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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

Diário de uma dESarrumada

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11
Abr19

Em Ponto Maria: Shemale

O tema desta semana são as Shemale. Como não sabia como descrever sem ferir susceptibilidades, vou deixar aqui a definição da Wikipédia traduzida do inglês pelo Google:

 

 

"Shemale é um termo usado,

principalmente no trabalho sexual,

para descrever uma mulher transexual com genitália masculina e características sexuais secundárias femininas,

geralmente incluindo aumento mamário e utilização de hormonas."

 

 

Ok, depois desta definição, ficamos a perceber que um termo algo pejorativo (pelo menos foi assim que o interpretei!) vou falar-vos da primeira vez que tive contacto com a palavra Shemale. Tudo começou algures lá em 2000 e troca o passo, quando andava a explorar o porno, ainda bem lá no início da minha vida sexual a solo. Nessa altura eu e o meu irmão partilhávamos o único computador fixo da casa e por isso calhava eu estar por lá dia sim, dia não. E quando andava por lá, aproveitava para meter os phones e entrar no vortex infindável que é a pornografia. 

 

 

Entre muitas categorias que explorei, eis que um dia passo por um vídeo perdido que tinha a palavra Shemale no título, nessa altura o meu inglês ainda estava em fase de desenvolvimento, mas quando via os previews de cada vídeo só via um homem e uma mulher muito gira a fazer coisas muito kinky. Nunca me apercebia que havia algo de diferente. Até porque nunca chegava a entrar nos vídeos. Então ficava com aquela impressão de que a Shemale era uma mulher super boazona, uma espécie de super-mulher que era tão boa que tinha que levar um "male" depois do "she" - desculpem lá este pensamento misógino, mas quando era mais nova não era feminista como sou agora! 

 

 

Como estava a dizer, caí nesta categoria do porno sem querer. Uma pessoa começa a ver um pornozinho clássico, homem beija mulher, mulher beija homem, mulher chupa homem, homem lambe mulher... e quando baixa as cuecas sai de lá um mangalho de 25cm ! E uma pessoa fica tipo "What the fuck!?!" O que é que se passou ali?

 

 

É verdade que, quando andamos fechados na nossa bolha, ver qualquer coisa de diferente, seja o que for, deixa-nos com uma sensação de estranheza enorme, inconfortáveis. Como quando queremos lançar um pum durante uma aula de yoga e não podemos.

 

 

Pois bem, foi assim que fiquei a conhecer esta categoria da pornografia, sem querer e de forma não propositada. Nessa altura desliguei logo o PC e fui comer uma maçã que é mais saudável (referência aos grandes Gato Fedorento, que saudades daquela malta!). No entanto, alguns anos mais tarde voltei a cair sem querer nesse tipo de vídeos e... admito, não gostei. Prefiro ver uma mulher com um strap on a enrabar um homem... Mas isto - claro! - são gostos pessoais, não se discute e respeita-se.

 

 

Eu respeito os transsexuais, defendo a causa deles e o direito a serem exteriormente quem já são no seu EU interior. Lutarei sempre para que eles possam tomar as decisões que melhor entenderem para ao seu corpo. Aqui não se trata de fazer uma intervenção cirúrgica por razões de estética, estamos a falar de fazer corresponder o seu fenótipo à sua identidade de género. Se eu me sinto mulher, apesar de ter nascido com características sexuais secundárias e orgãos sexuais de homem, posso, em algum ponto da vida, submeter-me a uma intervenção cirúrgica que só vai trazer-me esse corpo com que não nasci, mas que é o meu. Mas também posso optar por não o fazer. Ou optar por colocar mamas de silicone e manter o orgão sexual masculino.

 

 

Mudar tudo. Ou não mudar nada. A escolha é de cada um. E cabe a todos respeitarmos essa escolha.

