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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

Diário de uma dESarrumada

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08
Mai18

Já se sabe que a malta gosta é de ver desgraças...

... é parar em plena auto-estrada para ver um acidente de carro;

... é fazer um aglomerado de gente à volta da vítima se por acaso alguém tem o azar de desmaiar num concerto;

... é ir ver um incêndio, de longe, muito longe, para se poder dizer quão mal aquilo estava (ao menos levem água aos bombeiros);

... é ficar a olhar para uma pessoa em cadeira de rodas na rua e fazer a questão mental "o que lhe terá acontecido?";

... é parar de jantar só para ver aquela notícia na televisão sobre outro atentado.

 

 

Todos gostam de ver desgraças, mesmo que não queiram admitir. Ainda que esse momento não proporcione prazer nenhum, ainda que haja aquela sensação de peso na barriga e garganta apertada, a malta pára e fica a olhar.

 

Por isso é que este post aqui do barraco foi destacado pelo SAPO. 

 

Porque a minha vida amorosa neste momento parece um acidente em que dois comboios colidiram de frente um com o outro. Já há 3 anos que assim é, e os posts das minhas breakups estiveram sempre entre os mais lidos. A malta fica especada a olhar, quer seja na vida real ou num blog! E vai voltando para ver as outras desgraças que vão acontecendo.

 

Mas eu gosto de vocês na mesma. E faço este post para dizer que são sempre bem-vindos a este cantinho desarrumado. 

Tirem os sapatos e instalem-se confortavelmente que isto ainda agora começou!

 

Beijo na bunda! 

 

04
Mai18

Dinheiro = amor

As coisas com o S. não resultaram, muito por escolha minha, o resto por escolha dele.

Quando no início de uma relação alguém te diz que há certas coisas sobre a sua vida profissional que nunca te vai contar... não fiques com medo de ser julgada se saires de fininho: corre com quantas pernas tiveres! Até sair um pulmão cá para fora ou algo do género.

 

Conheço uma moça que tinha dado tudo para conhecer um rapaz assim riquíssimo e cheio de "amor" para dar. Mas eu não procuro este tipo de amor comprado. Pessoas tão vazias que a única coisa que têm é uma conta cheia no banco.

 

Quando alguém me diz na esplanada de um restaurante:

 

"Olha aquela ali, levantou-se para ir buscar o casaco do marido ao carro. Tu podias ser assim comigo."

 

Eu não sou fria, atenção. Mas nesse dia estava com muito frio porque não levei casaco, deixei no carro, ele tinha levado o dele. E nem se apercebeu disso quando falou. Naquela noite específica, quem estava com frio era eu. E não só o marido da outra senhora.

 

Quem é que tem que fazer o quê, numa relação, afinal? Pergunta difícil de responder. Afinal uma relação faz-se a dois, em simultâneo, sem sistema de trocas e transacções, ou estarei enganada? Aos olhos de alguns que só pensam em receber, os meus argumentos não têm peso nenhum, tal como os dele não tiveram para mim.

 

Eu cá não gosto do dá-cá-toma-lá, ele parecia gostar. Mas quando um tem muito mais para dar que o outro, a coisa está fadada ao insucesso, seja dinheiro ou amor. Cada um dá o que tem.

 

Quando acabas e alguém te diz: "Olha e a gasolina toda que gastei naquelas duas vezes que fomos passear? Quem me devolve esse dinheiro?"

 

Pois. Cada um dá o que tem, claramente alguns têm mais para dar que outros. E não estou a falar de dinheiro no banco, que esse ele tinha muito. Mas eu queria dar amor e ele só tinha dinheiro.

 

Há muita coisa que o dinheiro pode comprar. Disso não tenho dúvidas nem nunca terei.

 

Mas o dinheiro não compra amor, pelo menos por enquanto, muito menos o meu.

 

29
Mar18

Calma que a festa ainda vai a meio.

Depois de uma semana sem meter aqui os cutos, eis que estou aqui para dar o ar da minha graça. Pois bem, tive um fim-de-semana agitado em que fui assistir a um congresso. Gostei muito do congresso e a amiga que me recebeu também foi muito boa para mim e sabe receber muuuuuito bem (obrigada!).

