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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

02
Dez19

8. Que baste.

Tivemos um primeiro date perfeito.

 

Tivemos um segundo date perfeito - jantar num restaurante asiático (quem aqui também adora um bom Ramen???), ali no quartier da Ópera de Paris. Depois fomos dar uma volta de metro. Ele acompanhou-me a casa e beijou-me quando chegámos à porta.

 

Foi tudo tão bonito.

 

Mas entretanto na sexta-feira (há mais de uma semana atrás) mandei-lhe uma mensagem a dizer que fazia 5 anos em França. A resposta dele foi fria.

 

Muito fria.

 

Eu respondi sendo simpática. Ele não voltou a responder mais, até ao domingo à noite. Dia em que recebi a notícia da morte do meu avô. Estava triste, muito triste.

 

A mensagem dele dizia: "quando estás livre esta semana?"

 

Passei-me.

 

Decidi aceitar os danos colaterais da mensagem que estava prestes a mandar.

 

"Desculpa, gostava de voltar a estar contigo. Mas isto de ficar dias e dias sem falar não é para mim. Preciso de mais."

 

Às vezes com a precipitação dizemos e fazemos coisas que mais tarde nos arrependemos. E este tipo de atitudes que tenho, de cabeça quente, são fruto da imensa falta de auto-estima que tenho por mim própria...

 

Ele respondeu: "não gosto de enviar mensagens, que queres que te diga?"

 

Passei-me. Detesto este tipo de respostas passivo-agressivas. Mas, provavelmente, ele respondeu assim porque se sentiu atacado por mim. 

 

Trocámos mais uma ou duas mensagens, eu desejei-lhe boa continuação. Ele disse-me que estava a exagerar e que eu queria que ele agisse comigo como se já estivéssemos a namorar, algo que não estávamos. 

 

Eu disse-lhe que só queria uma resposta às minhas sms. Mas que também não lhe estava a pedir para casarmos no dia seguinte.

 

Ele parou de responder. Senti-me parva. Mas decidi aceitar os danos colaterais da minha decisão precipitada. Que era nunca mais nos voltarmos a falar. Por uma estupidez.

 

Apercebi-me que não me fazia assim tanta diferença se ele saia ou não da minha vida. Afinal, tínhamos acabado de nos conhecer... não consegui perceber o porquê da minha "raiva" por ele não responder às mensagens... O Half-French tem um defeito, ele preenche demasiados items da minha lista de "rapaz perfeito" e acho que é isso que me deixa parva. Não sei lidar quando conheço um rapaz que pode ser "o tal"... e quero tudo muito rápido, para ontem.

 

Penso que ainda guardo cá dentro muita da mágoa que vivi com o Ele, o facto de ele dizer que me amava, mas nunca responder, o facto de estarmos em dois países diferentes e mal falarmos...

 

Isto da mini-discussão foi no domingo à noite. Na segunda-feira, passei o dia todo a pensar no meu avô. E no half-french. E no fim-de-semana espetacular que tinha tido, antes disso tudo. Não posso falar disso aqui por razões de anonimato, mas a pessoa em questão, sabe que é especial na vida de todas nós . Adorei estar envolvida na preparação esta surpresa! :D

 

Entretanto, decidi abandonar as mágoas do passado. Decidi que, apesar do que vivi com o Ele, não posso deixar que isso se repercuta em todas as minhas futuras relações. 

 

Decidi que tinha que deixar ir. Tinha que abandonar todas as expectativas que poderia colocar nos outros. Eu basto-me, e não preciso de outro alguém para me completar. Eu já sou completa.

 

Passei a semana toda a meditar nesta nova resolução. De me completar a mim própria, e de deixar de meter esse peso, o de me fazer feliz, nos ombros de outra pessoa. Falei com a minha mãe em vídeo-chamada todos os dias, ela estava triste, muito triste, com a morte do pai. E eu com a morte do meu avô. Vivi uma das piores semanas da minha vida. E quando quase me tentaram roubar o telemóvel, percebi que estava a passar por uma transformação interna importante, mas que estava a emitir demasiadas energias negativas enquanto o fazia. 

