguas na minha cabeça, que teimam em dar-me esperança, mesmo quando só quero sucumbir ao cansaço dos dias.

 

Voltei a meditar. E penso, como pensei de todas as outras vezes em que deixei a meditação e acabei por voltar... porque raio me esqueço desta prática que me faz tão bem??? 

 

E voltei... voltei a procurar-me dentro de mim... voltei a fazer aquele caminho de volta para casa.

 

Vamos lá ver se é desta que descubro que o caminho é o melhor destino... já tem sido assim das outras vezes, não é mesmo? Mais uma moedinha, mais uma voltinha.

 

Beijo na bunda,

da vossa dESarrumada

11
Jan19

Diário de bordo 11.01.2019

Nem sempre a vida nos dá o que queremos quando queremos. Às vezes olhamos à volta e ficamos com a impressão de que já todos têm o que nós queremos. E vem aquele sentimento de se ser incapaz, de não se estar à altura das expectativas. Já passo por isto há muito tempo. Esta capacidade crónica de estar quase sempre insatisfeita. A vida só por si não me satisfaz. Ou é essa a impressão que tenho. E por isso vou andando nesta vida à deriva, ao sabor do vento, a achar que estou a controlar alguma coisa.

 

Coitadinha de mim, pffff, achar que controlo nem que seja só um bocadinho o rumo dos acontecimentos, o encadeamento de acções e consequências. Já disse aqui e vou repeti-lo várias vezes até entrar : tentar planear o futuro não serve para nada. Não existe utilidade prática em tentar viver o futuro que ainda não aconteceu vezes e vezes sem conta na esperança de saber se a escolha que estou a fazer é mesmo a melhor de todas.

 

Hmmmm... a ansiedade já não bate tão forte como antigamente, nesse aspecto 2018 foi o ano de dizer adeus a esta merda... Mas de vez em quando, encontro por aqui neste cérebro de gavetas desarrumadas, uns resquícios de medo e paralisação da escolha que pensava já ter abolido. Isto é para a vida toda. Isto é para a vida toda. Às vezes baixo a guarda e o pensamento acelerado volta. Mas o compromisso que assumi comigo mesma para ser feliz, independentemente do caminho que escolher, é muito mais importante do que qualquer resto de ansiedade que ande para aqui perdido.

 

E na última quarta-feira tive alta da psicóloga. Ela diz que estou apta a gerir as minhas emoções sozinha, que já não preciso de trabalhar a regulação emocional. Por isso a partir de agora estou oficialmente "por minha conta". Vá, vamos embora que ainda há muito para fazer nesta vida.

 

27
Fev18

Todos com os mesmos sonhos.

Uma pessoa pensa sempre que os seus sonhos são únicos, que mais ninguém pensou naquilo. Depois vemos alguém fazer aquilo com que temos sonhado e sai a famosa frase "merda, tinha pensado naquilo primeiro, porque não avancei?".

Uma coisa que me tem ajudado quando estou em fase de "bloqueio de motivação" - ou como gosto de lhe chamar "vontade de mandar todos os sonhos p'ó catano e dedicar-me à plantação de urtigas" - é pensar em quantas pessoas que estiveram nas mesmas circunstâncias que eu, ou até piores, conseguiram realizar o sonho que eu quero realizar.

Ainda são algumas, e isso acalma-me nos meus stresses. Se outros conseguem eu também hei-de conseguir, e um dia vai ser a minha vez de avançar com uma ideia. Toda a gente tem algo de bom a acrescentar a uma ideia, mesmo que outros já tenham feito parecido.

A cena é que sinto que ainda não chegou o momento certo. Estou à espera de estar num lugar melhor. Não fisicamente, mas psicologicamente. Quando esse momento chegar espero que uma luzinha divina desça sobre mim e eu aproveite a oportunidade. Há cavalos que só passam à nossa porta uma vez, ou montamos logo, ou ele vai à sua vida... e depois ficamos a ver, não cavalos, mas navios!

26
Jun17

Hoje não quero.

Desde ontem que estou a passar por uma espécie de hangover da formação. Não sei literalmente o que fazer com o meu tempo "livre". Sei que tinha muito para escrever aqui, mas não me apetece. Não quero, não quero nada que me faça pensar muito. Neste momento, não me estou a identificar com o conteúdo deste blog. Tento ser bem humorada, mas às vezes não apetece. Depois fico a debater-me com sentimentos de culpa, porque acho que quem aqui vem, vem à procura de um certo tipo de conteúdo, que eu já não consigo dar. Sinto que a minha fonte de imaginação secou. Sinto que mudei. Algures no tempo, entre o dia da criação deste blog e o dia de hoje, mudei.

Estou a pensar apagar isto, e começar outro ciclo mais tarde. Os blogs são para nós, são uma espécie de diário, uma caixa sem fundo de desabafos. Uma pessoa chega aqui e desabafa. E não quero pensar mais nisso. Mas nesta plataforma Sapo há os comentários, que são fofos, queridos e carinhosos, resumindo: tudo de bom. Muito melhor que em outras plataformas. E é isso que faz desta plataforma algo tão especial. Talvez noutro sítio eu ficasse contente só em ver as views, ou não, porque quando criei isto não sabia a abrangência que ia ter, nunca me imaginei com 300 e tal subscritores, nunca me imaginei a seguir a vida de outros, como se de amigos reais se tratassem...

