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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

22
Abr19

Amizades sinceras... ou não.

Já vos aconteceu sentirem que alguém só fala com vocês porque tem a crença de que vocês são inferiores a ele/ela?

 

dementors_falsos_amigos_desarrumada.jpg

 

Desde muito nova que isto me acontece imenso. Não sei se por falta de auto-estima minha, ou se este meu sexto sentido é verdadeiro... Às vezes debruço-me sobre esta sensação e analiso todas as pessoas com quem a tal pessoa se dá para ver se o meu palpite é correcto. E muitas vezes é. São pessoas que estão rodeadas, não de amigos, mas de vassalos.

 

Considero-me alguém tímida, com tendência a aceitar o que os outros dizem, sem oferecer muita resistência... e quando alguém me deixa desconfortável e com a sensação que estou a pisar-me a mim própria, normalmente essa pessoa é alguém que vive rodeada de pessoas "como eu". E isto agora é um grito de alerta para mim!

 

Antigamente tentava afirmar-me, discutia com essa pessoa até, tentava "mostrar-me", tentava chamar a atenção "hey, estou aqui", "hey, olha para mim", "hey, eu existo", "hey, não estou aqui só para dizer que sim a tudo que tu queres". Mas isso acabou este ano.

 

Hoje em dia afasto-me. Quando alguém me provoca desconforto, seja de que tipo for, já não sinto aquela necessidade de agradar, simplesmente vou embora. Explicações são servem de nada com pessoas assim. São pessoas que absorvem todas as energias que estão à volta delas, e quanto mais dermos de nós, mais nos sentimos drenados, sugados, esgotados.

 

São os dementors da vida. E eu decidi dizer basta. Só este ano já foram 3 pessoas com quem deixei de falar. E estou muito melhor assim. Menos cansada, menos esgotada, sem necessidade de provar nada aos amigos que ficaram. Pessoas assim já não me fazem falta. 

 

27
Out18

Como perder uma amiga.

Ultimamente a forma que tenho usado para tomar decisões racionais e menos emocionais é perguntar-me a mim própria: "se tu fosses a tua amiga, que conselho lhe darias nesta situação?" Infalível. Este pensamento já me impediu de instalar apps de encontros vezes e vezes sem conta, e o facto de estar longe delas tem-me feito um bem do caraças.

 

Epah, prontos, a modos que a pensar assim fiz asneira. E não considero que tenha feito asneira, segui o que o meu coração dita para a minha vida, mas apliquei-o na vida dos outros. E só podia dar merda.

 

Recentemente ajudei uma amiga minha (melhor amiga do mundo) a vir trabalhar para cá. No início trabalhámos no mesmo sítio mas agora ela mudou para a cidade ao lado, uma pequena distância que se faz facilmente de carro.

 

Ela veio com o namorado, alguém de quem nunca gostei, é machista, misógino, agressivo, egocêntrico. Tudo que se possa encontrar de negativo num homem ele tem. É a típica pessoa que quando vamos sair é ele que tem que fazer os planos todos, e se alguém quiser, nem que seja por uns segundos visitar algo diferente, ele faz birra a dizer que "ninguém o ouviu, que é um ignorado", etc. E a hora de ida ou volta é decidida por ele, se alguém estiver atrasado já fica de trombas a viagem toda, se alguém quer voltar mais tarde ele vai para o carro e diz "eu vou para o carro, quem quiser que venha comigo, quem não quiser que apanhe um táxi". Pronto. Eu ouço estas merdas e o meu cérebro explode, fico com o coração a mil e na maior parte das vezes (quase todas) calei.

 

Naquele dia, azar dos azares, e como o menino andava a fazer birra porque é sempre ele a conduzir, levei eu o meu carro. Deu merda.

 

Tínhamos saído com com colegas de trabalho e estagiários meus e da minha amiga a um restaurante. Ele não trabalha connosco por isso não tem muita afinidade com as pessoas que estavam lá. Mas já saiu várias vezes connosco e já conhecia as pessoas. Não era um estranho portanto. Epah, não abriu a boca o jantar todo. Estava de birra, como já é habitual nele. Uma pessoa já nem liga, faz a sua vida e ele fica ali num canto agarrado ao telemóvel durante o jantar todo. A minha amiga é uma santa por aturar aquele energúmeno.

 

No fim do jantar, estávamos à entrada do restaurante a conversar, ele sempre agarrado ao telemóvel, vira-se para toda a gente:

"estou cansado, vou para o carro" e virou costas sem dizer boa noite, nem nada...

