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Diário de uma desarrumada

. desarrumações . emigração . humor parvo . lifestyle . badalhoquices . coisas de gaja .

Diário de uma desarrumada

. desarrumações . emigração . humor parvo . lifestyle . badalhoquices . coisas de gaja .

30
Mai18

Notas para mim própria sobre as consultas com a psicóloga...

Hoje tive a minha segunda consulta na psicóloga. Vou apontar aqui algumas coisas sobre as quais falámos para não me esquecer e para vir ler nos momentos em que a ansiedade bater mais forte. Ela é muito simpática, e acho-a muito terra a terra, não é daquelas pessoas de meter paninhos quentes e gosto disso. Vou começar pelo que eu disse, e ao lado a resposta dela.

 

"Não consigo tomar decisões, fico com medo de me arrepender e penso nos caminhos todos que podia ter escolhido" - "Decidir implica renunciar algo, qualquer que seja a escolha que faça, vai sempre perder algo. O que vamos trabalhar aqui,é você ter essa noção e isso não a afectar".

 

"Sinto que a minha cabeça é uma sopa de ideias, e que não me consigo organizar" - "Você tem boas ideias e já teve coragem de realizar muitas. É só arrumar a sopa e vai voltar a ser como era antes".

 

"Não sou corajosa o suficiente para sair desta cidade e da zona de conforto que criei aqui" - "Já olhou para si? Veio sozinha para outro país, largou a maior zona de conforto que alguma vez teve na vida, onde tinha a sua família e amigos. E agora, o que a faz pensar que não conseguiria largar uma cidade onde não tem nada que a prenda?".

 

"Acho que uma vida inteira não é suficiente para fazer tudo que quero fazer" - "Para pessoas como você, nem que lhe dessemos mais 100 anos de vida, 200 anos ao todo, até isso não acharia suficiente para fazer tudo o que quer fazer".

 

 

E para já foi isto... para o mês que vem volto cá com os insights da próxima consulta...

30
Mai18

O meu avô é o mais forte #2

Nem acredito que já passaram quase dois meses desde que falei aqui sobre o AVC do meu avô. O tempo passa a correr.

 

Tem recuperado aos pouquinhos, já mexe um bocadinho o lado direito do corpo, mas falar, não fala nada. E não conseguimos ter noção daquilo que ele percebe ou não. Lido com casos destes todos os dias, mas quando é um membro da minha família a coisa pia mais fininho. 4 anos de licenciatura mais, o que já vai sendo uma catrefada de anos de experiência em neurologia, não servem de nada. É o meu avô, porra. Uma pessoa volta a ter 5 anos. Só queria ter uma varinha mágica e ajudá-lo a ficar melhor, com pózinhos de perlim-pim-pim.

 

Entretanto, fui a Portugal no final do mês de Abril festejar os meus anos com a minha família. E entre visitas no hospital, receber notícias da minha avó que vai vê-lo todos os dias com vários membros da família - o hospital ainda fica longe de onde os meus pais e avós moram, e as pessoas revezam-se para ir lá vê-lo - não foi fácil. Nada disto foi fácil. Ainda fizemos um jantar pelo meu aniversário, mas ver o lugar dele à cabeceira da mesa vazio... Fogo, que aperto no peito. Que medo de que as coisas não estabilizem ou que volte a acontecer.

 

Entretanto começaram as questões familiares e económicas. Para onde vai? Quem vai tomar conta do senhor? Quem vai pagar? Aquelas perguntas que acontecem nas famílias todas, acabam por ser naturais quando há alguém doente/muito idoso, mas que deixam sempre aquele gosto amargo na boca. Nunca ninguém se imagina numa situação destas, nunca ninguém quer lá chegar. A idade e a doença deviam ficar sempre longe.

