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Diário de uma dESarrumada

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22
Fev17

Longe mas perto do coração [repost]

Estás longe. Sei que não me ouves. Mas tenho saudades tuas. Tantas que não cabem no coração, tantas que prefiro calar estes gritos dentro de mim.


 


Se pudesses saber eu dizia-te. Mas não posso... o nosso fim, foi aquele fim. Não foi o fim que desejava, não foi o fim que sonhei. Porque para mim o que tínhamos não merecia um fim. Ia ser eterno como o tempo. Ia ser eterno como este sentimento que trago no meu peito.

Sei que te guardo comigo, sei que penso em ti várias vezes por dia. Sei que já lá vão três anos desde o adeus. Sei que ainda me lembro de cada data, de cada abraço, de cada beijo. Mas sei que me lembro muito mais das datas, dos abraços e dos beijos que nunca chegámos a viver. Sei que custou mais o que perdi depois de teres ido embora, o amor que idealizei.

Sei que não querias o mesmo que eu. Mas também sei que ainda pensas em mim, talvez não pelos mesmos motivos que eu penso em ti. Sei que te desejo o melhor, e que de entre muitas despedidas que já te fiz, de entre muitas cartas que já te escrevi, esta também não vai ser a última. 

Desejo sempre que a despedida que te faço seja a última, mas nunca é. Há sempre um dia em que sinto mais a tua falta do que o normal, há sempre um cheiro, uma parte do meu dia que me faz lembrar de ti. Sei que estás sempre presente, que deixaste o teu nome gravado no meu coração a ferro quente. Sei que por muito que tente apagar a cicatriz que deixaste, há sempre um dia em que ela queima mais. Há sempre um instante, qualquer coisa que te traz de volta...

Tentaste falar quando eu vim embora, tentaste uma qualquer aproximação que eu não entendi o motivo, e não fui. As nossas conversas nunca correm bem. Nunca. Eu de ti só queria a mesma coisa que sempre quis, o teu amor. Não quero as tuas migalhas, não quero sexo, não quero falar de vez em quando só porque estás sozinho. Queria-te a ti, por inteiro, sem jogos, sem distância. Já não é possível. De tudo o que era possível antes, agora passou a impossível. A impossibilidade do tudo que não chegou a ser.

Sei que estás longe, sei que já lá vão três anos. Mas também sei que parece que foi ontem o nosso último abraço... e às vezes acho que numa manhã qualquer vou abrir a porta de casa e encontrar-te no carro à minha espera. Para irmos à tal pastelaria que não chegámos a ir. E que entretanto já fechou.

Tem uma boa noite, tem uma boa vida. Até à próxima. Porque há sempre uma próxima.


 


[ post originalmente publicado a 10.03.2015 ]


 


P.S: Para quem não percebe de onde vêm estes reposts, ando a fazer uma compilação dos meus textos antigos preferidos publicados no meus primeiro blog.

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