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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

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07
Mar19

Em Ponto Maria: Deixar a Porta Aberta?

Hoje vai-se falar sobre deixar, ou não, a porta do WC aberta enquanto fazemos as necessidades básicas. À vista de "todos" ou não? Eis a questão.

 

Enquanto rapariga consigo resumir esta dissertação numa frase muito simples: depende de há quanto tempo conhecemos a pessoa! 

 

Imaginemos duas situações: primeira vez que dormimos no mesmo espaço e 2 anos de relação. Não vou falar de como reagiria com mais tempo de relação do que isto porque não conheço, nunca been there, nunca done that!

 

Primeiro encontro, uma pessoa está ali em casa do moço... antes de chegar lá já comeu uma tábua de charcutaria francesa, bebeu um bom copo de vinho tinto , depois foi para um bar e bebeu uma cerveja... epah... dá aquela vontadinha de fazer cocó mesmo ali quando uma pessoa já está aos beijos no corredor do prédio e a entrar em casa dele... horror dos horrores, chega à casa de banho e só há um resquício de papel higiénico no rolo e fica com vergonha de pedir mais... opah, foda-se!

 

Como fazer nesta situação? Uma pessoa faz as necessidades físicas mesmo ali, contrai o esfíncter e tenta seguir em frente nas actividades coitais, ou sai a correr e diz sayonara ao moço? Pois. Eu decidi fazer mesmo ali, no WC de um desconhecido. Mas digo-vos já: não é fácil. Só os fortes conseguem. Como tal, e visto que começo a ter alguma experiência no assunto, vou ensinar-vos algumas técnicas para minimizar o constrangimento da situação:

 

- Quando querem fazer cocó sem barulho de puns - afastem as nalgas! Assim, mesmo como estão a pensar, uma mão de cada lado dos glúteos a criar uma abertura entre os ditos. Vão ver que o peidinho sai sem barulhinho nenhum. Palavra de dESarrumada.

 

- Quando querem evitar o barulho do PLOC no momento em que o cocó mergulha para a sua morada final - penso que esta já é um clássico, meter montes de papel dobrado por cima da água da sanita! O Senhor Castanho cai ali naquela caminha fofa de papel e nem um som é audível pelo gato que está à vossa espera na sala...

 

- E quando há pouco papel e não dá para fazer a caminha do cocó??? Nada temam!!! A dESarrumada tem a solução: sentem-se o mais à beirinha possível do tampo da sanita e controlem o esfíncter de forma a que o cocó caia muuuuuito devagarinho, fazendo escorrega até à água, em vez do clássico mergulho de cabeça. De certeza que é um momento de fim de vida menos glorioso para o cocó, mas, gosto de acreditar que ao menos enquanto escorrega se está a divertir e a gritar YOLO!!! Advertência: certifiquem-se de que existe piaçaba ao lado da sanita antes de efectuarem esta técnica. Não há nada pior que estarem debruçadas em cima da cagadeira de um desconhecido, a limparem cocó que ficou agarrado à louça da sanita, com um nico de papel higiénico bem dobrado à volta dos dedos para não conspurcarem as unhas!

 

E porque é que uma mulher se tem que dar ao trabalho de andar com estes esquemas todos??? Porque, segundo o mito, os homens não sabem que as mulheres fazem cocó! Shhhhhiu! Já imaginaram se eu fosse a primeira mulher a quebrar este crença popular tão enraizada??? Que vergonha isso ia ser para a raça feminina  

 

Dois anos depois... bem, isto já foi há uns bons séculos atrás! Já não me lembro de estar numa relação mais do que um ano há praí uns 7 anos! Mas sei que quando a coisa começa a chegar ali ao primeiro ano já faço xixi em frente ao moço. Lembro-me de na minha ultima relação mais duradoura o moço estar a fazer cocó e eu a tomar banho, ou  eu estar a fazer xixi e ele a lavar os dentes... mas... nunca aconteceu eu fazer cocó em frente a um gajo.

 

Por isso, não vos sei dizer ao certo se devem fechar a porta ou deixar aberta! Mas imagino que só custe a primeira vez. Os meus pais, por exemplo, são casados há quase 29 anos e fazem TUDO em frente um ao outro... às vezes até se fecham na casa-de-banho, enquanto um faz as necessidades, o outro lava os dentes, e vice-versa!  De vez em quando é com cada cagadela após feijoada que eu até fico vesga dos olhos só de me aproximar do corredor em frente à casa-de-banho tal é o cheiro nauseabundo que emana pelas frestas daquela porta!... e eles os dois fechados lá dentro, tranquilos, impávidos e serenos. Isto só pode ser amor minha gente! Para mim isto é #goals numa relação.

