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Diário de uma desarrumada

. desarrumações . emigração . humor parvo . lifestyle . badalhoquices . coisas de gaja .

Diário de uma desarrumada

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30
Set18

Meus caros, a votação acabou.

O meu vibrador agradece a todos que votaram tão afincadamente para o seu nome oficial. 

 

A competição foi renhida mas já temos nome vencedor.

 

Podia dizer o nome agora, mas não seria a mesma coisa. Sabem como é, blogger que se preze tem que saber fazer render o peixe.

 

 

Resultados divulgados em breve!


Beijo na bunda! 

29
Set18

Uma votação vibrante. Acaba já amanhã!

Olá meus caros!

A votação para escolher o nome do meu vibrador acaba já amanhã! Para quem não viu as escolhas disponíveis encontram-se num formulário que coloquei na parte lateral do blog (para quem está no telemóvel é só andar para baixo).

 

Escolhem a opção que querem, depois carregam em "terminé" e vai aparecer uma mensagem a dizer "merci..."

vibrador_desarrumada.jpeg

 

Quem ainda não se pronunciou faça-o agora ou cale-se para sempre ! (sim, no que toca ao meu vibrador sou um bocado drama queen)

 

Ainda não votaram? Então go, go, go!

 

Juntem-se a esta causa, 
ajudem-me a baptizar o meu vibrador!
 


(se não tiverem mais nada para fazer) 

 

 

28
Set18

O meu avô é o mais forte #3 sabe o que fazer em caso de Acidente Vascular Cerebral?

Olá, meus unicórnios desarrumados mais lindos!

Hoje o texto é um pouco longo, mas fiquem por aí que podem aprender algo novo hoje.


Foram muitos o que se preocuparam com o meu avô...


O meu avô é o mais forte
O meu avô é o mais forte #2

 

...e entre inúmeras mensagens de apoio e para saberem se "o velhote" está bem, hoje venho responder a essa questão.

 

Depois do meu último post sobre ele, em que dizia que ele estava num lar à espera de entrada num centro de reeducação, muita coisa aconteceu. Esteve 3 meses num centro de reeducação, na Unidade de Cuidados Continuados (UCC), se não me engano. Aos dois meses de internamento teve uma crise de epilepsia que o enviou de volta para o Hospital da Guarda. Esteve alguns dias por lá e voltou para a UCC. Mais debilitado, o hemicorpo direito com menos movimentos activos, diminuição do campo de visão lateral. Tem uma afasia de Broca. Ou seja, no caso do meu avô, não consegue expressar-se com palavras, só emite sons. Mas compreende tudo que lhe dizemos.

 

Assim, muito resumidamente, existem dois tipos de afasias: a de Wernicke e a de Broca.

Afasia de Broca: a pessoa consegue compreender mas não consegue expressar-se verbalmente. Neste tipo de afasias a pessoa pode emitir sons, costumam ser sempre os mesmos. Já tive pacientes que faziam "tu tu tu" ou "pa pa pa", mas geralmente caracterizam-se por serem sons indistinguíveis.

Afasia de Wernicke: a pessoa consegue articular palavras, mas, estas não fazem sentido juntas. Nesta afasia costuma haver dificuldade ou ausência de compreensão. 

 

No final dos 3 meses voltou para o lar. Fisicamente ele está bem, anda, até sobe escadas, mas relativamente ao comportamento ficou muito agitado, agressivo, não aceita instruções. Por tudo isto, a minha avó, a avó Maria, que também está muito debilitada fisicamente, já não pode tomar conta dele. Ainda mais quando ele tem tendência a ser agressivo e a "fugir" quando alguém o tenta levar para outro sítio que não aquele que ele quer, não suporta ser contrariado. Mete-se a correr e ninguém o apanha, quer esteja no meio da estrada, no passeio, com muita ou pouca gente. Ele teve uma lesão cerebral massiva e por isso o prognóstico de recuperação da fala e do comportamento são muito reservados. Foi para o lar da terrinha. Onde está hoje e onde vai ficar a viver.

 

A minha mãe culpa-se a ela mesma pela extensão do AVC. A minha avó chamou-a para o telefone quando o meu avô teve o AVC e ao chegar lá deu com ele sentado numa cadeira a cair para o lado e a minha avó a segurá-lo para ele não cair. Tentaram pegar-lhe e ela viu que o pé e braço direitos ficavam "para trás" como que pendurados ao corpo. Deitaram-no no chão e a minha mãe - que já me ouviu explicar milhentas vezes os sinais de um AVC - soube logo o que era e reagiu rápido. O único "erro" que ela fez foi que chamou os bombeiros da terrinha dizendo-lhes que o meu avô estava no chão sem sentidos, e não lhes disse que desconfiava de um AVC. Eles vieram logo. Mas ao verem que era um AVC disseram que só podiam levar o meu avô até ao hospital do concelho, teria que ser o INEM a levá-lo para o hospital distrital.

