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Diário de uma desarrumada

Sátiras da vida de emigrante de uma desarrumada.

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23
Dez18

Os desejos de Rosalina.

Querem ler um conto erótico escrito pela vossa querida dESarrumada não querem? Ah pois querem!!! Em Abril de 2015, tinha o meu primeiro blog " A dESarrumada" uns 4 meses, comecei a escrever um conto sobre a Rosalina.

Nunca o cheguei a publicar mas ele ficou num documento Word que encontrei este fim-de-semana por acaso. Ri-me. Tinha muita imaginação e ainda me lembro vagamente do futuro que queria dar a cada personagem. E decidi publicar o texto por aqui, para vos brindar com a minha imaginação fantástica de 23 anos.

Senhores, dai-me coragem para acabar esta obra de arte! Com quase 4 anos de intervalo entre a data incial de escrita e a continuação, apresento-vos o primeiro episódio da história da Rosalina sem modificações. Pode ser que seja desta que o meu desejo de escrever contos eróticos se concretize!

 

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Os desejos de Rosalina 1 05/04/2015

 

Vou usar este blog para vos contar a história da Rosalina. A Rosalina é uma moça de bem, uma moça de boas famílias. E como todas as moças de boas famílias a Rosalina quer encontrar um homem que a preencha e que lhe dê uma vida confortável. Nesta altura de crise, R sonha com um homem que tenha emprego estável, carro e que não tenha dívidas à segurança social.



R trabalha numa mercearia, todos os dias às 8 horas e meia da manhã, ela roda a chave do estabelecimento, mete os mostradores da fruta cá fora, coloca os papéis dos preços nas respectivas frutas, e começa a sua jornada de trabalho. O primeiro cliente entra pontualmente, como todos os dias, é a Dona Isaura, vem comprar o seu pacotinho de leite fresco e o seu pão rico sem côdea.


- A côdea é coisa do demónio, menina R. Mete-se entre a placa e depois é um cabo dos trabalhos para limpar. – Diz Dona Isaura indignada. A sua vasta idade já não lhe permite conservar os seus dentes de origem, nem a eficácia e paciência necessária para tirar a placa e lavá-la.

 

Dona Isaura sai, e a Rosalina começa a ler o jornal do dia. Mais um incêndio, mais um Verão que começa mal. “Quando é que os incêndiadores começam a ser punidos como deve de ser??” E foi com este pergunta em mente, que R ao levantar a cabeça, dá de caras com um homem alto e de barba ruiva que a olhava por cima do balcão.

 

- Em que posso ser útil? – pergunta educadamente.

 

- Quero uma caixa de esfregões de palha de aço. E uma garrafa de água de litro e meio. – pede-lhe o cliente, homem encorpado, que vestia um fato de macaco azul, já muito escurecido pelas manchas de óleo, provenientes dos carros que arranjava.

 

R aprontou-se a ir buscar os pedidos do senhor. Enquanto se baixava para pegar na garrafa, o homem olhou-a de soslaio, como qualquer outro homem teria feito ao ver uma mulher de saia e de rabo para o ar.

 

R colocou as compras em cima do balcão, disse o preço, o homem pagou e saiu sem pedir factura. R olhou-o enquanto se afastava. “Que homem charmoso, no entanto, de poucas palavras.”

 

Fausto era o seu nome, viria a descobrir mais tarde.

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