 

O resto da semana foi a tentar meter ordem na casa e a sair com colegas de trabalho e o moço. Ah pois é, as coisas com aquele rapaz do Tinder andam a ficar um bocado sérias, bastante mesmo... já tive a minha crise de ansiedade por causa disto. Será que é muito cedo para voltar a ter alguém? Será que devia esperar para encontrar um português? Será que a actividade profissional dele me vai incomodar muito no futuro? (trabalha muitos fins-de-semana e muitas horas durante a semana...) É lixado quando nem o momento presente podemos aproveitar porque o cérebro está sempre a descarregar pilhas e pilhas de dúvidas na nossa mente... Ontem veio aqui jantar e trouxe um ramo de flores lindíssimo, já não recebia flores há anos... adorei, pois claro. E antes que pensem que ele faz estas coisas para me saltar à cueca, enganam-se, ele quis vir jantar aqui e já sabia de ante-mão que eu estava com o período e não haveria nada para ninguém. Ora, adoro quando ele se faz de convidado e vem aqui passar a noite, mas desta vez levou com uma pratada de legumes que nem é bom lembrar! Não me apeteceu estar a mudar o meu plano de menu só porque ele vinha cá...

 

De resto, o trabalho tem corrido muito, muito, bem. Nem acredito que a saída da vaca invejosa em Novembro pudesse trazer tanta coisa boa... continuo a dizer, e direi sempre, é incrível como às vezes uma única maçã podre consegue envenenar todo um local de trabalho. Arre, ainda bem que esta se foi embora! Assim vou poder reembolsar a minha dívida - faltam 15 meses - sem stresses. A menos que venha para aqui uma laranja podre, aí arranco os cabelos, pago o que tiver a pagar e meto-me nas putas. Por enquanto vou ficando... Quando é que desisti dos meus sonhos profissionais? Não sei, mas às vezes abrandar e parar com aquele pensamento constante de "tenho que procurar melhor" também faz bem.

 

A modos que foi uma semana de muita ansiedade, tanta que nem conseguia vir aqui ao blog, mas acalmou, e aqui estou eu para vos desejar um ótimo fim-de-semana e dar um beijinho, daqueles bem gostosos, na vossa bunda musculada, espero, pronta para o Verão!!! 

15
Mar18

Tinder e cenas #2

Pois bem, meus caros, posso dizer-vos que aqui a dESarrumada trepou muitas paredes, andou 6 meses a pão e água, estava com uma fominha de colar a barriga às costas, andava já desesperadinha de todo por uma boa dose de pinanço. Muito esfreganço, muito líquido escorrido, muita javardice entre lençóis... acho que já todos percebemos a ideia!

Eis que, depois de 4 encontros, depois de muita espera, depois de muitos passeios a levar com o frio glacial da região centro de França nas trombas, o momento chegou!

 

Experimentei, saboreei, degustei, lambuzei-me toda com

 

um bom salsichão francês!

 

Ah pois é... já tinha tido boas experiências com o belo do chouriço português, picante e fogoso, mas este "saucisson" não desiludiu nada, muito pelo contrário! É o requinte, é a classe, resumindo, é outra coisa. Só vos digo isto, tirei a barriga de misérias que foi um mimo!

 

18
Fev18

Histórias para contar.

Engraçado que isto de passar por um break up faz-me pensar noutras histórias mais antigas, como começaram, como acabaram, o que fiz para melhorar, como saí do fundo do poço e outras divagações que tais.

 

Lá para meados de 2008 fiquei comprometida, eu e o meu namorado da altura achámos que seria giro termos alianças de comprometidos, até porque, já namorávamos há dois anos e era "certinho" que íamos casar. Ele foi estudar para Lisboa, eu fiquei no último da ano da secundária. A dESarrumada com 17 anos ficou sozinha na secundária com uma aliança de comprometida no dedo anelar da mão direita. O moço lá foi para Lisboa, morar para casa de uma tia, e como acontece com todos os meus namoros em que a distância se instala, ele começou a preferir ver a novela todas as noites do que ligar-me. Isto sim, é um padrão que se tem repetido anos e anos seguidos. Começo um namoro, corre bem, ficamos longe por um motivo ou outro, eu continuo a tentar e eles sentam-se à sombra da bananeira. Ou será que sou eu que interpreto tudo mal? Nunca saberei.

