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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

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09
Mar19

Se é para descambar, que descambe de vez!

Há algo que nunca contei no blog e que andei a esconder de mim própria durante demasiado tempo. Mas visto que 2019 é o ano do FODA-SE, sinto que ando numa de "vamos lá fazer coisas que nunca fiz e ver no que dá". Meditei muito sobre se devia falar disto aqui ou não, mas well... decidi falar. Pode ser que o facto de escrever isto pela primeira vez me ajude.

 

Desde os meus 17 anos que passo por fases da vida em que sinto atracção por mulheres. Aquilo começou ali numa visita de estudo ao jardim botânico de não sei onde, durante a secundária, acho que era Coimbra... não que este detalhe seja importante mas pronto, gosto de tentar lembrar-me de factos do passado.

 

Todas as turmas do 10º ao 12º ano foram. E ficámos a dormir numa espécie de Instituto da Juventude, eramos 6 dentro de cada quarto. 4 pessoas em beliches e 2 pessoas no meio do quarto em colchões. Eu e uma amiga ficámos as duas nos colchões no meio do quarto. Eu que sempre fui tímida e com pouca confiança em mim própria, admirava imensamente esta rapariga, queria ter a coragem e a ousadia dela e invejava certos traços da sua personalidade... na altura a cena da moda era o estilo Avril Lavigne ou Amy Lee e eu lembro-me que essa rapariga foi das primeiras a ir para a escola com lápis preto nos olhos, muito lápis preto, minha gente. Na altura parecíamos uns guaxinins tal era a quantidade de preto escorrido à volta dos olhos. Todas excepto eu que os meus pais não deixavam. E até nem queriam que saísse com essa rapariga porque eu, sendo uma rapariga "decente" e com boas notas, corria o risco de ser desviada do meu caminho perfeito, se me desse com pessoas "fora da caixa".

 

Nessa noite, lembro-me de termos ficado a falar até tarde deitadas no chão, sobre gajos, aos sussurros uma com a outra, e ela deu-me a mão antes de adormecer profundamente. Eu ainda tentei tirar a mão mas não dava, era a mão de baixo e estava numa posição esquisita... fiquei portanto uma boa hora acordada, a olhar para ela de frente, enquanto ela dormia. Foi nesse dia que as questões começaram a aparecer na minha mente... e nunca foram verdadeiramente embora.

 

Na Universidade tive 2 experiências com duas raparigas, nas quais eu quis mais, e elas não. Não houve sexo. Mas houve beijinhos e muitos amassos. Tudo muito curto e muito escondido. Eram sempre pessoas que eu conhecia bem. Mas entretanto passaram-se 8 anos e não voltei a sentir isto desta forma, pensei que a "fase" tinha passado. Acreditei que nunca mais voltaria a ter dúvidas, que homens, pilas e afins, são 100% a minha cena.

 

Pois.

 

Ontem voltou a acontecer.

 

Uma amiga minha daqui disse que se sentia atraída por mim... e que queria ter uma experiência com uma mulher... fiquei sem resposta. Inicialmente pensei "YOLO, vamos a isso!". Depois fiquei com medo, não sei de quê, comecei com aquele riso nervoso que nos sai sem querer quando estamos numa situação estranha e só queremos sair dela o mais depressa possível. E às vezes desejamos que nem tivesse acontecido. Fingi uma dor de cabeça e fui embora. Mas fiquei a pensar no assunto. E a tentar dar voltas e voltas à cabeça a tentar encontrar o verdadeiro motivo para estar com medo... no entanto, acho que o que mais me assusta nisto tudo, é que estou com imensa vontade de ir em frente, arriscar e ver no que dá, mesmo sabendo que pode dar merda.

16
Set18

Vamos falar sobre dinheiro?

Sei que este é um tema pouco consensual, talvez um pouco (bastante) sensível, mas  tenho discutido bastante sobre isto com a H. e queria saber qual é a opinião dos meus queridos leitores!

 

Há ou não há "metas" de valores a ter na poupança para determinadas idades?

