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Diário de uma dESarrumada

Diário de uma dESarrumada

26
Mar20

Antigamente...

... só de meter algo no rabo ficava logo com aquela sensação de "quero fazer cocó", depois entretanto fui trabalhando isso sozinha, com o meu dildo ventosa e dedos, e acho que fiquei pro naquilo... agora basta meter um pouco de saliva e é sempre a aviar, mas sempre sozinha... e nem sequer fica a doer no fim... desde o Motoqueiro que não levo no rabo, e antes dele já estava quase a fazer dois anos, se não me engano. Que saudades de ter uma pila verdadeira no rabo.

Admito, a sensação de sentir uma pila a entrar pelo cu a dentro é tão boa... fiquei com vontade de mais e mais. E desde o verão do ano passado que me masturbo quase sempre com dupla penetração...

Ainda não tive coragem de pedir nada disto ao Titi... apesar de as nossas noites juntos estarem a ficar cada vez mais escaldantes... no início armei-me em anjinha.... e sinto que ele fez o mesmo, porque a primeira vez que me comeu por trás quase que me agarrava pelos ombros mas desistiu à última da hora, e senti que ele queria dar-me umas palmadas no rabo, mas não deu... houve ali muito controlo... e nas vezes seguintes não houve tanto controlo... sinto que há ali muito potencial para dominar! E eu cheia de vontade de ser dominada  mas entretanto com o confinamento as coisas ficaram em águas de bacalhau e nunca mais estivemos juntos fisicamente!

Só temos falado pelo whatsapp e sido super fofos um para o outro... imaginem, hoje ele disse-me que sou uma mulher linda e que tem saudades de me abraçar e dançar comigo! Contei-vos que no nosso primeiro encontro dançámos ao som de uma música inexistente, que só nós conseguíamos ouvir, entenda-se, no Boulevard de  Rochechouart  em frente ao Moulin Rouge? Por isso é que o primeiro post em que falo dele se chama Lalaland... porque me fez pensar nesse filme, que adorei.

 

Eu disse-lhe o mesmo, que tinha saudades de o abraçar. Mas, admito, nem só de abraços com roupa é feita uma mulher...

 

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Uma parte de mim quer voltar a senti-lo dentro de mim, com aqueles olhos azuis a olhar para mim intensamente enquanto me venho no colo dele.

 

 

*se gostam deste tipo de post e querem ver mais disto no blog não se esqueçam de o dizer nos comentários!!.. sou alguém com tendência a desmotivar e a deixar de postar se não tiver feedback positivo. Vá, mexam esse cu e comentem faxavor.

21
Mar20

O Motoqueiro.

NSFW: se estás no trabalho, não leias o post que se segue, obrigada. Mas estou a postar isto num sábado, durante um isolamento social, por isso as probabilidades de estarem no trabalho são mínimas... no entanto, se estiverem com os vossos filhos, digam-lhes para saírem da divisão. Não digam que não avisei.

 

Como prometido, aqui está a história do Motoqueiro mais velho. Um aventura que guardo carinhosamente na memória como uma das minhas melhores fodas de sempre. Não vou chamar a isto fazer amor, porque não foi, foi mesmo foder, com F grande, e talvez por isso seja a aventura que guardo com mais carinho, e a que mais custou a contar aqui. Porque queria ter tempo para escrever os detalhes todos, e queria que o post ficasse especial. Entretanto esqueci-me de alguns detalhes, por isso peço desculpa, mas penso que o essencial tenha ficado guardado e vá ficar aqui registado.

 

Verão 2019, em Paris. Só me lembro que a cidade estava bastante vazia e que estávamos numa das duas grandes vagas de calor que houve nesse Verão. Talvez fosse a vaga de calor de fim de agosto. 

 

Andava pelo Tinder literalmente à procura de alguém para me foder. Era o meu desejo da época, tinha decidido que 2019 ia ser o ano do foda-se, o ano da minha libertação sexual. Foi também o ano em que fiz 28 anos. E fodi muito. Talvez sem pensar nas consequências negativas disso, mas de certeza que não pensei nas positivas. E ainda foram algumas. Ao todo foram 10 homens, num só ano. Se me arrependo? Nunca. Se voltarei a repetir a experiência? Não sei.

