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Diário de uma desarrumada

Desarrumações diárias de uma rapariga emigrante.

Diário de uma desarrumada

Desarrumações diárias de uma rapariga emigrante.

27
Fev18

Todos com os mesmos sonhos.

Uma pessoa pensa sempre que os seus sonhos são únicos, que mais ninguém pensou naquilo. Depois vemos alguém fazer aquilo com que temos sonhado e sai a famosa frase "merda, tinha pensado naquilo primeiro, porque não avancei?".

Uma coisa que me tem ajudado quando estou em fase de "bloqueio de motivação" - ou como gosto de lhe chamar "vontade de mandar todos os sonhos p'ó catano e dedicar-me à plantação de urtigas" - é pensar em quantas pessoas que estiveram nas mesmas circunstâncias que eu, ou até piores, conseguiram realizar o sonho que eu quero realizar.

Ainda são algumas, e isso acalma-me nos meus stresses. Se outros conseguem eu também hei-de conseguir, e um dia vai ser a minha vez de avançar com uma ideia. Toda a gente tem algo de bom a acrescentar a uma ideia, mesmo que outros já tenham feito parecido.

A cena é que sinto que ainda não chegou o momento certo. Estou à espera de estar num lugar melhor. Não fisicamente, mas psicologicamente. Quando esse momento chegar espero que uma luzinha divina desça sobre mim e eu aproveite a oportunidade. Há cavalos que só passam à nossa porta uma vez, ou montamos logo, ou ele vai à sua vida... e depois ficamos a ver, não cavalos, mas navios!

25
Fev18

Talvez precise de uma pausa...

Meus queriduxos mais desarrumados,

 

os meus fãs mais assíduos (olá mãe!) já devem ter reparado que ando pouco activa aqui no barraco. Não é porque já não goste de vocês, não, muito pelo contrário - adoro-vos meus unicórnios lindos mais desarrumados - mas tenho andado concentrada num projecto online mais profissional e quero dedicar-me a ele a 100%. Entretanto, ao dedicar-me a este projecto online, tive outra ideia a surgir na mente, que precisa da minha máxima concentração para a execução... algo que quero fazer no futuro, idealmente seria antes de ter 30 anos, ou por volta dessa idade, mas se não mexer o cu, nunca vai acontecer. Por isso toca a apertar as nádegas e portar-me como uma adulta! 

 

 

Resumindo, tenho a cabeça a mil com ideias e gostava de aproveitar para estudar o que tiver que estudar para as meter em prática e por isso o tempo que passo na internet tem de começar a ser mais intencional. Eu adoro ler os vossos blogs, adoro interagir com vocês, mas ultimamente não tenho dado resposta aos comentários, nem aqui, nem nos blogs dos outros, o que me causa uma ansiedade enorme, tira-me o sono - se estivesse a exagerar eu dizia, mas estou a falar a sério, aqui - e por isto tudo, preciso de tirar o pé do acelerador aqui do blog da dESarrumada, e escutar esta minha veia mais empreendedora, que tem andado a latejar forte.

 

 

Isto não é um adeus ao blog, vou continuar a postar merdas que me venham à cabeça, mas os tags, comentários e afins, vão ficar sem resposta (espero que não levem a mal meu amores mais sexys!). Considerem isto blogar a meio gás. Quando voltar a 100% eu informo.

 

 

Beijo na bunda! 

da vossa dESarrumada

23
Fev18

Follow Friday | 5 minutos parvos podcast

Epah, ri-me, muito! Se ainda não conhecem este blog, nem os podcasts que este moço super engraçado faz, ouçam então e consolem-se!

E esta voz... oh gente, esta voz é coisinha para me dar uns orgasmos de 10 minutos! (5 minutos durante o tempo em que ele está a falar e outros 5 minutos o tempo em que demoro a recuperar as forças!)


5 minutos parvos

 

 

Beijos na bunda! 

20
Fev18

A saúde e os números.

Hoje foi um dia de merda no trabalho. Daqueles dias em que nada faz sentido e que uma pessoa chega ao final do dia a sentir que é só mais um número, que afinal está aqui só para contribuir a preencher uma lista qualquer de "doentes vistos" por mês. E sabe-se que aqui (França) os apoios da Segurança Social dependem cada vez mais da actividade que registamos e isso mete-nos uma pressão enorme em cima. Porque se não atingirmos os números a torneira é fechada e os estabelecimentos têm que fechar. Quando a saúde passa a ser só sobre números, e menos sobre pessoas, a coisa começa a descambar.

 

A maior parte dos profissionais de saúde não entrou nas respectivas formações para preencher estatísticas e passar o dia todo a correr a apagar fogos. Quando comecei nunca pensei que iria chegar ao final do meu dia de trabalho e achar que não fiz nada de verdadeiramente significativo pelo outro. Fala-se muito do burn-out nas profissões de saúde, cada vez mais compreendo as pessoas que estão de baixa, quando dizem que chegam a um ponto em que já não ouvem o doente e que só lhes apetece ou desligar e não dizer nada ou começar a gritar com toda a gente.