 

Tinha que reverter esta situação. Nessa noite cheguei a casa a tremer, em pânico.

 

"preciso de energias positivas, preciso que algo de bom me aconteça!" pensava, em loop.

 

No dia seguinte, do nada, o half-frencch enviou-me uma mensagem, a perguntar como estava. Ele deu-me outra oportunidade, e decidi fazer o mesmo. Respondi, combinámos encontro para dar um passeio no bois de Boulogne. Estava bom tempo, como na semana anterior.

 

Passámos por casa dele, ele fez o almoço. Massa com espinafres e um "bife" vegetariano. Ele é vegetariano, eu estou em transição por período indeterminado, mas sei que vou acabar por enveredar só por esse tipo de alimentação... estou farta de comer outros seres vivos... mas preciso de tempo para mudar.

 

Ficámos no sofá dele a dar beijinhos e depois ele acompanhou-me até ao metro. Fui jantar com uns amigos portugueses daqui. 

 

Gostei de voltar a estar com ele. E decidi deixar de ser parva e parar de esperar que sejam os outros a fazer-me feliz. Enquanto estiver à espera de outro alguém para ser feliz, nunca vou conseguir descobrir a felicidade que é amar-me e bastar-me a mim própria.

 

 

22
Nov19

Half-french kiss.

Hoje vem aí história...

 

Então é assim... decidi voltar para o Tinder a ver se caço alguma coisa de jeito com uma pila boa e ver se esqueço a Loira. Não porque ache que deva a todo custo matar o meu Panda baby de 3 meses e alguns dias (yeay! parabéns Panda!) Mas, porque estou, genuinamente, com saudades de levar com uma boa pila nesta passareca escancarada.

 

Não sei como consegui este feito, mas consegui fazer match com alguns rapazes bem gatos... alguns só queriam sexo assim de caras, outros são mais discretos. Optei por continuar a falar com os mais discretos...

 

Um deles destacou-se, pele clarinha, mas olhos castanhões e cabelo escurinho com caracóis... estão a ver aqueles moços encaracolados que deixam a parte de cima mais comprida que o resto e ficam com aquele caracol maroto ali a cair na testa, ligeiramente para o lado?? I-LO-VE-IT!

 

Então começámos a falar no Tinder e marcámos encontro por lá... conversa in french sempre muito interessante. Gostei imenso de falar com ele. Encontrámo-nos na semana passada em Pigalle. E fomos a um bar numa ruazinha estreitinha perdida no quartier.

 

Sei que estou a escrever isto muito telegraficamente... mas acho que já começam a saber como correm estes dates... o moço encomenda uma garrafa de vinho, eu começo a ficar ligeiramente pouco sóbria, começo a falar muito e a rir alto, e ele também... eis que decidimos sair do bar e ele queria ficar ali a passear pela zona... eu achei que estávamos num território demasiado próximo do meu apartamento e disse-lhe "vamos apanhar o metro e sair numa estação qualquer!". Ele não queria. Insisti. E lá fomos. 

 

Saímos numa estação que fica perto de um jardim conhecido... mas os jardins aqui fecham à noite... então andámos a dar voltas à parte de fora do jardim.

 

Beijámo-nos. E curtimos, muito. Aquilo é que foi dar french-kisses a torto e a direito. Para quem não sabe um french-kiss é um linguado. Muita língua, muita baba, muito tesão. 

 

Estava um briol do caralho.

 

Todos encasacados, admito, não é a mesma cena escaldante que vivi nas minhas aventuras de Verão. No Inverno há muito mais roupa para gerir... é cachecol enorme a tapar o pescoço, é gorro na toina, é luvas, é casacão enorme até aos joelhos... resumidamente, não dá para dar uns bons apalpanços nos glúteos nem umas mordidelas no pescoço! Menos mal, consegui agarrá-lo pelos caracóis sexys! 

