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Diário de uma desarrumada

. desarrumações . emigração . humor parvo . lifestyle . badalhoquices . coisas de gaja .

Diário de uma desarrumada

. desarrumações . emigração . humor parvo . lifestyle . badalhoquices . coisas de gaja .

05
Nov18

Desabafos sobre essa distância que me corrói a alma...

Não é fácil manter uma relação à distância... e isso é algo que infelizmente fui aprendendo com a emigração. Em 2016, depois de uma relação à distância falhada, tinha prometido que seria a última relação deste tipo. Mas conheci-o, e acreditei que podia ser ele "o tal". Decidi continuar e tentar mais uma vez. Há quase um ano que ando nesta vida de Whatsapp, Skype, etc. 

Juro. Tentei tudo, dei tudo que tenho, esvaziei a alma nestas tentativas. Juro que continuo a tentar. Mas não tem sido fácil lidar com a falta de respostas da parte dele... um simples está tudo bem não me chega, nem nunca vai chegar. Gosto de conversas mais completas, gosto de assuntos mais desenvolvidos, mas também sei que quanto mais tempo se passa longe, menos se tem a dizer. Depois chegam as dúvidas, e das duas uma, ou sou eu que sou muito carente ou há um afastamento que se está a instalar pouco a pouco, qual erva daninha que vai crescendo num terreno recém cavado.

Hoje, podia falar primeiro como tenho feito todas as noites, podia insistir mais uma vez, mas hoje não o vou fazer. Hoje vou deixá-lo ter saudades. E amanhã será um novo dia. E talvez eu, depois de uma noite de descanso, já esteja mais calma e veja a vida com outros olhos...

 

 

3 de Novembro, 2017.

Um post que estava aqui guardado nos rascunhos e que nunca cheguei a publicar...

...escrito 3 meses antes do fim.

Já se passou um ano desde que comecei a ter dúvidas.

O tempo passa mesmo depressa.

Nunca mais falámos.

Apesar de tudo, e da vida que tenho conseguido viver sozinha,

tenho saudades dele.

 

06
Set18

Fechando as minhas gavetas, uma a uma.

Tomei uma decisão em Fevereiro e sei que não vou voltar atrás, por muito que o coração aperte, por muito que o corpo peça aquela pele, aquele toque de novo, nem que seja só por mais um dia. Só mais uma hora. Só mais um segundo.

 

1 ano e 12 dias, juntos.
Nada mais.
Apenas contactos esporádicos antes disso e nenhum contacto depois do fim.
Tudo começou e acabou rápido, como uma tempestade de verão.
Sol-chuva-sol.
E a vida continuou.
Mas seguiu sem mim.

 

Sinto saudades daquele cheiro, sinto saudades daquele fim-de-semana em Paris, e do outro em Lisboa, e de tantos outros que fomos vivendo por aí. Praça do Comércio, onde demos o primeiro beijo. Será que ele ainda se lembra? Sinto saudades dele, inteiro, com todas as sua qualidades e defeitos. Sei que acabei com ele de uma forma que nunca pensei fazer... fui fria, porque sofria e queria acabar com aquilo o mais depressa possível, como quando arrancamos um penso com um esticão rápido. "Pronto, já está, não se fala mais nisso".



Convenci-me de que relações à distância não são para mim, mesmo que esta tivesse sido com o meu amigo de infância, o rapaz que sempre acreditei estar destinado para mim.
A quem dei o meu primeiro beijo com 6 anos.

 

Contudo, no meio de tanta frieza, tive o discernimento de escrever naquele email que o futuro nos pertencia. Que algures, num espaço-tempo que ainda está para vir, se fossemos a pessoa-sol um do outro, iríamos acabar por nos encontrar de novo. Deixei ao destino o encargo de me fazer feliz. Porque eu própria não fui capaz de o fazer. Acobardei-me. E sei que bastava pegar numa carrinha de mudanças ou largar tudo e fazer 2 horas de avião e estaria lá, com ele, a menos de uma hora de distância de ambas as nossas famílias, numa cidade que sempre gostei. No país onde ele escolheu ficar e de onde eu decidi partir. Tudo era tão fácil e ao mesmo tempo achei que era cedo para abdicar de tudo que sonhei no estrangeiro.