 

Ontem soube que foi para o lar da nossa terrinha, está em lista de espera para uma Unidade de Cuidados Continuados. Já está mais perto. A minha avó, a avó Maria, já pode ir vê-lo a pé, com a bengalita a ajudar. E ele chora quando vê toda a gente ali, chora quando lhe dizem que está a 5 minutos de casa, faz um gesto com a mão como que a dizer "levem-me com vocês" quando as visitas estão a ir embora.  Estar longe e não poder ajudar só dificulta mais as coisas. Nada disto é fácil, mas levemos um dia de cada vez.

 

29
Mai18

Eu a ficar rica.

Se eu fosse tão poupada nas duas primeiras semanas do mês como sou durante as duas últimas, por esta altura já estaria a caminho da riqueza. Como não tem sido o caso, vou ficar por aqui a esgravatar as prateleiras do frigorífico à procura de algo para comer hoje ao jantar. Por enquanto encontrei dois ovos, um tomate e uma cenoura assim metade mole, metade podre. Podia ser pior. Que seja então uma omelete de legumes para o jantar. 

 

ficar_rico.jpg

 

27
Mai18

Bonequinha.

Ela vestiu-se toda como já há muito tempo não vestia. Calças de ganga justinhas e com cintura baixa, um top de alças azul, com rendas brancas na zona do decote em V. Meteu um perfume que tinha lá por casa, até pensou que já tivesse perdido o cheiro, mas estava na mesma, Mango temptation da Victoria's Secret, uma aposta vencedora, pois sabia que ele gostava de cheiros doces. "És o meu docinho" dizia-lhe ele com uma voz paternalista, do alto dos seus mais de 20 anos de diferença. Naquele fim-de-semana a mensagem não chegou à hora prevista, costumava ser à sexta-feira por volta das 21 horas, "Encontro na rua X, às 23 horas". Já era meia noite, ela estava a ficar ansiosa e com receio. "Deve ter tido algum imprevisto com a mulher ou o filho, só pode." Ou então não queria vê-la, queria acabar com tudo. O aperto no peito começou e durou a noite toda. Era a primeira vez que ele se atrasava assim. A ânsia foi aumentando, o sábado, esse passou-o a olhar para o telemóvel de 5 em 5 minutos . Às 15 horas masturbou-se a pensar nele e em todas as coisas que lhe fizera no fim-de-semana anterior. Ele excitava-a. Talvez pelo facto de ser mais velho e experiente, melhor na cama do que qualquer rapaz que já tivera na sua vida. Todos uns meninos comparados com ele. Nenhum a fazia sentir-se tão especial como ele. Afinal, era a única rapariga da sua turma que podia gabar-se de andar a dormir com o professor de Cálculo II. A mensagem chegou pelas 20 horas. "Hoje vou foder-te no hotel da Avenida, espera-me às 23h junto ao banco." E com impaciência ela esperou, aperaltando-se toda para agradar a este homem que quase perdeu. Estava com medo de já não ser a única, e por isso hoje ia, mais uma vez, ser a bonequinha dele, deixá-lo fazer-lhe tudo que ele quisesse.

 

26
Mai18

E se o universo tiver algo melhor preparado para ti?

Quem me vai seguindo regularmente sabe que sofro bastante com ansiedade e que ando a tentar controlar melhor esse aspecto da minha vida.

 

Fisicamente tenho andado melhor, sinto menos aquele aperto no peito, falta de ar e reviravolta na barriga. Mas os pensamentos em loop, esses ainda não consegui livrar-me deles. Começa com uma coisinha parva do dia-a-dia, e vai aumentando qual bola de neve, até estar a questionar-me sobre todas as minhas decisões de vida e achar que decidi tudo mal e a minha vida vai de mal a pior.

 

O que me tem ajudado é dizer "basta" antes que os pensamentos saiam do campo "o que aconteceu hoje" e passem para o campo "o que aconteceu ou vai acontecer a minha vida toda".