 

Ali no meio daquela cena toda... Eis que o moço se mete a falar português fluente comigo. Do nada. Assim, como quem não quer a coisa. Fiquei sem reação, nem sabia em que língua lhe responder, será que era só a minha imaginação? 

 

Não. O moço falava extremamente bem português. Perguntei de onde é que vinha aquilo agora, ali, sem aviso. 

Ele riu-se e disse-me que era filho de portugueses. Nasceu em França, mas sempre falou português e francês... Fiquei 😃😃😃 toda contente. 

 

Sem saber dei um french kiss a um half french 😂

 

Beijo na bunda! 💋

 

 

 

 

19
Nov19

7. Traição.

Há cerca de 5 anos atrás, estava em Portugal, na parte de trás de uma carrinha a beijar um gajo que tinha namorada.

 

Ele disse-me: "De certeza que queres emigrar? Que pena ires para França. Teria deixado a (inserir nome da namorada) para ficar contigo."

 

Eu olhei para ele. 

 

Ele olhou para mim. 

 

Fui embora.

 

 Não fizemos mais nada. 

 

Hoje, meteu foto a festejar 9 anos de relação com essa rapariga. E a frase "amo-te mais do que tudo".

 

Ainda bem que não fiquei por ele.

 

03
Nov19

Cabelos louros.

Hoje estou aqui contigo. Só hoje. 

Despida. Crua. 

Deixarei o arrependimento para amanhã.

Hoje são esses cabelos louros, aqui. 

Imagino-os a tocar a minha pele, ao de leve, 

A cair por cima do meu pescoço,

Enquanto me beijas. Na boca. Na testa. Por detrás das orelhas. 

Imagino-te a olhares para mim, 

E a veres para lá da minha alma, 

Como tenho sentido que já o fazes, 

Sem te aperceberes do poder que tens sobre mim.

Vais aparecendo, e desaparecendo, 

Como que por magia, 

Como se por vezes quisesse que venhas, 

E outras vezes preferisse que ficasses bem longe.

Sinto-te tocar-me, as tuas mãos nas minhas, essa pele tão suave e lisa, 

E outra vez, esses cabelos louros,

Compridos, 

Entre as minhas coxas.

Sem arrependimentos. Hoje não. 

Se tudo não passar de um sonho, 

De um desejo impossível de realizar, 

De uma vontade inacabada... 

Vou em frente. Arrependimentos só amanhã. 

Gostaria de ser a tua princesa, 

Pelo menos durante uma noite. Um mero instante imortal. 

Numa noite infinitamente longa, sem questões, sem dúvidas, sem comos nem porquês, 

Em que um segundo contigo, 

Duraria para a eternidade... 

Faria de ti a minha rainha.

Hoje estou aqui contigo. Só me arrependo amanhã. 

20
Set19

Desafio de escrita dos pássaros #2 Amor e um estalo.

O texto de hoje vai ser simples. O tema é: Amor e um estalo. Amor, só assim, simplesmente, parece-me bem. E... um estalo?

 

Sei que o historial dos meus textos poderia levar-me aqui a dissertar sobre o porquê de um estalo durante o Amor, se for bem dado, saber tão bem. Mas a palavra estalo não me soa bem. Neste contexto de escrita "à la desarrumada" poderíamos encontrar uma palmada, uma nalgada, um tapa na bunda.... Mas estalo? Estalo parece-me tão... violento.

 

Admito... estalo faz-me pensar em violência doméstica. E violência doméstica faz-me pensar que, só este ano, em França, já morreram 101 mulheres pelas mãos dos seus companheiros. Dados recenseados até ao dia 3 de Setembro. Se calhar hoje o número já aumentou.

 

Tudo isto para dizer que a palavra estalo me fez pensar nesta realidade tão dura para algumas mulheres.

 

E algumas pessoas perguntam: mas porque é que ela não foi embora?

 

Isso serão episódios de um próximo capítulo...