 

Não sei se sabem, mas no Tinder dá para meter um limite de idade para a as pessoas que queremos conhecer, e acho que na altura tinha metido 32 ou 35, não me lembro bem. Fiquei espantada quando fiz match com um gajo que não tinha a idade visível no perfil dele... Pareceu-me mais velho, o que normalmente não me iria atrair, mas tinha ali um olhar penetrante que me dizia qualquer coisa...

 

Olhos verdes são paixão, ou perdição, ou pecado. Não me lembro da letra da música. Mas ele tinha olhos verdes, barba preta, cabelos pretos encaracolados a cair pelos ombros, que ele atava em cima da nuca, em modo man bun. Que eu descobri nessa altura que adorava... atentem neste detalhe do man bun, porque isto vai voltar a  ser falado no blog...

 

Disse-me que tinha 42 anos, divorciado, vivia com o filho de 19 anos, mas este tinha ido passar o fim-de-semana com a mãe, por isso tinha o apartamento só para ele. Disse-me que morava no 16º arrondissement de Paris. Para quem não sabe é um dos bairros mais luxuosos. Na altura andava com sonhos de riqueza e luxo e pareceu-me bem estar a falar com um homem que parecia estar bem na vida. Perguntou-me se queria ir jantar com ele, a casa dele, disse-lhe que sim.

 

Vesti um top de alças cor-de-rosa, meti saltos altos, batom vermelho, e enfiei-me no metro. Na altura não conhecia assim tão bem Paris como agora, perdi-me ligeiramente no metro, e andar por aqueles túneis todos de saltos altos não foi fácil. Mas 40 minutos depois cheguei ao destino. Não estava lá ninguém, pensei que se tinha esquecido de mim... mandei sms... eis que ele chega, ao longe, montado na mota e com um capacete preto... pára ao pé de mim, e tira o capacete, com os cabelos encaracolados e pretos a cair-lhe pelos ombros, aqueles olhos verdes a dizer-me para subir para a mota... dá-me um capacete para as mãos que eu não sabia meter, ele meteu-mo, e só o facto de ele me apertar a fita do capacete e me dizer para o segurar pela cintura enquanto ligava a mota, eu já fiquei molhada... ele acelerou entre a paragem do metro e a casa dele, que não era assim tão longe... mas nunca pensei que ir sentada na parte de trás de uma mota agarrada a um homem com um casaco de cabedal me fosse excitar tanto. Não sabia ainda o que me esperava, mas já estava com o pressentimento de que ia ser bom. Mal eu sabia que vinha dali a melhor noite de sexo cru da minha vida.

 

Chegámos a casa dele. Subimos desde a garagem para o andar onde ele morava, no elevador apertadinho. Entrei no apartamento dele e era espectacular, grande sala com abertura para o quarto, e quase enfartei, uma varanda enoooorme com vista para a torre Eiffel! Com sofázinhos e uma mesa branca, na varanda, janela envidraçada aberta, estava mesmo muito calor.

 

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Ele preparou-me o jantar. Lembro-me que era uma cena panada com ketchup, mas who cares? Serviu-me uma flûte de champanhe e fomos para a varanda com vista para a torre Eiffel beber. Já estava tão excitada com aquele ambiente.... é que vocês nem imaginam.... e o gajo ainda nem me tinha tocado... estávamos lado a lado no sofa, ele tira-me o copo da mão para o meter na mesa e começa a inclinar-se para cima de mim, mete-me uma mão firme na anca, e inclina-se mais, para me beijar na boca, beijava bem, tinha uma língua áspera, mas agradável. O toque era forte e masculino... tira-me os sapatos... tira-me as calças... e eu tão quente, tão húmida... tinha metido um fio dental, que ele puxou para o lado, e quando dei conta só senti dois dedos a penetrar-me, assim, sem aviso.... e ele fez aqueles movimentos loucos para cima e para baixo, e vim-me na mão dele. Ali, no sofá da varanda.... a olhar para a Torre Eiffel.