 

Isto tem ajudado. Como faço para sair do loop? Vou ver vídeos, ver uma serie, fazer desporto, ligar à minha mãe, ler um livro alegre. Tudo vale nesses momentos em que o mais importante é "quebrar" o ciclo e levar o pensamento para o "agora". Cheguei também à conclusão de que muita da minha frustração é porque a vida não tem correspondido às expectativas e ideais que criei para ela... mas... e se a vida tem algo de muito melhor planeado para mim? E se, ao querer tanto "aquela" coisa, não estou a deixar que a vida me traga "outra" coisa, que até me poderia deixar mais feliz?

 

Dou um exemplo parvo, mas que já me aconteceu. Às vezes, antes de irmos a um restaurante, passamos o dia todo a pensar na pizza quatro queijos que vamos pedir. Porque achamos que naquele dia é mesmo aquilo que nos vai cair bem. Chegamos lá, pedimos o raio da pizza sem nem sequer olhar para o menu e ver as outras opções. Depois, já com o pedido feito, olhamos para a sugestão do dia e vemos que, nesse dia, havia pizza com ananás disponível, o que não costuma haver. Ora bem, a pizza quatro queijos passa de repente a saber menos bem... estávamos tão convencidos que era aquilo que queríamos que nem deixámos a porta aberta para o ananás refrescar a nossa vida.

 

O que acontece na vida é que muitas das vezes nem chegamos a saber que a pizza com ananás poderia ter existido. Estávamos tão focados à procura da pizza com queijo que nem olhámos à nossa volta. Não sei se consegui explicar bem o exemplo, mas isto na minha cabeça fez muito sentido, juro.

 

No outro dia, estava a ver um vídeo da  Paula Abreuyoutuber brasileira que aborda muito o tema da lei da atracção - e ela falava sobre a especificidade dos nossos pedidos. Afinal, ser específico nos nossos desejos ajuda ou atrapalha?

 

Podia fazer um resumo do vídeo. Mas acho que deixar aqui o vídeo para vocês verem com os vossos próprios olhos vai ajudar mais. Fiquei cansada com aquele raciocínio rebuscado para o exemplo da pizza e, para além disso, esta conversa toda deu-me fome. 

 

 

25
Mai18

Férias em Faro: outra vez!

Daqui a exactamente 29 dias o meu corpinho vai estar estendido numa praia qualquer no Algarve.

Vou voltar a visitar Faro, desta vez sozinha, porque adorei a cidade e fiquei cheia de vontade de lá voltar. Adoro sentir-me uma turista no meu próprio país e conhecer sítios novos. Ainda não decidi o roteiro todo, só sei que estou a pensar passar o dia sempre numa praia diferente. E conhecer aqueles spots mesmo giros no meio da natureza. 

Por isso, quem conhecer o Algarve e souber de sítios porreiros facilmente acessíveis em transportes públicos a partir de Faro ou Lagos (também vou fazer uma paragem por lá) digam alguma coisa. 

Engraçado, que mesmo quando se repetem destinos de férias, há sempre tanta coisa nova para fazer e ver. Nunca se fazem duas viagens exactamente iguais. E isso reconforta-me, porque adoro voltar onde já fui feliz.

 

Beijos na bunda! 

 

24
Mai18

Está oficialmente aberta a época do escaldão.

Eu lembro-me que isto também acontecia em Portugal assim que começam os dias de sol, mas não me lembro de ser um fenómeno tão marcado como aqui. Ou então estou com amnésia selectiva e já me esqueci de como era antes. De qualquer forma, aposto que toda a gente conhece um ou vários maluquinhos do bronze e que se vão identificar com este texto.

 

Hoje vou falar-vos de um fenómeno que observo aqui por França mal começam os dias de sol: a seguir ao primeiro fim-de-semana de sol, TODA a gente (ou quase vá), parece ter apanhado o maior escaldão das suas vidas.

 

Este fim-de-semana foi prolongado (na segunda foi feriado) e esteve sol. Ora aí está a combinação perfeita para a ideia de génio "vamos lá apanhar um escaldão rapidinho, para ver se o bronze começa a florescer e a ver se perco esta cor de lula deslavada".

