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Diário de uma dESarrumada

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21
Mar20

O Motoqueiro.

NSFW: se estás no trabalho, não leias o post que se segue, obrigada. Mas estou a postar isto num sábado, durante um isolamento social, por isso as probabilidades de estarem no trabalho são mínimas... no entanto, se estiverem com os vossos filhos, digam-lhes para saírem da divisão. Não digam que não avisei.

 

Como prometido, aqui está a história do Motoqueiro mais velho. Um aventura que guardo carinhosamente na memória como uma das minhas melhores fodas de sempre. Não vou chamar a isto fazer amor, porque não foi, foi mesmo foder, com F grande, e talvez por isso seja a aventura que guardo com mais carinho, e a que mais custou a contar aqui. Porque queria ter tempo para escrever os detalhes todos, e queria que o post ficasse especial. Entretanto esqueci-me de alguns detalhes, por isso peço desculpa, mas penso que o essencial tenha ficado guardado e vá ficar aqui registado.

 

Verão 2019, em Paris. Só me lembro que a cidade estava bastante vazia e que estávamos numa das duas grandes vagas de calor que houve nesse Verão. Talvez fosse a vaga de calor de fim de agosto. 

 

Andava pelo Tinder literalmente à procura de alguém para me foder. Era o meu desejo da época, tinha decidido que 2019 ia ser o ano do foda-se, o ano da minha libertação sexual. Foi também o ano em que fiz 28 anos. E fodi muito. Talvez sem pensar nas consequências negativas disso, mas de certeza que não pensei nas positivas. E ainda foram algumas. Ao todo foram 10 homens, num só ano. Se me arrependo? Nunca. Se voltarei a repetir a experiência? Não sei.

 

Não sei se sabem, mas no Tinder dá para meter um limite de idade para a as pessoas que queremos conhecer, e acho que na altura tinha metido 32 ou 35, não me lembro bem. Fiquei espantada quando fiz match com um gajo que não tinha a idade visível no perfil dele... Pareceu-me mais velho, o que normalmente não me iria atrair, mas tinha ali um olhar penetrante que me dizia qualquer coisa...

 

Olhos verdes são paixão, ou perdição, ou pecado. Não me lembro da letra da música. Mas ele tinha olhos verdes, barba preta, cabelos pretos encaracolados a cair pelos ombros, que ele atava em cima da nuca, em modo man bun. Que eu descobri nessa altura que adorava... atentem neste detalhe do man bun, porque isto vai voltar a  ser falado no blog...

 

Disse-me que tinha 42 anos, divorciado, vivia com o filho de 19 anos, mas este tinha ido passar o fim-de-semana com a mãe, por isso tinha o apartamento só para ele. Disse-me que morava no 16º arrondissement de Paris. Para quem não sabe é um dos bairros mais luxuosos. Na altura andava com sonhos de riqueza e luxo e pareceu-me bem estar a falar com um homem que parecia estar bem na vida. Perguntou-me se queria ir jantar com ele, a casa dele, disse-lhe que sim.

 

Vesti um top de alças cor-de-rosa, meti saltos altos, batom vermelho, e enfiei-me no metro. Na altura não conhecia assim tão bem Paris como agora, perdi-me ligeiramente no metro, e andar por aqueles túneis todos de saltos altos não foi fácil. Mas 40 minutos depois cheguei ao destino. Não estava lá ninguém, pensei que se tinha esquecido de mim... mandei sms... eis que ele chega, ao longe, montado na mota e com um capacete preto... pára ao pé de mim, e tira o capacete, com os cabelos encaracolados e pretos a cair-lhe pelos ombros, aqueles olhos verdes a dizer-me para subir para a mota... dá-me um capacete para as mãos que eu não sabia meter, ele meteu-mo, e só o facto de ele me apertar a fita do capacete e me dizer para o segurar pela cintura enquanto ligava a mota, eu já fiquei molhada... ele acelerou entre a paragem do metro e a casa dele, que não era assim tão longe... mas nunca pensei que ir sentada na parte de trás de uma mota agarrada a um homem com um casaco de cabedal me fosse excitar tanto. Não sabia ainda o que me esperava, mas já estava com o pressentimento de que ia ser bom. Mal eu sabia que vinha dali a melhor noite de sexo cru da minha vida.

 

Chegámos a casa dele. Subimos desde a garagem para o andar onde ele morava, no elevador apertadinho. Entrei no apartamento dele e era espectacular, grande sala com abertura para o quarto, e quase enfartei, uma varanda enoooorme com vista para a torre Eiffel! Com sofázinhos e uma mesa branca, na varanda, janela envidraçada aberta, estava mesmo muito calor.