 

E foi aqui que houve uma perda de tempo considerável... mas ela não podia saber. A minha mãe, em pânico por ver o sei pai assim, ligou para o número da equipa que estava mais perto (o quartel dos bombeiros fica a 10 minutos da casa dos meus avós, por isso a decisão dela até foi extremamente lógica...). A culpa não foi dela. Esta informação não é suficientemente divulgada, ainda há muita gente a chamar primeiro os bombeiros nestas situações de doenças urgentes. Nas minhas explicações esqueci-me de lhe dizer o mais importante:

 

EM CASO DE AVC LIGAR PARA O 112 (INEM)

SEMPRE!

 

Ia meter aqui os sinais e sintomas mais comuns de um AVC e o que se deve fazer, mas o site do INEM tem esta informação disponível, por isso vou transcreve-la aqui, com algumas notas minhas a azul:

 

Se suspeitar que alguém está a ter um AVC, tenha em atenção os seguintes sinais e sintomas:

  • Falta de força num braço
  • Boca ao lado
  • Dificuldade em falar

 

Encontrando-se perante sinais e sintomas de um AVC, deve:

  • Pedir à vítima para sorrir (muito importante verificar também se existe falta de sensibilidade ou dormência de um dos lados da cara!). Se notar alguma assimetria, ou seja, se a vítima sorrir apenas de um lado, poderá ser um indicador que o outro lado da cara está paralisado;

  • Verificar se a vítima consegue levantar os braços. Se estiver a sofrer um AVC poderá apenas conseguir levantar um deles (por vezes a perna é afectada primeiro, dificuldade em ficar de pé em equilíbrio ou sentado direito também são alguns sinais indicadores de AVC!);

  • Tentar estabelecer contacto verbal com a vítima e verificar se comunica com clareza. Normalmente a dificuldade em falar é um dos sintomas mais característicos (muitas pessoas pensam que a dificuldade em falar só está presente se as palavras não forem claras, mas tal como disse em cima, um discurso incongruente também pode ser um sinal, por exemplo, alguém que vai dar como resposta "o frango está no frigorífico" quando lhe perguntamos sobre outra coisa qualquer).

 

Vou só acrescentar aqui algo que vejo vezes e vezes sem conta as famílias fazerem quando o AVC está a ocorrer, sobretudo em pessoas mais idosas e frágeis: pensar que são só sinais de cansaço e aconselhar a pessoa a ir para a cama descansar. Não deixem uma pessoa que está a ter um AVC ir dormir...


Para terminar o post deixo-vos aqui um vídeo que foi muito polémico há uns bons aninhos (infelizmente não tantos como isso, foi em 2013)... observem bem a evolução do senhor ao longo do vídeo, corpo, cara, fala, postura, etc...

 

 



E agora um pequeno desafio aos vossos conhecimentos recém-adquiridos! A pessoa do vídeo está ou não está a ter um AVC? Diriam a este senhor para se ir deitar ou ligariam para o 112, tipo, imediatamente? 

 

 

 

Espero que tenham aprendido algo hoje.

Com muitos beijinhos na bunda me despeço! 

 

 

28
Set18

Follow Friday | Oh meu deus, oh meu deus! Ela voltou!

Vamos lá regressar em grande ao Follow Friday! Com animação e bom humor que é o que se quer antes do fim-de-semana! 

Como é que só vi isto esta semana???!!!! Ela voltou! A Sara voltou!

 

 

Esperei um ano por isto! Andei atrás dela no Instagram sempre à coca de futuros desenvolvimentos para o blog... e ela voltou!

 

 

O ano de 2018 não podia acabar sem uma boa notícia aqui nos blogs, estou feliz, estou contente! Quem não a conhece (como pode?!?) que passe por lá para lhe dar um beijo maroto na bunda! 

 

Saracasticamente

 

Beijo na bunda! 

