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Diário de uma dESarrumada

Diário de uma dESarrumada

24
Mar17

Conversas sobre o futuro, com elas.

Adoro ter estas conversas com elas. Daquelas que duram horas e horas. Adoro aquela sensação de libertar palavras que ficam e ecoam no tempo, ou que um dia esquecerei, quem sabe o Alzheimer chegue mais cedo.


 


Sei que devia ter uma vida mais saudável, sei que devia deitar-me mais cedo, comer melhor, ler mais, largar as redes sociais. Sei que sei toda a vida que devia estar a viver na teoria, mas na prática é que a coisa não corre como costumo ver no ecrã.


 


Falamos sobre tudo e sobre nada, que frase tão banal, mas tão verdadeira. Todas temos as nossas dúvidas, os nossos sonhos, todas temos as nossas comparações de estimação, daquelas que só trazem mais mal do que bem. Porque é que os outros acordam às 6 horas e meia da manhã para ir correr e eu só consigo sair da cama após 6 toques de despertador?


 


Viver em plena consciência seria necessário, eu sei. Devia meditar mais, fazer yoga de vez em quando, dormir mais, comer legumes, quiçá cortar completamente no açúcar, e se estivesse bem disposta devia tentar ser vegetariana ou vegan, ou algo do género. Será que ando a comer demasiada carne?  


 


Mas ela também é assim. Ela come massa todos os dias, ela não faz exercícios todos os dias, às vezes ela chega a casa e come um pacote de bolachas inteiro. Ela é como eu. Como tu. Como todos nós que nos achamos adultos de arrastão, fazemos isto só porque tem que ser. Os outros têm vidas que parecem tão perfeitas. E sentimos que só estamos no início, apenas a começar, e que os outros já chegaram lá, já perceberam como se faz.


 


Mas bem lá no fundo, admitamos, queríamos todos construir um forte de almofadas e passar o dia inteiro lá dentro a ler banda-desenhada. Isso sim é que era o sonho. Ser adulto é demasiado chato.


 


Adoro ter estas conversas com elas.


 

16
Mai15

Pedaços de mim I

Lembro-me de algumas histórias passadas. Momentos que já foram. Afinal não eras o tal, nem nunca serás. Afastar-te foi o melhor que fiz.
Sei que aquilo que sou ninguém vai mudar, e que a minha presença basta-me. Eu sou mais eu, desde que te foste embora.



O dia que eu achava o mais triste da minha vida, foi na verdade o mais feliz.


 


Dizem os mais antigos que quando se fecha uma porta, abre-se uma janela. Neste caso abriu-se a janela, e todas as minhas expectativas de vida tropeçaram no degrau de uma escada chamada destino, e vieram estatelar-se cá em baixo no chão da realidade.

Sim, mesmo com os meus pedacinhos partidos, estou melhor assim. Sei que começa agora a aceitação. Continuemos.

