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Diário de uma desarrumada

. desarrumações . emigração . humor parvo . lifestyle . badalhoquices . coisas de gaja .

Diário de uma desarrumada

. desarrumações . emigração . humor parvo . lifestyle . badalhoquices . coisas de gaja .

28
Jun18

Um ano.

Este blog faz um ano hoje. E apesar de não ser o meu primeiro, foi aquele que conseguiu deixar-me apaixonada por esta vida de partilhas. Gosto de vos ter por cá. Sei que nem sempre respondo às mensagens, emails e comentários. Quando criei o blog tomei a decisão de não deixar que ele me tire muito tempo de vida lá fora. E essa é a única explicação para o meu aparente "desleixo". No entanto, tudo que tenho ganho com ele valeu muito a pena. Sigo muitos de vocês (a maior parte das vezes sem comentar) como se fossem família próxima. Se vocês sofrem eu fico a pensar "será que a pessoa do blog X já está melhor?". E por aí adiante. Esta comunidade Sapo é excelente. Obrigada por tudo. A mais um ano! Depois? Logo se vê...

27
Jun18

Em Évora, o clichê é real!

Sabem aquele clichê que diz que os alentejanos são lentos e (ligeiramente) preguiçosos? 

Pois bem, ainda não conheceram o homem que está a gerir o hostel onde eu fiquei em estadia.

Tão a ver aquelas preguiças do filme "Zootopia"? O homem é igualzinho, fotocópia autêntica! Dá vontade de lhe dar um safanão nas costas para se mexer mais rápido!!!

 

21
Jun18

Preciso da ajuda do público!

Tenho 27 anos, estou a morar no estrangeiro e a minha mãe liga-me todos os dias. Quando não posso falar um ou vários dias, na chamada seguinte tenho que ouvir o "discurso da culpa"... aquele em que ela diz que já não lhe ligo, que já não gosto dela, que fica preocupada quando não falo com ela e que durante X dias não dormiu nada, etc. Esta situação tem sido stressante para mim, sinto que nos últimos anos passou a ser uma obrigatoriedade falar com ela, não porque eu sinta vontade, mas porque se não o fizer ela vai passar-se e fazer-me sentir culpada. Já tentei de tudo para só falarmos de 2 em 2 dias e nem isso consigo, para ela tem de ser todos os dias se não a mulher nem fica bem... mas eu, não me imagino a fazer isto todas as noites durante os próximos anos, ainda por cima sabendo que cada chamada são pelo menos 40 minutos e que gostava de ter serões livres sem estas chamadas em que muitas vezes ela só se queixa de tudo e de nada, do meu pai, do dinheiro, da vida que está mal...

 

Que acham desta situação? Todas as mães são assim? Isto é normal e eu é que estou a implicar sem motivo ou a minha mãe tem algum "problema" em deixar os filhos sair do ninho e isto é preocupante? Começo a ficar desesperada e às vezes acabo por falar mal com ela quando não é isso que quero... aí a culpa vem para ficar e em dose dupla.

18
Jun18

Aiiii....

... meus caros, tenho tanto para vos contar!

 

Mas vou de férias este sábado e tenho tanto para fazer aqui por casa e fora dela! 

 

Fazer mala...

Ir ao banco...

Ir à farmácia...

Consulta na psicóloga...

Terceiro date com o moço...

Ir jantar a casa de amigos...

Ir comprar umas sandálias...

Preparar os dias de férias em Faro (ainda não sei 100% o que vou fazer)...

 

E o que tenho para vos dizer não é algo que se faça em cima do joelho.

Portanto...

Assim que tiver um tempinho ainda esta semana venho cá, se não conseguir, vemo-nos daqui a uns dias quando estiver em Faro num hostel manhoso qualquer e tiver um tempinho para vos escrever com calma.

 

Com muito amor e muitos beijos na bunda 

 

A vossa querida dESarrumada! 

17
Jun18

Aleatoriedades da vida.

Às vezes estamos tão concentrados em sair do poço que nem nos apercebemos que estivemos o tempo todo no poço errado. E quando dizem que as coisas negativas que nos acontecem só vão fazer sentido mais tarde? Cada vez mais acredito nisto. Apesar de ainda não ter ideia nenhuma de para onde a minha vida caminha, sinto-me muito mais em paz com as decisões que tomei e continuo a tomar. E grande parte da minha ansiedade vem desta ideia de "e se tivesse escolhido diferente?". Guardo sempre esta sensação cá dentro de mim de que devia ter optado por outro caminho, e que nunca saberei o resultado de todas as minhas outras escolhas. Talvez por influências externas, medo de arriscar ou de perder o conforto conquistado. Mas, sinto-me melhor, começo a acreditar que estamos sempre onde devemos estar. Se hoje ainda estou aqui é porque é aqui que está a minha maior aprendizagem. Às vezes o facto de esperar, e aprender a fazê-lo, só por si já é a maior lição.

