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Diário de uma dESarrumada

Diário de uma dESarrumada

27
Jan20

Um abre-olhos: o teste do Rosé!

Depois deste encontro falhado na passagem de ano... só voltei a ver o Half-French mais uma vez. Perto de minha casa porque ainda havia greve e eu ainda não sou nenhuma maluquinha das trotinettes - ainda! um dia meto-me numa e nunca mais me apanham, é ver-me por aí a dar à perna por Paris a fora!...

 

Ele chegou, 2 horas atrasado, em frente ao meu prédio (só avisou à última da hora como de costume), "desce" foi a mensagem dele. Fomos jantar ao restaurante que fica literalmente do outro lado da rua, passo lá todos os dias e quando vejo alguém a comer alquele hamburguerzão com guacamole até salivo... "olha vou pedir o hamburguer, e tu?" - perguntei. "Eu estou com vontade de uma tábua de enchidos para dois, não queres?" ... "não, para mim isso não é jantar, preciso de algo que encha mais...".... "ai, tu vens lá com aqueles hábitos de Portugal de quem come dois porcos inteiros ao jantar, come a tábua comigo, vais ver que enche"...

 

Aceitei o raio da tábua. Mas já estava a ver o meu futuro a andar para trás... já vão perceber...

 

"E vinho queres?" - perguntou.

 

"Não quero alcóol, estava mais numa de Coca-cola" - disse. Sim, sou Coca-cola addict, não julguem.

 

"Bebe uma garrafa de vinho comigo, que vinho preferes, queres tinto?" (rouge em francês)

 

"Epah... se tiver que escolher um vinho, prefiro ou branco ou rosé, mas tinto não" - ele aquiesceu.

 

Estávamos na conversa , ainda sobre os hábitos alimentares de Portugal e de como ele acha que quanto mais um país dá importância à quantidade de comida em vez da qualidade, mais pobre esse país é... (sim, ele é filho de portugueses e, diz gostar de Portugal, mas não perde uma oportunidade para mandar Portugal abaixo e dizer que a França é que é requinte, classe, boa educação, etc).

Chega o garçon.

Ele pede a tábua de enchidos. "E para beber?"

"Uma garrafa de tinto se faz favor"

...

...

...

...

...

Comecei a imaginar-me dali a 3 anos numa relação de submissão com este rapaz. Em que ele vai decidir tudo, o meu futuro profisisonal, quantos filhos vamos ter, a cor das minhas cuecas (é de notar que no primeiro date ele me disse que DEVIA usar batom mais escuro para combinar melhor com o meu cabelo escuro - de notar que nesse dia tinha metido o meu batom cor de rosa clarinho da Clinique, que custou nada menos que 32€, e ele ali a pedir-me para trocar de batom - FUCK!)

 

Estava eu a pensar nisto... quando o garçon chega com a garrafa de Rouge e pergunta se eu quero provar... respondi que não, que o Monsieur podia provar. Quando o garçon foi embora o Half ainda mandou para o ar "sabes que é a mulher que prova o vinho não sabes?". "sei, mas tu também sabias que não queria tinto e pediste na mesma". Ele não respondeu, mudou de assunto.

 

Nesse momento decidi que não estava ali o homem da minha vida. E que já o devia ter percebido desde o primeiro encontro. Mas gosto de ver até onde vai o ser humano, e sou pessoa de dar segundas oportunidades... Desta vez dei, mas ele não merecia.

 

Acabámos a noite no meu quarto, e foi muito bom. Mas eu sabia que ia ser a nossa última queca e por isso aproveitei ao máximo. Gosto quando sei que não vou voltar a ver o gajo. Normalmente já sou desinibida, mas quando sei que não é para ser sério, atrevo-me mais a fazer pedidos estranhos. No final "não tens aí nada que se coma? estou cheio de fome"... "eu avisei que a tábua não enchia!" - dei-lhe um iogurte que ele comeu logo...

 

Na manhã seguinte eu tinha que ir trabalhar, ele ficou a dormir lá em casa. "Quando nos voltamos a ver?" perguntou. Eu respondi "sábado às 15h para dar uma voltinha no parque de Belleville?".

 

"Ah, ainda não sei, depois digo algo..." - este moço é incapaz de assumir um compromisso com antecedência. É sempre tudo à última da hora. Não suporto, e não mostra empenho nenhum.