09
Fev15

Pressa para casar

Caros leitores, meus fofinhos. Hoje venho aqui falar-vos um pouco de um diálogo que tive recentemente com umas amigas minhas que estão em Portugal, sim, mesmo à distância é possível ter conversas bastante interessantes (bendito sejas chat do Facebook!). 
Ora bem, elas dizem sentir-se vazias por sofrerem de um mal chamado "falta de namorado", uma porque acha que não é suficiente interessante para atrair a atenção dos rapazes, outra porque até tem bastantes pretendentes, mas, das duas uma, ou não lhe encaixam nas medidas, ou sente que os afasta quando estão a tentar meter conversa com ela na noite.
Ora bem, as minhas opiniões: se não te sentes interessante para os rapazes então é bem provável que não o vás ser, porquê? Porque estás tão concentrada, demasiado, em seres interessante, que vais acabar por só tentar falar daquilo que ele gosta, e não vais ser tu própria. A melhor dica é mesmo seres tu própria, se ele mesmo assim se afastar... opah, temos pena! A fila anda! Alguém que encaixe contigo vai surgir... ou é suposto a alma gémea aparecer em todos os rapazes que falam contigo? Um pouquinho de selectividade precisa-se! Urgente.
Tu que achas que os afastas na noite porque estás mais interessada em falar com as tuas amigas do que em meter conversa com rapazes meio-ébrios, meio-sonolentos, só te digo isto: pára de tentar conhecer a tua alma gémea na noite! Como é óbvio esse tipo de rapazes não fazem o teu estilo! O teu tipo de rapazes provavelmente também está numa mesa a falar com os amigos, o teu tipo de rapazes não sai com o único propósito de engatar meninas (assim espero!). É complicado conhecer alguém no dia-a-dia. Sim, eu sei, também penso algumas vezes nesse assunto, e ás vezes parece que não aparece ninguém "de jeito"... mas a verdade é só uma... basta acertar UMA VEZ! Entre todos os teus dias banais, basta haver um que te mude o rumo, um que te faça tirar os pés do chão. Não precisas de conhecer 10, 20, 30 rapazes antes do tal. 
Claro que, não sou contra umas one night stand de vez em quando, se for esse o teu desejo, mas tem sempre noção que isso a médio-longo prazo não satisfaz o lado emocional. E se fores como eu, acabas por te apaixonar por ele. Por isso em jeito de conclusão digo, se o teu objectivo é encontrar o tal príncipe no cavalo branco, pára de procurar tanto... quando ele chegar, tu vais sentir. Com ou sem fogo de artificio. Com ou sem borboletas no estômago. 

Engole esta dESarrumada... nota mental para mim própria.

01
Fev15

Gatos, gatinhos e recusas

Eu: Quero ter um gato (faço beicinho para a minha petite colega de casa)
Petite: Nem penses, ia logo parar ao hospital com as minhas alergias.
Eu: (continuo com o beicinho)
Petite: Arranja um gato de duas pernas!
Eu: Não, quero um daqueles com quatro patinhas, que faz miau e se esfrega em ti quando chegas a casa.
(ela olha-me de soslaio e percebo que a discussão acaba ali)

Nenhum argumento a convence.

Um gato de 2 pernas também não era mau de todo, dá jeito para segurar os sacos das compras.

01
Fev15

A melhor cerveja do mês

Ora bem, quem está fora da Tugalândia (sim, Portugal carago!) sabe como fazem falta os pequenos prazeres da vida! Nomeadamente uma boa Super Bock ou Sagres fresquinha acompanhada de tremoços ou amendoins.



Hoje decidi ativar parcialmente o modo Tasqueira, o qual já não ativava há bastante tempo, e beber uma bejeca ao jantar com a minha petite colega de casa. A escolha foi feita por ela, e eu não podia ter ficado mais contente: Heineken. Gostei, foi a primeira vez que bebi, e recomendo. Deixo uma foto para a posteridade, não vá o Alzheimer atacar mais cedo.


IMG_20150131_203645.jpg


Uma latinha fez as delícias do meu bichinho alcoólico anónimo (sim aquele que na universidade andava sempre com sede). Essa época, velhos tempos em que a imaculada senhora dos pastéis era a santa padroeira de qualquer jantar de curso e segurar a bebida com a mão direita dava sempre direito a penalty! E mais, se querias ser da malta tinhas que beber essa merda até ao fim... ou então ficavas com a cona seca ou a pila murcha.


Tudo cânticos que me deixam com saudades, e os quais nunca esquecerei sempre que beber uma cerveja, para o resto da minha vida.

Mas o lado bom de ser crescida, é que o nível de qualidade também cresce, deixamo-nos de receitas rascas, em que o vinho branco + cerveja + açucar, do mais barato que exista, eram o prato da casa em qualquer restaurante! 



Agora já não há pirilampos do INEM no final do jantar... mas há conversas interessantes, e louça para lavar.


Bem-vindos ao meu diário, um lugar seguro onde podemos falar sobre tudo. Já comentaram hoje? Bisou, da vossa dESarrumada.

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