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Diário de uma desarrumada

. desarrumações . emigração . humor parvo . lifestyle . badalhoquices . coisas de gaja .

Diário de uma desarrumada

. desarrumações . emigração . humor parvo . lifestyle . badalhoquices . coisas de gaja .

02
Abr18

Exigência.

Isto é um diário e como tal despejo aqui, sempre que posso, o que me vai na alma. Vamos lá.

 

Fim-de-semana muito bom, passeio com os amigos portugueses que vieram morar temporariamente para a minha zona. Tem-me feito bem eles estarem cá, acho que sem eles esta fase tinha sido pior. Qual fase? Perguntam vocês... Já explico.

 

Tenho andando extremamente ansiosa, perdida mesmo, sem saber o que quero para a vida. Isto de ter que escolher entre várias opções dá cabo de mim. E o "problema" é que nunca uma geração teve tantas escolhas à sua frente. Largar tudo e ir conhecer o mundo? Optar por uma carreira mais profissional? Abrandar e concentrar-me mais na vida pessoal (casa, filhos, etc)? Hmmm... tudo questões pertinentes às quais não sei responder. E não devia querer responder. 

 

Muitas vezes fico com a aquela sensação de que quero ter tudo e que acabo por não ter nada. Já tentei várias vezes contactar uma psicóloga aqui na zona para me ajudar com estes sentimentos de incompetência, frustração e ansiedade. Às vezes acho que estou no início de uma depressão, depois há dias em que estou quase-eufórica, serei bipolar? Who knows... desisto sempre de ir ver a senhora psicóloga, tenho medo que ela pense que sou uma tonta, uma privilegiada que só sabe queixar-se. Isto tudo ainda é mais difícil quando nem o nosso cérebro percebe o porquê de estarmos infelizes... quando temos tanto e, apesar de tudo, achamos ter tão pouco.

 

Tenho medo de procurar ajuda e que isso ainda dê mais cabo de mim. Gostava de simplesmente não pensar, apagar tudo que tenho no disco duro da minha mente e simplesmente começar do zero, outra vez bebé, outra vez na barriga da minha mãe. Belo sítio para ir passar umas férias. 

 

Estou a passar por alguma crise de meia idade, mas ainda não estou na meia idade. Peço conselhos a pessoas mais velhas que me ajudam imenso, no momento sinto uma energia renovada, mas depois tudo volta ao mesmo. Sei que a felicidade não pode ser almejada o tempo todo, que a vida é feita de altos e baixos, que seria humanamente impossível estar sempre no pico de êxtase, que para a primavera existir (fase de construção) tem que haver um inverno (fase de destruição). Sei tudo isso e mesmo assim ainda sei tão pouco.

 

Desculpem lá qualquer coisinha, mas prevê-se que a programação do blog nos próximos tempos não vai ser a mais alegre... não porque não o queira, mas porque sinto que preciso de passar por esta fase de introspecção. E não tenho conseguido funcionar de outra forma. Apesar de as coisas à minha volta até estarem a correr bem e por fora parecer estar intacta. Por dentro estou partida e não sei o que me partiu.

 

Obrigada a quem se mantiver por aí.

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