 

Ele pegou em mim ao colo, eu nua da parte de baixo, e ele ainda vestido, e levou-me para a cama. Despiu-me toda, lambeu-me de cima abaixo, num passe de mágica meteu um preservativo, e agarrando-me pelo pescoço, meteu-o todo em mim, e começou a foder-me toda, enquanto me agarrava com força, o pescoço e os cabelos.... não sei como é que ele fez tudo tão rápido, mas notava-se que era experiente e muito seguro de si... sabe mesmo bem estar nas mãos de alguém que sabe o que está a fazer, e admito, gosto quando não tenho que pensar em nada e é o homem que toma conta do recado... no sexo prefiro ser submissa, e este homem tinha tudo que eu preciso de um dominador.

 

Entretanto comeu-me de frente, por trás, eu vim-me muito... e quando estava de quatro cuspiu-me no rabo e meteu-me dois dedos ... enquanto me fodia... nunca tinha feito uma dupla penetração com alguém, só sozinha com os meus brinquedos, e apesar de ter sido só com os dedos, gostei mesmo muito e fiquei com o desejo secreto de, um dia, quando voltar a ter um ataque de loucura e decidir oferecer-me outro ano do foda-se, de ter uma experiência com dois homens... quem sabe um dia!

 

Depois de me foder de costas com pila e dedos, deitou-me de lado, meteu a pila dele na  minha boca e fodeu-me com as duas mãos, uma na cona, outra no cu, eu estava com todos os buracos do corpo extremamente preenchidos.... e quando eu pensava que ele se ia vir, ele pega em mim e leva-me outra vez para a varanda, toda nua, e empurra-me contra o balcão, virada para a estrada e para a torre Eiffel. Estava de pé apoiada com os cotovelos no muro, e fodeu-me mesmo ali, de pé, com força, muita força, com uma mão na minha boca para eu não gritar e outra a puxar-me os cabelos... lembro-me que até vi estrelas, e senti vertigens, porque de cada vez que olhava para baixo só via carros, muito pequeninos, em duas filas em movimento, uma amarela e outra vermelha. Devíamos estar praí no 10º andar ou algo do género.... eu devia estar drogada de prazer só pode, com as vertigens que tenho, nunca na vida, em estado normal, eu teria aceite foder naquele sítio e naquela posição... 

 

Mas foi bom, muito bom... tive o maior comboio de orgasmos da minha vida. Até lhes perdi a conta. Depois deitou-me no chão da varanda, não de quatro, mas deitada mesmo, só com o rabo para o ar, e penetrou-me no cu... eu já só sentia prazer, nada me doía, ele podia fazer de mim o que quisesse, e sabia-o, abusou de mim e do meu corpo, porque sabia que era isso que eu queria naquela noite, e que eu precisava na altura. Senti-o vir-se dentro de mim, e colapsar nas minhas costas, a respiração dele contra a minha orelha.

 

"T'as aimé?" - perguntou. Não respondi, só esbocei um sorriso de alguém que tinha acabado de correr uma maratona, e que acaba em primeiro lugar, cansada, mas feliz.

 

Levou-me para o banho, e lavou-me, eu pouco ou nada falei, só sentia a água e a espuma a deslizar no meu corpo enquanto ele me esfregava com a flor de duche. Estava em estado de êxtase, para lá das estrelas. Só queria dormir. 

 

Vesti-me e ele trouxe-me a casa na mota dele. Já passava da meia noite, estava mais perto da 1h da manhã. Lembro-me de ele me perguntar se queria ir ver a torre Eiffel, disse que sim, estivemos na base da torre, na mota dele, a alta velocidade, lembro-me de sentir o vento quente da noite de verão na cara e de pensar que em breve as luzes da torre iam desligar-se para fazer ó-ó. Lembro-me de dizer "foda-se, estou a morar em Paris!". Ele olhou para trás enquanto conduzia a mota e sorriu.

 

Deixou-me à porta de casa, desejou-me boa noite e foi-se embora. Subi para o estúdio, caí na cama ainda vestida e adormeci como uma pedra. Nunca mais o vi. No entanto, nunca mais esqueci aquela noite.

 

 

21
Fev20

Antónios há muitos #2

Muitos queriam saber como correu o date com o António. Então vou contar! Ele é 50% italiano, e eu confirmei em primeira mão que o mito do italiano engatatão e bom amante é real. 