 

Existem pessoas que criam raízes, e outras que ganham asas.
Sem dúvida ele faz parte das primeiras.
E eu sou, indubitavelmente, alguém com asas.
 

 

Apesar de na altura achar, que a minha vida de sonho passaria por subir ao altar com aquele homem, tomei uma decisão. Mas fogo... só eu sei como tenho saudades da voz dele, saudades da forma como olhava para mim com aqueles olhos castanhos que me despiam inteiramente. Tivemos tão pouco tempo para nós, e mesmo assim tudo ficou marcado a ferro e fogo no meu coração. Para nunca mais sair. Marcas de uma vida que parece que foi noutra vida. Será que ele ainda pensa em mim? Arrependimentos que não consigo apagar e questões que teimam em martelar na minha cabeça, vezes e vezes sem conta... e se... e se tivesse arriscado tudo nele e por ele? Se tivesse ido preencher o meu coração e esperar que o destino fizesse o resto relativamente ao lado profissional da minha vida?

 

O meu pesadelo mais obscuro é comigo, num lar de idosos, a pensar nele.
E este pensamento teima em aparecer na minha mente antes de dormir.
Quase todas as noites.

 

Vida de merda cheia de decisões difíceis. E ainda assim foi tão fácil decidir amá-lo. Mesmo sabendo com certeza absoluta, desde o início, ainda antes de qualquer beijo ou carícia, ainda antes de qualquer amo-te, que tínhamos um prazo de validade. 


Água fresca.

Eram os teus beijos.

Água quente.

 

 

08
Ago18

Estar solteira e as suas vantagens tão priceless.

É verdade que desde Fevereiro estou "oficialmente" solteira. Mas, desde essa data, andei sempre com a impressão de que tinha que arranjar um moço à força toda. Depois de duas desilusões seguidas, primeiro o moço S. que era racista e só pensava em dinheiro e depois o moço C. que tinha tudo para ser perfeito, mas que ainda não superou completamente a relação anterior, que durou 5 anos, e que, decidiu "acabar" tudo ao tentar fazer-me um ghost - só não o fez porque eu peguei nos meus tomates e liguei-lhe a perguntar "Que merda é esta, deixas de me falar de um dia para o outro? Deves estar a confundir-me com outra rapariga qualquer". Eis então que estou solteira da silva, sem intenções de voltar a procurar um moço X, Y ou Z. Acho que vou literalmente ficar à espera que ele me caia do céu. Se não cair nada, que se lixe, hei-de sobreviver. 

 

Estão a ver quando uma pessoa vai a um casamento, come que se farta, enfarda até não caber mais comida e fica ali a vegetar e a jurar que "nunca mais come nada na vida" até à terça-feira da semana seguinte? Pois. Eu estou assim. Enjoadinha de todo no que diz respeito a rapazes. Com vontade de aproveitar masé a minha solteirice. Entre viagens e outras coisas planeadas, ando a planear a "great escape" - como eu gosto de carinhosamente chamar o momento em que vou bazar deste trabalho e vilazinha cidade! Faltam 10 meses para acabar o contrato de 2 anos que assinei com o Centro onde trabalho... a contagem decrescente começou, e eu mal posso esperar pelo dia D... tic... tac... tic... tac...