 

27
Set18

Os hits da rádio aqui na France #7

Este tipo de músicas passam tanto, mas tanto, na rádio por aqui. Este estilo em particular não aprecio, reformulo, a música em si até pode escapar numa noite de borracheira, mas o vídeo??? Quando estou no quarto de algum paciente e isto começa a passar na televisão fico meio que hipnotizada com estas moças fantasiadas com ostentação e luxo. A dizer que um homem corre atrás dela mas ela não está interessada porque só pensa em fazer dinheiro. Sim, por um lado apetece-me dizer-lhe "you go girl!" por outro tenho a dizer que escusava de ignorar o moço quando ele aparece com as flores, primeiro aceitava as flores e depois ia-se embora como fez 

Quando vejo isto só me apetece dizer ao meu paciente "olhe vou só ali um bocadinho já volto", fechar-me na casa de banho e suicidar-me com a mangueira do chuveiro.


 

 

25
Set18

Lembram-se da loira com óculos de mosca?

Esta menina foi embora no início de Agosto. Costumamos fazer uma espécie de despedida lá no trabalho, em modo praxe. Molhamos o pessoal, metemos Microlax em cima do cabelo da malta, é um produto líquido, em bisnagas para ajudar a fazer cocó, que cheira muito mal. Os corredores ficam uma semana com aquele cheiro. É para levarem uma recordação aqui do Centro e não esquecerem esta equipa, que apesar de mal chefiada, é uma boa equipa. De mentes muito brilhantes e corações generosos. Que gostam de ajudar os que vão embora a livrar-se da obstipação.

Ela anunciou que se ia embora e ninguém ficou triste. No último dia trouxe um bolo, só trabalhou de manhã, foi embora, ninguém fez praxe de despedida, ninguém ficou com uma lágrimazita no canto do olho. Nadica de nada. Nem com o laxante no cabelo ela levou.

E ela lá foi para a Côte d'Azur realizar o seu sonho de conhecer um homem italiano e fornicar à beira-mar. Espero que seja bem sucedida na sua missão de ter filhos antes dos 40. Entretanto, enquanto aqui estava a trabalhar tinha feito 36.

Durante esse processo de realização pessoal, espero que também aprenda a ser mais consciente no trabalho. Fazia-lhe falta um bocadinho de brio. Os pacientes agradecem. A equipa também agradeceu ela ter ido embora. Quando se nasce com a ideia de que se veio ao mundo para ser um acessório aos olhos de um homem, não há esperança possível. Uma causa perdida.

Se passarem ali pelos lados de Nice e virem uma loiraça com óculos de mosca agarrada ao braço de um italiano com aspecto de mafioso... é ela. Digam-lhe um olá por mim e desejem-lhe sorte.

24
Set18

Cartões bancários.

O meu banco está a fazer uma campanha fantástica de um cartão de débito que permite fazer compras e levantamentos no estrangeiro (fora da zona euro) sem pagar as taxas do banco. Paga-se só as taxas de conversão, o normal. Isto para quem tem menos de 30 anos. Antes era só para menores de 25. Respirei de alívio, com 27 anos estou dentro. Corri para o banco.vPor causa da viagem à Austrália que vou fazer em Janeiro... aderi. Sou agora a feliz detentora de 4 cartões bancários, dois portugueses e dois franceses. Quem dá mais? 

23
Set18

Por uma vida com mais sabor, por favor.

Estar solteira, num meio rural, onde não há muitas actividades disponíveis para pessoas da minha idade deixa-me um pouco em baixo. Fazer entre 20 minutos a 1 hora de carro para aceder a actividades, sejam elas desporto, aulas de artes e diversas outras coisas que gostava de estar a fazer, desmotiva-me.

 

 

Gosto de pegar no carro para fazer uma ou outra actividade esporádica, mas como não aprecio conduzir, estar a pegar no carro 2 a 3 vezes por semana não dá. Já tentei no passado com inscrições no ginásio mais próximo daqui, mas conduzir durante 20 minutos para fazer os mesmos exercícios que posso estar a fazer em casa (os meus preferidos são mesmo os exercícios com o peso do corpo, não sou muito adepta das máquinas) e pagar um balúrdio para só fazer uma aula uma vez por semana, não me apanham mais nisso.

 

Por todas estas razões e por uma questão de oportunidades profissionais pretendo trocar de cidade em 2019. Do próximo ano não passa! Mas ainda tenho alguns meses de espera até poder seguir o meu caminho...