 

 

*********************************************

Em Ponto Maria Oficial.jpg

 

"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com o Triptofano tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

08
Abr19

Perioditivismo // Um pedido para todas as mães de menino(s)

perioditivismo.png

Mães desse país à beira mar plantado chamado Portugal. Mães portuguesas que estão noutro país. Mães de outras nacionalidades que encontraram aqui o blog mais desarrumado da Internet.

 

Por favor, tal como falam sobre o período com as vossas filhas, falem sobre esse assunto com os vossos filhos. Estou farta de ouvir homens falar sobre o período como se fosse o diabo encarnado nas suas mulheres / namoradas, de falarem disso como se fosse uma incapacidade, ou fazerem piadas, ou terem nojo, quase pior que tudo isto: TEREM VERGONHA DE ABORDAR ESSE ASSUNTO!

 

Aconteceu-me no ano passado: saí alguns meses com um rapaz que sempre que eu estava com o período me mandava a boquinha "Ainda tens isso? Porque não tomas daquelas pílulas que param o período? A minha ex tomava e era o paraíso para ela e para mim". Pois, chocante ouvir um discurso destes em pelo século XXI, não???

 

E sempre que lhe dizia ou falava de período tinha a impressão que esse assunto o aborrecia ou o deixava irritado, como se ele encarasse a menstruação como algo acessório na mulher, prescindível, uma doença que deve ser exterminada, uma verruga que deve ser arrancada. "Trata disso" dizia ele. Tratar como? Deixar de ser mulher? Impedir o meu corpo de fazer aquilo para o qual foi programado? Parar de ovular só porque o menino não queria ter 7 dias sem sexo? Não tenho dores na menstruação, não tenciono tomar nenhuma contracepção hormonal, não me incomoda nada ter relações durante o período (respeito se o sangue incomodar o rapaz com quem estou e não obrigo ninguém a nada)... mas tomar algo só porque algum rapaz não acha bem eu ter o período. NUNCA. NEVER. JAMÉ!

 

Fiquei a questionar-me sobre esses assuntos... Quantas mulheres tomam a pílula devido a pressão psicológica exercida pelo parceiro? Quantas mulheres não têm o controlo absoluto de tudo que ingerem ou colocam no seu corpo? Os rapazes não são educados para aceitar o período como algo que faz parte de ser mulher? E este problema vem de onde? Não tiveram contacto com mulheres ao crescer? Elas não falaram sobre esses assuntos com eles? Se estivermos à espera que seja o pai a falar sobre período com os filhos homens... acho que, na maior parte dos casos, podemos esperar sentadas.

 

Eu lembro-me da minha mãe, mal eu tive o primeiro período, me ter metido um caixotinho do lixo no quarto para eu não deitar os meus produtos menstruais usados na casa-de-banho familiar, evitando assim que o meu pai e irmão vissem... quando íamos às compras com eles nunca comprávamos pensos higiénicos ou tampões... a minha mãe comprava quando fazia compras sozinha. E conheço outras famílias onde isto acontece. Só hoje em dia me apercebo do quão tóxico este comportamento pode ser. Apercebo-me que, como este assunto fica sempre escondido, muitos homens partilham a casa, durante uma infância e adolescência inteiras, com as suas mães e irmãs sem nunca se aperceberem que elas têm o período. Depois, já adultos, começam a sair com uma rapariga e quando ouvem falar em período é o "ai meu Deus, que doença nojenta é essa? Livra-te disso!"

 

Por isso, mães de meninos, irmãs de meninos, tias de meninos, avós de meninos, falem sobre o período com os homens da vossa vida. A futura mulher dele agradece.

 

Beijo na bunda! 

06
Abr19

TindAdvisor // O cachalote

Por falta de tempo para detalhar tudo, sinto que vou saltar aqui várias etapas nos relatos das minhas curtas relações do Tinder mas queria que o #pila4 aka Cachalote passasse à frente do #pila2 e do pila#3. Por razões que se resumem única e exclusivamente a ter sido uma experiência traumática para mim... 