 

counting the days.jpg

 

Outra coisa, decidi adiar a minha candidatura para o voluntariado internacional (apesar de ter ido à reunião de informação e já ter CV + carta de motivação, em francês e em inglês, feitinhos e prontos a enviar), porque decidi ir visitar a J. à Austrália, e isso para além de ser uma viagem que envolve bastante planeamento, vai também trazer-me alguns gastos financeiros consideráveis. O voluntariado, posso sempre fazer mais tarde... enquanto que a oportunidade de fazer esta viagem com a J. - que está na Austrália a trabalhar como au pair por 6 meses e a viajar os 6 meses restantes - não sei se volto a ter. E como dizia a outra YOLO!

 

Quanto ao futuro, a longo prazo, tenho algumas ideias do que vou fazer depois da viagem à Austrália. Mas, como a vida está sempre a mudar, não vou estar praqui com planos fixos. Até porque tenho várias ideias em mente (e já sou conhecida por estar sempre a mudar de ideias, não é mesmo?). Entre outras, estão as seguintes ideias:

- arranjar um trabalho fixo numa cidade que goste muito e instalar-me por lá com um apartamento porreiro, morar perto de um ginásio e inscrever-me em aulas de Yoga ou cozinha, ou algo do género;

- fazer substituições de curta duração através de agências de trabalho temporário um pouco pela França toda, para conhecer várias formas de trabalhar e visitar umas cidades simpáticas;


- ir trabalhar meio ano ou um ano inteiro para os DOM-TOM - as ilhas francesas, como por exemplo: Martinica e Guadalupe (nas Caraíbas), Polinésia Francesa (no Pacífico), Reunião (no Índico)... - O céu é o limite, portanto.

 

Posso oficialmente dizer que - apesar de não ser nada fácil lidar com esta carência e insegurança toda e às vezes ainda dar por mim a chorar que nem um bebé - estou, aos pouquinhos, a apaixonar-me pela minha solteirice, por todos os caminhos que esta está a abrir para mim e pela coragem de "desbravar" mundo que tenho sentido! E isso é algo que não tem preço!

 

 

Beijo na bunda

para os meus desarrumados! 

 

27
Jul18

Carência.

Um dos meus maiores defeitos, sem dúvida.

Sou carente. E muito.

Conheço alguém que me pareça minimamente aceitável e já esqueço todos os meus padrões e exigências.

Contento-me com o "mais ou menos", com o "vamos ver no que isto dá", com o "benefício da dúvida", com o "antes isto do que pior", com o "ele até faz isto e aquilo que são coisas boas".

Depois todas as minha relações acabam da mesma forma. Eles afastam-se.

Escondo tanto do que sou ao início que quando começo a mostrar quem verdadeiramente sou eles ficam confusos. Mas quem é esta? E a minha carência deve ver-se a léguas de distância, que os moços nem têm coragem de me dizer "já não te acho interessante", "quero acabar".

Nada, fica ali um vazio, uma dúvida a pairar no ar: "será que ainda estamos a fazer isto juntos?", "será que ele ainda quer um relacionamento comigo?".

E depois sofro. Sofro bastante, porque não fui exigente, deixei-me levar pelo "mais tarde logo se vê" e anulei-me enquanto mulher e pessoa. 

Não se enganem, os narcisistas, manipuladores e coisas do género eu consigo topar, duram no máximo alguns meses e depois mando-os dar uma volta. 

O meu problema, o maior problema, são os rapazes "assim-assim", aqueles em que olho para eles e digo "nhé, nada de especial, mas vai ter que remediar".

Nunca arrisco naqueles que deixariam o meu mundo de pernas para o ar. Na minha cabeça um rapaz assim não iria apaixonar-se por mim, porque o faria ele? Eu não sou merecedora de uma grande história. Estou destinada a situações inacabadas, coisas por dizer, dúvidas eternas sobre "o porquê?" do afastamento. Afinal, eu tinha dado tanto à relação, porque tinha que acabar assim? Sem ter sequer direito a uma explicação?

