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Diário de uma desarrumada

. desarrumações . emigração . humor parvo . lifestyle . badalhoquices . coisas de gaja .

Diário de uma desarrumada

. desarrumações . emigração . humor parvo . lifestyle . badalhoquices . coisas de gaja .

18
Nov18

Olá.

O colhão com pernas foi embora esta quarta-feira. Fiquei com lágrimas nos olhos o dia todo, e ele veio dizer-me adeus, deu-me dois beijinhos e tudo... houve pessoas a quem ele nem disse um simples adeus... por isso até fiquei contente por ter tido a honra de receber uma despedida oficial. Talvez o meu trabalho até tenha contado alguma coisa para ele. Já se sabe, sonhar não custa...

 

Foi tão estranho olhar para a secretária dele e ela estar vazia, sem as pilhas de papéis e tralha que costumavam estar em cima dela. Talvez seja uma espécie de síndrome de Estocolmo ou algo do género, mas até vou ter saudades dele, de o ver a pavonear-se todo lá pelo local de trabalho, com aquela farda cor-de-rosa que nós usamos. Foi o mais próximo que eu estive de ter um flamingo insuflável na minha vida. Inchado de orgulho para esconder a baixa auto-estima. Num cargo de poder que foi obrigado a aceitar. Sem ser talhado para o exercer.

 

Que pena quando pessoas, que até são boas pessoas, mas emocionalmente desequilibradas, acabam por ter cargos com poder a chefiar equipas. Não sabem gerir-se emocionalmente, não sabem lidar com os problemas da equipa nem gerir outras pessoas, deixam que um pequeno conflito se torne num drama de um mês, ou vários. Porque alimentam intrigas, porque entram no diz-que-disse. Pudessem todos os chefes ser íntegros e imparciais e o mundo do trabalho seria um lugar tão mais feliz. 

 

A verdade é que com flamingo ou sem flamingo tenho que continuar a ir trabalhar. E já "só" faltam 7 meses para acabar o contrato que assinei com eles. Tic-tac-tic-tac. O tempo está a passar e eu estou quase a pirar-me. Entretanto solteira e boa rapariga tenho andado concentrada em mim. Só em mim mais ninguém. Bem, talvez não esteja inteiramente sozinha, o António Vibrações tem sido um companheiro de todas as horas. Firme e hirto como só ele sabe ser, a animar-me quando mais preciso, tem sempre uma palavra amiga para me deixar feliz. Que sensação libertadora esta de saber que posso viver sem um homem...

 

Oh céus. Tantos projectos, tantas coisas que ainda quero fazer nesta vida. Talvez um mestrado, talvez uma formação de 5 anos, talvez um retiro espiritual no Nepal, talvez uma roadtrip na Europa. O cérebro fervilha de ideias de viagens, coisas para fazer, livros para ler. A ansiedade não tem morado aqui e que bem que sabe estar afastada desta moça, por uns tempos. Mas ela volta, e que volte, cá estarei de braços abertos para a receber e até lhe pago um café. É isto a verdadeira liberdade, estarmos conscientes de nós mesmos. Saber como vamos reagir a determinada situação e o que vai fazer disparar a ansiedade, e saber acalmá-la, sem a extinguir completamente, como se fosse uma amiga de longa data que de vez em quando passa só para dizer "olá".

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