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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

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28
Mar19

Em Ponto Maria: Morangos

O tema desta semana é docinho, docinho como só ele sabe ser! O belo do morango pode ser consumido com chocolate, açúcar, chantilly ou ao natural directamente do corpo musculado de um jeitoso, morenaço, alto, forte, mãos grossas... pronto dESarrumada, pára de sonhar, volta para o post.

 

Já voltei. Há tanto para dizer sobre morangos e ao mesmo tempo é um tema que só pelo título já diz tanta coisa. Conhecem a famosa expressão "toma lá morangos"??? Pois!!! Os morangos são, ali de mãozinhas bem dadas com as bananas, um dos frutos do prazer.

 

Têm uma forma sensual, ali entre um coração se vistos ao longe, e uma fenda de rabo se vistos de perto. Quem nunca ficou a olhar para aquela fenda lateral do morango com uma vontadezorra de lamber aquilo tudo de cima abaixo??? Eu cá gosto de lamber os meus morangos com vontade antes de os comer.

 

E, se pensarmos bem, eles são sensuais e até entram nos critérios do body positivity sem querer, porque têm aqueles buraquinhos das sementes que podem ser comparados aos buraquinhos da celulite na pele. Por isso, fazendo aqui uma conclusão óbvia, os morangos são uns sensualões celulíticos do carago que se estão a cagar para a opinião dos outros porque são gostosos comó raio e estão-se nas tintas para quem fala mal deles porque qualquer gato pingado vai ter vontade de os comer!

 

Ufa! Chegar a este raciocínio não foi fácil! E fazer um post sem uma lista também não! Mas só para apimentar um bocado a coisa, imaginem a seguinte situação: um@ gaj@ aparece em tua casa com uma caixa de morangos e diz que são para a sobremesa... literalmente, porque vão comê-los enquanto fazem sexo de forma tresloucada SOBRE-a-mesa 

 

Estou a delirar bem sei... esta falta de sexo (já lá vão quase 4 semanas!) está a dar cabo de mim! Tragam-me uma travessa de morangos com todos, por favor! Com todos entenda-se com um gajo ou dois a segurar a bandeja. E continuem a passar por aqui às 5as-feiras que a rubrica só agora está a aquecer...

 

Beijo na bunda! 

 

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Em Ponto Maria Oficial.jpg

 

"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com o Triptofano tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

06
Jan19

Os desejos de Rosalina parte III

O próximo episódio sairá no dia 16 de Fevereiro. A saga da Rosalina vai sofrer uma pausa porque a autora vai daqui a duas semanas ver os cangurus durante quase um mês e tem muita coisa para preparar. Não chorem. Teremos na programação do blog outros posts giros para ler.

 

Não percam as aventuras das vossas personagens preferidas porque nós também não! 

 

Os desejos de Rosalina parte I

Os desejos de Rosalina parte II

 

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Abril de 2015, ainda. 

 

7 horas. Despertador que toca, hora de ir para o trabalho.

 

Depois de vender o pacotinho de leite fresco e o pão rico sem codêa da Dona Isaura, Rosalina começa a varrer a loja. Todas as 2ª feiras é dia de varrer o estaminé, limpar o pó das prateleiras, as mais baixas, porque os seus 1,56m não lhe permitem aceder às mais altas.

 

Eis que no meio desta azáfama, Fausto entra pela mercearia a dentro.

 

- Hoje é dia de limpar o pó Rosalina? – pergunta com um ar brincalhão.

 

- Sim, senhor. Todas as 2ª feiras é dia de limpezas. O que o traz por cá? – disse ela assumindo uma postura respeitosa para com este belo desconhecido.

 

- Rosalina, podes tratar-me por tu, ora essa! – diz ele piscando-lhe o olho enquanto agarra numa caixa de fósforos da prateleira de cima.

 

Rosalina olha para o homem espantada com o atrevimento. «Era o que faltava, este pensa que só por ter uma barba ruiva bem aparada e uns olhos verdes cor-de-lago-com-algas que se pode ficar a rir». Decidiu não responder. Continuou a passar o espanador da Swiffer enquanto lhe passava pela cabeça o slogan do anúncio “Swiffer a passar e o pó a acabar”. Era oficial, aquele homem estava a dar-lhe a volta à cabeça.

 

- Rosalina? – ela estremeceu ao sentir Fausto por trás dela – Estás a ouvir-me? Estou a falar para ti!

 

Ela não ouvia nada de tão concentrada que estava na porra da publicidade. Olhou para trás e ali estava ele, entre ela e a prateleira dos detergentes da louça, a olhá-la profundamente.

 

- Rosalina… - ela estremecia de cada vez que o ouvia dizer o seu nome. – já não vendem cá aquela chouriça caseira feita pela Dona Cagueiruda?

 

- Oh não, a Senhora Manuela Cagueiruda faleceu no ano passado depois de um enfarte. O INEM demorou duas horas a chegar! Paz à sua alma. – Fez o sinal da cruz com a mão direita e o Fausto ficou a olhar para ela com um olhar consternado. Pensava ela que era por causa de ter sabido da notícia do falecimento da Dona Cagueiruda.... no entanto, o pensamento de Fausto estava bem longe, ele tinha ficado com o olhar fixo no peito farto de Rosalina que transbordava do decote «Pequena e boa como a sardinha! Comia com gosto...» pensou Fausto.