E sofro, e volto a sofrer, e as coisas vão se tornando cada vez mais curtas, pois agora as "aplicações de encontros" permitem tornar tudo mais rápido... falas uns dias com a pessoa, 2 encontros depois estás em casa dele a fazer amor com ele, nos lençóis dele, e 3 semanas depois ele deixa de falar contigo gradualmente, só te responde por educação, e quando deixas de ser a primeira a meter conversa, nunca mais tens notícias dele.

E tu que já tinhas dado tanto.

Um ciclo repetitivo. Algo com o qual não vou conseguir lidar, não estou a conseguir lidar, nunca conseguirei aceitar. 

E no fundo, bem lá no fundo, sei que a culpa é minha. Não me amo, e atraio este tipo de situações para a minha vida. Em vez de estar sossegada a viver a minha vida, a acreditar que o que será meu, às minhas mãos virá parar. Não. Ando a forçar coisas, a querer ter nem que seja tirado a ferros, um romance do outro mundo.

Uma sonhadora. Uma rapariga carente. Alguém que cresceu a acreditar que não merecia ser verdadeiramente amada, que nenhuma das suas escolhas era a correcta, que precisava de alguém para decidir tudo. Alguém que pensa que é um homem que vai salvá-la desta solidão que sente todos os dias, deste vazio no peito, desta vontade de nunca estar onde está, de que podia estar melhor noutro sítio. Mas qual sítio?

A eterna insatisfeita hoje vai dormir com todas estas questões no peito. A questão aqui nunca foi receber o raio da mensagem, ou que ele se apaixona-se por mim, a questão aqui é não me amar o suficiente para saber que, mesmo que a mensagem não chegue, ou que o amor dele não surja, está tudo bem.

E ficará sempre tudo bem enquanto me tiver a mim.

Só preciso de amar mais esta pessoa que tenho sempre comigo.

Mas parece-me que isto vai ser um projecto para a vida toda.

 

02
Jul18

Estar de férias significa planear uma vida melhor.

Eu disse que vinha cá mais tarde meter os meus assuntos em dia. Ainda não é o dia, mas fica aqui um cheirinho.

 

Sou a única que quando está de férias faz mil e um planos para "mudar de vida"?

 

Ah e tal quando regressar vou fazer exercício todos os dias. E tal e coiso que não volto a comer uma porcaria. Restaurantes só quando o rei faz anos. Poupar o dinheiro todinho que bem é preciso! Arrumar e organizar a casa vão ser a ordem do dia. Aproveitar mais cada minuto e sair do ram-ram de casa-trabalho-casa. A vida são dois dias. YOLO!

 

E depois chega a realidade e: 

 

 

Estou nessa fase, a fazer mil e um projectos para o meu regresso a França. E ainda só estou de férias há uma semana. Faltam duas. Ainda falta uma semana com os meus pais na terrinha, ir ao RFM Somnii e passar outra semana com os meus pais. Depois não volto a Portugal até 2019 ainda com data incerta. Ou seja, não sei quando volto cá. Vai ser loooongo, por isso para além da minha mini-roadtrip sozinha por Faro, Évora e o festival, não planeei mais nada. Estas semanas vão ser mesmo para aproveitar a minha família.

 

Para além de um mini-congresso em Outubro e de um fim-de-semana com a H. em Agosto não tenho mais nada planeado para os próximos 4 meses. Mas adorava ir à Austrália visitar a J.

 

Nunca vos contei o que aconteceu à J. a minha bebé grande. A moça foi para a Austrália em Maio, trabalhar como au pair e viajar muito... viver A aventura da vida dela. E que saudades que tenho dela, muitas mesmo. Um dia volto aqui a falar dela.

 

 

E também falarei sobre os meus planos de voluntariado internacional.