 

Resumindo e concluindo: cabe a cada casal decidir, de forma orgânica que isto não exige cá uma reunião formal, se quer partilhar os seus momentos pós-feijoada / pós charcutaria / pós-kebab um com o outro. Eu cá ainda fico à espera do homem que se queira fechar comigo no WC e partilhar o meu cheiro de cocó fedorento pós-bebedeira! 

 

Beijo na bunda! 

 

 

 

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Em Ponto Maria Oficial.jpg

 

"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com o Triptofano tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

09
Set18

Casamentos.

Espero ansiosamente que o fim de Outubro chegue para ver se os meus stories no Instagram ao fim-de-semana deixam de ser todos em casamentos.

Desde Maio, tenho sempre o prazer de ver cada micro-segundo da vida de 3 a 5 pessoas que foram a um casamento. E mais, um rapaz no meu insta, que conheci na Universidade, já meteu 7 fotos em casamentos diferentes com a hashtag #papacasamentos. Outra rapariga não meteu a hashtag, mas assim bem contadinhos, já vai em 4 este ano. Onde arranjam dinheiro para tanta prenda?? Ou serão daquelas pessoas que só vão com a intenção de enfardar?

Outra coisa, porque raio fico com a sensação de que todos os casamentos saíram da mesma cabeça? Ele é cortina de fogo durante o brinde, ele é bolo praticamente igual (já vi mais de 10 fotos de bolo de casamento, sinto-me no direito de afirmar isto), ele é lançar de balões com leds lá dentro enquanto todos os convidados seguram naqueles mini-foguetinhos dos bolos de aniversário das crianças, o bouquet da noiva supostamente minimalista copiado por todos, os vestidos da noiva lá vão mudando de qualquer coisita, mas o All of Me durante a subida da fêmea ao altar??? Não falha.

 

2014 ligou e quer as suas ideias de volta!!!

 

04
Mai18

Dinheiro = amor

As coisas com o S. não resultaram, muito por escolha minha, o resto por escolha dele.

Quando no início de uma relação alguém te diz que há certas coisas sobre a sua vida profissional que nunca te vai contar... não fiques com medo de ser julgada se saires de fininho: corre com quantas pernas tiveres! Até sair um pulmão cá para fora ou algo do género.

 

Conheço uma moça que tinha dado tudo para conhecer um rapaz assim riquíssimo e cheio de "amor" para dar. Mas eu não procuro este tipo de amor comprado. Pessoas tão vazias que a única coisa que têm é uma conta cheia no banco.

 

Quando alguém me diz na esplanada de um restaurante:

 

"Olha aquela ali, levantou-se para ir buscar o casaco do marido ao carro. Tu podias ser assim comigo."

 

Eu não sou fria, atenção. Mas nesse dia estava com muito frio porque não levei casaco, deixei no carro, ele tinha levado o dele. E nem se apercebeu disso quando falou. Naquela noite específica, quem estava com frio era eu. E não só o marido da outra senhora.

 

Quem é que tem que fazer o quê, numa relação, afinal? Pergunta difícil de responder. Afinal uma relação faz-se a dois, em simultâneo, sem sistema de trocas e transacções, ou estarei enganada? Aos olhos de alguns que só pensam em receber, os meus argumentos não têm peso nenhum, tal como os dele não tiveram para mim.

 

Eu cá não gosto do dá-cá-toma-lá, ele parecia gostar. Mas quando um tem muito mais para dar que o outro, a coisa está fadada ao insucesso, seja dinheiro ou amor. Cada um dá o que tem.

 

Quando acabas e alguém te diz: "Olha e a gasolina toda que gastei naquelas duas vezes que fomos passear? Quem me devolve esse dinheiro?"

 

Pois. Cada um dá o que tem, claramente alguns têm mais para dar que outros. E não estou a falar de dinheiro no banco, que esse ele tinha muito. Mas eu queria dar amor e ele só tinha dinheiro.

 

Há muita coisa que o dinheiro pode comprar. Disso não tenho dúvidas nem nunca terei.

 

Mas o dinheiro não compra amor, pelo menos por enquanto, muito menos o meu.

 

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