 

Queria contar aqui esta história, porque, apesar de defender o positivismo corporal, também sou a primeira pessoa a dizer-vos que excesso de gordura faz mal à saúde, sendo umas das causas das mais diversas doenças do foro cardio-vascular, entre outras a dispneia ou falta de ar. 

 

Claro que não vos quero maçar com estes factos de saúde mas tinha mesmo que abordar esta temática visto que tive uma experiência de quase-morte e só não passei para o outro lado porque tive o discernimento de parar a coisa a tempo e só me safei sabe-se lá como. Neste momento podia não estar aqui a escrever este post. Estou viva, sobrevivi ao #pila4 e só isso merecia um daqueles posts do Diário da Gratidão tão famosos por aqui na Sapolândia. Fica aqui a dica a todos que não agradecem este género de coisas.

 

Mas sem mais demoras comecemos o relato.

 

Também conheci o cachalote no Tinder. Já o tinha adicionado em Outubro mas íamos falando de vez em quando, nada de mais... lá para Dezembro adicionámo-nos no Instagram e começámos a falar por lá. Com as nossas contas pessoais. Entretanto fui viajar e íamos falando, trocando fotos, etc. 

 

Houve uma noite em que estávamos a falar e a conversa aqueceu. Começámos a trocar fotos e o moço mandou-me uma foto da pila dele. Só vi a cabeça... referi o facto de ele não ter mostrado toda a pujança do dito instrumento ao que ele respondeu "o resto fica para quando nos virmos pessoalmente, mas aproveito para te avisar que não sou muito abonado". Ok, tudo bem. Eu disse que não havia problema, onde couberam os 25cm do Plutónio, também cabem menos. Mas estava longe de imaginar o que me esperava. 

 

Nas fotos o rapaz era girinho. Olhos verdes. Brinco de argola no nariz. Intelectual. Dono de uma rádio pirata. Já leu todos os clássicos franceses. Opah, pronto, fomos falando e quando cheguei da viagem à Austrália combinamos encontro em casa dele. Fiz uma hora de ida e outra de volta para estar com ele e até lhe fiz a proposição poética de irmos comer frango frito depois do bem bom. Que ele aceitou de bom grado.

 

Cheguei à rua onde ele morava, era de noite e liguei-lhe porque não o via. Só via um rapaz em fase de pré-obesidade, com uns chinelos felpudos de velho no meio do passeio, agarrado ao telemóvel, ao fundo da rua. Enquanto ia avançando à procura do número do prédio dele comecei a ver que me estava a aproximar do tal rapaz, decidi pegar no meu telemóvel e ligar ao moço do Tinder para que ele descesse e me viesse buscar porque estava um gajo enorme assustador no meio da rua... "que não seja ele... que não seja ele..." pego no telemóvel e o rapaz gordinho, que parecia um cachalote bebé, chama por mim, pelo meu nome!!! DESGRAÇA!!!! Era ele!!! Que me veio buscar à rua de chinelos!!!

 

TIREM-ME DESTE FILME.

 

Paniquei dentro da minha cabeça... mas disse para mim própria: dESarrumada, ele parece ter acabado de sair de algum santuário de elefantes africano, mas muita calma, o facto de ter uns quilos a mais não significa que não seja bom na cama, dá o benefício da dúvida, deixa-o mostrar o que vale. O intelecto dele convenceu-me a tentar. Mas mal eu imaginava que devia ter saído dali a correr nesse mesmo instante.

 

Mal chegámos ao apartamento minúsculo dele, serviu-me um sumo de laranja TOP BUDGET num brick. Não percebo estes gajos de hoje em dia, querem paxaxa a baixo custo, sem avançar um único euro de investimento na manutenção do estado hídrico da sua parceira de actividades nocturnas. Logo ali senti-me defraudada "então eu faço uma hora de carro para vir aqui vê-lo e ele nem sequer me serve um daqueles sumos mais caros com pedaços de polpa verdadeiros?" Começamos mal.