 

 

E sobre o C. Está tudo a correr bem com ele. Pensei que as férias fossem afectar um pouco o que começámos há 4 semanas atrás, mas não. Ele manda-me fotos da viagem dele, está em Dublin a embebedar-se com os amigos, o malandro. Eu mando fotos da minha viagem, estou em Portugal a enfardar como se não houvesse amanhã. Parece que nem estamos longe um do outro. Estou a gostar muito deste menino. Vamos lá ver como corre. Acho que já merecia algo de bom neste campo da minha vida, o campo amoroso. Algo que durasse mais do que um ano ou alguns meses...

08
Mai18

Já se sabe que a malta gosta é de ver desgraças...

... é parar em plena auto-estrada para ver um acidente de carro;

... é fazer um aglomerado de gente à volta da vítima se por acaso alguém tem o azar de desmaiar num concerto;

... é ir ver um incêndio, de longe, muito longe, para se poder dizer quão mal aquilo estava (ao menos levem água aos bombeiros);

... é ficar a olhar para uma pessoa em cadeira de rodas na rua e fazer a questão mental "o que lhe terá acontecido?";

... é parar de jantar só para ver aquela notícia na televisão sobre outro atentado.

 

 

Todos gostam de ver desgraças, mesmo que não queiram admitir. Ainda que esse momento não proporcione prazer nenhum, ainda que haja aquela sensação de peso na barriga e garganta apertada, a malta pára e fica a olhar.

 

Por isso é que este post aqui do barraco foi destacado pelo SAPO. 

 

Porque a minha vida amorosa neste momento parece um acidente em que dois comboios colidiram de frente um com o outro. Já há 3 anos que assim é, e os posts das minhas breakups estiveram sempre entre os mais lidos. A malta fica especada a olhar, quer seja na vida real ou num blog! E vai voltando para ver as outras desgraças que vão acontecendo.

 

Mas eu gosto de vocês na mesma. E faço este post para dizer que são sempre bem-vindos a este cantinho desarrumado. 

Tirem os sapatos e instalem-se confortavelmente que isto ainda agora começou!

 

Beijo na bunda! 

 

04
Mai18

Dinheiro = amor

As coisas com o S. não resultaram, muito por escolha minha, o resto por escolha dele.

Quando no início de uma relação alguém te diz que há certas coisas sobre a sua vida profissional que nunca te vai contar... não fiques com medo de ser julgada se saires de fininho: corre com quantas pernas tiveres! Até sair um pulmão cá para fora ou algo do género.

 

Conheço uma moça que tinha dado tudo para conhecer um rapaz assim riquíssimo e cheio de "amor" para dar. Mas eu não procuro este tipo de amor comprado. Pessoas tão vazias que a única coisa que têm é uma conta cheia no banco.

 

Quando alguém me diz na esplanada de um restaurante:

 

"Olha aquela ali, levantou-se para ir buscar o casaco do marido ao carro. Tu podias ser assim comigo."

 

Eu não sou fria, atenção. Mas nesse dia estava com muito frio porque não levei casaco, deixei no carro, ele tinha levado o dele. E nem se apercebeu disso quando falou. Naquela noite específica, quem estava com frio era eu. E não só o marido da outra senhora.

 

Quem é que tem que fazer o quê, numa relação, afinal? Pergunta difícil de responder. Afinal uma relação faz-se a dois, em simultâneo, sem sistema de trocas e transacções, ou estarei enganada? Aos olhos de alguns que só pensam em receber, os meus argumentos não têm peso nenhum, tal como os dele não tiveram para mim.

 

Eu cá não gosto do dá-cá-toma-lá, ele parecia gostar. Mas quando um tem muito mais para dar que o outro, a coisa está fadada ao insucesso, seja dinheiro ou amor. Cada um dá o que tem.

 

Quando acabas e alguém te diz: "Olha e a gasolina toda que gastei naquelas duas vezes que fomos passear? Quem me devolve esse dinheiro?"

 

Pois. Cada um dá o que tem, claramente alguns têm mais para dar que outros. E não estou a falar de dinheiro no banco, que esse ele tinha muito. Mas eu queria dar amor e ele só tinha dinheiro.