Isto está a ficar uma diarreia mental eu sei. Mas prometi a mim mesma que ia escrever sem filtro, que ia publicar o que quer que os meus dedos escrevessem. A verdade nua e crua, é que hoje estou farta disto. Não pelas pessoas que tenho conhecido aqui, ou os posts que já li, esses momentos não os trocava por nada, mas pela expectativa que tenho colocado em cima de mim própria. Aquela sensação de estar a falhar se não publicar diariamente, aquela ansiedade que chega quando tenho aquele momento: "não sei o que escrever hoje!!!". É estúpido pensar assim, a maior parte das pessoas deve ler o que eu escrevo na diagonal, ou pensar, "who cares?" antes de irem à sua vida. 

Mas gosto de fazer isto por mim. A cena é que sinto que há uns quantos que aguardam um tipo de conteúdo que não poderei nunca mais escrever. Não enquanto for esta pessoa. Talvez um dia seja outra pessoa, mas esta que sou hoje não tem vontade. Nada, niente, rien, nadia... mas eu não vos esqueço.

 

Beijos com carinho da vossa dESarrumada.

24
Mar17

Conversas sobre o futuro, com elas.

Adoro ter estas conversas com elas. Daquelas que duram horas e horas. Adoro aquela sensação de libertar palavras que ficam e ecoam no tempo, ou que um dia esquecerei, quem sabe o Alzheimer chegue mais cedo.


 


Sei que devia ter uma vida mais saudável, sei que devia deitar-me mais cedo, comer melhor, ler mais, largar as redes sociais. Sei que sei toda a vida que devia estar a viver na teoria, mas na prática é que a coisa não corre como costumo ver no ecrã.


 


Falamos sobre tudo e sobre nada, que frase tão banal, mas tão verdadeira. Todas temos as nossas dúvidas, os nossos sonhos, todas temos as nossas comparações de estimação, daquelas que só trazem mais mal do que bem. Porque é que os outros acordam às 6 horas e meia da manhã para ir correr e eu só consigo sair da cama após 6 toques de despertador?


 


Viver em plena consciência seria necessário, eu sei. Devia meditar mais, fazer yoga de vez em quando, dormir mais, comer legumes, quiçá cortar completamente no açúcar, e se estivesse bem disposta devia tentar ser vegetariana ou vegan, ou algo do género. Será que ando a comer demasiada carne?  


 


Mas ela também é assim. Ela come massa todos os dias, ela não faz exercícios todos os dias, às vezes ela chega a casa e come um pacote de bolachas inteiro. Ela é como eu. Como tu. Como todos nós que nos achamos adultos de arrastão, fazemos isto só porque tem que ser. Os outros têm vidas que parecem tão perfeitas. E sentimos que só estamos no início, apenas a começar, e que os outros já chegaram lá, já perceberam como se faz.


 


Mas bem lá no fundo, admitamos, queríamos todos construir um forte de almofadas e passar o dia inteiro lá dentro a ler banda-desenhada. Isso sim é que era o sonho. Ser adulto é demasiado chato.


 


Adoro ter estas conversas com elas.


 

17
Jul16

Já vos disse que medito?

Sim, de vez em quando acontece-me fazer parte do grupo dos espirituais, dos que estão sempre bem com tudo. O restante 80% do tempo estou constantemente a preocupar-me com tudo e a ser uma chata do pior, mas isso agora não interessa nada, coff, coff.


Hoje fui com umas amigas a um laguinho aqui na zona, fizemos um piquenique juntas e depois ficámos na borda do lago deitadas numas toalhas a apanhar sol e relaxar. A sombra mexeu e fiquei exposta ao sol, no início até estava bem, mas depois comecei a aquecer demais. Decidi ir para outro cantinho que estava mais à sombra e meditar. Sim, fiquei a meditar uns bons 10 minutos, até que... chega um pássaro vindo não sei de onde e faz cocó no meu ombro direito! Ai, filho de uma grande... !!! Nem tu consegues arruinar o meu estado de espírito tão zen, pássaro d'um caneco! Se te apanho no espeto...!


Deixo-vos as fotos que tirei à beira do lago para vocês também poderem sentir a paz que este lugar transmitia... até chegar o pássaro maldito! Ohm... ohm... ohm... soltem daí esses mantras maltinha!


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19
Mar15

Etiqueta de Ginásio: ajuda precisa-se

Não sei se isto acontece com mais alguém, em algum outro ginásio do mundo, mas aqui ao ginásio onde vou, sempre que entra alguém na sala, essa pessoa faz questão de ir cumprimentar toda a gente com um aperto de mão, mesmo que não conheça. Resumindo, desde que entro até sair, aperto a mão a umas 7 ou 10 pessoas.


 


Será um hábito francês?



No meio disto tudo, tenho medo de andar a passar por mal educada, porque entro, cumprimento o coach, meto o mp3 nas orelhas a bombar um bom som, e ponho-me a fazer exercício. Que é o mesmo que eu e todas as pessoas do meu ginásio em Portugal faziam.

18
Mar15

Estou além... o que faço aqui?

Não sei onde estou, não conheço este lugar na minha mente. Não sei o que virá a seguir, ás vezes parece que estou sem rumo. A sensação de que estou a perder.

Tenho sono, tenho fome, maldita dieta. Malditos pensamentos que me atormentam antes de dormir... Será que só quero quem eu nunca vi?


 


Desculpa-me a sinceridade, mas estou tão bem aqui. Neste momento da minha vida para o qual quis vir. Sei que há histórias que não se repetem, e por isso deixa-me assim sossegada porque afinal, só estou bem onde não estou.



 

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