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Diário de uma dESarrumada

Diário de uma dESarrumada

06
Fev20

Antónios há muitos.

Fui comer ao chinês. Pensam que vou falar do Coronavírus? Descansem a passareca, não vou.

Quase todas as quartas-feiras vou jantar ao restaurante chinês que fica em frente ao sítio onde trabalho.

Estava lá descansadinha da vida, eram quase 21h e entra um gajo assim em modo filme de acção, quase a dar um pontapé na porta, enquanto gritava o seu pedido. Percebi pela reação da senhora e da filha, que estavam atrás do balcão, que este moço é um habitué do restaurante...

Entretanto olhei para ele a rir imenso, porque sinceramente parti-me a rir com a entrada dele no restaurante, foi tão à la Jim Carrey na Máscara... Muito, muito engraçado 😂

 

Quando dou por ela, estava eu a comer a minha carne de vaca com cebola, o rapaz aproxima-se de mim e pergunta se sou "brasileira ou portuguesa?"

 

(mas que raio? Agora tenho a minha nacionalidade tatuada na testa? Como é que ele sabia?)

 

Respondi que sou portuguesa e entretanto, quando dou por ela, o moço estava a mostrar-me cenas do trabalho dele e a tirar a comida do saco para comer ali, sentado à minha frente... Tipo, eu só queria comer sossegadita depois de 12h de trabalho, e quando dei por ela, estava num date surpresa 😂

 

Falámos um bocadito! Ele pediu-me o número e depois foi embora... Tomar conta da planta nova que comprou para o apartamento novo😅

 

Eu não fiquei com o número dele... Só sei que se chama António... Como o meu querido António Vibrações ❤️

27
Jan20

Um abre-olhos: o teste do Rosé!

Depois deste encontro falhado na passagem de ano... só voltei a ver o Half-French mais uma vez. Perto de minha casa porque ainda havia greve e eu ainda não sou nenhuma maluquinha das trotinettes - ainda! um dia meto-me numa e nunca mais me apanham, é ver-me por aí a dar à perna por Paris a fora!...

 

Ele chegou, 2 horas atrasado, em frente ao meu prédio (só avisou à última da hora como de costume), "desce" foi a mensagem dele. Fomos jantar ao restaurante que fica literalmente do outro lado da rua, passo lá todos os dias e quando vejo alguém a comer alquele hamburguerzão com guacamole até salivo... "olha vou pedir o hamburguer, e tu?" - perguntei. "Eu estou com vontade de uma tábua de enchidos para dois, não queres?" ... "não, para mim isso não é jantar, preciso de algo que encha mais...".... "ai, tu vens lá com aqueles hábitos de Portugal de quem come dois porcos inteiros ao jantar, come a tábua comigo, vais ver que enche"...

 

Aceitei o raio da tábua. Mas já estava a ver o meu futuro a andar para trás... já vão perceber...

 

"E vinho queres?" - perguntou.

 

"Não quero alcóol, estava mais numa de Coca-cola" - disse. Sim, sou Coca-cola addict, não julguem.

 

"Bebe uma garrafa de vinho comigo, que vinho preferes, queres tinto?" (rouge em francês)

 

"Epah... se tiver que escolher um vinho, prefiro ou branco ou rosé, mas tinto não" - ele aquiesceu.

 

Estávamos na conversa , ainda sobre os hábitos alimentares de Portugal e de como ele acha que quanto mais um país dá importância à quantidade de comida em vez da qualidade, mais pobre esse país é... (sim, ele é filho de portugueses e, diz gostar de Portugal, mas não perde uma oportunidade para mandar Portugal abaixo e dizer que a França é que é requinte, classe, boa educação, etc).

Chega o garçon.

Ele pede a tábua de enchidos. "E para beber?"

"Uma garrafa de tinto se faz favor"

...

...

...

...

...