 

Por exemplo, aos 30 devo ter X na poupança se for solteira, Y se estiver com alguém, Z se já tiver filhos?

 

Outra questão, acreditam que se deve poupar uma certa percentagem do salário? (Os especialistas indicam que a % certa deveria ser de pelo menos 10% antes dos 30, e que devia ir subindo com a idade, abrandando só quando houvesse filhos). Eu faço isto da percentagem (nem todos os meses consigo) mas há quem meta de lado o que sobra no final do mês, sendo pouco, muito ou nada.

 

Qual a vossa opinião sobre isto tudo... metas e valores a "respeitar" relativamente à idade da pessoa, filhos e percentagem do salário?

28
Ago18

Dúvidas de português que me ocorrem regularmente.

Quando aprendemos uma nova língua, em detalhe, damos por nós a fazer questões sobre a nossa língua materna que nunca nos tinham ocorrido anteriormente.

 

Entre outras, as "dúvidas" parvas de português que mais me ocorrem são:

 

- Porque é que quando dizemos as vogais "a - e - i - o - u" dizemos "a - é - i - o - u" mais depois, quando o " e " está sozinho numa frase, lemos " i " e precisamos de um acento para dizer " é "?

 

- Porque é que as palavras "gratuito" e "muito" têm as duas as mesmas letras "uito", mas durante a leitura fica algo do género "muiNto" e "gratuíto" sem o tal " n " ?

 

- Lemos de forma quase igual a parte final das palavras "mãe" e "tem". Isto antes não me fazia confusão nenhuma, agora questiono-me sempre, why god, why? 

 

- Tudo que é plurais "cães", "pães","aviões", "camiões"... quando ouvem estas palavras não ficam com a sensação de que há ali um " n " no meio algures? (unicórnios lindos, eu sei o que são ditongos nasais, escusam de explicar, mas fico sempre com a sensação que há ali um " n " perdido algures...). Mas isto já é "defeito" de pequenina... porque encontrei um diário meu com 6 anos e eu escrevia coisas como "pãens", "camiõens", "coraçõens"...

 

-Palavras como "saio" e "saiu"... (verbo sair)... automaticamente lemos de forma diferente colocando a sílaba tónica em sítios diferentes... mas como fazemos isto, é bruxaria???

 

- Um " e " com chapéu (acento circunflexo) passa a ter um som mais grave, por exemplo, nas palavras "quê", "porquê", mas depois basta pôr um "m" a seguir e já não tem nada a ver. Como nas palavras: "têm", "vêm", "contêm"...

 

- Tudo que é conjugação de verbos na 2ª pessoa do plural. Às vezes sinto que falo dois "portugueses" diferentes... por exemplo, na zona onde cresci usa-se muito o "vós", e eu estava habituadíssima a falar assim, entretanto mudei de região durante os meus estudos e reparei que toda a gente usa o "vocês" (inclusivé gozaram comigo por usar o "vós" dizendo que eu sou uma campónia...), reparei então que quase ninguém nas grandes cidades sabe utilizar o "vós"... corrijam-me se estiver errada! Quantas vezes por dia usam os seguintes verbos conjugados assim? (presente, pretérito perfeito e pretérito imperfeito)
                     
Verbo ter - "vós tendes", "vós tivestes", "vós tínheis" 
Verbo pôr - "vós pondes", "vós pusestes", "vós púnheis"
Verbo ir - "vós ides", "vós fostes", "vós íeis"


Eu falo assim quando falo com a minha família, mas são as únicas pessoas com quem falo assim. Com as outras pessoas tenho tendência a utilizar o "vocês" , 3ª pessoa do plural... "vocês têm / tiveram / tinham", "vocês põem / puseram / punham", "vocês vão / foram / iam"... dou um exemplo concreto:

Se perguntar a uma amiga minha se ela vai a Lisboa com um grupo de amigos vou dizer: "vocês vão a Lisboa?", no entanto, se fizer a mesma questão aos meus pais, automaticamente, vou dizer "vós ides a Lisboa?". Porque raio isto acontece?  (e não, nunca utilizo o futuro quando falo português... para mim dizer algo do género "vocês irão a Lisboa" ou "vós ireis a Lisboa" ou "eu farei algo"... não existe no meu vocabulário oral... apesar de em francês ser o pão nosso de cada dia).