 

torreeiffel.jpg

 

Ele preparou-me o jantar. Lembro-me que era uma cena panada com ketchup, mas who cares? Serviu-me uma flûte de champanhe e fomos para a varanda com vista para a torre Eiffel beber. Já estava tão excitada com aquele ambiente.... é que vocês nem imaginam.... e o gajo ainda nem me tinha tocado... estávamos lado a lado no sofa, ele tira-me o copo da mão para o meter na mesa e começa a inclinar-se para cima de mim, mete-me uma mão firme na anca, e inclina-se mais, para me beijar na boca, beijava bem, tinha uma língua áspera, mas agradável. O toque era forte e masculino... tira-me os sapatos... tira-me as calças... e eu tão quente, tão húmida... tinha metido um fio dental, que ele puxou para o lado, e quando dei conta só senti dois dedos a penetrar-me, assim, sem aviso.... e ele fez aqueles movimentos loucos para cima e para baixo, e vim-me na mão dele. Ali, no sofá da varanda.... a olhar para a Torre Eiffel.

 

Ele pegou em mim ao colo, eu nua da parte de baixo, e ele ainda vestido, e levou-me para a cama. Despiu-me toda, lambeu-me de cima abaixo, num passe de mágica meteu um preservativo, e agarrando-me pelo pescoço, meteu-o todo em mim, e começou a foder-me toda, enquanto me agarrava com força, o pescoço e os cabelos.... não sei como é que ele fez tudo tão rápido, mas notava-se que era experiente e muito seguro de si... sabe mesmo bem estar nas mãos de alguém que sabe o que está a fazer, e admito, gosto quando não tenho que pensar em nada e é o homem que toma conta do recado... no sexo prefiro ser submissa, e este homem tinha tudo que eu preciso de um dominador.

 

Entretanto comeu-me de frente, por trás, eu vim-me muito... e quando estava de quatro cuspiu-me no rabo e meteu-me dois dedos ... enquanto me fodia... nunca tinha feito uma dupla penetração com alguém, só sozinha com os meus brinquedos, e apesar de ter sido só com os dedos, gostei mesmo muito e fiquei com o desejo secreto de, um dia, quando voltar a ter um ataque de loucura e decidir oferecer-me outro ano do foda-se, de ter uma experiência com dois homens... quem sabe um dia!

 

Depois de me foder de costas com pila e dedos, deitou-me de lado, meteu a pila dele na  minha boca e fodeu-me com as duas mãos, uma na cona, outra no cu, eu estava com todos os buracos do corpo extremamente preenchidos.... e quando eu pensava que ele se ia vir, ele pega em mim e leva-me outra vez para a varanda, toda nua, e empurra-me contra o balcão, virada para a estrada e para a torre Eiffel. Estava de pé apoiada com os cotovelos no muro, e fodeu-me mesmo ali, de pé, com força, muita força, com uma mão na minha boca para eu não gritar e outra a puxar-me os cabelos... lembro-me que até vi estrelas, e senti vertigens, porque de cada vez que olhava para baixo só via carros, muito pequeninos, em duas filas em movimento, uma amarela e outra vermelha. Devíamos estar praí no 10º andar ou algo do género.... eu devia estar drogada de prazer só pode, com as vertigens que tenho, nunca na vida, em estado normal, eu teria aceite foder naquele sítio e naquela posição... 

 

Mas foi bom, muito bom... tive o maior comboio de orgasmos da minha vida. Até lhes perdi a conta. Depois deitou-me no chão da varanda, não de quatro, mas deitada mesmo, só com o rabo para o ar, e penetrou-me no cu... eu já só sentia prazer, nada me doía, ele podia fazer de mim o que quisesse, e sabia-o, abusou de mim e do meu corpo, porque sabia que era isso que eu queria naquela noite, e que eu precisava na altura. Senti-o vir-se dentro de mim, e colapsar nas minhas costas, a respiração dele contra a minha orelha.

 

"T'as aimé?" - perguntou. Não respondi, só esbocei um sorriso de alguém que tinha acabado de correr uma maratona, e que acaba em primeiro lugar, cansada, mas feliz.

 

Levou-me para o banho, e lavou-me, eu pouco ou nada falei, só sentia a água e a espuma a deslizar no meu corpo enquanto ele me esfregava com a flor de duche. Estava em estado de êxtase, para lá das estrelas. Só queria dormir. 

 

Vesti-me e ele trouxe-me a casa na mota dele. Já passava da meia noite, estava mais perto da 1h da manhã. Lembro-me de ele me perguntar se queria ir ver a torre Eiffel, disse que sim, estivemos na base da torre, na mota dele, a alta velocidade, lembro-me de sentir o vento quente da noite de verão na cara e de pensar que em breve as luzes da torre iam desligar-se para fazer ó-ó. Lembro-me de dizer "foda-se, estou a morar em Paris!". Ele olhou para trás enquanto conduzia a mota e sorriu.

 

Deixou-me à porta de casa, desejou-me boa noite e foi-se embora. Subi para o estúdio, caí na cama ainda vestida e adormeci como uma pedra. Nunca mais o vi. No entanto, nunca mais esqueci aquela noite.

 

 

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