Comecei a imaginar-me dali a 3 anos numa relação de submissão com este rapaz. Em que ele vai decidir tudo, o meu futuro profisisonal, quantos filhos vamos ter, a cor das minhas cuecas (é de notar que no primeiro date ele me disse que DEVIA usar batom mais escuro para combinar melhor com o meu cabelo escuro - de notar que nesse dia tinha metido o meu batom cor de rosa clarinho da Clinique, que custou nada menos que 32€, e ele ali a pedir-me para trocar de batom - FUCK!)

 

Estava eu a pensar nisto... quando o garçon chega com a garrafa de Rouge e pergunta se eu quero provar... respondi que não, que o Monsieur podia provar. Quando o garçon foi embora o Half ainda mandou para o ar "sabes que é a mulher que prova o vinho não sabes?". "sei, mas tu também sabias que não queria tinto e pediste na mesma". Ele não respondeu, mudou de assunto.

 

Nesse momento decidi que não estava ali o homem da minha vida. E que já o devia ter percebido desde o primeiro encontro. Mas gosto de ver até onde vai o ser humano, e sou pessoa de dar segundas oportunidades... Desta vez dei, mas ele não merecia.

 

Acabámos a noite no meu quarto, e foi muito bom. Mas eu sabia que ia ser a nossa última queca e por isso aproveitei ao máximo. Gosto quando sei que não vou voltar a ver o gajo. Normalmente já sou desinibida, mas quando sei que não é para ser sério, atrevo-me mais a fazer pedidos estranhos. No final "não tens aí nada que se coma? estou cheio de fome"... "eu avisei que a tábua não enchia!" - dei-lhe um iogurte que ele comeu logo...

 

Na manhã seguinte eu tinha que ir trabalhar, ele ficou a dormir lá em casa. "Quando nos voltamos a ver?" perguntou. Eu respondi "sábado às 15h para dar uma voltinha no parque de Belleville?".

 

"Ah, ainda não sei, depois digo algo..." - este moço é incapaz de assumir um compromisso com antecedência. É sempre tudo à última da hora. Não suporto, e não mostra empenho nenhum.

 

Sexta à noite e ele ainda sem confirmar nada. Recebo mensagem às 22h da noite "olha estou a beber uns copos com um amigo na tua zona, se não acabar muito tarde posso ir aí ter contigo?"

 

PFFFFFFF.... É que nem que ele tivesse pintado de ouro eu ia aceitar ser uma booty call! Never! Nunca! Jamé!

 

"Olha desculpa mas estou cansada e tenho a minha meditação para fazer... vemo-nos amanhã às 15h em Belleville?"... Silêncio... nem uma resposta.

 

No dia seguinte fui à minha aula de Yoga, que é ao lado do parque de Belleville... o Yoga acabou às 14h30. Fui passear no parque, plena, serena, tranquila. Estava um céu azul espectacular, mas frio com'ós cornos. Às 15h10 mandei mensagem "morreste?"

 

Continuei o meu passeio, depois voltei para casa. As 16h23 recebo mensagem: "sim, morri, ontem bebi demais e só acordei agora."

 

"d'accord" respondi.

 

Até terça não recebi mais nada dele. Depois, nessa noite, perguntou quando nos voltávamos a ver... respondi que tinha pensado muito e que não queria voltar a vê-lo... "desejo-te uma boa continuação", terminei assim a mensagem que lhe mandei.

 

A resposta dele "ah então és assim? quando as coisas não correm como queres, desistes de tudo? por um lado talvez não seja má ideia ficarmos por aqui, vê-se que és o tipo de mulher que cria conflitos por tudo e por nada"...

 

Não respondi.

 

...

...

...

...

...

 

Bendito Rosé! Va de retro Satanás!

 

Este gajo é tóxico! E estou feliz e contente de me ter apercebido a tempo! E foi assim que acabou esta história do Half-french, um gajo que tem claramente problemas de auto-estima e que é, muito provavelmente, um narcissista, como o meu EX.

