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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

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22
Jul19

Ainda estás aqui.

Prometi que nunca mais falaria para ti. Mas mais uma vez vou quebrar essa promessa. Porque preciso, mais do que tudo, tirar isto que guardo no peito.

 

Não quiseste vir para França, respeitei a tua decisão. Experimentaste e viste que não era para ti. Ok, tudo bem. Só gostava que mo tivesses dito com todas as letras... Custou. Custou sentir que foste embora e começaste a afastar-te, gradualmente, todos os dias um pouquinho mais... Como se eu não fosse dar conta. Como se eu me fosse esquecer que estávamos juntos, que éramos namorados, e que no início, quando hesitei em começar a nossa relação à distância, tu me prometeste que ias lutar por nós, até ao fim. Não o fizeste.

 

Também não quiseste que eu voltasse para Portugal. Por razões que nunca me quiseste dizer. E serias a única pessoa, meu amigo de infância, a conseguir convencer-me, com uma única palavra, a voltar. Bastava teres dito "vem". E eu teria ido, sem olhar para trás.

 

A muito custo acabei contigo. Mesmo à distância... Afinal, já se tinham passado quase 2 meses em que só trocavamos uma ou duas mensagens por semana. Em que não atendias o telefone nem me ligavas, porque estavas em casa desempregado e a tua mãe e irmãs podiam ouvir o telefone. Foste fraco! E na altura não quis culpar-te de nada, estava demasiado apaixonada para o fazer. Desculpei tudo. Não provoquei ondas, não fiz barulho. Tal como pediste...

 

Hoje sei que fiz mal. Fiz mal em ter aguentado tudo de forma estóica. Ate implodir. Porque, sinceramente, estavas tão longe fisicamente e psicológicamente, que nunca pude explodir como deve ser. Nunca pude deitar a raiva que sentia cá para fora. Guardei tudo para mim... E fiz mal. Muito mal. Porque... Merda! Hoje, ainda dói! A ferida ainda está aberta! E nada ajuda a cicatrizar... Aplicações, vícios, procrastinar a minha vida... Deixei tudo em stand-by na minha cabeça, desde que foste embora e eu te deixei ir.

 

Porra. Eu amava-te. Para mim tu eras o homem da minha vida. Meu amigo de infância. E a ideia que criei de nós era o suficiente para ter criado uma relação quase sozinha... Para depois tu não quereres ficar...

 

E merda para ti! Merda para as tuas decisões! Foda-se a foto que vi ontem! Tu noutro país, ainda mais longe do que aquele onde estou. 

 

Foda-se! Que raiva! Raiva por não ter sido a escolhida, raiva por não ter sido razão suficiente. Raiva por tudo ter acabado como acabou. Por saber que tudo poderia ter sido diferente... Talvez... Talvez... Se tivéssemos falado mais... Se os muros entre nós tivessem caído... Se no seu lugar tivéssemos construído pontes...

 

Estás longe. Foste para ainda mais longe do que quando te foste embora de mim. Já eu, eu ainda estou em ferida... Porque ainda estás aqui. E seja qual for a razão que te fez mudar de ideias... Espero que te faça feliz.

 

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