 

A verdade é que custava ser trocada pela novela. Eu na altura ainda tinha tomates para ligar mesmo quando me diziam que não tinham tempo, e cheguei a ter a chamada desligada na cara... tuh, tuh, tuh... do outro lado da linha.

 

Foda-se. Aguentei, afinal, íamos casar, ter bebés e uma casa na Serra. Estava eu toda contente a festejar o facto de ir para a Universidade só que menti ao moço, disse-lhe que não tinha metido opções em Lisboa porque não tinha média suficiente, mas a verdade é que entrei num sítio com média superior na altura... só que queria mesmo, mesmo, estudar em Aveiro, tinha o feeling que lá é que ia ser feliz, e fui, muito. Mas não lhe contem, ok?

 

Fui para Aveiro. Aquilo foi festa todas as semanas, aquele primeiro ano foi mesmo um dos melhores em termos de descobertas. Estava livre da força controladora que os meus pais exerciam em mim, podia fazer o que quisesse, desde que não gastasse muito dinheiro, porque afinal, na Universidade somos "livres", mas ainda muito dependentes dos pais. Conheci outro rapaz. Tirei a aliança do dedo, só a metia quando ia a casa no fim-de-semana. Houve um fim-de-semana em que me esqueci de a meter e tive que dizer a toda a gente que a tinha perdido na praxe. Nunca mais a pude meter depois disso, afinal, estava "perdida". Eu sabia que dali não sairia nada sério, afinal, o meu namorado não me vinha visitar por mais que eu lhe pedisse, arranjava sempre algo para fazer com a tia em Lisboa. Num fim-de-semana passado em casa, encontrei-me com ele e acabei. Implorou de joelhos (foi a única vez que alguém se ajoelhou a implorar que não acabasse com ele). Eu fui dura, disse-lhe que ele me ignorava e que assim não podia continuar. Ele disse que ia mudar. Nos 2 dias seguintes não me mandou uma única sms. Mandei eu outra a dizer que a minha ideia de acabar estava confirmada e que era definitiva.

 

Entretanto continuei a sair com o tal rapaz de Aveiro. Perdi a virgindade com ele, a ideia de casar virgem caiu por terra nesse 1º ano de Universidade. Na altura morava num prédio com 12 andares habitáveis que tinha um 13º andar com arrumações e acesso a um terraço. Como partilhava quarto com outra rapariga eu e esse moço íamos "curtir" para o tal 13º andar do prédio. Aquilo foram meses de muita adrenalina. Já quase me tinha esquecido disto. Num dos dias da semana académica estava com ele lá no sótão e as minhas calças de ganga, que eram super justas, rasgaram-se no meio das pernas. Tive que descer os andares todos naquela figura, cuecas à mostra e tudo. 

 

Boas recordações. Muito parvas mas boas. Ainda bem que não me esqueci do quão parva era. O anel ainda está lá em casa guardado numa caixa com as fotos deste namoro de 3 anos. Soube bem ter vivido algo "assim", mas éramos umas crianças. O segundo rapaz foi no ano seguinte de Erasmus para outro país. Mais um que se afastou. E na altura também achei que nunca mais voltaria a amar. 

15
Fev18

Água quente.

Estar debaixo do chuveiro a sentir a água quente escorrer pelo meu corpo. Lavar-me devagarinho e imaginar tudo que podia ter sido e não foi. As tuas mãos nas minhas, a tua barba a passar no meu pescoço. O teu beijo no meu ombro. Tudo em que nos podíamos ter tornado. Nunca vai acontecer. E hoje choro porque finalmente sei isso, demorei a reconhecer que o início do fim já tinha começado há uns bons meses. Não aceito, mas vou tentar seguir em frente. Como fiz em tantas outras situações de despedida. A vida podia ter sido tantas coisas, a cada minuto tomamos decisões que mudam o rumo de tudo. E hoje choro, e as lágrimas frias misturam-se com a água quente do chuveiro para nunca mais as recuperar. Tal como os sonhos que tive contigo se misturam na confusão do tempo e se perdem.

