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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

08
Jul19

O lado negro das aplicações de encontros.

Aplicações de encontros. Tornam tudo mais fácil e acessível. 

 

Estou sozinha no fim--de-semana? No worries, vamos lá ver quem está online.

 

Vontade de ir beber um copo, ir ao cinema, ter relações sexuais? No worries, vamos lá escolher aqui um moço qualquer e passar algum tempo com ele.

 

Não me queixo. Afinal, sem as aplicações de encontros eu não teria conhecido quase nenhum ser do sexo masculino nos últimos 4 anos e meio. Para mim estas aplicações são nada mais, nada menos, do que "facilitadores de encontros". E relativamente a esse aspecto resultam e bem.

 

O que me anda a dar a volta à cabeça é que é extremamente fácil cair-se ne tentação de tratar o ser humano como descartável... largar tudo e desatar a correr à mínima dificuldade... "Ah e tal, se não resulta com este , é porque deve haver um melhor ao virar da esquina".

 

E quando damos por nós estamos perdidos no loop sem fim das aplicações de encontros. Cujo objectivo é manter-nos viciados naquilo... afinal, sejamos sinceros, se pudessemos encontrar o amor nas ditas aplicações, eles ficavam sem trabalho, certo? E a sua utilidade ficava ameaçada...

 

Escrevo este post porque ando com um dilema recente na minha vida.

 

sacre-coeur-paris.jpg

 

Há cerca de uma semana, na sexta-feira dia 28, comecei a sair com um rapaz chamado Gui.

 

O Gui corresponde a tudo que eu possa ter incluído na minha check-list de futilidades... tem cabelo castanho, olhos castanhos, é mais alto do que eu, pratica desporto, cuida de si próprio, veste bem, tem um bom emprego, tem um apartamento no centro de Paris, vem de uma boa família... O Gui não pressiona para fazer sexo, sabe esperar... com ele bati um novo record pessoal: 3 dates sem fazer sexo! Eu até festejava isto... se não tivesse vergonha do que acabei de escrever.  

 

Só para verem como tem sido perfeito... um dos nossos dates consistiu em encontrarmo-nos depois do trabalho (ele também trabalha até tarde), comer um gelado na Amorino que fica ao lado da basílica do Sacré-Coeur e ir para o jardim das escadas, às 22h da noite, beijarmo-nos que nem uns adolescentes deitados na relva, até à meia noite... Foi grande momento na minha  vida, que recordarei com carinho... E mais, já não me lembrava da última vez que tinha beijado um rapaz durante tanto tempo, sem acabar a noite com a pila dele na minha boca - ou noutro orifício do meu corpo.

 

Sendo que o Gui tem tantas qualidades, porque é que estou a escrever isto? Porque o Gui tem um defeito. Mas que não é culpa dele. Esse "defeito" é que há gajos bem mais giros que ele no Tinder. Ou no Happen. Ou no Once. Ou mesmo no metro. Ou no ginásio. Há gajos giros, e que poderiam fazer muito mais o "meu estilo", por todo o lado. E isto é um problema para mim... Há demasiada escolha. Fico sempre com aquela sensação de que "posso arranjar melhor"... e ao mesmo tempo penso "não sejas convencida, se calhar ele é o melhor que consegues". E isto é mau. Muito mau. Esta cena de valorizar as pessoas consoante a sua aparência física é horrível... Tanto para a minha auto-estima como para a percepção que tenho da dele... que é um rapaz extremamente simpático e que, para já, não tenho nem um único defeito a apontar.

 

Só consigo culpar as aplicações de encontros por esta sensação de "há mais peixe no mar". Demasiado peixe. Paletes e paletes de peixe. Haja paciência para lidar com isto... Conselhos? Já vos aconteceu saírem com alguém que preenche todos os requisitos, mas mesmo assim, sentirem que "falta algo" e que deviam continuar à procura? 

 

Beijo na bunda! 

12
Jun19

Updates dos dates.

O Panda morreu. Isso já vocês sabem... Por isso é assim meus caros, esta vida não tem sido para fracos. Já dizia o outro "a vida é dura para quem é mole", e eu andei 4 anos e meio a ser mole. Morar numa cidade desta dimensão aumenta a velocidade da vida a 200% e eu ainda nem sei a quantas ando. 