 

Estive quase para fazer um post de TindAdvisor, mas como não conheci o moço através do Tinder, não vai dar para fazer isso. Vou só contar como foi num post normal. Espero que gostem, eu gostei, muito. 

 

Então foi assim, desde que nos encontrámos no restaurante chinês o moço ligou-me uma vez para marcarmos encontro num café ali da zona. Chegámos lá e ficámos na esplanada, daquelas aquecidas com um daqueles coisos que deitam chamas e que quase que uma pessoa fica ali com os coiratos todos tostados. Pedimos 2 cidras e um guacamole. Comemos aquela merda enquanto o gajo me olhava nos olhos e dizia cenas do género "és tão linda, sinto uma atração enorme por ti" e nisto ia mexendo nos meus cabelos e fazia festinhas na cara e tudo. Quase que podia ter sido lindo e maravilhoso, excepto que ele só falava da pila dele, e do quanto ela era grande e fodilhona.

 

Ligou-me todos os dias depois desse date, por volta da meia noite e meia, para me dizer o quanto se sentia atraído por mim e o quanto o bráulio dele era enorme.

 

Ainda tentei manter um bocado de dignidade e seriedade na conversa, mas quando ele me ligou a dizer "não te posso prometer nada de duradouro ou sério, mas posso prometer-te um serão extremamente agradável".

 

Não aguentei mais. 

 

Quando dei por ela estava em casa dele, de joelhos, a lamber-lhe os colhões enquanto ele me dava chapadas na cara e me chamava de puta e cadela submissa. 

 

Desarrumados da minha vida! Tenho a dizer-vos que foi das melhores quecas da minha vida. Top 10 das fodas mais bem dadas de sempre.

 

E sim, ele tinha um salsichão grande e sabia usá-lo, houve ali um momento em que ele me pegou pelas pernas, com os pés nos ombros dele, e deitou-se em cima de mim, ele meteu aquilo tudo lá dentro de uma vez e até vi estrelas. Juro. Mas que soube bem, lá isso soube! 

 

Estar de quatro, a levar com ele, enquanto me puxava os cabelos com força, no  estúdio minúsculo de um gajo quase-italiano em Paris, foi algo que nunca imaginei acontecer. 

 

No dia seguinte bloqueei-o no whatsapp e não voltámos a falar... Apesar de ele morar a 5 minutos do meu trabalho e até poder dar jeito ter uma boa queca debaixo de olho para possíveis emergências, prefiro continuar na minha busca por algo sério. E manter este momento como uma boa lembrança, um dos melhores comboios de orgasmos que tive desde que estou em Paris. Depois do motoqueiro... Shame on me, nunca contei a história do motoqueiro 🤦🏻‍♀️

 

Isto foi só um "acidente" de percurso, do qual não me arrependo nada by the way. É vocês, contem lá como foi a vossa melhor queca dos últimos tempos?

 

"Quecas no meu caminho? Guardo todas, um dia vou construir um bordel."

 

Beijo na bunda, da vossa sempre dESarrumada 💋🍑

 

06
Jan19

Os desejos de Rosalina parte III

O próximo episódio sairá no dia 16 de Fevereiro. A saga da Rosalina vai sofrer uma pausa porque a autora vai daqui a duas semanas ver os cangurus durante quase um mês e tem muita coisa para preparar. Não chorem. Teremos na programação do blog outros posts giros para ler.

 

Não percam as aventuras das vossas personagens preferidas porque nós também não! 

 

Os desejos de Rosalina parte I

Os desejos de Rosalina parte II

 

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Abril de 2015, ainda. 

 

7 horas. Despertador que toca, hora de ir para o trabalho.

 

Depois de vender o pacotinho de leite fresco e o pão rico sem codêa da Dona Isaura, Rosalina começa a varrer a loja. Todas as 2ª feiras é dia de varrer o estaminé, limpar o pó das prateleiras, as mais baixas, porque os seus 1,56m não lhe permitem aceder às mais altas.

 

Eis que no meio desta azáfama, Fausto entra pela mercearia a dentro.

 

- Hoje é dia de limpar o pó Rosalina? – pergunta com um ar brincalhão.