 

Foi fumar um cigarro à janela. Só faltava isto, fuma. Imaginei logo o fumo a sair pelo buraco na cabeça de cachalote. Fui à casa-de-banho, ainda com esta ideia mental. A rir para não chorar. A tentar ganhar coragem para o que vinha a seguir.

 

Saí. Agarrou-se a mim qual baleia branca assassina, parecia que não via um filet mignon há muito tempo. Acredito que fosse o caso. Beijámo-nos. Mas porra, beijar um gajo que fuma é das piores sensações do mundo. Não fumem. Não sejam obesos. Olhem as doenças cardio-vasculares, as causas de morte diversas e variadas que advêm de um estilo de vida desregrado. E a mais importante de todas: a morte por esmagamento. Não para ele, mas para quem vai para a cama com ele.

 

Era aqui que queria chegar. Ele lambeu. Ele meteu dedos. Houve muita coisa gira. Mas depois veio o momento de baixar os boxers. E... o pânico, o horror! Não havia nada, excepto uma espécie de apêndice de carne de 7cm. Juro. No meio dos pêlos todos havia uma coisita tímida a espreitar. Ele tentou meter preservativo e aquilo quase que ficou a boiar... Tentámos penetração e MINHA GENTE.... nunca tinha tido esta sensação na vida: não senti nada. Quando digo nada é mesmo nada! O típico "já meteste?"

 

Ele tentou compensar com movimentos fortes de vai-e-vem, eu comecei a olhar para o tecto a tentar perceber como cheguei àquele ponto da minha vida. Ele transpirava que nem uma baleia molhada, a barriga dele caía em cima de mim, uma tristeza, porque, o moço já não sendo muito abonado, ainda por cima tem uma barriga enorme que lhe rouba preciosos centímetros de pila! Ninguém merece ter tanta pouca sorte na vida.

 

A gota de água que fez transbordar a minha paciência - literalmente! - foi quando vi uma gota de suor dele a cair directamente da sua testa em cima da minha... parecia que estava a ver a cena em slow motion. Tínhamos literalmente acabado de começar e ele já estava a ter um pré-enfarte. Estava com sintomas de angina de peito, de certeza. Fiquei na dúvida se devia chamar logo ali o INEM e dizer que um cachalote deu à costa na minha vagina ou se fingia uma diarreia e ia embora. "Desculpa, não estou muito em forma" - diz ele. "Devias praticar algum desporto" - disse eu, empaticamente. 

 

"Dói-me a barriga. Tenho que ir ao wc" e empurrei-o de cima de mim. Peguei em metade da minha roupa que estava no chão e fui vestir-me para o WC. Saí de lá já meia vestida a aleguei uma caganeira. "Sou intolerante à laranja." "Ah não queres ficar mais um bocado? Mesmo que não acabemos o que começámos, podemos ficar a trocar mimos e até podes dormir aqui." Ouvi o som do mar a ecoar na minha mente, a rebentação das ondas a ressoar no meu cérebro, um barulho de cachalote bebé no fundo do horizonte...

 

Fui embora... e fui comer o frango frito sozinha. Era por demais evidente que o moço não precisava de mais gordura saturada na vida dele. Disse que mandava mensagem quando chegasse a casa e foi o que fiz... para ele não pensar que morri ou algo do género. Mas nunca mais lhe falei. E entretanto nunca mais fui ao Tinder. Consigo auto-diagnosticar-me com stress pós-traumático pós-cachalote. Uma doença real e documentada. Por mim. E enquanto me lembrar desta experiência não volto a sair com um gajo sem ir tomar um café antes para uma avaliação não formal do material. Para evitar voltar a ficar soterrada debaixo de um peso daqueles, com os pulmões a pedir clemência, com os alvéolos a entrar em necrose com falta de oxigénio e o cérebro a entrar em isquemia. Não me apanham noutra destas tão cedo. 

 

Quantas estrelas merece este moço?


ZERO



Opinião:

 

Pontos positivos : o colchão era confortável.