 

Sexta à noite e ele ainda sem confirmar nada. Recebo mensagem às 22h da noite "olha estou a beber uns copos com um amigo na tua zona, se não acabar muito tarde posso ir aí ter contigo?"

 

PFFFFFFF.... É que nem que ele tivesse pintado de ouro eu ia aceitar ser uma booty call! Never! Nunca! Jamé!

 

"Olha desculpa mas estou cansada e tenho a minha meditação para fazer... vemo-nos amanhã às 15h em Belleville?"... Silêncio... nem uma resposta.

 

No dia seguinte fui à minha aula de Yoga, que é ao lado do parque de Belleville... o Yoga acabou às 14h30. Fui passear no parque, plena, serena, tranquila. Estava um céu azul espectacular, mas frio com'ós cornos. Às 15h10 mandei mensagem "morreste?"

 

Continuei o meu passeio, depois voltei para casa. As 16h23 recebo mensagem: "sim, morri, ontem bebi demais e só acordei agora."

 

"d'accord" respondi.

 

Até terça não recebi mais nada dele. Depois, nessa noite, perguntou quando nos voltávamos a ver... respondi que tinha pensado muito e que não queria voltar a vê-lo... "desejo-te uma boa continuação", terminei assim a mensagem que lhe mandei.

 

A resposta dele "ah então és assim? quando as coisas não correm como queres, desistes de tudo? por um lado talvez não seja má ideia ficarmos por aqui, vê-se que és o tipo de mulher que cria conflitos por tudo e por nada"...

 

Não respondi.

 

...

...

...

...

...

 

Bendito Rosé! Va de retro Satanás!

 

Este gajo é tóxico! E estou feliz e contente de me ter apercebido a tempo! E foi assim que acabou esta história do Half-french, um gajo que tem claramente problemas de auto-estima e que é, muito provavelmente, um narcissista, como o meu EX.

 

Obrigada a todos que, por aqui ou pelo Instagram, ou Whatsapp, me ajudaram a abrir os olhos! Apaguei as apps todas. Estou em fase de detox, a pensar só em mim. E que bem que tenho estado 

 

Beijo na bunda! 

28
Mar19

Em Ponto Maria: Morangos

O tema desta semana é docinho, docinho como só ele sabe ser! O belo do morango pode ser consumido com chocolate, açúcar, chantilly ou ao natural directamente do corpo musculado de um jeitoso, morenaço, alto, forte, mãos grossas... pronto dESarrumada, pára de sonhar, volta para o post.

 

Já voltei. Há tanto para dizer sobre morangos e ao mesmo tempo é um tema que só pelo título já diz tanta coisa. Conhecem a famosa expressão "toma lá morangos"??? Pois!!! Os morangos são, ali de mãozinhas bem dadas com as bananas, um dos frutos do prazer.

 

Têm uma forma sensual, ali entre um coração se vistos ao longe, e uma fenda de rabo se vistos de perto. Quem nunca ficou a olhar para aquela fenda lateral do morango com uma vontadezorra de lamber aquilo tudo de cima abaixo??? Eu cá gosto de lamber os meus morangos com vontade antes de os comer.

 

E, se pensarmos bem, eles são sensuais e até entram nos critérios do body positivity sem querer, porque têm aqueles buraquinhos das sementes que podem ser comparados aos buraquinhos da celulite na pele. Por isso, fazendo aqui uma conclusão óbvia, os morangos são uns sensualões celulíticos do carago que se estão a cagar para a opinião dos outros porque são gostosos comó raio e estão-se nas tintas para quem fala mal deles porque qualquer gato pingado vai ter vontade de os comer!

 

Ufa! Chegar a este raciocínio não foi fácil! E fazer um post sem uma lista também não! Mas só para apimentar um bocado a coisa, imaginem a seguinte situação: um@ gaj@ aparece em tua casa com uma caixa de morangos e diz que são para a sobremesa... literalmente, porque vão comê-los enquanto fazem sexo de forma tresloucada SOBRE-a-mesa 

 

Estou a delirar bem sei... esta falta de sexo (já lá vão quase 4 semanas!) está a dar cabo de mim! Tragam-me uma travessa de morangos com todos, por favor! Com todos entenda-se com um gajo ou dois a segurar a bandeja. E continuem a passar por aqui às 5as-feiras que a rubrica só agora está a aquecer...

 

Beijo na bunda! 

