Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Diário de uma dESarrumada

Diário de uma dESarrumada

14
Dez18

Sonhos. Será que é desta?

Depois da minha licenciatura nunca soube muito bem que rumo tomar na vida. Recentemente estou determinada a encontrá-lo e entre meditações, miracle mornings, yoga, etc., tudo tem servido para mergulhar nas profundezas do meu ser e navegar na rota do auto-conhecimento.

 

Não é fácil distinguir entre o que queremos mesmo e aquilo que a sociedade nos incutiu como algo que "devemos" querer. Sempre pensei querer algo, mas quanto mais avanço na vida mais me apercebo que afinal... não é por ali que o meu coração quer ir. Antigamente, quando tomava uma decisão e me sentia invadida por ansiedade e procrastinação, pensava que a culpa era minha, que sou uma incapaz, que sou fraca porque nem consigo assumir as minhas responsabilidades, que nunca conseguirei levar um projecto até ao fim... hoje sei que se o meu corpo reage dessa forma porque o caminho não é por ali. 

 

Não vale a pena insistir, não vai dar. E demorei alguns anos para perceber isto. Acho que 2018 foi o ano do despertar da consciência. Um ano com muitos finais, e poucos começos. Um ano em que abandonei muitas crenças e fiz as pazes comigo mesma. Aceitei que às vezes estar parado também pode ser positivo. 2018 foi um ano que pode não ter acrescentado nada em termos de "grandes feitos", mas que será sem dúvida essencial para o resto da minha viagem. Admito, ainda não sei qual é o destino, mas nunca me senti tão perto de descobrir.

13
Dez16

Quando fazer aquilo numa relação?

Quem me segue desde o início sabe que antes era uma fresca do pior, não ligava muito aos sentimentos e queria era aproveitar a vida... depois caí nesta coisa de ter "sentimentos" e a coisa foi-se por água abaixo. Até os meus posts no blog perderam aquele "calor" tão característico, mas pronto, entre alguns seguidores a menos, houve outros que chegaram e que se identificam mais com o meu novo eu. Nem tudo foi negativo.


Acabei com o plutónio-man no dia em que me apercebi que "se é QUASE amor, então NÃO é amor". É verdade que o sexo era fantástico, mas faltava o resto, TODO o resto. Na cama não havia romantismo, não havia beijos durante o acto e quase que não havia no fim, aliás, aquele moço só conhecia o acto de beijar como algo que precede directamente o sexo.


Por tudo isto é que sempre me arrependi de ter feito com ele assim logo no início, sem ver no que a relação poderia dar, sem me aperceber que ele só mantinha a relação por motivos de ego... na altura pensava que ele só me queria para sexo, talvez não fosse só isso, porque a coisa até ia aguentando apesar da distância, mas também acho que se não fosse a distância, não tinha aguentado tanto tempo...


A verdade é que dizer que não ao sexo numa fase inicial da relação é algo que para mim continua bastante difícil... já sabem que estou numa relação nova há cerca de uma semana, e sinceramente, não consegui resistir a dormir com ele no primeiro dia... por razões completamente diferentes, não porque achei que o sexo com ele fosse ser algo de bombástico ou porque estivesse com imensa fome, não, estive com ele porque o dia foi perfeito, foi super romântico, e à noite, como não poderia esperar outra coisa, o ambiente propiciou a que acontecesse...


Só de pensar fico arrepiada... os beijos que ele dá, a forma como me toca, a sensação de estarmos juntos e sermos um só corpo. Admito que nunca senti isto assim, nunca senti isto desta forma. Senti que o que estávamos a fazer ia muito para além do corpo. Se antes sabia o que era ter um orgasmo físico, agora acho que sei o que é ter um orgasmo espiritual... e se foi assim na primeira vez, como será nas próximas?


Posso estar enganada, mas se este rapaz não for o TAL não sei quem poderá ser. Estou esperançosa e ansiosa para ver o que o futuro reserva. Os momentos que vivemos, apesar de curtos, foram intensos, e esses já ninguém mos tira. Se Lisboa antes não significava nada para mim, agora aquelas ruas ganharam todo um significado que nunca esquecerei.


E nunca pensei que este tipo de ligação tão mágica fosse acontecer com um amigo de infância, um rapaz ao qual dei o meu primeiro beijo quando tinha uns 5 anos.


Quem diria que a vida dá voltas e voltas, e às vezes a felicidade está ao lado de quem sempre esteve lá? Dê no que der esta relação, já valeu a pena estar lá e ter feito este "desvio" na minha vida para o conhecer melhor e lhe dar a oportunidade de me "conquistar", como ele diz. 