 

 

08
Jul19

O lado negro das aplicações de encontros.

Aplicações de encontros. Tornam tudo mais fácil e acessível. 

 

Estou sozinha no fim--de-semana? No worries, vamos lá ver quem está online.

 

Vontade de ir beber um copo, ir ao cinema, ter relações sexuais? No worries, vamos lá escolher aqui um moço qualquer e passar algum tempo com ele.

 

Não me queixo. Afinal, sem as aplicações de encontros eu não teria conhecido quase nenhum ser do sexo masculino nos últimos 4 anos e meio. Para mim estas aplicações são nada mais, nada menos, do que "facilitadores de encontros". E relativamente a esse aspecto resultam e bem.

 

O que me anda a dar a volta à cabeça é que é extremamente fácil cair-se ne tentação de tratar o ser humano como descartável... largar tudo e desatar a correr à mínima dificuldade... "Ah e tal, se não resulta com este , é porque deve haver um melhor ao virar da esquina".

 

E quando damos por nós estamos perdidos no loop sem fim das aplicações de encontros. Cujo objectivo é manter-nos viciados naquilo... afinal, sejamos sinceros, se pudessemos encontrar o amor nas ditas aplicações, eles ficavam sem trabalho, certo? E a sua utilidade ficava ameaçada...

 

Escrevo este post porque ando com um dilema recente na minha vida.

 

sacre-coeur-paris.jpg

 

Há cerca de uma semana, na sexta-feira dia 28, comecei a sair com um rapaz chamado Gui.

 

O Gui corresponde a tudo que eu possa ter incluído na minha check-list de futilidades... tem cabelo castanho, olhos castanhos, é mais alto do que eu, pratica desporto, cuida de si próprio, veste bem, tem um bom emprego, tem um apartamento no centro de Paris, vem de uma boa família... O Gui não pressiona para fazer sexo, sabe esperar... com ele bati um novo record pessoal: 3 dates sem fazer sexo! Eu até festejava isto... se não tivesse vergonha do que acabei de escrever.  

 

Só para verem como tem sido perfeito... um dos nossos dates consistiu em encontrarmo-nos depois do trabalho (ele também trabalha até tarde), comer um gelado na Amorino que fica ao lado da basílica do Sacré-Coeur e ir para o jardim das escadas, às 22h da noite, beijarmo-nos que nem uns adolescentes deitados na relva, até à meia noite... Foi grande momento na minha  vida, que recordarei com carinho... E mais, já não me lembrava da última vez que tinha beijado um rapaz durante tanto tempo, sem acabar a noite com a pila dele na minha boca - ou noutro orifício do meu corpo.

 

Sendo que o Gui tem tantas qualidades, porque é que estou a escrever isto? Porque o Gui tem um defeito. Mas que não é culpa dele. Esse "defeito" é que há gajos bem mais giros que ele no Tinder. Ou no Happen. Ou no Once. Ou mesmo no metro. Ou no ginásio. Há gajos giros, e que poderiam fazer muito mais o "meu estilo", por todo o lado. E isto é um problema para mim... Há demasiada escolha. Fico sempre com aquela sensação de que "posso arranjar melhor"... e ao mesmo tempo penso "não sejas convencida, se calhar ele é o melhor que consegues". E isto é mau. Muito mau. Esta cena de valorizar as pessoas consoante a sua aparência física é horrível... Tanto para a minha auto-estima como para a percepção que tenho da dele... que é um rapaz extremamente simpático e que, para já, não tenho nem um único defeito a apontar.

 

Só consigo culpar as aplicações de encontros por esta sensação de "há mais peixe no mar". Demasiado peixe. Paletes e paletes de peixe. Haja paciência para lidar com isto... Conselhos? Já vos aconteceu saírem com alguém que preenche todos os requisitos, mas mesmo assim, sentirem que "falta algo" e que deviam continuar à procura? 

 

Beijo na bunda! 

12
Jun19

Updates dos dates.