 

Digamos que na sexta-feira tive o tal date com o Momô de que vos falei aqui. Bistrot parisiense... mesinha e cadeirinhas típicas... pedi um rosé... vinho e mais vinho! Nunca bebi tanto vinho como o que tenho bebido nesta cidade... adoro esta vibe de Paris! Ando basicamente bêbada 4 dias por semana   mas talvez isto acalme com o tempo... a ver vamos. Voltando ao date, foi muito giro e tal, o moço tem boa conversa e é alto gato.

 

bistrot paris.jpg

 

Imaginem um moço bronzeado, olhos verdes,  barba de 3 dias, nariz partido (que em vez de o deixar com a cara desfigurada só acrescentou charme), roupa de trabalho, como quem diz camisa azul clara e uma calças vincadas, sapatinho envernizado... oh céus! Só o Deus-da-foda, e eu, sabemos o esforço sobre-humano que eu fiz para não lhe saltar para cima ali naquela mesa redonda minúscula... lembrem-se, aqui o Panda ainda estava vivo, e bem vivo!!! O que deixava a minha patarreca a pulsar de agonia cada vez que um jeitoso passava à minha frente... ninguém aguenta, aqui a oferta é diversificada e abundante. Paletes!!! ouçam o que vos digo! paletes de gajos a passar por mim na rua com aquele ar de quem se acha uma tablete da Milka prontinha a ser comida por mim!!!!

 

Era para ir ter com ele às 19h30, mas tive um imprevisto com o meu último doente e só consegui chegar 1hora depois!!! Eu pensava que ele não ia esperar tanto... mas esperou. Até mandou mensagem a dizer "demora o tempo que quiseres, eu e a minha cerveja - provavelmente vazia - estaremos aqui à tua espera".

 

Tão cavalheiro. Tão charmoso.

 

Acabei, eventualmente, por comparecer ao date. Toda desgrenhada de ter ido a andar depressa desde o trabalho para ir ter com ele... minto!!!! Eu fui é nas calmas como já me é tão característico... desgrenhada já é o meu estado natural com esta juba que trago na cabeça. Mas andar depressa??? never! jamé!

 

Cheguei, ficámos na converseta. No final sugeriu irmos comer, eu disse que não, que tinha comida em casa, depois ficámos a falar mais um bocado... e mais... e mais... entretanto ficou tarde, quem estava esgalgada de fome era eu e sugeri comermos algo rápido num sítio qualquer. Desta feita foi a vez dele de dizer que não, que já era tarde e que os colegas de casa se deitavam cedo e que ele precisava que eles lhe abrissem a porta porque está a morar com eles temporariamente e não tem chave...

 

Fomos para o metro. Ainda estivemos juntos na mesma carruagem durante 3 estações, quando chegou a minha estação ele despediu-se de mim com uma mão no ombro e dois beijos bem repenicados na cara. Fui embora, com um sorriso parvo na cara e aquela sensação de estar a andar em cima de nuvens. E aqui o Panda ainda estava vivo...

25
Mai19

Para mim esta publicidade já ganhou o prémio da melhor do mundo.

Existem Oscars para publicidades? Se houver eu quero que esta ganhe um... e se forem uns apaixonados por Edith Piaf como eu (ando a passar por uma fase de vício com esta cantora...) não se esqueçam do pacote de lenços... Não digam que não avisei 😢 música: L'hymne à l'amour. 

 

 

Beijo choramingão, na bunda 💋

 

25
Mai19

Aplicações de encontros, a saga.

Como sabem estou a fazer um jejum. Mas isso não me impede de ir falando com moços diversos, espalhados por esse mundo fora.

 

Quando fui a Paris em Março, ainda tinha o Tinder instalado no telemóvel, e decidi fazer match com uns quantos gajos por lá "para ir apalpando terreno". 

 

Fiz match com uns quantos rapazes, mas só 1 perdurou no tempo. Foi um rapaz que começou logo a falar-me de chocolate e isso atraiu a minha atenção. 

 

Ele não descobriu sozinho. Eu falo desse vício no meu perfil. Só que, são tão poucos os rapazes que realmente lêem o perfil e falam sobre isso. A maior parte começa com um "Coucou, ça va ?" o nosso equivalente de "Olá, está tudo bem?"... Boring...