 

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15
Fev18

Ela voltou. No dia de São Valentim.

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Depois desta ausência prolongada aqui do Sapoworld, primeiro porque tinha preparativos de último minuto para a viagem a Marrocos, segundo porque viajar fora da Europa e não ter dados móveis disponíveis, tendo que usar redes de wi-fi manhosas em hosteis e restaurantes duvidosos, não é, definitivamente, para mim (é por isto que nunca serei uma blogger da moda!). Não consegui nem meter fotos no Instagram, nem fazer posts aqui. A assiduidade vai ter que ficar para uma próxima. Também não foi desta!

 

Depois da aventuras em Marrocos, que contarei mais tarde, voltei à "casa" de França no Domingo, mas não escrevi nada até agora porque tenho andado com uma caganeira do pior, coisinha para deitar as tripas todas cá para fora (um blog sempre glamouroso este, eu sei). Não tenho tido forças para vir cá despejar cenas, uma vez que as despejo noutros sítios, tipo a sanita. Pronto, já chega de falar de merda. Vamos às satisfações diversas.

 

Hoje, dia de São Valentim, achei por bem fazer o meu come back aqui no blog. Qual dia melhor para escrever que esse tão famoso dia, onde só se vê corações e fotos de jantares com dedicações pirosas em tudo o que é redes sociais? Eu cá gostava de dizer que acho fofo, noutros tempos já achei, mas agora dá-me vómitos ver tanta lamexice, epah, julguem-me à vontade. Talvez um dia o faça, não digo "desta água nunca beberei". Mas por agora acho hipocrisia pura a de certas pessoas nas redes sociais, virem dizer que amam o companheiro e depois andarem a traí-lo(a) por tudo quando é canto (eu fui a pessoa com quem o rapaz em questão traiu a namorada há alguns anos, por isso sei do que estou a falar).

 

O meu serão de hoje foi passado com as meninas a comer um kebab e depois em casa de uma delas a enfardar gelado de menta com pepitas de chocolate - o meu preferido, como sabem - directamente da embalagem. Depois fizemos uma lista verbal do porquê das nossas vidas estarem uma merda, actualmente. Depois dissemos umas às outras o porquê de o que tínhamos acabado de dizer ser uma valente bosta. E falámos do quão espectaculares somos. E rimos muito, com algumas lágrimas à mistura. Vai tudo correr bem piquenas solteiras. Vale a pena ter amigos assim. 

 

 

Beijinhos na bunda,

da vossa dESarrumada 

18
Jan18

Diário de bordo 18.01.2018

Insónia. Cansaço e alguma raiva. Vou falar de um assunto há algum tempo esquecido aqui no blog. A minha vida amorosa.

 

 

Resumindo, ou sou eu que sou muito exigente, ou há situações que, simplesmente, não me enchem as medidas, por mais que tente, por mais que me esforce. Já se sabe que relações à distância são uma merda. Não há forma de negar, não vale a pena meter paninhos quentes. Alguns conseguem, alguns dão o litro para que resulte, conheço uma rapariga que gasta entre 150 a 300€ para ir a Portugal a cada 3 semanas ver o namorado, mas ela mora no Porto, não no interior do país, como eu, ela está em Paris, não no interior de França, como eu... apesar de parecerem detalhes, o facto de passar quase 12 horas em viagem para ver o "mais-que-tudo" já me tira qualquer hipótese de sonhar com voos mais altos que me possibilitassem ir à terrinha mais vezes.

 

Mas não estou aqui para me queixar da minha localização geográfica.