 

- Oh não sabia que essa senhora tinha falecido! Eu estive emigrado na Alemanha durante 3 anos. Trabalhava lá como aprendiz de mecânico e só voltei a morar nesta zona há 4 semanas, então perdi muita coisa por aqui. – ele fingia-se interessado pelas fofocas da zona, mas o seu olhar perdia-se de novo na madeixa de cabelo preto que caia no pescoço de Rosalina e que encaixava perfeitamente na covinha da sua clavícula. – Bem, então se já não têm a chouriça, vou só levar a caixa de fósforos. – Deixando um rasto de perfume barato atrás de si, pagou e foi-se embora sem pedir número de contribuinte na factura. 

 

30
Dez18

Os desejos de Rosalina parte II

Ainda estamos em 04/2015. Isto vai ser escrito em modo This is us... Mistura de passado com o futuro (para quem não vê a série). Porquê? perguntam vocês... porque uma vez que eu comecei a história em 2015 e já estamos quase em 2019, muita coisa se passou com cada personagem, e como eu sou a autora, eu sei tudo... é ÓBVIO que faz sentido acompanhar as personagens no passado, presente e futuro. Pelo menos na minha cabeça faz  

 

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Era domingo, dia de ir à missa. Rosalina aperaltou-se toda, camisa branca a fugir para o transparente e saia preta até aos joelhos. Batom vermelho nos lábios, perfume no pescoço, e sandálias de salto. Provocante, mas sem parecer ordinária, pensou ela enquanto se mirava no espelho do corredor.

 

A missa correu bem, o sermão do padre foi sobre a generosidade e abondade das pessoas para com o próximo. “Algo que está a faltar muito na nossa sociedade” – pensou Rosalina enquanto saia da igreja. Ao passar pelo famoso Café Central, como qualquer outra vila tem, o salto da sandália ficou preso num paralelo e esbardalhou-se no chão. Muito prontamente, ao olhar para cima enquanto se levantava, deu de caras com o homem alto da barba ruiva, que lhe estendia a mão para a ajudar a levantar. Ela como mulher forte e independente que é, não o agarrou na mão, levantou-se sozinha e agradeceu a amabilidade.

 

- Você é a rapariga que trabalha na mercearia? Eu chamo-me Fausto. Trabalho na oficina do Zé Escafuncha há cerca de duas semanas. – disse-lhe Fausto amavelmente.

 

- Ah, bem me parecia que a sua cara era nova por cá. Eu chamo-me Rosalina, e estou pela mercearia da minha mãe, a dona Azália do António, enquanto ela está no hospital por causa da operação aos rins. 

 

- Muito bem, prometo que vou passar com mais frequência por lá. – diz-lhe Fausto com um sorriso maroto.

 

Rosalina despediu-se com um “até uma próxima” e afastou-se, incrédula com o atrevimento do homem, mas ao mesmo tempo curiosa por saber mais sobre ele.

 

Nesse dia chegou a casa, e masturbou-se a pensar naquela mão grande e grossa que Fausto lhe estendeu. Dormiu tranquila.

 

02
Jul18

Esta noite.

Vontade de gritar. 

Puxa-me os cabelos e empurra-me contra o muro.

Agarra-me pelo pescoço e mete a outra mão entre as minhas pernas.

Tenho vontade de ti, mas podia ser de outro qualquer.

Quero ser possuída hoje.

A cara contra o chão molhado.

Corpo comprimido e pulmões quase sem ar.

Isso, faz-me vir. Esta noite.

Sente esta urgência húmida.

Esta pele latejante por ti.

Ansiosa para te sentir dentro de mim.

Penetra-me hoje.

Antes que a alvorada chegue.

27
Mai18

Bonequinha.

Ela vestiu-se toda como já há muito tempo não vestia. Calças de ganga justinhas e com cintura baixa, um top de alças azul, com rendas brancas na zona do decote em V. Meteu um perfume que tinha lá por casa, até pensou que já tivesse perdido o cheiro, mas estava na mesma, Mango temptation da Victoria's Secret, uma aposta vencedora, pois sabia que ele gostava de cheiros doces. "És o meu docinho" dizia-lhe ele com uma voz paternalista, do alto dos seus mais de 20 anos de diferença. Naquele fim-de-semana a mensagem não chegou à hora prevista, costumava ser à sexta-feira por volta das 21 horas, "Encontro na rua X, às 23 horas". Já era meia noite, ela estava a ficar ansiosa e com receio. "Deve ter tido algum imprevisto com a mulher ou o filho, só pode." Ou então não queria vê-la, queria acabar com tudo. O aperto no peito começou e durou a noite toda. Era a primeira vez que ele se atrasava assim. A ânsia foi aumentando, o sábado, esse passou-o a olhar para o telemóvel de 5 em 5 minutos . Às 15 horas masturbou-se a pensar nele e em todas as coisas que lhe fizera no fim-de-semana anterior. Ele excitava-a. Talvez pelo facto de ser mais velho e experiente, melhor na cama do que qualquer rapaz que já tivera na sua vida. Todos uns meninos comparados com ele. Nenhum a fazia sentir-se tão especial como ele. Afinal, era a única rapariga da sua turma que podia gabar-se de andar a dormir com o professor de Cálculo II. A mensagem chegou pelas 20 horas. "Hoje vou foder-te no hotel da Avenida, espera-me às 23h junto ao banco." E com impaciência ela esperou, aperaltando-se toda para agradar a este homem que quase perdeu. Estava com medo de já não ser a única, e por isso hoje ia, mais uma vez, ser a bonequinha dele, deixá-lo fazer-lhe tudo que ele quisesse.

 

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