 

- Sim, senhor. Todas as 2ª feiras é dia de limpezas. O que o traz por cá? – disse ela assumindo uma postura respeitosa para com este belo desconhecido.

 

- Rosalina, podes tratar-me por tu, ora essa! – diz ele piscando-lhe o olho enquanto agarra numa caixa de fósforos da prateleira de cima.

 

Rosalina olha para o homem espantada com o atrevimento. «Era o que faltava, este pensa que só por ter uma barba ruiva bem aparada e uns olhos verdes cor-de-lago-com-algas que se pode ficar a rir». Decidiu não responder. Continuou a passar o espanador da Swiffer enquanto lhe passava pela cabeça o slogan do anúncio “Swiffer a passar e o pó a acabar”. Era oficial, aquele homem estava a dar-lhe a volta à cabeça.

 

- Rosalina? – ela estremeceu ao sentir Fausto por trás dela – Estás a ouvir-me? Estou a falar para ti!

 

Ela não ouvia nada de tão concentrada que estava na porra da publicidade. Olhou para trás e ali estava ele, entre ela e a prateleira dos detergentes da louça, a olhá-la profundamente.

 

- Rosalina… - ela estremecia de cada vez que o ouvia dizer o seu nome. – já não vendem cá aquela chouriça caseira feita pela Dona Cagueiruda?

 

- Oh não, a Senhora Manuela Cagueiruda faleceu no ano passado depois de um enfarte. O INEM demorou duas horas a chegar! Paz à sua alma. – Fez o sinal da cruz com a mão direita e o Fausto ficou a olhar para ela com um olhar consternado. Pensava ela que era por causa de ter sabido da notícia do falecimento da Dona Cagueiruda.... no entanto, o pensamento de Fausto estava bem longe, ele tinha ficado com o olhar fixo no peito farto de Rosalina que transbordava do decote «Pequena e boa como a sardinha! Comia com gosto...» pensou Fausto.

 

- Oh não sabia que essa senhora tinha falecido! Eu estive emigrado na Alemanha durante 3 anos. Trabalhava lá como aprendiz de mecânico e só voltei a morar nesta zona há 4 semanas, então perdi muita coisa por aqui. – ele fingia-se interessado pelas fofocas da zona, mas o seu olhar perdia-se de novo na madeixa de cabelo preto que caia no pescoço de Rosalina e que encaixava perfeitamente na covinha da sua clavícula. – Bem, então se já não têm a chouriça, vou só levar a caixa de fósforos. – Deixando um rasto de perfume barato atrás de si, pagou e foi-se embora sem pedir número de contribuinte na factura. 

 

30
Dez18

Os desejos de Rosalina parte II

Ainda estamos em 04/2015. Isto vai ser escrito em modo This is us... Mistura de passado com o futuro (para quem não vê a série). Porquê? perguntam vocês... porque uma vez que eu comecei a história em 2015 e já estamos quase em 2019, muita coisa se passou com cada personagem, e como eu sou a autora, eu sei tudo... é ÓBVIO que faz sentido acompanhar as personagens no passado, presente e futuro. Pelo menos na minha cabeça faz  

 

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Era domingo, dia de ir à missa. Rosalina aperaltou-se toda, camisa branca a fugir para o transparente e saia preta até aos joelhos. Batom vermelho nos lábios, perfume no pescoço, e sandálias de salto. Provocante, mas sem parecer ordinária, pensou ela enquanto se mirava no espelho do corredor.

 

A missa correu bem, o sermão do padre foi sobre a generosidade e abondade das pessoas para com o próximo. “Algo que está a faltar muito na nossa sociedade” – pensou Rosalina enquanto saia da igreja. Ao passar pelo famoso Café Central, como qualquer outra vila tem, o salto da sandália ficou preso num paralelo e esbardalhou-se no chão. Muito prontamente, ao olhar para cima enquanto se levantava, deu de caras com o homem alto da barba ruiva, que lhe estendia a mão para a ajudar a levantar. Ela como mulher forte e independente que é, não o agarrou na mão, levantou-se sozinha e agradeceu a amabilidade.

 

- Você é a rapariga que trabalha na mercearia? Eu chamo-me Fausto. Trabalho na oficina do Zé Escafuncha há cerca de duas semanas. – disse-lhe Fausto amavelmente.