 

 

Agora imaginem explicar isto tudo a um francês... às vezes até eu fico confusa com a minha própria língua!

 

By the way, recebi o resultado do meu exame de francês, tive 83,5/100. É uma boa nota! Mas sei que se não o tivesse feito logo a seguir às férias grandes (após 3 semanas em Portugal onde raramente falei francês) poderia ter tido mais na parte oral, foi a minha nota mais baixa de 16/25. Bolas, numa próxima consigo mais! 

 

Beijo na bunda! 

16
Mai18

Ok, e agora?

Hoje dormi quatro horas e meia. Apanhei um comboio TGV em Paris às 6h da manhã para estar a horas no trabalho. Mais uma vez a SNCF (CP francesa) conseguiu desiludir-me. Não tive greve no meu comboio (yupiiii, escapei à greve que já dura há bastantes meses) mas, sabe-se lá como,o comboio conseguiu atrasar 23 minutos, e perdi a ligação que só podia fazer em 18 minutos. Puta que pariu a todos, enfiem a vossa pontualidade no cu!

 

Pronto, agora que já estou mais calma... Vou contar-vos para já que a reunião com a ONG foi muito interessante. Recebi informação sobre as diferentes missões nas quais poderei estar interessada e se antes já tinha dúvidas, agora penso que ficaram quase todas respondidas, mas... isto sem um mas não tinha piada, estou com uma crise de confiança em mim própria. Uma vozinha pequenina na minha cabeça diz-me que este tipo de "aventuras" não são para pessoas como eu, que os outros são melhores e mais corajosos, que eu vou ser mal sucedida e que eles se vão arrepender se me chamarem. Claro que nada está decidido e isto ainda é muito embrionário, mas o meu cérebro nem era ele mesmo se não começasse a fazer o filme todo sozinho.

 

Ser como eu é muito cansativo. Gostava de trocar de cérebro só um bocadinho, talvez 2 ou 3 vezes por semana, ser daquelas pessoas que nunca se questionam sobre nada e vão em frente. Isto é o meu diário, mas mais parece a porra de um muro das lamentações sobre ansiedade e dramas existenciais. Antes isso do que um hate blog para falar mal de outros blogs, deus me livre. Mas mesmo assim, a ver se acordo para a vida antes que se faça tarde. Ansiedade, insegurança, dúvidas, ide à vossa vida suas putéfiazitas.

24
Set16

Hoje podia dizer tanta coisa...

Podia dizer como continuo "afogada" em decisões... como este vício do açúcar me está a meter numa situação desconfortável fisicamente e financeiramente... podia falar de como não me consigo controlar quando vou às compras, mas "ah e tal, só me acontece porque dei comigo com dinheiro a mais", como já ouvi alguém dizer-me. Ou então o famoso "não deve ser assim tão grave porque não estás obesa". Mas é preciso ser obesa para ter um distúrbio / vício alimentar? 


Podia falar da minha imagem corporal que está uma merda, de como tenho cuidado menos de mim a nível estético, de como me tenho desmotivado relativamente a muitos aspectos da vida. Podia falar de tanta coisa, das saudades que tenho de Portugal, das certezas que já tive e que já não tenho, e de outras que pensava não ter e que afinal tenho. Podia falar-vos do tempo, hoje esteve sol, já agora. Fui às compras a pé para trazer menos coisas, e mesmo assim trouxe chocolate. Podia falar-vos da falta de controlo que me assola nestes tempos. De como me sinto sozinha e de como me sinto perdida e sem saber como sair desta situação sozinha. Podia falar de tanta coisa e ao mesmo tempo não tenho nada para vos dizer... 

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