 

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Em Ponto Maria Oficial.jpg

 

"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com o Triptofano tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

06
Jan19

Os desejos de Rosalina parte III

O próximo episódio sairá no dia 16 de Fevereiro. A saga da Rosalina vai sofrer uma pausa porque a autora vai daqui a duas semanas ver os cangurus durante quase um mês e tem muita coisa para preparar. Não chorem. Teremos na programação do blog outros posts giros para ler.

 

Não percam as aventuras das vossas personagens preferidas porque nós também não! 

 

Os desejos de Rosalina parte I

Os desejos de Rosalina parte II

 

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Abril de 2015, ainda. 

 

7 horas. Despertador que toca, hora de ir para o trabalho.

 

Depois de vender o pacotinho de leite fresco e o pão rico sem codêa da Dona Isaura, Rosalina começa a varrer a loja. Todas as 2ª feiras é dia de varrer o estaminé, limpar o pó das prateleiras, as mais baixas, porque os seus 1,56m não lhe permitem aceder às mais altas.

 

Eis que no meio desta azáfama, Fausto entra pela mercearia a dentro.

 

- Hoje é dia de limpar o pó Rosalina? – pergunta com um ar brincalhão.

 

- Sim, senhor. Todas as 2ª feiras é dia de limpezas. O que o traz por cá? – disse ela assumindo uma postura respeitosa para com este belo desconhecido.

 

- Rosalina, podes tratar-me por tu, ora essa! – diz ele piscando-lhe o olho enquanto agarra numa caixa de fósforos da prateleira de cima.

 

Rosalina olha para o homem espantada com o atrevimento. «Era o que faltava, este pensa que só por ter uma barba ruiva bem aparada e uns olhos verdes cor-de-lago-com-algas que se pode ficar a rir». Decidiu não responder. Continuou a passar o espanador da Swiffer enquanto lhe passava pela cabeça o slogan do anúncio “Swiffer a passar e o pó a acabar”. Era oficial, aquele homem estava a dar-lhe a volta à cabeça.

 

- Rosalina? – ela estremeceu ao sentir Fausto por trás dela – Estás a ouvir-me? Estou a falar para ti!

 

Ela não ouvia nada de tão concentrada que estava na porra da publicidade. Olhou para trás e ali estava ele, entre ela e a prateleira dos detergentes da louça, a olhá-la profundamente.

 

- Rosalina… - ela estremecia de cada vez que o ouvia dizer o seu nome. – já não vendem cá aquela chouriça caseira feita pela Dona Cagueiruda?

 

- Oh não, a Senhora Manuela Cagueiruda faleceu no ano passado depois de um enfarte. O INEM demorou duas horas a chegar! Paz à sua alma. – Fez o sinal da cruz com a mão direita e o Fausto ficou a olhar para ela com um olhar consternado. Pensava ela que era por causa de ter sabido da notícia do falecimento da Dona Cagueiruda.... no entanto, o pensamento de Fausto estava bem longe, ele tinha ficado com o olhar fixo no peito farto de Rosalina que transbordava do decote «Pequena e boa como a sardinha! Comia com gosto...» pensou Fausto.

 

- Oh não sabia que essa senhora tinha falecido! Eu estive emigrado na Alemanha durante 3 anos. Trabalhava lá como aprendiz de mecânico e só voltei a morar nesta zona há 4 semanas, então perdi muita coisa por aqui. – ele fingia-se interessado pelas fofocas da zona, mas o seu olhar perdia-se de novo na madeixa de cabelo preto que caia no pescoço de Rosalina e que encaixava perfeitamente na covinha da sua clavícula. – Bem, então se já não têm a chouriça, vou só levar a caixa de fósforos. – Deixando um rasto de perfume barato atrás de si, pagou e foi-se embora sem pedir número de contribuinte na factura. 

 

30
Dez18

Os desejos de Rosalina parte II

Ainda estamos em 04/2015. Isto vai ser escrito em modo This is us... Mistura de passado com o futuro (para quem não vê a série). Porquê? perguntam vocês... porque uma vez que eu comecei a história em 2015 e já estamos quase em 2019, muita coisa se passou com cada personagem, e como eu sou a autora, eu sei tudo... é ÓBVIO que faz sentido acompanhar as personagens no passado, presente e futuro. Pelo menos na minha cabeça faz  

 

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Era domingo, dia de ir à missa. Rosalina aperaltou-se toda, camisa branca a fugir para o transparente e saia preta até aos joelhos. Batom vermelho nos lábios, perfume no pescoço, e sandálias de salto. Provocante, mas sem parecer ordinária, pensou ela enquanto se mirava no espelho do corredor.