 

- Ah, bem me parecia que a sua cara era nova por cá. Eu chamo-me Rosalina, e estou pela mercearia da minha mãe, a dona Azália do António, enquanto ela está no hospital por causa da operação aos rins. 

 

- Muito bem, prometo que vou passar com mais frequência por lá. – diz-lhe Fausto com um sorriso maroto.

 

Rosalina despediu-se com um “até uma próxima” e afastou-se, incrédula com o atrevimento do homem, mas ao mesmo tempo curiosa por saber mais sobre ele.

 

Nesse dia chegou a casa, e masturbou-se a pensar naquela mão grande e grossa que Fausto lhe estendeu. Dormiu tranquila.

 

23
Dez18

Os desejos de Rosalina.

Querem ler um conto erótico escrito pela vossa querida dESarrumada não querem? Ah pois querem!!! Em Abril de 2015, tinha o meu primeiro blog " A dESarrumada" uns 4 meses, comecei a escrever um conto sobre a Rosalina.

Nunca o cheguei a publicar mas ele ficou num documento Word que encontrei este fim-de-semana por acaso. Ri-me. Tinha muita imaginação e ainda me lembro vagamente do futuro que queria dar a cada personagem. E decidi publicar o texto por aqui, para vos brindar com a minha imaginação fantástica de 23 anos.

Senhores, dai-me coragem para acabar esta obra de arte! Com quase 4 anos de intervalo entre a data incial de escrita e a continuação, apresento-vos o primeiro episódio da história da Rosalina sem modificações. Pode ser que seja desta que o meu desejo de escrever contos eróticos se concretize!

 

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Os desejos de Rosalina 1 05/04/2015

 

Vou usar este blog para vos contar a história da Rosalina. A Rosalina é uma moça de bem, uma moça de boas famílias. E como todas as moças de boas famílias a Rosalina quer encontrar um homem que a preencha e que lhe dê uma vida confortável. Nesta altura de crise, R sonha com um homem que tenha emprego estável, carro e que não tenha dívidas à segurança social.



R trabalha numa mercearia, todos os dias às 8 horas e meia da manhã, ela roda a chave do estabelecimento, mete os mostradores da fruta cá fora, coloca os papéis dos preços nas respectivas frutas, e começa a sua jornada de trabalho. O primeiro cliente entra pontualmente, como todos os dias, é a Dona Isaura, vem comprar o seu pacotinho de leite fresco e o seu pão rico sem côdea.


- A côdea é coisa do demónio, menina R. Mete-se entre a placa e depois é um cabo dos trabalhos para limpar. – Diz Dona Isaura indignada. A sua vasta idade já não lhe permite conservar os seus dentes de origem, nem a eficácia e paciência necessária para tirar a placa e lavá-la.

 

Dona Isaura sai, e a Rosalina começa a ler o jornal do dia. Mais um incêndio, mais um Verão que começa mal. “Quando é que os incêndiadores começam a ser punidos como deve de ser??” E foi com este pergunta em mente, que R ao levantar a cabeça, dá de caras com um homem alto e de barba ruiva que a olhava por cima do balcão.

 

- Em que posso ser útil? – pergunta educadamente.

 

- Quero uma caixa de esfregões de palha de aço. E uma garrafa de água de litro e meio. – pede-lhe o cliente, homem encorpado, que vestia um fato de macaco azul, já muito escurecido pelas manchas de óleo, provenientes dos carros que arranjava.

 

R aprontou-se a ir buscar os pedidos do senhor. Enquanto se baixava para pegar na garrafa, o homem olhou-a de soslaio, como qualquer outro homem teria feito ao ver uma mulher de saia e de rabo para o ar.

 

R colocou as compras em cima do balcão, disse o preço, o homem pagou e saiu sem pedir factura. R olhou-o enquanto se afastava. “Que homem charmoso, no entanto, de poucas palavras.”

 

Fausto era o seu nome, viria a descobrir mais tarde.

Bem-vindos ao meu diário, um lugar seguro onde podemos falar sobre tudo. Já comentaram hoje? Bisou, da vossa dESarrumada.

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