 

Enquanto isso não chega, não posso estar aqui sentada de braços cruzados, não posso andar aqui pelos cantos a ter pena de mim própria, e estou farta de esperar pelo depois para ser feliz, para dar asas a projectos só meus, saídos directamente da minha mente... criar, inventar. Neste momento os meus tempos livres são maioritariamente ocupados com o computador e alguns livros. Mais algum exercício que vou fazendo sozinha ou com a H. Sinto que o meu músculo criativo está a atrofiar, estou sempre a ser um receptor de informação, mas, tirando aqui o blog, produzo muito pouco. Cair nesta realidade foi muito duro. Perceber que, tirando a minha profissão, não tenho outra paixão.

 

Quando era pequena afundava-me em papéis cheios de desenhos feitos por mim, eram eles com lápis de cor, lápis de cera, aguarelas, tudo e tudo. Não parava quieta. Eu desenhava vestidos e outras roupas, eu desenhava planos de casas, muros, vasos, objectos de decoração. A minha família chegou a pensar que eu iria seguir o ramo da arquitectura. Não. Segui a área da saúde. Trabalho com pessoas. Ajudo pessoas a andar, sentar, levantar-se, pegar num copo, fazer coisas que antes não conseguiam fazer. Ajudo, em equipa, a dar um novo sentido à vida. Todos os dias assisto ao virar da página de muitas pessoas. Pessoas que tinham um plano de vida, ir de A até B, como todos nós, mas devido a um acaso amargo do destino vêem-se agora na situação de terem de passar por um ponto C alternativo porque o B deixou de ser acessível. E muitas descobrem-se a elas mesmas durante este processo, descobrem que o ponto C também pode ser doce. Que ainda há muito para viver. Que mesmo sem os quatros membros funcionais podem pintar quadros magníficos com a boca.

 

Isto são tudo coisas do meu quotidiano que às vezes me dão aquela sensação de murro no estômago. E de achar que não vivo a vida como devia estar a viver. Que passo muito tempo a procrastinar. Eu posso andar, correr, mexer os braços, e não faço tanto como desejaria fazer com a minha vida. Estou entorpecida no meio do mar de ideias do que quero e não avanço. Os meus doentes são a minha maior motivação. E também o meu maior abre-olhos.

 

Não sei em que ponto da vida é que uma pessoa se pode aperceber se fez uma escolha de carreira errada ou não. Mas não acho que seja o meu caso. Adoro o que faço, mesmo, muito. E quero continuar a fazê-lo. Mas a vida tem muitas áreas que podem ser fontes de prazer. Tenho o sonho, talvez impossível, ou não, de fazer coisas que me deixem feliz profissionalmente e pessoalmente. E quero que estas coisas sejam diferentes. Não quero passar os meus tempos livres a ler livros sobre a minha profissão como tenho feito. Sou alguém com vários interesses e o que faço nos tempos livres não me tem deixado feliz. Muito pelo contrário. Sinto-me como uma casa de gelados em que uma pessoa vai e só tem gelado de pistácio na lista. Quando me pedem para descrever-me uso na maior parte das vezes a minha profissão para o fazer. E isso não chega para mim, não está a chegar. 

 

Em Portugal, durante o meu único ano de trabalho por lá, frequentei aulas de pintura à noite. Fiz 2 quadros. Que ainda estão em casa dos meus pais e que eu adoro ver quando vou lá. O resultado de um tempo investido que perdura no tempo. Tenho saudades disso. E por isso comecei à procura de aulas de pintura, desenho, costura, tricot, crochet, aqui na zona. A modalidade pouco me importa. Só sei que preciso de criar e de sair um bocadinho do mundo virtual. Fazer coisas reais, tocar, sentir, criar memórias físicas. Fazer algo que me ajude a viver melhor os cerca de 9 meses que ainda tenho que passar aqui... se não encontrar aulas vou ser auto-didacta, aprender sozinha, como fazia quando era pequena. Não há-de ser difícil. Acho é que me esqueci de como isso se faz. 

 

Só sei que sinto falta de trabalhar o meu lado criativo nos tempos livres. Sinto falta de fazer uma actividade em que tenha um resultado visível no fim, poder dizer "fui eu que fiz isto" e pendurá-lo numa parede, ou no armário, ou meter numa estante. Acho que algures neste processo de chegar ao meu ponto B me perdi, perdi a minha essência criativa, o meu espírito de imaginação, a capacidade de brincar com cores e texturas. Esqueci-me de como é fazer algo sem querer obter reconhecimento profissional por isso. Esqueci-me que o alfabeto tem outras letras e que a minha vida não é só a minha profissão. Deixei cair os meus outros sabores de gelado. Tornei-me num gelado mono-sabor e eu quero ser um banana split, com gelado tutti-frutti, mais chantilly e topping de mini-biscoitos e morangos aos pedacinhos.

 

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