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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

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26
Fev19

O meu Don't Hate the Shake | música e dança Conan Osíris

O Don't Hate The Shake é uma campanha de promoção da confiança corporal criada no Instagram onde mulheres "plus size" dançam em frente às camaras. Positivismo corporal. Mostrar o corpo, e as celulites, sem vergonhas! Não sei se sou consideradad plus size ou não, até porque nunca percebi bem esse conceito... e basicamente estou-me a cagar para os rótulos corporais  só sei que não tenho o corpo da Gisele Bündchen. E a culpa é toda da vaca!

 

Mesmo assim decidi filmar-me a dançar ao som dessa obra de arte da música moderna: Telemóveis, de Conan Osíris. E gostei do resultado que já foi partilhado no Instagram há uma data de dias.

 

Se fizerem o vosso "don't hate the shake" não se esqueçam de partilhar 

 

Enjoy desarrumados!

 

 

 

E beijo na buuuuunda! 

02
Out18

Quem sou eu?

Uma pessoa passa uma vida a acreditar em várias coisas.

 

Elas são frases que nos são ditas repetidamente, conceitos abstractos, críticas que ouvimos vezes e vezes sem conta, por vezes elogios às nossas capacidades que só os outros conseguem ver. E uma pessoa acaba por dizer para si própria: "se os outros pensam isto sobre mim, então é porque deve ser verdade".

 

Inconscientemente todas as decisões que tomamos têm por base estas crenças. Se escolho este emprego é porque me vejo desta forma, se escolho aquele companheiro é porque me vêem com alguém deste género, se vou para determinado país é porque esperavam que tomasse essa decisão, se troco de vida é porque é o que é suposto eu fazer.

 

Ultimamente, apercebo-me que pouca coisa na minha vida foi uma escolha minha. Escolhi muito pouco para mim porque me conheço muito pouco. Limitei-me a fugir da prisão em que me meti ao longo dos anos. Mas continuo acorrentada. Desta vez com correntes ainda mais compridas que as anteriores, com milhares de quilómetros entre elas.

 

Quem sou eu? Para onde vou? Não sei. Porque, e isto só o soube recentemente, nunca me dei oportunidade de me conhecer. Sempre me vi através dos olhos dos outros e sempre esperei a validação de terceiros para tomar as minhas decisões.

 

Quando choro não é por tristeza por causa da minha vida estar onde está, choro porque não tomei algumas decisões que queria ter tomado, choro porque não sei qual das decisões é a correcta. E hoje escrevo este post porque ando a martirizar-me com a procura de respostas que simplesmente não existem.

 

Não há decisões definitivas. Não há uma verdade absoluta. A minha verdade não é a tua. A minha verdade hoje pode ser uma e amanhã será outra.

 

Hoje disseram-me: "Falhar não existe. Falhar é um conceito abstracto."

 

E era tudo o que precisava ouvir hoje.

 

15
Ago18

De que estás à espera?

Da altura ideal para te despedires.

De encontrar "aquela" pessoa.

De perder aqueles quilos a mais.

De ganhar mais dinheiro.

De começar determinada actividade.

De um trabalho que te preencha.

De seguir aquela paixão.

 

Muitas vezes ficamos à espera que "algo" aconteça antes de mudar de vida. Mas hoje percebo que não é a vida que tem que mudar para eu poder mudar, sou eu que tenho que evoluir e fazer mudar a minha vida. Sei que já disse isto várias vezes aqui no blog... mas hoje, depois de uma noite de 10 horas bem dormidas, consegui ver claramente o próximo passo a tomar. E vi também que, erradamente, estava à espera que algumas coisas acontecessem antes de tomar a decisão. O típico: "quando isto acontecer vou fazer aquilo, vamos esperar mais um pouco". BASTA! Eu não preciso da permissão de ninguém para fazer o que me der na real gana. Hoje liberto-me das amarras que me prendem ao medo. Ele vai estar lá, mas já não me vai conseguir falar, eu não vou ouvir.

 

Independentemente do que acontecer na minha vida, a decisão está tomada, e mesmo com medo, vou avançar. Estamos sempre a um passo de ter uma vida diferente de um dia para o outro, de um mês para o outro, de nem sequer nos reconhecermos no espaço de 12 meses. E eu prometo hoje, a mim mesma, que daqui a um ano tudo será diferente. TUDO. 

 

Se estavas à espera de um sinal, aqui está. Considera isto a tua permissão para seres feliz. Agora vai. De que estás à espera? Vai!

 

11
Ago18

E quando uma pessoa preenche aquele vazio com comida?

Mais um desabafo triste, cá vai mais disto. Ultimamente a minha alimentação tem andado completamente descontrolada. Ao almoço levo marmita para o trabalho e é o mais saudável que possam imaginar, legumes, hidratos de carbono e proteínas na medida certa, o equilíbrio perfeito dos macros todos! 

 

No final do dia de trabalho, quando chego a casa, começa a desgraça. Ando às voltas, ando às voltas pelo apartamento, faço exercício, como uma maçã, depois um pêssego, um bocado de queijo e nada me "enche" esta puta de sensação de vazio. Vou a correr ao supermercado comprar um chocolate ou umas batatas fritas que como de empreitada quando chego a casa e às vezes ainda no carro. O facto de morar super perto do supermercado não ajuda, no entanto, sendo uma adulta responsável que já paga as suas contas sozinha há alguns anos, devia controlar melhor este aspecto da minha vida.

