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Diário de uma desarrumada

. desarrumações . emigração . humor parvo . lol . lifestyle . paleo . badalhoquices . coisas de gaja .

Diário de uma desarrumada

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30
Mai18

O meu avô é o mais forte #2

Nem acredito que já passaram quase dois meses desde que falei aqui sobre o AVC do meu avô. O tempo passa a correr.

 

Tem recuperado aos pouquinhos, já mexe um bocadinho o lado direito do corpo, mas falar, não fala nada. E não conseguimos ter noção daquilo que ele percebe ou não. Lido com casos destes todos os dias, mas quando é um membro da minha família a coisa pia mais fininho. 4 anos de licenciatura mais, o que já vai sendo uma catrefada de anos de experiência em neurologia, não servem de nada. É o meu avô, porra. Uma pessoa volta a ter 5 anos. Só queria ter uma varinha mágica e ajudá-lo a ficar melhor, com pózinhos de perlim-pim-pim.

 

Entretanto, fui a Portugal no final do mês de Abril festejar os meus anos com a minha família. E entre visitas no hospital, receber notícias da minha avó que vai vê-lo todos os dias com vários membros da família - o hospital ainda fica longe de onde os meus pais e avós moram, e as pessoas revezam-se para ir lá vê-lo - não foi fácil. Nada disto foi fácil. Ainda fizemos um jantar pelo meu aniversário, mas ver o lugar dele à cabeceira da mesa vazio... Fogo, que aperto no peito. Que medo de que as coisas não estabilizem ou que volte a acontecer.

 

Entretanto começaram as questões familiares e económicas. Para onde vai? Quem vai tomar conta do senhor? Quem vai pagar? Aquelas perguntas que acontecem nas famílias todas, acabam por ser naturais quando há alguém doente/muito idoso, mas que deixam sempre aquele gosto amargo na boca. Nunca ninguém se imagina numa situação destas, nunca ninguém quer lá chegar. A idade e a doença deviam ficar sempre longe.

 

Ontem soube que foi para o lar da nossa terrinha, está em lista de espera para uma Unidade de Cuidados Continuados. Já está mais perto. A minha avó, a avó Maria, já pode ir vê-lo a pé, com a bengalita a ajudar. E ele chora quando vê toda a gente ali, chora quando lhe dizem que está a 5 minutos de casa, faz um gesto com a mão como que a dizer "levem-me com vocês" quando as visitas estão a ir embora.  Estar longe e não poder ajudar só dificulta mais as coisas. Nada disto é fácil, mas levemos um dia de cada vez.

 

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