 

Neste mundo dos encontros digitais a originalidade conta bastante e se nós ficamos pelos básicos, nunca saímos da cepa torta e do mundo do ghosting. 

 

Apesar de ele ter falado de chocolate não respondi. Andava ocupada a falar com outros e com a minha vida, mas ele voltou à carga. Segunda vez. Quando o gajo insiste já é uns quantos pontos de bónus para ele, porque se não o fizerem muitos caem no vortex do esquecimento (quando se é gaja no mundo online, há muitos cães a um osso, só os mais insistentes, sem ser chatos, conseguem. Os que são chatos levam block #sorrynotsorry). 

 

Respondi. E falamos desde então com algumas pausas de 2 ou 3 dias. Às vezes uma semana de pausa. Mas está tudo bem. Quando fui a Portugal deixei de lhe responder no Tinder e o gajo deve ter entrado em pânico porque enviou umas quantas mensagens a perguntar se estava a correr tudo bem, se estava a gostar. Só respondi uma semana depois de ter chegado a França. 

 

O moço mandou logo mensagem, a dar o número dele. Muito ao estilo "deixo-te aqui o meu número, faz o que quiseres com ele"... Eu respondi: "mando-te mensagem amanhã". Mas só mandei ao final do dia, porque era domingo e tinha mais que fazer... Aí a decisão do Panda de Ouro já estava a mandar bitaites na minha mente. E ela veio, devagarinho. E com ela o desespero foi-se.

 

Entretanto mandei mensagem a este moço no telemóvel e desde aí que temos falado regularmente. Sem nunca responder logo... Demoro o tempo que tiver que demorar.

 

Ele chama-se Morgan, mas a partir de agora vou chamar Momô. Podem achar o que quiserem, mas se a Rita Pereira pode chamar o filho de Lonô, eu também posso chamar um gajo quase imaginário de Momô, se me apetecer.

 

Eis que ele começou com umas cenas no trabalho, foi até ao sul de França a um seminário, foi até Veneza e recentemente à Croácia em trabalho. Não sei o que faz, mas farta-se de viajar com o work. E num dos dias, um dos poucos em que eu estava a responder logo, ele deixou de responder.

 

"Pronto, mais um que mal eu dou mais atenção... vai c'os porcos".

 

Não sei que fenómeno é este, mas parece que os homens quanto mais se sentem ignorados, mais andam atrás. Quando começamos a dar muita atenção esfumam-se no ar.

 

Não liguei. Após 3 dias sem responder considerei um ghost e segui com a minha vida. 

 

Hoje, uma semana depois, enviou sms de novo. A dizer que teve que voltar a Veneza, que não conseguiu responder porque tinha muita coisa para gerir... Que a chefe dele programou tudo à última da hora e que ele teve que tratar de muita coisa, etc, etc. Até se desculpou por ter ficado tanto tempo sem responder... 

 

Fiquei sem saber o que responder... Mas estou numa de daqui a umas horas dizer "han? nem tinha dado conta que se passou tanto tempo entre mensagens" 😂

 

Antes tudo era um stress neste mundo dos encontros, aplicações e cenas. Agora sinto que encaro como um jogo, quase um passatempo. Não creio que uma relação séria possa sair deste mundo, por isso, vou aproveitando como posso, sem stress. 

 

04
Mai19

Ficar um ano sem relações sexuais é possível? PODCAST#2

Olá desarrumados,

 

resolvi responder às perguntas que todos andam a fazer e que não querem calar ninguém quer saber  sobre a minha vida amorosa. Há cerca de duas semanas disse nos stories do Instagram que ia falar em breve sobre a minha vida amorosa porque tomei uma decisão MUITO importante. Já sabem que não planeio nada disto, por isso não se admirem se fizer erros básicos de português, estava nervosa e, já não consigo fingir mais, estou gradualmente a converter-me numa avec 

 

Jean-Pierre tu vas tomber, caralho!

 

Este PODCAST ficou um bocadinho mais longo do que o primeito podcast que fiz (em janeiro, alguém ainda se lembra??) mas acho que ficou muito giro. Ya, sou super modesta. Não me chateiem. Sou dona do meu nariz , tá???  Agora vá, ide lá ouvir que eu já estive muito tempo de férias e quero ver se volto à programação habitual do blog.

 

Ouçam o podcast aqui:

 

 

Posts referidos no podcast:

O cachalote

Vou para Paris!