 

E ando a fazer desporto regularmente. Que acho que é o que mantém o meu peso mais ou menos decente, sem entrar ali na pré-obesidade. Mas sei bem que podia perder uns 8 ou 10 kg e continuava a sentir-me bem, o meu joelho esquerdo agradece, que desde que engordei nas férias de verão tem-me doído imenso... mas mal penso nisto sou bombardeada de pensamentos do género "não vais conseguir, é muito difícil, vais estar a privar-te do que gostas escusadamente, come o que tiveres vontade, aceita-te como és". Mas não consigo aceitar-me. Quando me olho ao espelho acho o meu corpo, comparado com o que era antes, nojento. Estas gorduras de lado na barriga e este inchaço constante na parte inferior da barriga causam-me náuseas.

 

Não gosto de me ver assim, eu não era assim antes. E tenho saudades dessa pessoa. Nunca tive uma relação formidável com a comida (a viver com os pais que tenho é óbvio que sempre cometi muitos excessos e sempre vi a comida como um reconforto)... mas o corpo sempre se aguentou num peso "magro". Desde que vim para França foi o descalabro total, os chocolates mais baratos deram logo cabo de tudo, lembro-me de nas primeiras semanas ir comprar tabletes grandes da Milka porque só custam 2€ e pouco aqui, perdi a cabeça e "habituei-me" muito mal. Mais uns croissants, e uns macarons, e muuuuuito queijo, com muitas tostas. Entretanto as tostas pararam por causa da minha glúten-fobia, sim, isto é real. Mas o queijo agora como-o à fatia directamente com a faca. Os croissants e os macarons também se foram com a tal glúten-fobia, mas os chocolates e as batatas fritas, oh deus, esses vieram para ficar. Parece que preciso disto para sobreviver e sinto-me tão mal por ser assim... por pensar na quantidade toda de comida que como durante os episódios de binge-eating... no mal que isto me faz aos intestinos (que têm andado mesmo muito mal...) e ao meu bem-estar psicológico.

 

E se um dia tiver uma doença grave por causa disto? E se ficar diabética? E se nunca recuperar aquele corpo que tinha antes? E se nunca mais conseguir ir às compras de roupa porque não consigo ver-me naquelas cabines minúsculas e mal iluminadas? (neste ano que passou, sempre que vou às compras fico ali a olhar para a minha celulite no espelho, as lágrimas afloram-me aos olhos e dou por mim a sair dali a correr sem comprar nada...) ahhhhhhhhhhhh.... isto tem de parar, a continuar assim vou dar em maluca! Só me apetece arrancar a gordura toda à facada qual peru trinchado no Thanksgiving!

 

E vocês, como é a vossa relação com a comida? Já passaram por alguma fase mais descontrolada?

12
Jun18

Inseguranças relativamente ao meu corpo de mulher.

Tenho andado muito calminha relativamente à ansiedade, tenho curtido a vida que levo e decidi gostar e querer o que já tenho. Sem estar sempre a matutar cada decisão não tomada. Para já tenho-me saído bem, a ver se consigo manter as crises de ansiedade major bem longe. 

 

Hoje venho aqui falar de um assunto que me apercebi que não consigo evitar pensar quando ando neste mundo dos encontros, sobretudo quando se anda a sair com alguém no Verão e ele sugere irmos fazer canoagem como actividade de segundo encontro. Esse assunto é a minha insegurança relativamente à minha aparência física. Quando se sai com alguém que já se conhecia antes, à partida a pessoa já sabe como é a nossa fronha e o nosso corpo. O "problema" acontece quando se sai com alguém que não nos conhece de lado nenhum, que só viu a nossa cara em 2 ou 3 fotos.

 

Eu fico sempre naquela:


"será que ele me vai achar bonita?",
"será que estou gorda demais para ele?",
"malditos chocolates que o estagiário me deu e que enfardei num abrir e piscar de olhos",
"e se ele me achar muito peluda?",
"e se a ex dele era mais bonita do que eu, ou anda a falar com alguma rapariga melhor do que eu?"
...


Sei que estes pensamentos não são nada saudáveis, muito pelo contrário, isto sou eu a deixar-me afectar pela pressão social de ser-se "bonita" e pela ideia pré-concebida de que a mulher anda neste mundo só para agradar ao homem. Tenho muita tendência a quando conheço um rapaz, a achá-lo muito melhor do que eu em todos os aspectos... mais bonito, mais bem-sucedido, mais confiante, mais charmoso, etc. Só vejo os defeitos do moço algum tempo mais tarde. Mas mesmo assim questiono-me vezes e vezes sem conta:

 

"o que raio viu ele em mim?"

 

Admito, não gosto de pensar assim. Detesto. Este post serve um bocadinho para me exorcizar dos meus medos e paranóias. Quero chegar ao próximo encontro e pensar:


"fuck isto tudo, eu sou toda boa e se ele não gostar quem perde é ele!",
"fuck a opinião dele, se calhar vai-se a ver e sou eu que não o vou achar suficientemente bom para mim",
"fuck se vamos fazer canoagem e estou mortinha de medo que ele fuja da minha celulite!",
"fuck o corpo de bikini ideal, afinal o que é essa merda?",
"fuck as publicidades em que as moças têm as pernas todas lisinhas sem pêlos e sem varizes".

 

 

Fuck isto tudo, eu sou eu, e gosto de mim assim.

 

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