 

Mas... o carro era meu. E eu nem mexi uma palha quando ele disse aquilo, estava determinada a deixá-lo esperar. A minha amiga que tem medo dele (epah desculpem, mas ter medo do próprio namorado não é para mim). Vira-se para mim e diz em português "olha é melhor irmos embora se não ele fica à espera e já sabes como ele é, vai ficar chateado e depois tenho que o aturar durante semanas".

 

Respirei fundo 10 vezes, contei até 100 mentalmente e despedi-me à pressa de toda a gente e lá fomos. E ele encostado ao carro de braços cruzados a olhar para o relógio a dizer que demorámos muito... disse mentalmente para mim própria "nunca mais me apanhas num jantar contigo". Nesse dia não disse nada, mas no dia seguinte, contra o pedido da minha amiga de não dizer nada, fiz questão de dizer-lhe que não gostei da atitude dele, que o carro era meu e que eu é que decidia quando voltávamos e que a forma como ele se foi embora foi uma falta de respeito para toda a gente.

 

Epah, saiu-me tudo que me andava a passar pela cabeça. Mas... isto correu mal, desde esse dia nunca mais saí com a minha amiga. Ou porque tem coisas para fazer com ele, ou porque ele é que tem o carro, ou porque isto ou aquilo. Há sempre uma desculpa. E todas as coisas que fizemos em grupo só veio ela. Ok, já percebi que o energúmeno não me quer ver. Tudo bem, concordo! Eu também não o quero ver nunca mais à minha frente. A merda da questão é que sinto que "perdi" a minha amiga. Moramos na mesma região, finalmente não estamos em países diferentes, e ele faz sempre alguma merda para que eu não a consiga ver.

 

Estou farta disto, às vezes acho que não devia ter aberto a boca. Mas porra, não podia ficar calada numa situação destas. Foi mais forte que eu. Hoje são ameaças e birras mas... e se amanhã ele lhe bate? Anseio pelo dia em que eles acabem e a minha amiga possa voltar a ser uma mulher livre para escolher os seus amigos. Acabei de escrever esta frase em vésperas de 2019, juro que isto não era um rascunho escrito em 1973.

15
Abr17

Acho que às vezes sou muito drástica...

 


Como o título deste post já diz, acho que às vezes sou muito drástica nas minhas decisões. Sobretudo no que toca a relações profissionais e de amizade.


 


Neste caso refiro-me a oscilar constantemente entre ser alguém que só vê qualidades no outro passando imediatamente a "amar" a pessoa, ou só ver defeitos, não reconhecer qualidades e passar a não "suportar" a pessoa, a pontos de querer cortar a relação pela raiz.


 


Ando a sentir isto com uma amiga, que é também colega de trabalho. Sempre tivemos maneiras de pensar diferentes, mas sinto que ultimamente este meu sentimento piorou desde que ela teve um filho (sim, já falei nela aqui, é a moça que me ofereceu um alho-porro no Natal!)


Estou naquela fase em que tudo que ela diz me irrita, sobem-me aqui uns arrepios na espinha e só tenho vontade de lhe responder torto. Controlo-me como é óbvio, também não sou nenhum animal.


 


Aqui é que surge o meu "problema interno" - um de muitos by the way - admito que quando alguém pensa de uma forma completamente diferente de mim torno-me em alguém pouco flexível, e não consigo ter tolerância, inteligência emocional, presença de espírito ou como lhe queiram chamar, suficiente para aguentar a personalidade da outra pessoa.


 


Já acabei muitas amizades por causa disto. E é chato, muito chato. Sinto que se tivesse tentado compreender mais um pouco, se tivesse tentado meter-me nos sapatos do outro a coisa até podia ter corrido melhor. Acabo por ficar a sentir que a culpa foi inteiramente minha... mas a verdade, digam-me se estiver errada, é que quando há um afastamento a culpa é dos dois, certo? Se eu deixar de falar tanto e se o outro não me procurar, é porque provavelmente também estava à espera do corte, não é?


O facto das pessoas de quem me afasto nunca virem tentar falar comigo acaba por validar a minha atitude de cortar completamente... mas é difícil livrar-me da dúvida... e se tivesse tentado mais um pouco? E se tivesse enviado aquele convite ou feito aquele telefonema?


 


Só dúvidas, só insegurança.