O Panda morreu. Isso já vocês sabem... Por isso é assim meus caros, esta vida não tem sido para fracos. Já dizia o outro "a vida é dura para quem é mole", e eu andei 4 anos e meio a ser mole. Morar numa cidade desta dimensão aumenta a velocidade da vida a 200% e eu ainda nem sei a quantas ando. 

 

Digamos que na sexta-feira tive o tal date com o Momô de que vos falei aqui. Bistrot parisiense... mesinha e cadeirinhas típicas... pedi um rosé... vinho e mais vinho! Nunca bebi tanto vinho como o que tenho bebido nesta cidade... adoro esta vibe de Paris! Ando basicamente bêbada 4 dias por semana   mas talvez isto acalme com o tempo... a ver vamos. Voltando ao date, foi muito giro e tal, o moço tem boa conversa e é alto gato.

 

bistrot paris.jpg

 

Imaginem um moço bronzeado, olhos verdes,  barba de 3 dias, nariz partido (que em vez de o deixar com a cara desfigurada só acrescentou charme), roupa de trabalho, como quem diz camisa azul clara e uma calças vincadas, sapatinho envernizado... oh céus! Só o Deus-da-foda, e eu, sabemos o esforço sobre-humano que eu fiz para não lhe saltar para cima ali naquela mesa redonda minúscula... lembrem-se, aqui o Panda ainda estava vivo, e bem vivo!!! O que deixava a minha patarreca a pulsar de agonia cada vez que um jeitoso passava à minha frente... ninguém aguenta, aqui a oferta é diversificada e abundante. Paletes!!! ouçam o que vos digo! paletes de gajos a passar por mim na rua com aquele ar de quem se acha uma tablete da Milka prontinha a ser comida por mim!!!!

 

Era para ir ter com ele às 19h30, mas tive um imprevisto com o meu último doente e só consegui chegar 1hora depois!!! Eu pensava que ele não ia esperar tanto... mas esperou. Até mandou mensagem a dizer "demora o tempo que quiseres, eu e a minha cerveja - provavelmente vazia - estaremos aqui à tua espera".

 

Tão cavalheiro. Tão charmoso.

 

Acabei, eventualmente, por comparecer ao date. Toda desgrenhada de ter ido a andar depressa desde o trabalho para ir ter com ele... minto!!!! Eu fui é nas calmas como já me é tão característico... desgrenhada já é o meu estado natural com esta juba que trago na cabeça. Mas andar depressa??? never! jamé!

 

Cheguei, ficámos na converseta. No final sugeriu irmos comer, eu disse que não, que tinha comida em casa, depois ficámos a falar mais um bocado... e mais... e mais... entretanto ficou tarde, quem estava esgalgada de fome era eu e sugeri comermos algo rápido num sítio qualquer. Desta feita foi a vez dele de dizer que não, que já era tarde e que os colegas de casa se deitavam cedo e que ele precisava que eles lhe abrissem a porta porque está a morar com eles temporariamente e não tem chave...

 

Fomos para o metro. Ainda estivemos juntos na mesma carruagem durante 3 estações, quando chegou a minha estação ele despediu-se de mim com uma mão no ombro e dois beijos bem repenicados na cara. Fui embora, com um sorriso parvo na cara e aquela sensação de estar a andar em cima de nuvens. E aqui o Panda ainda estava vivo...

25
Mai19

Para mim esta publicidade já ganhou o prémio da melhor do mundo.

Existem Oscars para publicidades? Se houver eu quero que esta ganhe um... e se forem uns apaixonados por Edith Piaf como eu (ando a passar por uma fase de vício com esta cantora...) não se esqueçam do pacote de lenços... Não digam que não avisei 😢 música: L'hymne à l'amour. 

 

 

Beijo choramingão, na bunda 💋

 

25
Mai19

Aplicações de encontros, a saga.

Como sabem estou a fazer um jejum. Mas isso não me impede de ir falando com moços diversos, espalhados por esse mundo fora.