 

Obrigada a todos que, por aqui ou pelo Instagram, ou Whatsapp, me ajudaram a abrir os olhos! Apaguei as apps todas. Estou em fase de detox, a pensar só em mim. E que bem que tenho estado 

 

Beijo na bunda! 

31
Dez19

Hoje tinha um date...

Segunda-feira. Eu e o Half-french tínhamos um date marcado... Foi ele quem tomou a iniciativa. Eu disse-lhe que na segunda acabava por volta das 19h30, ele disse ok.

 

Segunda-feira, acabo o trabalho às 19h30 em ponto, mando sms "acabei, encontramo-nos às 21h no sítio X?" 

 

Resposta dele: "olha afinal já não posso ir, ainda estou doente e prefiro preservar a minha saúde para o réveillon de amanhã".

 

Olhem... Até vi estrelas! Então o gajo ficou à espera que eu mandasse mensagem para cancelar tudo? Que c*r*lh* é isto???

 

Mandei mensagem, um bocado a quente, a dizer algo do género: " e não podias ter dito antes que estavas doente? É que estás mesmo a cancelar em cima da hora, não se faz".

 

Ele não respondeu a esta mensagem. Coitado, deve estar tão doente que desmaiou de cansaço antes de conseguir responder... Afinal, tem que estar bem descansado para ir para a borracheira amanhã. 

22
Dez19

9. Abraço-Casa.

Existe uma música brasileira muito conhecida que fala de alguém que tem um "abraço-casa". Ou pelo menos é assim que eu o interpreto.

 

Eu conheço este conceito de abraço-casa relativamente à minha família e aos meus amigos. Mas no campo amoroso ainda não tinha tido oportunidade de "voltar" para um abraço-casa.

 

Soube pela minha mãe que, o meu último ex (com quem tive uma relação à distância) foi trabalhar para Angola. É engraçado que, ele não quis vir morar aqui comigo em França porque era muito longe da família, mas depois foi morar para África. Ok, tudo bem, essa história tocou-me muito, mas sinto que um ano chegou para poder finalmente dizer que o "esqueci"... Quando vejo as fotos dele não sinto nada. O que é estranho, porque o que vivemos foi muito intenso... Mas pronto, é assim a vida...

 

Mas este texto não é para falar sobre Ele... Este texto é para falar sobre o primeiro amor da minha vida. O rapaz dos olhos verdes que roubou o meu coração quando tinha 20 anos. Por incrível que pareça... Foi a pessoa que mais me fez sofrer, mas também a que mais amei. 

 

Mas o nosso término foi muito triste. E traumatisante. Pensei nele durante anos, sobretudo quando quero procurar algum conforto. E ainda penso.

 

Há alguns dias mandei-lhe mensagem. Para saber como está. E para tomarmos um café quando eu chegasse a Portugal. O meu objectivo: perdoá-lo e seguir em frente. Pensei que não ia responder. Surpreendentemente, ele respondeu, e aceitou. E fomos beber o tal café ontem...

 

Falámos durante mais de 6 horas seguidas, sobre os 7 anos que aconteceram entre o nosso fim e o dia de ontem. No final foi como se sempre tivéssemos mantido contacto. Não havia mais mágoa, nem dor, só boas recordações e a certeza de que foi a melhor história da minha vida.

 

Ganhei coragem e disse-lhe. Ele respondeu que também fui a melhor história da vida dele e que nunca mais viveu algo assim. Nem eu... Nem eu... E vocês bem sabem a desgraça que é a minha vida amorosa. Mas ele não sabe...

 

Abraçámo-nos e ficámos assim durante uma hora, nos braços um do outro, um momento que me pareceu apenas um segundo. Um piscar de olhos. Uma festinha no cabelo. Várias. Quase que nos beijámos... Quase... Mas... Ele tem namorada há 4 anos. Não aconteceu.

 

"não posso", disse-me. 

 

Percebi. Eu disse-lhe que, naquele momento, queria-o tanto como há 7 anos atrás. Ele disse-me que sentia o mesmo mas que não a podia trair... 