Fim da minha relação com ele

Dicas preciosas para quem muda de casa (versão de 2017)

 

Beijos na bunda maltinha! 

 

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26
Abr19

Quantas vidas cabem numa vida?

Estar de férias em Portugal traz-me este sentimento ingrato. As saudades. Faz-me pensar em coisas que guardo numa gaveta secreta dentro de mim. Acorda os monstros que ainda cá estão e que a distância só adormeceu. Tenho saudades. Saudades de ter alguém. Saudades d'Ele. Saudades de lhe dizer bom dia. Saudades de amar, simplesmente. Quero amar com todas as minhas forças, sentir que há algo mais forte do que a vida...amar, amar e amar. Que saudades. De olhar olhos nos olhos, de tocar mão na mão. De dizer amo-te. Tão simples. Tão especial. Tão único. E de tantas vezes começar, para logo a seguir acabar, deixei de acreditar... Principalmente depois d'Ele. Não acredito. Que alguma vez me possa voltar a acontecer. Agora a vida é outra. Pequenos-almoços de solidão. Onde está aquele a quem fiz panquecas com pepitas de chocolate para levar à cama? Onde está aquele a quem disse amo-te num dia de calor? Quantas vidas cabem numa vida? Não sei. Mas cabem quantas conseguirmos aguentar. E sei que agora é outra vida. Jantares de pé na cozinha. Cinema para um. Visitas a castelos sozinha. E vou seguindo, à deriva, longe, neste mundo de camas vazias. Vidas vazias. Tantas vidas. Tantas saudades. Monstros, voltem a dormir, por favor. Quero voltar para França. Terra onde encontrei as gavetas que precisava para esconder as saudades. 

07
Mar19

Em Ponto Maria: Deixar a Porta Aberta?

Hoje vai-se falar sobre deixar, ou não, a porta do WC aberta enquanto fazemos as necessidades básicas. À vista de "todos" ou não? Eis a questão.

 

Enquanto rapariga consigo resumir esta dissertação numa frase muito simples: depende de há quanto tempo conhecemos a pessoa! 

 

Imaginemos duas situações: primeira vez que dormimos no mesmo espaço e 2 anos de relação. Não vou falar de como reagiria com mais tempo de relação do que isto porque não conheço, nunca been there, nunca done that!

 

Primeiro encontro, uma pessoa está ali em casa do moço... antes de chegar lá já comeu uma tábua de charcutaria francesa, bebeu um bom copo de vinho tinto , depois foi para um bar e bebeu uma cerveja... epah... dá aquela vontadinha de fazer cocó mesmo ali quando uma pessoa já está aos beijos no corredor do prédio e a entrar em casa dele... horror dos horrores, chega à casa de banho e só há um resquício de papel higiénico no rolo e fica com vergonha de pedir mais... opah, foda-se!

 

Como fazer nesta situação? Uma pessoa faz as necessidades físicas mesmo ali, contrai o esfíncter e tenta seguir em frente nas actividades coitais, ou sai a correr e diz sayonara ao moço? Pois. Eu decidi fazer mesmo ali, no WC de um desconhecido. Mas digo-vos já: não é fácil. Só os fortes conseguem. Como tal, e visto que começo a ter alguma experiência no assunto, vou ensinar-vos algumas técnicas para minimizar o constrangimento da situação:

 

- Quando querem fazer cocó sem barulho de puns - afastem as nalgas! Assim, mesmo como estão a pensar, uma mão de cada lado dos glúteos a criar uma abertura entre os ditos. Vão ver que o peidinho sai sem barulhinho nenhum. Palavra de dESarrumada.

 

- Quando querem evitar o barulho do PLOC no momento em que o cocó mergulha para a sua morada final - penso que esta já é um clássico, meter montes de papel dobrado por cima da água da sanita! O Senhor Castanho cai ali naquela caminha fofa de papel e nem um som é audível pelo gato que está à vossa espera na sala...