 

A missa correu bem, o sermão do padre foi sobre a generosidade e abondade das pessoas para com o próximo. “Algo que está a faltar muito na nossa sociedade” – pensou Rosalina enquanto saia da igreja. Ao passar pelo famoso Café Central, como qualquer outra vila tem, o salto da sandália ficou preso num paralelo e esbardalhou-se no chão. Muito prontamente, ao olhar para cima enquanto se levantava, deu de caras com o homem alto da barba ruiva, que lhe estendia a mão para a ajudar a levantar. Ela como mulher forte e independente que é, não o agarrou na mão, levantou-se sozinha e agradeceu a amabilidade.

 

- Você é a rapariga que trabalha na mercearia? Eu chamo-me Fausto. Trabalho na oficina do Zé Escafuncha há cerca de duas semanas. – disse-lhe Fausto amavelmente.

 

- Ah, bem me parecia que a sua cara era nova por cá. Eu chamo-me Rosalina, e estou pela mercearia da minha mãe, a dona Azália do António, enquanto ela está no hospital por causa da operação aos rins. 

 

- Muito bem, prometo que vou passar com mais frequência por lá. – diz-lhe Fausto com um sorriso maroto.

 

Rosalina despediu-se com um “até uma próxima” e afastou-se, incrédula com o atrevimento do homem, mas ao mesmo tempo curiosa por saber mais sobre ele.

 

Nesse dia chegou a casa, e masturbou-se a pensar naquela mão grande e grossa que Fausto lhe estendeu. Dormiu tranquila.

 

02
Jul18

Esta noite.

Vontade de gritar. 

Puxa-me os cabelos e empurra-me contra o muro.

Agarra-me pelo pescoço e mete a outra mão entre as minhas pernas.

Tenho vontade de ti, mas podia ser de outro qualquer.

Quero ser possuída hoje.

A cara contra o chão molhado.

Corpo comprimido e pulmões quase sem ar.

Isso, faz-me vir. Esta noite.

Sente esta urgência húmida.

Esta pele latejante por ti.

Ansiosa para te sentir dentro de mim.

Penetra-me hoje.

Antes que a alvorada chegue.

27
Mai18

Bonequinha.

Ela vestiu-se toda como já há muito tempo não vestia. Calças de ganga justinhas e com cintura baixa, um top de alças azul, com rendas brancas na zona do decote em V. Meteu um perfume que tinha lá por casa, até pensou que já tivesse perdido o cheiro, mas estava na mesma, Mango temptation da Victoria's Secret, uma aposta vencedora, pois sabia que ele gostava de cheiros doces. "És o meu docinho" dizia-lhe ele com uma voz paternalista, do alto dos seus mais de 20 anos de diferença. Naquele fim-de-semana a mensagem não chegou à hora prevista, costumava ser à sexta-feira por volta das 21 horas, "Encontro na rua X, às 23 horas". Já era meia noite, ela estava a ficar ansiosa e com receio. "Deve ter tido algum imprevisto com a mulher ou o filho, só pode." Ou então não queria vê-la, queria acabar com tudo. O aperto no peito começou e durou a noite toda. Era a primeira vez que ele se atrasava assim. A ânsia foi aumentando, o sábado, esse passou-o a olhar para o telemóvel de 5 em 5 minutos . Às 15 horas masturbou-se a pensar nele e em todas as coisas que lhe fizera no fim-de-semana anterior. Ele excitava-a. Talvez pelo facto de ser mais velho e experiente, melhor na cama do que qualquer rapaz que já tivera na sua vida. Todos uns meninos comparados com ele. Nenhum a fazia sentir-se tão especial como ele. Afinal, era a única rapariga da sua turma que podia gabar-se de andar a dormir com o professor de Cálculo II. A mensagem chegou pelas 20 horas. "Hoje vou foder-te no hotel da Avenida, espera-me às 23h junto ao banco." E com impaciência ela esperou, aperaltando-se toda para agradar a este homem que quase perdeu. Estava com medo de já não ser a única, e por isso hoje ia, mais uma vez, ser a bonequinha dele, deixá-lo fazer-lhe tudo que ele quisesse.

 

Bem-vindos ao meu diário, um lugar seguro onde podemos falar sobre tudo. Já comentaram hoje? Bisou, da vossa dESarrumada.

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