A oportunidade está mais do que dada. Estou rendida. 


 

28
Ago16

O destino. Parte 2.

Lembram-se da ela e do ele que eu vos apresentei neste post?


Quando estive de férias em Portugal combinei um jantar com ele, na cidade onde ele mora e ele disse logo que sim. Afinal ele vem sempre ver-me, é o melhor amigo que tenho e o melhor amigo para toda a gente que conhece. Como poderia não adorar este moço?


Convidei a ela. Afinal já não nos víamos desde o ano passado! A ela aceitou vir às 20h30 jantar. Um restaurante super in e onde se enfarda bem. A ela gosta de enfardar, o ele gosta de enfardar, eu gosto de enfardar e a minha colega francesa que veio comigo de férias também gosta de enfardar. Todos gostamos de enfardar.


Às 20h estávamos prontos para ir para o restaurante, o ele ia dar-nos boleia. Já no carro recebo mensagem da ela a dizer que não podia vir. Saía tarde do trabalho nesse dia. Fica para uma próxima diz-me ela. Sim, fica para uma próxima, respondo eu.

06
Ago16

O destino.

E quando sabemos que o destino existe, mas às vezes ele prega partidas, e não podemos fazer nada quanto a isso?


Conheci-o há cerca de 7 anos. Ele tem 37 anos, solteiro desde sempre, super boa pessoa e disponível para os amigos, sem grandes relações longas até à data. Todas as raparigas de quem achou gostar a sério eram raparigas que estavam prestes a ausentar-se do país. Mas no fundo, nunca encontrou a mulher da sua vida diz ele.


Conheci-a há cerca de 3 anos. 33 anos, solteira e de bem com a vida. Já teve algumas relações falhadas, numa delas viveu com um homem 2 anos, mas sem faísca. Todas as relações dela são dessas que correm bem, do género ir ao cinema, passar o fim de semana fora, conhecer as famílias. Mas falta o brilhozinho no olho diz ela.


Foi estranho, muito estranho, mas quando conheci a ela desta história, soube que era a ela que o ele procura. Soube, instintivamente, como quem sabe que precisa do ar para respirar mal acaba de sair do ventre materno, que eles pertencem um ao outro. Na altura em que ainda estava no país tentei marcar cafés com os dois e a cada vez acontecia algo no último minuto que impedia um dos dois de aparecer. Várias vezes, sempre por motivos diferentes. Desisti de tentar mudar o rumo desses caminhos, que tal e qual fios entrelaçados, seguem o seu rumo, em direcção a esse futuro que está escrito e que ninguém pode controlar.


Falo regularmente com os dois, e vejo o quanto estão próximos. Moram em cidades vizinhas, a 15 minutos um do outro. Ela trabalha na cidade onde ele mora . Vão às mesmas festas, aos mesmos cafés e frequentam o mesmo parque para correr. Quando eles me descrevem a pessoa que querem ao seu lado fazem exactamente a descrição um do outro. Mesmo sem se conhecerem. Parece ficção. Parece que na vida de cada um deles existe o espaço exacto que o outro iria ocupar. E consigo imaginar isso tão bem, tão nitidamente como se já estivessem juntos. Mas ainda não se encontraram. Não sei porquê, talvez porque ainda não estejam prontos para se conhecer. Quem sabe? Só sei que eles são almas gémeas. E que é impossível isto ser algo só da minha cabeça.


Sei que isto pode explicar o porquê de haver pessoas que parecem andar na vida sem nunca encontrar aquela pessoa especial. Ela existe, de facto cada um de nós a tem. Acredito nisso piamente. Mas ela, a pessoa especial, anda por aí, perdida algures nesse emaranhado de destinos, talvez a frequentar as mesmas festas, talvez noutro país, talvez no outro lado do mundo. E o porquê de algumas pessoas estarem destinadas a viver lado a lado sem nunca se cruzarem, talvez nunca o saiba, mas sei que a pessoa ideal para cada um existe. E isso dá-me esperança.


Não vou interferir na vida destes dois, quando tentei não correu propriamente bem, mas vou continuar a ouvir cada um deles como tenho ouvido até agora. Não é fácil, cada vez que os ouço dizer "não há ninguém para mim", fico com um nó no estômago. Apetece-me gritar: "Sim há! E está mesmo ao teu lado". 


Não desistas.

Bem-vindos ao meu diário, um lugar seguro onde podemos falar sobre tudo. Já comentaram hoje? Bisou, da vossa dESarrumada.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds

Diário em fotos

Desarrumações antigas

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D