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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

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22
Mar15

Dinheiro, poderíamos viver sem ele?

No outro dia dei por mim em intenso trabalho filosófico sobre essa coisa de que tanta gente corre atrás: DINHEIRO. E queria partilhar os meus pensamentos com vocês.

Sim, a minha meditação interna (será que lhe posso chamar assim?) começou quando me apercebi mais uma vez, sim porque esta coisa que nos ajuda a concretizar sonhos, passa várias vezes na minha cabeça, principalmente desde que emigrei... Continuando, apercebi-me que o dinheiro para mim não passa de números virtuais que aumentam na conta. Apercebi-me que é muito raro eu levantar dinheiro, ou seja, trabalho o mês todo, até emigrei por causa disso pasme-se, no final do mês os números aumentam na conta e depois passo o mês a ver esses números diminuir cada vez que meto um cartão numa máquina, numa loja qualquer.



Isto a vocês não vos faz confusão?



Não vos faz confusão, mesmo quando levantamos o dinheiro, saber que aqueles pedaços de papel, iguais a tantos outros que não valem nada, têm afinal tanto valor? Tanto valor que provocam mortes, traições, abandonos, emigrações, políticas irracionais? 

Isto faz-me pensar, se eu pegasse numa folha de árvore e lhe escrevesse 50€ com uma caneta, será que conseguia fazer as compras da semana com ela? Afinal, não valerá um pouco mais do que um mero pedaço de papel? Algo que faz parte de um ser vivo, respira, tem seiva que a alimenta em circulação... mas isto é só um exemplo, um mero exemplo para ilustrar a minha falta de compreensão, quando vou a algum lado e tenho que dar papéis em troca de comida, veja-se CO-MI-DA, que sem a qual morremos, e roupa, roupa essencial para estarmos protegidos e quentinhos.

E ás vezes, muitas vezes, nem esse papel dou, limito-me a passar um cartão numa máquina e a marcar um código, para trocar números de cá para lá. Eu fico com o número mais pequeno, e alguém fica com os seus números maiores. E é esse alguém, não o da loja, mas alguém superior a esse, com a sede insaciável de subir os seus números, que controla tudo que faço, é esse alguém que estipula o preço do meu tempo, o preço da minha vida.



 
Para quem não conhece o "Zeitgeist Movement", deixo aqui o link do site oficial. Não sou fiel seguidora deste movimento, mas acho algumas ideias extremamente pertinentes e penso que deviam ser abordadas mais vezes.



 

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