 

Pontos a melhorar : deitar os chinelos fora. Deixar de fumar! Fazer exercício físico por motivos de saúde e performance 

 

Beijo na bunda! 

 

04
Abr19

Em Ponto Maria: Skid

O tema desta semana é menos bem-cheiroso que o da semana passada e envolve um tema que gosto bastante: cocó.

 

Skid ou skid marks é um termo em inglês que se refere a manchas de cocó deixadas na roupa interior ou àqueles rastos castanhos deixados na sanita após puxar o autoclismo. Não sei porque vamos falar disto aqui no blog, mas até a razão tem razões que a própria razão desconhec e já se sabe que neste blog o céu é o limite por isso vamos falar de cocó e com gosto!

 

Ter marcas de cocó na roupa interior pode indicar duas situações: esvaziamento intestinal incompleto ou incontinência anal. Ambas devem ser avaliadas e levadas a sério. Se o vosso caso for o primeiro bota comer fibra e beber muuuuita água para activar o trânsito intestinal. Fazer desporto também ajuda, eu sei que quando vou correr fico com tantos gases que pareço um carro com o cano de escape roto. Cada passo que dou é cada farpa que sai! E mal chego a casa PUMBAAA, senhor castanho vai para a água nadar todo contente!

Outra das causas do esvaziamento rectal incompleto é o facto de não estarmos completamente relaxados e concentrados no que estamos a fazer - levante  a mão quem vai soltar o torpedo com o telemóvel na mão e fica sentado na sanita até ficar com as pernas dormentes! 

 

Uma forma extremamente eficaz de relaxar os músculos do períneo na hora de soltar o bicho é utilizando um banquinho debaixo dos pés! Como este:

 

agachamento_banco_fazer_coco_defecar.jpg

 

Não me canso de dizer isto... mas desde que comecei a fazer cocó nesta posição a minha vida mudou drasticamente. Agora sim, sinto que esvazio tudo que tenho para esvaziar e fico leve, levezinha, pronta para enfardar mais um pouco e encher a barriga de mais cocó-em-potencial. Ah pois, nunca tinham pensado na comida desta forma!

 

E chegamos ao segundo ponto: a incontinência anal, uma das causas principais de Skid na roupa interior. A incontinência anal consiste na perda de gazes ou fezes devido a um enfraquecimentos dos músculos pélvicos, entre eles, o esfíncter anal. Uma boa forma de melhorar esta situação é começar um programa de exercícios pélvicos e abdominais ASAP.  Sempre acompanhados por um bom profissional de saúde especialista na área.

 

Ter umas cuequinhas ou boxers limpos é importante malta! Isto pode influenciar muito a vossa vida pessoal. Atentem na seguinte dica que segue em baixo:

 

Dica útil de dESarrumada  não serve de nada estar sempre a passar papel higiénico e a querer manter a margem anal o mais limpinha possível... porque se a causa for uma hipersecreção de muco anal, o facto de se estar sempre a esfregar a região com papel não vai melhorar a situação, muito pelo contrário, a secreção de muco vai aumentar devido à estimulação constante com um material "agressivo". Limpem com toalhitas húmidas próprias para essa região! O vosso rabo agradece, e a vossa roupa interior também 

 

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Em Ponto Maria Oficial.jpg

"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com o Triptofano tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

03
Abr19

A ursa de peluche mágica.

Tenho uma ursa de peluche chamada Dodoca. Foi-me oferecida aos 10 anos pela minha mãe, com o pretexto de eu ter sempre a companhia da mamã para dormir.

 

Na altura já tinha muitas insónias e não conseguia adormecer à noite, ora porque tinha medo do amanhã - ansiedade, ansiedade, ansiedade - ora porque estava longe da minha mãe.

 

Na altura a minha mãe disse-me que a Dodoca era um peluche mágico, ela permitia-me sentir a presença dela, onde quer que estivesse, mesmo estando muito longe! Eu acreditei, afinal, aos 10 anos as mães não mentem nem têm dúvidas, sabem sempre o melhor para nós.