 

Isto seria facilmente contornável se ele quisesse fazer mais. Se ele quisesse ir até Lisboa ou Porto, ou simplesmente organizar algo, um pedacinho de interesse, sem que tenha que ser eu a pensar no assunto, eu a organizar as férias, eu a organizar as chamadas, que são cada vez mais raras. (Ouvir a voz dele a cada 2 meses parece-vos normal?)

 

A inércia de algumas pessoas dá cabo de mim, a sensação de que ele já desistiu e se esqueceu de me contactar, é coisa para destruir uma pessoa. Ao menos que me digam quando a coisa já deu para o torto. Nem que seja uma sms, já não te quero. Amigos na mesma, pá!

 

Eu tentei, juro que tentei, até sugeri voltar para Portugal como era meu desejo há uns meses atrás. Insisti nesta ideia durante meses. Martelei na minha cabeça vezes e vezes sem conta que seria a opção certa, que era o caminho a seguir. Agora já não sei o que quero. Se volto, se fico, ou se me calo para sempre. 

 

Quando as conversas começam a ser só à base de "está tudo bem?" ou "como foi o teu dia?", é hora de saltar do barco, certo? É o chamado - quero voltar p'ra ilha! - e eu já voltava toda contente para aqueles primeiros meses de sonho. Meses em que a relação parecia possível e tudo era palpável. Quando dizíamos "quem quer muito alguma coisa, consegue". Onde estão o raio dessas promessas? Onde se escondeu o optimismo? Onde está o querer avançar na mesma direcção??

 

Fuck. Já arranjaste trabalho aí, não queres que volte porque "estou muito bem aqui", segundo as tuas palavras, e ainda por cima não queres contar à família porque "eles não iam compreender o facto de termos uma relação e não estarmos juntos fisicamente"... moço, não sei que te diga, nem compreendem eles, nem compreendo eu.

 

Vou dormir, que o meu mal é sono. E, se calhar, no meio disto tudo, vai-se a ver e até sou eu que sou demasiado exigente. Mas cada um aceita o amor que acha que merece. E eu acredito que não mereço SÓ isto.

20
Dez17

O passaporte chegou.

Recebi o meu passaporte. Nele vem escrita a frase de Luís de Camões "Esta é a ditosa pátria minha amada". Isto fez-me pensar que muitas vezes os portugueses associam o seu país à palavra amor. E não vejo muita gente de outros países a fazer o mesmo.

 

Tenho colegas de várias nacionalidades, nunca ouvi nenhum dizer que quer voltar para o seu país por amor. Alguns dizem que é pela família, outros dizem que é pelos amigos, poucos dizem que é por amor, só. Não sei se me faço entender.

 

No outro dia em Paris conheci uma americana, andava a fazer uma viagem sozinha na Europa e a visitar vários países. Quando ela começou a falar da viagem ainda não sabia que eu era portuguesa. Atentem no que ela me disse. Em inglês ela lá me explicou que estava a achar Paris linda, as luzes, os monumentos, tudo, que também tinha apreciado bastante estar em Espanha. Mas que a cidade preferida dela tinha sido Lisboa, e rematou dizendo "I love Portugal, if I could I would live there".

 

E foi isto. Num primeiro instante ela não descreveu os monumentos, não falou do clima, da comida ou das pessoas. Como acabou por fazer depois quando soube que eu era portuguesa. Antes de saber o que quer que fosse ela disse de forma espontânea "Eu amo Portugal".

 

E é isto... o que é que este país tem que nos faz amá-lo tanto? Porque é que sinto que o amor por Portugal cresce na parte de dentro das pessoas de forma irracional, em vez de entrar calmamente com argumentos bem pensados e racionalizados? Falei recentemente com um casal de franceses reformados que vai mudar-se de armas e bagagens para Portugal. E quanto tempo estiveram em Portugal antes de tomar a decisão? Uma semana. Pois é meus caros, uma semana chegou para tomarem uma das maiores decisões da vida deles.

 

Quando se gosta de Portugal, gosta-se porque sim. É amor à primeira vista. E isso para mim é motivo mais do que suficiente.

 

A precisar de recarregar baterias. Faltam 2 dias.

 

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