 

Percebi. Perguntei se era a última vez que nos víamos, se da próxima vez que falássemos ele já ia estar casado com ela e com um filho a caminho...

 

"prometo que não é a última vez que nos vemos", respondeu-me.

 

Eu vim embora. Dormi sobre o assunto. Hoje acordei e estou... Calma. Serena. Como já não estava há muito tempo. 

 

Não vou tentar contactá-lo de novo. Não lhe quero estragar a vida. Mas sei que ele volta. Quando estiver pronto... 1 ano, 5 anos, 10 anos. Seja o que for. Sinto-o com todas as forças do meu ser. Sei que tenho ali o meu abraço-casa... E que ele tem o dele aqui.

 

"não olhes assim para mim, isto não é um adeus."

 

Aos últimos vagões ❤️

 

 

 

Envelhecer contigo. 

Momento eterno 

Eu também sei perdoar...

Perdão. 

Ao segundo dia ressuscitou. 

 

 

... 

02
Dez19

8. Que baste.

Tivemos um primeiro date perfeito.

 

Tivemos um segundo date perfeito - jantar num restaurante asiático (quem aqui também adora um bom Ramen???), ali no quartier da Ópera de Paris. Depois fomos dar uma volta de metro. Ele acompanhou-me a casa e beijou-me quando chegámos à porta.

 

Foi tudo tão bonito.

 

Mas entretanto na sexta-feira (há mais de uma semana atrás) mandei-lhe uma mensagem a dizer que fazia 5 anos em França. A resposta dele foi fria.

 

Muito fria.

 

Eu respondi sendo simpática. Ele não voltou a responder mais, até ao domingo à noite. Dia em que recebi a notícia da morte do meu avô. Estava triste, muito triste.

 

A mensagem dele dizia: "quando estás livre esta semana?"

 

Passei-me.

 

Decidi aceitar os danos colaterais da mensagem que estava prestes a mandar.

 

"Desculpa, gostava de voltar a estar contigo. Mas isto de ficar dias e dias sem falar não é para mim. Preciso de mais."

 

Às vezes com a precipitação dizemos e fazemos coisas que mais tarde nos arrependemos. E este tipo de atitudes que tenho, de cabeça quente, são fruto da imensa falta de auto-estima que tenho por mim própria...

 

Ele respondeu: "não gosto de enviar mensagens, que queres que te diga?"

 

Passei-me. Detesto este tipo de respostas passivo-agressivas. Mas, provavelmente, ele respondeu assim porque se sentiu atacado por mim. 

 

Trocámos mais uma ou duas mensagens, eu desejei-lhe boa continuação. Ele disse-me que estava a exagerar e que eu queria que ele agisse comigo como se já estivéssemos a namorar, algo que não estávamos. 

 

Eu disse-lhe que só queria uma resposta às minhas sms. Mas que também não lhe estava a pedir para casarmos no dia seguinte.

 

Ele parou de responder. Senti-me parva. Mas decidi aceitar os danos colaterais da minha decisão precipitada. Que era nunca mais nos voltarmos a falar. Por uma estupidez.

 

Apercebi-me que não me fazia assim tanta diferença se ele saia ou não da minha vida. Afinal, tínhamos acabado de nos conhecer... não consegui perceber o porquê da minha "raiva" por ele não responder às mensagens... O Half-French tem um defeito, ele preenche demasiados items da minha lista de "rapaz perfeito" e acho que é isso que me deixa parva. Não sei lidar quando conheço um rapaz que pode ser "o tal"... e quero tudo muito rápido, para ontem.

 

Penso que ainda guardo cá dentro muita da mágoa que vivi com o Ele, o facto de ele dizer que me amava, mas nunca responder, o facto de estarmos em dois países diferentes e mal falarmos...