 

Há muita coisa que o dinheiro pode comprar. Disso não tenho dúvidas nem nunca terei.

 

Mas o dinheiro não compra amor, pelo menos por enquanto, muito menos o meu.

 

29
Mar18

Calma que a festa ainda vai a meio.

Depois de uma semana sem meter aqui os cutos, eis que estou aqui para dar o ar da minha graça. Pois bem, tive um fim-de-semana agitado em que fui assistir a um congresso. Gostei muito do congresso e a amiga que me recebeu também foi muito boa para mim e sabe receber muuuuuito bem (obrigada!).

 

O resto da semana foi a tentar meter ordem na casa e a sair com colegas de trabalho e o moço. Ah pois é, as coisas com aquele rapaz do Tinder andam a ficar um bocado sérias, bastante mesmo... já tive a minha crise de ansiedade por causa disto. Será que é muito cedo para voltar a ter alguém? Será que devia esperar para encontrar um português? Será que a actividade profissional dele me vai incomodar muito no futuro? (trabalha muitos fins-de-semana e muitas horas durante a semana...) É lixado quando nem o momento presente podemos aproveitar porque o cérebro está sempre a descarregar pilhas e pilhas de dúvidas na nossa mente... Ontem veio aqui jantar e trouxe um ramo de flores lindíssimo, já não recebia flores há anos... adorei, pois claro. E antes que pensem que ele faz estas coisas para me saltar à cueca, enganam-se, ele quis vir jantar aqui e já sabia de ante-mão que eu estava com o período e não haveria nada para ninguém. Ora, adoro quando ele se faz de convidado e vem aqui passar a noite, mas desta vez levou com uma pratada de legumes que nem é bom lembrar! Não me apeteceu estar a mudar o meu plano de menu só porque ele vinha cá...

 

De resto, o trabalho tem corrido muito, muito, bem. Nem acredito que a saída da vaca invejosa em Novembro pudesse trazer tanta coisa boa... continuo a dizer, e direi sempre, é incrível como às vezes uma única maçã podre consegue envenenar todo um local de trabalho. Arre, ainda bem que esta se foi embora! Assim vou poder reembolsar a minha dívida - faltam 15 meses - sem stresses. A menos que venha para aqui uma laranja podre, aí arranco os cabelos, pago o que tiver a pagar e meto-me nas putas. Por enquanto vou ficando... Quando é que desisti dos meus sonhos profissionais? Não sei, mas às vezes abrandar e parar com aquele pensamento constante de "tenho que procurar melhor" também faz bem.

 

A modos que foi uma semana de muita ansiedade, tanta que nem conseguia vir aqui ao blog, mas acalmou, e aqui estou eu para vos desejar um ótimo fim-de-semana e dar um beijinho, daqueles bem gostosos, na vossa bunda musculada, espero, pronta para o Verão!!! 

15
Mar18

Tinder e cenas #2

Pois bem, meus caros, posso dizer-vos que aqui a dESarrumada trepou muitas paredes, andou 6 meses a pão e água, estava com uma fominha de colar a barriga às costas, andava já desesperadinha de todo por uma boa dose de pinanço. Muito esfreganço, muito líquido escorrido, muita javardice entre lençóis... acho que já todos percebemos a ideia!

Eis que, depois de 4 encontros, depois de muita espera, depois de muitos passeios a levar com o frio glacial da região centro de França nas trombas, o momento chegou!

 

Experimentei, saboreei, degustei, lambuzei-me toda com

 

um bom salsichão francês!

 

Ah pois é... já tinha tido boas experiências com o belo do chouriço português, picante e fogoso, mas este "saucisson" não desiludiu nada, muito pelo contrário! É o requinte, é a classe, resumindo, é outra coisa. Só vos digo isto, tirei a barriga de misérias que foi um mimo!

 

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