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Diário de uma dESarrumada

Diário de uma dESarrumada

04
Mar17

Desarrumações minhas.

Ele chegou ontem. A cidade onde está fica a 2 horas de TGV daqui. Não consigo vê-lo tão facilmente como queria, mas já vai dar para vê-lo mais facilmente do que quando ele estava naquele rectângulo localizado no canto inferior esquerdo da península ibérica. Conseguiu ligar-me à noite, ouvi a voz dele, ele está bem. Fiquei feliz.


 


Quero vê-lo, estar com ele. Preocupo-me constantemente se ele está feliz ou não, se está confortável ou não. Acho que devo estar apaixonada. 


 


Hoje foi um dia produtivo. Fui a um mercado de produtores de comida biológica e terapias alternativas. Continuo na minha resolução de comer saudável, e tenho conseguido. Excepto aquele vício mau. Talvez comece a consultar alguém para perder o vício do chocolate. Ainda não sei. Às vezes não sei se vale a pena gastar este dinheiro - todos os profissionais pedem no mínimo 45€ por sessão - afinal, se o chocolate for o meu único vício incontrolável, não posso estar assim tão mal? E apesar de tudo, continuo a perder peso. Mas o peso da consciência esse não se vai embora, poderia ter uma alimentação 100% perfeita, se não fosse aquilo. Que vergonha.


 


A formação em Paris corre bem. Mas ando stressada. Tenho mais de 49 aulas para estudar até Junho. E um trabalho final para fazer até Maio. Ou seja, se me conheço bem, vou estudar as aulas todas em duas semanas, feita louca. Espero conseguir ter mais de 10 no exame escrito. Vai ser a minha estreia num exame escrito noutra língua. Uma língua que não dominava de todo há 2 anos e 3 meses atrás. Fuck me, right??


 


E cá continuo, num trabalho que gosto, mas onde tenho que ver todos os dias alguns colegas e chefe que não suporto. Aguenta menina, só mais dois anos e bazas. Ou antes, se tiveres coragem.


 


Relativamente a sexo... ando na seca. Acho que vou apanhar o tal TGV...


 


Até logo.

22
Fev17

Longe mas perto do coração [repost]

Estás longe. Sei que não me ouves. Mas tenho saudades tuas. Tantas que não cabem no coração, tantas que prefiro calar estes gritos dentro de mim.


 


Se pudesses saber eu dizia-te. Mas não posso... o nosso fim, foi aquele fim. Não foi o fim que desejava, não foi o fim que sonhei. Porque para mim o que tínhamos não merecia um fim. Ia ser eterno como o tempo. Ia ser eterno como este sentimento que trago no meu peito.

Sei que te guardo comigo, sei que penso em ti várias vezes por dia. Sei que já lá vão três anos desde o adeus. Sei que ainda me lembro de cada data, de cada abraço, de cada beijo. Mas sei que me lembro muito mais das datas, dos abraços e dos beijos que nunca chegámos a viver. Sei que custou mais o que perdi depois de teres ido embora, o amor que idealizei.

Sei que não querias o mesmo que eu. Mas também sei que ainda pensas em mim, talvez não pelos mesmos motivos que eu penso em ti. Sei que te desejo o melhor, e que de entre muitas despedidas que já te fiz, de entre muitas cartas que já te escrevi, esta também não vai ser a última. 

Desejo sempre que a despedida que te faço seja a última, mas nunca é. Há sempre um dia em que sinto mais a tua falta do que o normal, há sempre um cheiro, uma parte do meu dia que me faz lembrar de ti. Sei que estás sempre presente, que deixaste o teu nome gravado no meu coração a ferro quente. Sei que por muito que tente apagar a cicatriz que deixaste, há sempre um dia em que ela queima mais. Há sempre um instante, qualquer coisa que te traz de volta...

Tentaste falar quando eu vim embora, tentaste uma qualquer aproximação que eu não entendi o motivo, e não fui. As nossas conversas nunca correm bem. Nunca. Eu de ti só queria a mesma coisa que sempre quis, o teu amor. Não quero as tuas migalhas, não quero sexo, não quero falar de vez em quando só porque estás sozinho. Queria-te a ti, por inteiro, sem jogos, sem distância. Já não é possível. De tudo o que era possível antes, agora passou a impossível. A impossibilidade do tudo que não chegou a ser.

Sei que estás longe, sei que já lá vão três anos. Mas também sei que parece que foi ontem o nosso último abraço... e às vezes acho que numa manhã qualquer vou abrir a porta de casa e encontrar-te no carro à minha espera. Para irmos à tal pastelaria que não chegámos a ir. E que entretanto já fechou.

Tem uma boa noite, tem uma boa vida. Até à próxima. Porque há sempre uma próxima.


 


[ post originalmente publicado a 10.03.2015 ]


 


P.S: Para quem não percebe de onde vêm estes reposts, ando a fazer uma compilação dos meus textos antigos preferidos publicados no meus primeiro blog.

24
Dez16

O Natal a chegar...

...e pelo terceiro ano consecutivo vou passá-lo aqui em França longe da família. Este ano não há petite aqui por casa, ela fugiu para o outro lado da França! Este ano vou passar a noite do 24 com pessoas que conheço menos bem... e nem quero ter que exprimir em palavras o que estou a sentir em relação a isso.


 


Acho que uma pessoa se habitua a estar longe. Deve ser isso.


 


Ainda nem acredito que já é Natal.

08
Jun16

Quase a desistir.

Aquela sensação de não querer estar mais numa relação, não por já não gostar da pessoa, mas sim porque quero estar sozinha. Será que estar sozinha pode ser uma escolha quando se abandona alguém de quem se gosta?


É que é tão difícil manter uma relação a esta distância. Já tive mais certezas do que ultimamente. Não sei o que fazer e muito menos como agir, como lidar com a situação. Tenho medo de estar a ser egoísta para com os sentimentos dele. Não queria ter de recorrer ao típico "não és tu, sou eu."

Bem-vindos ao meu diário, um lugar seguro onde podemos falar sobre tudo. Já comentaram hoje? Bisou, da vossa dESarrumada.

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