 

Isto da mini-discussão foi no domingo à noite. Na segunda-feira, passei o dia todo a pensar no meu avô. E no half-french. E no fim-de-semana espetacular que tinha tido, antes disso tudo. Não posso falar disso aqui por razões de anonimato, mas a pessoa em questão, sabe que é especial na vida de todas nós . Adorei estar envolvida na preparação esta surpresa! :D

 

Entretanto, decidi abandonar as mágoas do passado. Decidi que, apesar do que vivi com o Ele, não posso deixar que isso se repercuta em todas as minhas futuras relações. 

 

Decidi que tinha que deixar ir. Tinha que abandonar todas as expectativas que poderia colocar nos outros. Eu basto-me, e não preciso de outro alguém para me completar. Eu já sou completa.

 

Passei a semana toda a meditar nesta nova resolução. De me completar a mim própria, e de deixar de meter esse peso, o de me fazer feliz, nos ombros de outra pessoa. Falei com a minha mãe em vídeo-chamada todos os dias, ela estava triste, muito triste, com a morte do pai. E eu com a morte do meu avô. Vivi uma das piores semanas da minha vida. E quando quase me tentaram roubar o telemóvel, percebi que estava a passar por uma transformação interna importante, mas que estava a emitir demasiadas energias negativas enquanto o fazia. 

 

Tinha que reverter esta situação. Nessa noite cheguei a casa a tremer, em pânico.

 

"preciso de energias positivas, preciso que algo de bom me aconteça!" pensava, em loop.

 

No dia seguinte, do nada, o half-frencch enviou-me uma mensagem, a perguntar como estava. Ele deu-me outra oportunidade, e decidi fazer o mesmo. Respondi, combinámos encontro para dar um passeio no bois de Boulogne. Estava bom tempo, como na semana anterior.

 

Passámos por casa dele, ele fez o almoço. Massa com espinafres e um "bife" vegetariano. Ele é vegetariano, eu estou em transição por período indeterminado, mas sei que vou acabar por enveredar só por esse tipo de alimentação... estou farta de comer outros seres vivos... mas preciso de tempo para mudar.

 

Ficámos no sofá dele a dar beijinhos e depois ele acompanhou-me até ao metro. Fui jantar com uns amigos portugueses daqui. 

 

Gostei de voltar a estar com ele. E decidi deixar de ser parva e parar de esperar que sejam os outros a fazer-me feliz. Enquanto estiver à espera de outro alguém para ser feliz, nunca vou conseguir descobrir a felicidade que é amar-me e bastar-me a mim própria.

 

 

22
Nov19

Half-french kiss.

Hoje vem aí história...

 

Então é assim... decidi voltar para o Tinder a ver se caço alguma coisa de jeito com uma pila boa e ver se esqueço a Loira. Não porque ache que deva a todo custo matar o meu Panda baby de 3 meses e alguns dias (yeay! parabéns Panda!) Mas, porque estou, genuinamente, com saudades de levar com uma boa pila nesta passareca escancarada.

 

Não sei como consegui este feito, mas consegui fazer match com alguns rapazes bem gatos... alguns só queriam sexo assim de caras, outros são mais discretos. Optei por continuar a falar com os mais discretos...

 

Um deles destacou-se, pele clarinha, mas olhos castanhões e cabelo escurinho com caracóis... estão a ver aqueles moços encaracolados que deixam a parte de cima mais comprida que o resto e ficam com aquele caracol maroto ali a cair na testa, ligeiramente para o lado?? I-LO-VE-IT!

 

Então começámos a falar no Tinder e marcámos encontro por lá... conversa in french sempre muito interessante. Gostei imenso de falar com ele. Encontrámo-nos na semana passada em Pigalle. E fomos a um bar numa ruazinha estreitinha perdida no quartier.

 

Sei que estou a escrever isto muito telegraficamente... mas acho que já começam a saber como correm estes dates... o moço encomenda uma garrafa de vinho, eu começo a ficar ligeiramente pouco sóbria, começo a falar muito e a rir alto, e ele também... eis que decidimos sair do bar e ele queria ficar ali a passear pela zona... eu achei que estávamos num território demasiado próximo do meu apartamento e disse-lhe "vamos apanhar o metro e sair numa estação qualquer!". Ele não queria. Insisti. E lá fomos. 