 

- E quando há pouco papel e não dá para fazer a caminha do cocó??? Nada temam!!! A dESarrumada tem a solução: sentem-se o mais à beirinha possível do tampo da sanita e controlem o esfíncter de forma a que o cocó caia muuuuuito devagarinho, fazendo escorrega até à água, em vez do clássico mergulho de cabeça. De certeza que é um momento de fim de vida menos glorioso para o cocó, mas, gosto de acreditar que ao menos enquanto escorrega se está a divertir e a gritar YOLO!!! Advertência: certifiquem-se de que existe piaçaba ao lado da sanita antes de efectuarem esta técnica. Não há nada pior que estarem debruçadas em cima da cagadeira de um desconhecido, a limparem cocó que ficou agarrado à louça da sanita, com um nico de papel higiénico bem dobrado à volta dos dedos para não conspurcarem as unhas!

 

E porque é que uma mulher se tem que dar ao trabalho de andar com estes esquemas todos??? Porque, segundo o mito, os homens não sabem que as mulheres fazem cocó! Shhhhhiu! Já imaginaram se eu fosse a primeira mulher a quebrar este crença popular tão enraizada??? Que vergonha isso ia ser para a raça feminina  

 

Dois anos depois... bem, isto já foi há uns bons séculos atrás! Já não me lembro de estar numa relação mais do que um ano há praí uns 7 anos! Mas sei que quando a coisa começa a chegar ali ao primeiro ano já faço xixi em frente ao moço. Lembro-me de na minha ultima relação mais duradoura o moço estar a fazer cocó e eu a tomar banho, ou  eu estar a fazer xixi e ele a lavar os dentes... mas... nunca aconteceu eu fazer cocó em frente a um gajo.

 

Por isso, não vos sei dizer ao certo se devem fechar a porta ou deixar aberta! Mas imagino que só custe a primeira vez. Os meus pais, por exemplo, são casados há quase 29 anos e fazem TUDO em frente um ao outro... às vezes até se fecham na casa-de-banho, enquanto um faz as necessidades, o outro lava os dentes, e vice-versa!  De vez em quando é com cada cagadela após feijoada que eu até fico vesga dos olhos só de me aproximar do corredor em frente à casa-de-banho tal é o cheiro nauseabundo que emana pelas frestas daquela porta!... e eles os dois fechados lá dentro, tranquilos, impávidos e serenos. Isto só pode ser amor minha gente! Para mim isto é #goals numa relação.

 

Resumindo e concluindo: cabe a cada casal decidir, de forma orgânica que isto não exige cá uma reunião formal, se quer partilhar os seus momentos pós-feijoada / pós charcutaria / pós-kebab um com o outro. Eu cá ainda fico à espera do homem que se queira fechar comigo no WC e partilhar o meu cheiro de cocó fedorento pós-bebedeira! 

 

Beijo na bunda! 

 

 

 

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Em Ponto Maria Oficial.jpg

 

"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com o Triptofano tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

18
Fev19

É por isto que vale a pena ter um blog.

Já se passaram 4 anos de blog e não podia deixar esta data passar em branco! Como muitos sabem, actualmente este blog não me traz nenhum benefício financeiro palpável. Só um gozo tremendo. Um prazer imenso em escrever o que me vai na alma.

 

Como disse no final do meu primeiro podcast, frequentemente antes de carregar no botão azul do "publicar", questiono-me "será que isto vai interessar a alguém?" e durante vários anos isso bloqueou a minha escrita. Se queria falar num assunto mais tabu não o fazia com medo de certos comentários, com receio que isso impedisse o crescimento do blog. Andei assim meses e meses, num vai não volta de "agora vou parar com o blog", "agora vou voltar ao blog", "agora vou mudar o URL do blog porque acho que alguém conhecido me descobriu..." etc. À custa desta atitude de indecisão e de não dar valor ao que escrevo "perdi" 2 anos de conteúdo de blog por aqui. Um blog que começou em Junho de 2017 era no início, um blog que começou em Janeiro de 2015. Esse conteúdo está privado... mas ando com vontade de o ir buscar, de revelar ao mundo um conteúdo que escondi por vergonha, de assumir de uma vez por todas a minha "história" e o início do blog. Um blog que começou com o intuito de fazer rir falando de assuntos tabu de uma forma descontraída e um pouco javarda, e que aos poucos se foi tornando também num diário das minhas aventuras internas - isto inclui, claro, o lado interno mais espiritual e o interior da minha vagina.