 

Quando fui a Paris em Março, ainda tinha o Tinder instalado no telemóvel, e decidi fazer match com uns quantos gajos por lá "para ir apalpando terreno". 

 

Fiz match com uns quantos rapazes, mas só 1 perdurou no tempo. Foi um rapaz que começou logo a falar-me de chocolate e isso atraiu a minha atenção. 

 

Ele não descobriu sozinho. Eu falo desse vício no meu perfil. Só que, são tão poucos os rapazes que realmente lêem o perfil e falam sobre isso. A maior parte começa com um "Coucou, ça va ?" o nosso equivalente de "Olá, está tudo bem?"... Boring...

 

Neste mundo dos encontros digitais a originalidade conta bastante e se nós ficamos pelos básicos, nunca saímos da cepa torta e do mundo do ghosting. 

 

Apesar de ele ter falado de chocolate não respondi. Andava ocupada a falar com outros e com a minha vida, mas ele voltou à carga. Segunda vez. Quando o gajo insiste já é uns quantos pontos de bónus para ele, porque se não o fizerem muitos caem no vortex do esquecimento (quando se é gaja no mundo online, há muitos cães a um osso, só os mais insistentes, sem ser chatos, conseguem. Os que são chatos levam block #sorrynotsorry). 

 

Respondi. E falamos desde então com algumas pausas de 2 ou 3 dias. Às vezes uma semana de pausa. Mas está tudo bem. Quando fui a Portugal deixei de lhe responder no Tinder e o gajo deve ter entrado em pânico porque enviou umas quantas mensagens a perguntar se estava a correr tudo bem, se estava a gostar. Só respondi uma semana depois de ter chegado a França. 

 

O moço mandou logo mensagem, a dar o número dele. Muito ao estilo "deixo-te aqui o meu número, faz o que quiseres com ele"... Eu respondi: "mando-te mensagem amanhã". Mas só mandei ao final do dia, porque era domingo e tinha mais que fazer... Aí a decisão do Panda de Ouro já estava a mandar bitaites na minha mente. E ela veio, devagarinho. E com ela o desespero foi-se.

 

Entretanto mandei mensagem a este moço no telemóvel e desde aí que temos falado regularmente. Sem nunca responder logo... Demoro o tempo que tiver que demorar.

 

Ele chama-se Morgan, mas a partir de agora vou chamar Momô. Podem achar o que quiserem, mas se a Rita Pereira pode chamar o filho de Lonô, eu também posso chamar um gajo quase imaginário de Momô, se me apetecer.

 

Eis que ele começou com umas cenas no trabalho, foi até ao sul de França a um seminário, foi até Veneza e recentemente à Croácia em trabalho. Não sei o que faz, mas farta-se de viajar com o work. E num dos dias, um dos poucos em que eu estava a responder logo, ele deixou de responder.

 

"Pronto, mais um que mal eu dou mais atenção... vai c'os porcos".

 

Não sei que fenómeno é este, mas parece que os homens quanto mais se sentem ignorados, mais andam atrás. Quando começamos a dar muita atenção esfumam-se no ar.

 

Não liguei. Após 3 dias sem responder considerei um ghost e segui com a minha vida. 

 

Hoje, uma semana depois, enviou sms de novo. A dizer que teve que voltar a Veneza, que não conseguiu responder porque tinha muita coisa para gerir... Que a chefe dele programou tudo à última da hora e que ele teve que tratar de muita coisa, etc, etc. Até se desculpou por ter ficado tanto tempo sem responder... 

 

Fiquei sem saber o que responder... Mas estou numa de daqui a umas horas dizer "han? nem tinha dado conta que se passou tanto tempo entre mensagens" 😂

 

Antes tudo era um stress neste mundo dos encontros, aplicações e cenas. Agora sinto que encaro como um jogo, quase um passatempo. Não creio que uma relação séria possa sair deste mundo, por isso, vou aproveitando como posso, sem stress. 

 

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