E falando de escolhas, no fundo, bem lá no fundo, ninguém quer saber das nossas decisões, as opiniões dos outros não são tão importantes como pensamos quando somos adolescentes e jovens adultos. A opinião dos nossos pais e amigos deixa de importar tanto, ou mesmo nada. Se sou bem sucedida ou não, isso cabe-me a mim decidir, não aos outros. E afinal, o que é mesmo o sucesso? Aquilo que acho que os outros têm nem sempre é o que me faria feliz a mim. Uma simples viagem sem rumo e sem horários na natureza pode fazer-me mais feliz do que ter um negócio próprio e estar sempre ocupada. Sinto que ainda tenho tanto para conhecer sobre mim própria e que o segredo pode estar aí. Na auto-descoberta. Descoberta essa que às vezes levamos uma vida inteira a construir e desconstruir. E a vida lá se vai fazendo caminhando para a frente, de qualquer modo, nunca conseguiremos adivinhar o futuro nem mudar o passado. O presente é tudo que temos. 

13
Jun18

Cada um na sua!

Às vezes tenho aquela "mágoa" de não conseguir fazer amigos dentro dos meus colegas de equipa directos. Nós somos uma equipa com várias profissões, e consigo dar-me bem com todos, menos com os meus "semelhantes". Já estou aqui há 3 anos e 7 meses, e nunca consegui desenvolver uma amizade verdadeira com nenhum. Mas eles entre eles dão-se todos bem, e isso sempre me custou. É tramado quando nos sentimos a ovelha negra do rebanho.

Uma delas acabou recentemente com o namorado, alto drama, teve que largar a casa onde estavam a morar juntos e tudo. Como ficou sem onde morar, pediu ao nosso chefe para ficar alojada lá no trabalho, nos apartamentos onde costumam ficar as famílias dos utentes a dormir, quando vão fazer as visitas do fim de semana.

Essa minha colega, anda toda triste, anda lá feita meia-morta a arrastar-se pelos corredores quase deprimida, não fala com ninguém. Nem com os amiguinhos com quem antes andava sempre na macacada. Emagreceu 13kg num mês e até andava lá a fumar num canto durante a hora de pausa. E ela não fuma...

Situação dramática, decidi comentar com uma das minhas colegas, que pensava eu, era a pessoa mais próxima dela:

 

Eu: Olha lá, a A. desde que acabou com o namorado anda mesmo mal! Parece que está à beira de uma depressão...

Colega: Deixa lá, ela é uma criança. Todos temos problemas e nenhum de nós anda p'raí a deprimir pelos cantos!

 

Pumba que já almoçaste...! Mas quem te manda preocupar com os outros? No meio disto tudo até fiquei extremamente aliviada por não ser "amiga" desta gente...

12
Jun18

Inseguranças relativamente ao meu corpo de mulher.

Tenho andado muito calminha relativamente à ansiedade, tenho curtido a vida que levo e decidi gostar e querer o que já tenho. Sem estar sempre a matutar cada decisão não tomada. Para já tenho-me saído bem, a ver se consigo manter as crises de ansiedade major bem longe. 

 

Hoje venho aqui falar de um assunto que me apercebi que não consigo evitar pensar quando ando neste mundo dos encontros, sobretudo quando se anda a sair com alguém no Verão e ele sugere irmos fazer canoagem como actividade de segundo encontro. Esse assunto é a minha insegurança relativamente à minha aparência física. Quando se sai com alguém que já se conhecia antes, à partida a pessoa já sabe como é a nossa fronha e o nosso corpo. O "problema" acontece quando se sai com alguém que não nos conhece de lado nenhum, que só viu a nossa cara em 2 ou 3 fotos.

 

Eu fico sempre naquela:


"será que ele me vai achar bonita?",
"será que estou gorda demais para ele?",
"malditos chocolates que o estagiário me deu e que enfardei num abrir e piscar de olhos",
"e se ele me achar muito peluda?",
"e se a ex dele era mais bonita do que eu, ou anda a falar com alguma rapariga melhor do que eu?"
...


Sei que estes pensamentos não são nada saudáveis, muito pelo contrário, isto sou eu a deixar-me afectar pela pressão social de ser-se "bonita" e pela ideia pré-concebida de que a mulher anda neste mundo só para agradar ao homem. Tenho muita tendência a quando conheço um rapaz, a achá-lo muito melhor do que eu em todos os aspectos... mais bonito, mais bem-sucedido, mais confiante, mais charmoso, etc. Só vejo os defeitos do moço algum tempo mais tarde. Mas mesmo assim questiono-me vezes e vezes sem conta:

 

"o que raio viu ele em mim?"

 

Admito, não gosto de pensar assim. Detesto. Este post serve um bocadinho para me exorcizar dos meus medos e paranóias. Quero chegar ao próximo encontro e pensar:


"fuck isto tudo, eu sou toda boa e se ele não gostar quem perde é ele!",
"fuck a opinião dele, se calhar vai-se a ver e sou eu que não o vou achar suficientemente bom para mim",
"fuck se vamos fazer canoagem e estou mortinha de medo que ele fuja da minha celulite!",
"fuck o corpo de bikini ideal, afinal o que é essa merda?",
"fuck as publicidades em que as moças têm as pernas todas lisinhas sem pêlos e sem varizes".

 

 

Fuck isto tudo, eu sou eu, e gosto de mim assim.

 

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