 

Aquilo foi ver pessoas em modo lagosta no trabalho, nas compras, na rua. Toda a gente decidiu queimar os coiratos este fim-de-semana. E este fenómeno acontece todos os santos anos. Há pessoas muito mais branquelas que eu (com um tipo de pele que não bronzeia com tanta facilidade) e já estão vermelhos que nem tomates. Já tive direito a ouvir comentários "ah e tal, estou mais morena que a portuguesa". Esta é outra crença comum por aqui, para muita gente que conheço, ser português é o equivalente a estar bronzeado o ano todo.

 

Minha gente, ir para a o rio/quintal/esplanada/parque/jardim, apanhar sol encharcados com aqueles óleos de bronzear não é, de todo, saudável. Qual é a pressa para apanhar sol à maluca só para "começar o bronze"? O que é que se ganha com isto?

 

Depois é passar o inverno a ouvir as pessoas queixarem-se de que estão a ficar com rugas. Ah e tal tu és portuguesa tiveste mais sorte na pele que tens. Não, eu meto protector 50+ sempre que estou ao sol. Evito estar ao sol nas horas de maior calor e ficar ali a tostar como se não houvesse amanhã. E já liguei muito mais ao facto de andar bronzeada (apercebi-me de que o bronze anual é temporário, mas chegar aos 50 com uma cara de 40 só depende de cada um).

 

Sim, eu sei que há muito de genética no meio disto tudo, mas ter alguém com 23 anos a dizer-me que está a ficar com rugas por causa da genética, quando eu sei que é daquelas que apanha o seu escaldão todos os santos verões, não admito. Vá, este é daqueles assuntos que me deixam com o pêlo eriçado. E olhem que tenho muitos.

 

Já dizia o outro "cada um é responsável pela cara que tem aos 50 anos". E eu cá digo ámen.

 

23
Mai18

10 coisas parvas que me dão uma vontade de procrastinar inexplicável

1. Ralar cenoura. Quase que prefiro cortá-la aos cubos e meter assim na salada do que ir buscar o ralador.

2. Lavar e cortar alface. Acho uma seca estar ali a lavar folha por folha.

3. Tirar os cabelos do ralo da banheira depois do banho. Esta não tem explicação.

4. Limpar aquele pedaço de pasta dos dentes que caiu no lavatório. Esta também não tem explicação.

5. Atar o saco do lixo antes de o levar à rua (curiosamente, se alguém o atar por mim, não me custa nada levá-lo).

6. Lavar aquele coiso da cozinha que serve para esmagar alho (sim, o coiso que tem aqueles buraquinhos todos e parece um quebra-nozes).

7. Arrumar o saco das compras depois de tirar as compras. Fica ali a falecer no chão da cozinha até às próximas compras.

8. Deitar fora os recibos das compras que ficam a ganhar teias de aranha na carteira. "O que? Gastei isto tudo em chocolate no dia 19 de Fevereiro de 2016???"

9. Desligar o candeeiro da mesinha de cabeceira se já estiver quase a adormecer virada para o outro lado da cama. Sim, já adormeci com a luz ligada por causa desta preguiça.

10. Responder a um email que ache que me vai demorar mais tempo a escrever do que o normal. Até no trabalho isto me acontece.

 

 

Se alguém tiver uma explicação ou se identificar com estes factos estranhos sobre a minha pessoa, não hesite em deixar aqui um comentário. A quem resolver estes problemas, ficar-vos-ei eternamente grata. Não que isto afecte demasiado a minha vida, mas como costuma dizer a minha avó Maria "elas não matam, mas moem!"

 

 

Beijo na bunda! 

22
Mai18

Os hits da rádio aqui na France #4

Estou chocada comigo própria por ainda não ter metido aqui no blog esta pérola franco-brasileira!

 

Minha gentxe, o Brasiuuuuu chegou à France e isto foi o resultado! 

 

Só tenho a dizer que curti milhões ao som desta música na discoteca, há duas semanas, com umas amigas francesas. Por isso acho que o efeito de música de verão/festa foi bem conseguido 

 

 

 

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