 

Talvez ninguém queira saber, muita gente pode estar a ler isto e a pensar "who cares?", mas para mim, enquanto blogger e pessoa que mudou bastante desde o mês de Janeiro de 2015, esse conteúdo representa o luto que fiz de Portugal, as saudades imensas que senti da minha vida antiga, a adaptação à emigração, a perda de grandes amigos que passaram a ser caras que vejo de vez em quando nas redes sociais, as aventuras com o Plutónio-Man (uma relação muito parva que tive à distância com um rapaz que estava em Portugal na altura, e que tem um bilau de 25 cm), o início da minha relação com Ele e o início do seu fim, que coincidiu com a altura em que mudei  o URL do blog para não ser "descoberta". Ler tudo isto traz-me umas saudades imensas de quem fui, aquela menina adulta perdida na vida, mas a certeza de que gosto mais de quem sou agora, uma mulher que começa a vislumbrar claramente aquilo que não quer, porém sem certezas absolutas daquilo que quer (e está tudo bem!), com uma vontade de continuar no blog, enquanto isto fizer sentido para mim. 

 

No dia 12 de Fevereiro disse-vos que estava de volta, mas foi falso alarme. Ainda não estou de volta ao blog a 100% como gostaria. 3 semanas a viajar no estrangeiro deixaram-me com a sensação de que preciso de voltar para mim. Preciso de voltar a enraizar-me com quem verdadeiramente sou. Estou à espera que a minha alma volte a entrar no corpo. 

 

E durante este tempo todo recebi comentários amorosos. Várias pessoas a dizer-me que adoram o blog e que vêm cá todos os dias ver se há novidades - desculpem se tenho desiludido por não andar a postar nada por aqui (meter stories no Instagram tem sido o meu escape quando quero escrever algo ou simplesmente fazer uma rant ou mostrar a bagunça em que está a minha casa) - mas o que mais me tocou, foi a quantidade de pessoas que criaram um blog no último ano e que disseram que eu fui uma das suas fontes de inspiração e, talvez, o pontapé no rabo que precisavam para começar o blog deles.

 

A Bla bla bla foi uma dessas pessoas a começar um blog e a fazer uma menção amorosa à dESarrumada! E espero que este post sirva como mais um incentivo para não abandonar o blog! Se estão a ler isto sigam-na. Vamos apoiar quem começa. Outras pessoas deixaram comentários anónimos no blog e alguns enviaram mensagem para o email do blog. Ainda não respondi a todos, porque pronto, aquela história da alma ainda não ter voltado... mas vou tratar disso em breve. Muito obrigada pelo amor que têm deixado por aqui desarrumados da minha vida! E como muitos de vocês apreciam:

 

Beijo na bunda! 

 

 

desarrumada_penis_sextoy_dildo_como_eu_blogo.jpeg

Eu a um sábado de manhã como outro qualquer. O António Vibrações estava a carregar.
Acho que é por estas e por outras que nunca fui convidada para a rubrica Como eu blogo do Sapo, apesar de já andar por aqui há 4 anos e o blog ter mais de 500 subscritores. Mas pronto, apesar dos seus defeitos, o Sapito continua a ser a minha casa preferida.
#Ressabiada #SorryNotSorry #Blessed #AmoTeSapo

 

 

 

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16
Fev19

Ao segundo dia ressuscitou.

Há bastantes anos um rapaz que gostava muito e a quem dei tudo (literalmente porque foi o meu primeiro) acabou comigo dois dias depois do dia dos namorados. Porque eu gostava demasiado dele.

 

Depois disso perseguiu-me e fez-me a vida negra porque queria continuar a ter sexo comigo, mas sem ser meu namorado. Algo que sempre recusei. Ou namoras comigo ou não há cá pão para pançudos. Dizia eu na época. Jovem adulta de 20 anos e muito apaixonada, mas ainda mais magoada.

 

Ele era chamadas anónimas em que desligava logo, ele era chamadas em que quando eu atendia se ouvia do outro lado um filme porno com uma gaja a gemer bastante, com a sms a seguir que dizia "quero fazer-te isto". Eu tive direito a tudo um pouco relacionado com sexo vindo desse rapaz que acabou comigo porque "era melhor assim" e que eu lhe tinha feito coisas que "não se fazem ao pior inimigo".... mas nunca me chegou a dizer que coisas eram. 