 

Saímos numa estação que fica perto de um jardim conhecido... mas os jardins aqui fecham à noite... então andámos a dar voltas à parte de fora do jardim.

 

Beijámo-nos. E curtimos, muito. Aquilo é que foi dar french-kisses a torto e a direito. Para quem não sabe um french-kiss é um linguado. Muita língua, muita baba, muito tesão. 

 

Estava um briol do caralho.

 

Todos encasacados, admito, não é a mesma cena escaldante que vivi nas minhas aventuras de Verão. No Inverno há muito mais roupa para gerir... é cachecol enorme a tapar o pescoço, é gorro na toina, é luvas, é casacão enorme até aos joelhos... resumidamente, não dá para dar uns bons apalpanços nos glúteos nem umas mordidelas no pescoço! Menos mal, consegui agarrá-lo pelos caracóis sexys! 

 

Ali no meio daquela cena toda... Eis que o moço se mete a falar português fluente comigo. Do nada. Assim, como quem não quer a coisa. Fiquei sem reação, nem sabia em que língua lhe responder, será que era só a minha imaginação? 

 

Não. O moço falava extremamente bem português. Perguntei de onde é que vinha aquilo agora, ali, sem aviso. 

Ele riu-se e disse-me que era filho de portugueses. Nasceu em França, mas sempre falou português e francês... Fiquei 😃😃😃 toda contente. 

 

Sem saber dei um french kiss a um half french 😂

 

Beijo na bunda! 💋

 

 

 

 

19
Nov19

7. Traição.

Há cerca de 5 anos atrás, estava em Portugal, na parte de trás de uma carrinha a beijar um gajo que tinha namorada.

 

Ele disse-me: "De certeza que queres emigrar? Que pena ires para França. Teria deixado a (inserir nome da namorada) para ficar contigo."

 

Eu olhei para ele. 

 

Ele olhou para mim. 

 

Fui embora.

 

 Não fizemos mais nada. 

 

Hoje, meteu foto a festejar 9 anos de relação com essa rapariga. E a frase "amo-te mais do que tudo".

 

Ainda bem que não fiquei por ele.

 

03
Nov19

Cabelos louros.

Hoje estou aqui contigo. Só hoje. 

Despida. Crua. 

Deixarei o arrependimento para amanhã.

Hoje são esses cabelos louros, aqui. 

Imagino-os a tocar a minha pele, ao de leve, 

A cair por cima do meu pescoço,

Enquanto me beijas. Na boca. Na testa. Por detrás das orelhas. 

Imagino-te a olhares para mim, 

E a veres para lá da minha alma, 

Como tenho sentido que já o fazes, 

Sem te aperceberes do poder que tens sobre mim.

Vais aparecendo, e desaparecendo, 

Como que por magia, 

Como se por vezes quisesse que venhas, 

E outras vezes preferisse que ficasses bem longe.

Sinto-te tocar-me, as tuas mãos nas minhas, essa pele tão suave e lisa, 

E outra vez, esses cabelos louros,

Compridos, 

Entre as minhas coxas.

Sem arrependimentos. Hoje não. 

Se tudo não passar de um sonho, 

De um desejo impossível de realizar, 

De uma vontade inacabada... 

Vou em frente. Arrependimentos só amanhã. 

Gostaria de ser a tua princesa, 

Pelo menos durante uma noite. Um mero instante imortal. 

Numa noite infinitamente longa, sem questões, sem dúvidas, sem comos nem porquês, 

Em que um segundo contigo, 

Duraria para a eternidade... 

Faria de ti a minha rainha.

Hoje estou aqui contigo. Só me arrependo amanhã. 

Bem-vindos ao meu diário, um lugar seguro onde podemos falar sobre tudo. Já comentaram hoje? Bisou, da vossa dESarrumada.

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