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Diário de uma desarrumada

. desarrumações . emigração . humor parvo . lol . lifestyle . paleo . badalhoquices . coisas de gaja .

Diário de uma desarrumada

. desarrumações . emigração . humor parvo . lol . lifestyle . paleo . badalhoquices . coisas de gaja .

18
Fev18

Histórias para contar.

Engraçado que isto de passar por um break up faz-me pensar noutras histórias mais antigas, como começaram, como acabaram, o que fiz para melhorar, como saí do fundo do poço e outras divagações que tais.

 

Lá para meados de 2008 fiquei comprometida, eu e o meu namorado da altura achámos que seria giro termos alianças de comprometidos, até porque, já namorávamos há dois anos e era "certinho" que íamos casar. Ele foi estudar para Lisboa, eu fiquei no último da ano da secundária. A dESarrumada com 17 anos ficou sozinha na secundária com uma aliança de comprometida no dedo anelar da mão direita. O moço lá foi para Lisboa, morar para casa de uma tia, e como acontece com todos os meus namoros em que a distância se instala, ele começou a preferir ver a novela todas as noites do que ligar-me. Isto sim, é um padrão que se tem repetido anos e anos seguidos. Começo um namoro, corre bem, ficamos longe por um motivo ou outro, eu continuo a tentar e eles sentam-se à sombra da bananeira. Ou será que sou eu que interpreto tudo mal? Nunca saberei.

 

A verdade é que custava ser trocada pela novela. Eu na altura ainda tinha tomates para ligar mesmo quando me diziam que não tinham tempo, e cheguei a ter a chamada desligada na cara... tuh, tuh, tuh... do outro lado da linha.

 

Foda-se. Aguentei, afinal, íamos casar, ter bebés e uma casa na Serra. Estava eu toda contente a festejar o facto de ir para a Universidade só que menti ao moço, disse-lhe que não tinha metido opções em Lisboa porque não tinha média suficiente, mas a verdade é que entrei num sítio com média superior na altura... só que queria mesmo, mesmo, estudar em Aveiro, tinha o feeling que lá é que ia ser feliz, e fui, muito. Mas não lhe contem, ok?

 

Fui para Aveiro. Aquilo foi festa todas as semanas, aquele primeiro ano foi mesmo um dos melhores em termos de descobertas. Estava livre da força controladora que os meus pais exerciam em mim, podia fazer o que quisesse, desde que não gastasse muito dinheiro, porque afinal, na Universidade somos "livres", mas ainda muito dependentes dos pais. Conheci outro rapaz. Tirei a aliança do dedo, só a metia quando ia a casa no fim-de-semana. Houve um fim-de-semana em que me esqueci de a meter e tive que dizer a toda a gente que a tinha perdido na praxe. Nunca mais a pude meter depois disso, afinal, estava "perdida". Eu sabia que dali não sairia nada sério, afinal, o meu namorado não me vinha visitar por mais que eu lhe pedisse, arranjava sempre algo para fazer com a tia em Lisboa. Num fim-de-semana passado em casa, encontrei-me com ele e acabei. Implorou de joelhos (foi a única vez que alguém se ajoelhou a implorar que não acabasse com ele). Eu fui dura, disse-lhe que ele me ignorava e que assim não podia continuar. Ele disse que ia mudar. Nos 2 dias seguintes não me mandou uma única sms. Mandei eu outra a dizer que a minha ideia de acabar estava confirmada e que era definitiva.

 

Entretanto continuei a sair com o tal rapaz de Aveiro. Perdi a virgindade com ele, a ideia de casar virgem caiu por terra nesse 1º ano de Universidade. Na altura morava num prédio com 12 andares habitáveis que tinha um 13º andar com arrumações e acesso a um terraço. Como partilhava quarto com outra rapariga eu e esse moço íamos "curtir" para o tal 13º andar do prédio. Aquilo foram meses de muita adrenalina. Já quase me tinha esquecido disto. Num dos dias da semana académica estava com ele lá no sótão e as minhas calças de ganga, que eram super justas, rasgaram-se no meio das pernas. Tive que descer os andares todos naquela figura, cuecas à mostra e tudo. 

 

Boas recordações. Muito parvas mas boas. Ainda bem que não me esqueci do quão parva era. O anel ainda está lá em casa guardado numa caixa com as fotos deste namoro de 3 anos. Soube bem ter vivido algo "assim", mas éramos umas crianças. O segundo rapaz foi no ano seguinte de Erasmus para outro país. Mais um que se afastou. E na altura também achei que nunca mais voltaria a amar. 

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