 

Resumindo e concluindo, ele deve ter-se apercebido que eu era boa demais para ele e que ter uma relação tão séria logo no início da universidade ia estragar-lhe a experiência académica. Compreendo. Quando ele acabou comigo fiquei um ano a deprimir e isso também influenciou muito a minha vida de estudante. Só acordei para a vida no que diz respeito a gajos no último ano, mas aí já tinha estágios e trabalho final para entregar e não aproveitei tanto como poderia ter aproveitado. Nessa altura era jovem e fresca, gozei muito, mas sei que podia tê-lo feito muito mais se não tivesse sido esta história de coração partido por causa de um parvo. 

 

Talvez ele esteja arrependido de ter acabado comigo. Talvez tenha visto o quão perfeitos podíamos ter sido juntos (eu vi-o, vi este futuro que podia ter sido bom, juro que até cheguei a sonhar com os filhos de olhos verdes como os dele que íamos ter). 

 

Incrível, incrível, é que quando acabámos a universidade ele tentou aproximar-se para voltarmos a "tentar"... Eu disse não. Desculpa, mas com tudo que me disseste sobre sexo e quereres aproveitar a vida e só me quereres ver para foder, nem penses que eu vou acreditar que me queres de volta de uma forma séria... No dia da benção de finalistas, azar dos azares, porque nem éramos do mesmo curso nem departamento, as filas dos nossos cursos ficaram lado a lado. Ou seja, tive que levar com ele sempre a olhar para mim no meu último dia de trajada na universidade... foda-se. No fim do dia recebo uma mensagem : "estavas muito linda".

 

Epah, temos pena. Perdeste a tua oportunidade moço. Isto não acabou ali. Enquanto trabalhei em Portugal tive que levar com mensagens constantes dele. Quando vim para França nos primeiros dois anos foi igual. Só quando o mandei à merda com todas as letras e lhe disse coisas mesmo muito más é que começou a espaçar as mensagens, porém sem nunca desistir... excepto nos últimos quase 2 anos.

 

Ele acabou comigo dois dias depois do dia dos namorados. E hoje à meia noite recebi uma mensagem dele a dizer « 7 anos ». Para mim foram 7 anos em que me descobri como mulher e em que não me arrependi nem um segundo de nunca ter tentado voltar para ele, nem que fosse pelo "caminho do sexo" como muitas mulheres fazem... que dormem com alguém na esperança de que ele as comece a amar um dia... eventualmente.

 

Espero que ele consiga algum dia ultrapassar isto. Eu já ultrapassei. E espero um dia ter filhos com alguém que me ame sem dúvidas ou reticências ou pausas. Filhos esses que nunca terão os olhos dele.

05
Nov18

Desabafos sobre essa distância que me corrói a alma...

Não é fácil manter uma relação à distância... e isso é algo que infelizmente fui aprendendo com a emigração. Em 2016, depois de uma relação à distância falhada, tinha prometido que seria a última relação deste tipo. Mas conheci-o, e acreditei que podia ser ele "o tal". Decidi continuar e tentar mais uma vez. Há quase um ano que ando nesta vida de Whatsapp, Skype, etc. 

Juro. Tentei tudo, dei tudo que tenho, esvaziei a alma nestas tentativas. Juro que continuo a tentar. Mas não tem sido fácil lidar com a falta de respostas da parte dele... um simples está tudo bem não me chega, nem nunca vai chegar. Gosto de conversas mais completas, gosto de assuntos mais desenvolvidos, mas também sei que quanto mais tempo se passa longe, menos se tem a dizer. Depois chegam as dúvidas, e das duas uma, ou sou eu que sou muito carente ou há um afastamento que se está a instalar pouco a pouco, qual erva daninha que vai crescendo num terreno recém cavado.

Hoje, podia falar primeiro como tenho feito todas as noites, podia insistir mais uma vez, mas hoje não o vou fazer. Hoje vou deixá-lo ter saudades. E amanhã será um novo dia. E talvez eu, depois de uma noite de descanso, já esteja mais calma e veja a vida com outros olhos...

 

 

3 de Novembro, 2017.

Um post que estava aqui guardado nos rascunhos e que nunca cheguei a publicar...

...escrito 3 meses antes do fim.

Já se passou um ano desde que comecei a ter dúvidas.

O tempo passa mesmo depressa.

Nunca mais falámos.

Apesar de tudo, e da vida que tenho conseguido viver sozinha,

tenho saudades dele.

 

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  62. S
  63. O
  64. N
  65. D