 

A Dodoca acompanhou-me desde os 10 anos até à minha entrada na universidade. Quando fui para Aveiro estudar não a levei. Durante a minha primeira visita de fim de semana a casa, a minha mãe fez questão de, sorrateiramente, meter a ursa dentro da minha mala. E lá foi ela de comboio comigo para Aveiro. Por lá ficou, durante os 4 anos em que estive a tirar o curso, e durante o primeiro ano e meio de trabalho.

 

Depois vim para França. E a Dodoca regressou à base, sentada entre as almofadas da minha cama de adolescência.

 

Quando vou a Portugal tento sempre trazê-la para França, completamente esborrachada dentro da mala de cabine do avião. Mas antes de vir embora, não sei como, a minha mãe volta a tirá-la sorrateiramente "Então agora vais levar a ursa daqui para França? Nem pensar!" diz-me ela falsamente indignada quando lhe pergunto onde escondeu a Dodoca. 

 

De há uns tempos para cá, e sobretudo desde que disse à minha mãe que ia morar para Paris, ela tem falado comigo ao telefone no meu quarto, ao lado da ursinha de peluche. E de vez em quando manda-me fotos dela. Acho que têm passado muito tempo juntas.

 

Parece-me que nos últimos anos a Dodoca mudou gradualmente de função. Antes a sua magia tinha o poder de acalmar uma menina quando esta estava longe da mãe, hoje em dia ela acalma uma mãe que está longe da filha. Por mim, desde que me apercebi desta nova habilidade da Dodoca, nunca mais tentei trazê-la comigo. E está tudo bem assim.

 

01
Abr19

O Roast do Triptofano.

Este roast já está todo preto de tão esturrado que ficou depois de meses e meses no forno. Podem ler o roast que o Triptofano tão amavelmente escreveu para mim aqui, e depois voltem aqui para ler a minha vingança se faz favor. Muhahahahaha!!!

 

Nota: como alguém muito sábio uma vez disse, se alguém ficar ofendido com estas piadas o problema não é meu 

 

O Triptofano gosta tanto de produtos de cosmética para a pele da cara, do corpo, e contorno de olhos, mas ainda não descobriu um produto milagroso para travar o desenvolvimento daquela calvície.

 

O Triptofano vai a todas! Frequenta tantos restaurantes pela Zomato Gold, onde come que nem um alarve, que qualquer dia é conhecido como a prostituta obesa de Lisboa no mundo dos foodies.

 

O Triptofano tira fotos de comida tão mal enquadradas que questiono-me se não será o seu macaco de peluche, chamado José, a tirar as fotos.

 

O Triptofano come tanto que ainda não percebi porque se dá ao trabalho de ir à piscina abater aquelas calorias - supostamente para "tratar" a sua dor ciática - quando devia era ficar em casa a comer as cenouras e os aipos das porquinhas da índia.

 

O Triptofano escreve posts tão compridos que no outro dia tive que tirar um dia de férias inteiro só para ler um post do blog dele.

 

O Triptofano tem as unhas tão cuidadas e veste-se tão bem que um dia destes é vê-lo a meter gelinho na Delfine Brasileira lá para os lados de Alvalade armado em influencer.

 

O Triptofano quando escreve em inglês no Instagram está quase no mesmo nível do Jorge Jesus a falar espanhol.

 

O Triptofano fez um post sobre fisting anal com lubrificante para animais, mas parece-me que não é o facto de ser Farmacêutico que o tornou um entendido na matéria.

 

O Triptofano faz posts sobre feminismo e critica as mães do "Quem quer casar com o meu filho" por procurarem empregadas domésticas para os filhos, mas quem lhe lava a roupa ainda é a mãe dele.

 

 

ADORO-TE TRIPTOFANO!!! 

 

 

Digam lá, quem gostavam que fosse a próxima "vítima" aqui do meu Roast??? 

 

 

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