 


Resumindo, este post é para vos dizer que isto das relações inter-pessoais é um assunto que me faz sofrer imenso e gostava de saber a vossa opinião. Sinto que não sei lidar com pessoas, ainda pior se forem muitas e principalmente se o meu grupo de amigos começar a aumentar e todas as pessoas se conhecerem... Não sei lidar com grupos, pronto. E não sei como reagir quando há uma pessoa do grupo que, pelo menos na minha cabeça, parece desestabilizar toda a dinâmica dos acontecimentos... sejam eles uma viagem, um fim de semana algures ou até simplesmente organizar um jantar em casa de alguém. Quando todos querem azul e há alguém que quer (constantemente) amarelo, já é o suficiente para eu ferver cá por dentro e ficar com vontade de mandar todos os planos para o ar.


 


Mas a vida é isto. E só porque estou a ferver por dentro não posso mandar uma pessoa para a merda, pois não? "Só" porque ela pensa de forma diferente... "Só" porque tem outra visão da vida.


 


Por isso decidi que vou calar-me, vou aguentar o que quer que seja que a próxima viagem juntas reserve e depois logo se vê. Será que crescer é isto? Ou é simplesmente ser parva?


 

28
Nov15

O post-it da felicidade.

Era uma vez um colega de trabalho, que antes de tudo foi um amigo, daquelas pessoas que achava que iria ficar para a vida. Como me enganei.


Esse colega, talvez por ser da mesma nacionalidade e por ter visto uma progressão profissional aqui da je mais rápida que a dele - não sei, mas parece-me que é verdade - ficou revoltado, os fusíveis começaram a queimar e decidiu armar-se em monte de estrume e ser parvo todos os dias.  


Ora bem, esta história seria fácil de resolver - caga nele e segue com a tua vida dESarrumada - se o dito cujo não andasse sempre a meter-se no trabalho dos outros, a dizer coisas à frente de uns e a desmentir ou negar à frente do chefe. Sim, é impossível ignorar uma besta destas, vocês concordam.


Entre outras ideias, já surgiu o meter-lhe um prego debaixo da roda do carro. Mas isso seria num caso extremo de revolta, e eu cá como gosto de me manter zen acima de tudo, só o farei em última necessidade e se me apetecer dar umas boas gargalhadas. Para já comecei por eliminar as fotos que tinha na parede do quarto em que ele aparece. Uma delas em que ele aparecia em bom plano cortei-a em pedacinhos com uma tesoura e foi directa para o lixo. A outra, tinha bastante gente que gosto e uma pessoa que não gosto. Qual foi a solução encontrada?
Peguei num post-it, desenhei-lhe um smile e colei em cima do focinho da pessoa que não gosto. E pronto, está resolvido o problema! Aquela fronha feia não incomoda mais ninguém...


smile.png


 

26
Fev15

Artigos parvos #2: Homens e mulheres não podem ser amigos

Não sei se conhecem a minha "rubrica" (sim, fica chique dizer estas coisas nos blogs), em que pego num artigo parvo e comento. Sim, comento dando a minha opinião ainda mais parva para quem estava com dúvidas.

Uma revista dedicada ao público feminino muito conhecida em Portugal hoje postou isto no Facebook (sim a minha fonte preferida de pérolas):

"Segundo um artigo da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia publicado no jornal Science.Mic. O estudo chegou à conclusão de que homens e mulheres não se compreendem - por exemplo, as mulheres interpretam os sinais de interesse sexual como amizade, enquanto, que os homens lêem os sinais de amizade como interesse sexual.
Concorda?"

Epah, aqui a dESarrumada não concorda, se queres interpretar sinais de amizade como sinais de interesse sexual é porque andas cheio de vontade de mandar uma e já só vez sexo à frente. Ela não te quer papar, provavelmente ou és feio que nem uma bota, ou não lavas os dentes à 3 dias, ou cheiras a suor, ou gostas de ver hentai na cave da casa dos teus pais.

Pelo contrário, se interpretas sinais de interesse sexual como sinais de amizade, das duas uma, ou o gajo é feio que nem uma onça, ou tu andas cega. Porque uma gaja, sabe sempre, mas SEMPRE, quando alguém lhe quer saltar à espinha. Como? Perguntam vocês meus fofuxos. Porque os homens são seres demasiado óbvios, quando querem conhecer uma mulher mais a "fundo" só lhes falta salivar quando a vêem, qual cão a olhar para uma lata de patê de fígado de vaca. Já para não falar do dito cujo, que por muito bem escondidinho que esteja nas calças, ou entalado nos boxers, dá sempre o ar da sua graça numa aproximação mais próxima (sim, isto foi um pleonasmo, who cares?).

E outra coisa, algo que sempre me fez confusão e que me dá uma comichão do caraças... quem é que no seu perfeito juízo dedica tempo da sua vida, em que podia estar na casa de banho a masturbar-se, a fazer este tipo de estudos??

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