 

Não fosse isto um blog anónimo e nunca diria isto, mas sim, confesso que às vezes não estou a ouvir o doente. Às vezes já estou a pensar no próximo doente, ou ainda estou a matutar em coisas que o anterior me contou. Às vezes estou a pensar nas transmissões que tenho que escrever, ou na chamada que tenho que fazer, ou na agenda que tenho que organizar. E às vezes saio do trabalho muito mais tarde do que devia porque tenho esta parte administrativa para fazer. Durante o dia não há tempo para parar, pensar e reflectir se o que estou a fazer é o mais correcto, e isto semanas e semanas seguidas. Às vezes perco o fio condutor da minha intervenção, às vezes sinto que não dou o meu melhor. Às vezes vou de férias e penso em certos doentes o tempo todo, às vezes estou em casa na cama e lembro-me que me esqueci de fazer determinada coisa que tinha dito que ia fazer, e que o doente vai pensar que me esqueci dele. E esqueci mesmo.

 

E tenho insónias. E de manhã estou cansada. E depois tiro férias, tento relaxar, mas no último dia de férias já estou a pensar em tudo o que me espera no trabalho e lá se vai o estado zen. E o stress de domingo à noite mais a ansiedade de ter que voltar para um trabalho onde estou constantemente a apagar fogos, desses nem vou falar... às vezes gostava que estas coisas que me acontecem só às vezes, não me acontecessem tão frequentemente. Gostava de ter tempo para exercer a minha profissão. Será pedir muito?

 

18
Fev18

Histórias para contar.

Engraçado que isto de passar por um break up faz-me pensar noutras histórias mais antigas, como começaram, como acabaram, o que fiz para melhorar, como saí do fundo do poço e outras divagações que tais.

 

Lá para meados de 2008 fiquei comprometida, eu e o meu namorado da altura achámos que seria giro termos alianças de comprometidos, até porque, já namorávamos há dois anos e era "certinho" que íamos casar. Ele foi estudar para Lisboa, eu fiquei no último da ano da secundária. A dESarrumada com 17 anos ficou sozinha na secundária com uma aliança de comprometida no dedo anelar da mão direita. O moço lá foi para Lisboa, morar para casa de uma tia, e como acontece com todos os meus namoros em que a distância se instala, ele começou a preferir ver a novela todas as noites do que ligar-me. Isto sim, é um padrão que se tem repetido anos e anos seguidos. Começo um namoro, corre bem, ficamos longe por um motivo ou outro, eu continuo a tentar e eles sentam-se à sombra da bananeira. Ou será que sou eu que interpreto tudo mal? Nunca saberei.

 

A verdade é que custava ser trocada pela novela. Eu na altura ainda tinha tomates para ligar mesmo quando me diziam que não tinham tempo, e cheguei a ter a chamada desligada na cara... tuh, tuh, tuh... do outro lado da linha.

 

Foda-se. Aguentei, afinal, íamos casar, ter bebés e uma casa na Serra. Estava eu toda contente a festejar o facto de ir para a Universidade só que menti ao moço, disse-lhe que não tinha metido opções em Lisboa porque não tinha média suficiente, mas a verdade é que entrei num sítio com média superior na altura... só que queria mesmo, mesmo, estudar em Aveiro, tinha o feeling que lá é que ia ser feliz, e fui, muito. Mas não lhe contem, ok?

 

Fui para Aveiro. Aquilo foi festa todas as semanas, aquele primeiro ano foi mesmo um dos melhores em termos de descobertas. Estava livre da força controladora que os meus pais exerciam em mim, podia fazer o que quisesse, desde que não gastasse muito dinheiro, porque afinal, na Universidade somos "livres", mas ainda muito dependentes dos pais. Conheci outro rapaz. Tirei a aliança do dedo, só a metia quando ia a casa no fim-de-semana. Houve um fim-de-semana em que me esqueci de a meter e tive que dizer a toda a gente que a tinha perdido na praxe. Nunca mais a pude meter depois disso, afinal, estava "perdida". Eu sabia que dali não sairia nada sério, afinal, o meu namorado não me vinha visitar por mais que eu lhe pedisse, arranjava sempre algo para fazer com a tia em Lisboa. Num fim-de-semana passado em casa, encontrei-me com ele e acabei. Implorou de joelhos (foi a única vez que alguém se ajoelhou a implorar que não acabasse com ele). Eu fui dura, disse-lhe que ele me ignorava e que assim não podia continuar. Ele disse que ia mudar. Nos 2 dias seguintes não me mandou uma única sms. Mandei eu outra a dizer que a minha ideia de acabar estava confirmada e que era definitiva.

 

Entretanto continuei a sair com o tal rapaz de Aveiro. Perdi a virgindade com ele, a ideia de casar virgem caiu por terra nesse 1º ano de Universidade. Na altura morava num prédio com 12 andares habitáveis que tinha um 13º andar com arrumações e acesso a um terraço. Como partilhava quarto com outra rapariga eu e esse moço íamos "curtir" para o tal 13º andar do prédio. Aquilo foram meses de muita adrenalina. Já quase me tinha esquecido disto. Num dos dias da semana académica estava com ele lá no sótão e as minhas calças de ganga, que eram super justas, rasgaram-se no meio das pernas. Tive que descer os andares todos naquela figura, cuecas à mostra e tudo. 

 

Boas recordações. Muito parvas mas boas. Ainda bem que não me esqueci do quão parva era. O anel ainda está lá em casa guardado numa caixa com as fotos deste namoro de 3 anos. Soube bem ter vivido algo "assim", mas éramos umas crianças. O segundo rapaz foi no ano seguinte de Erasmus para outro país. Mais um que se afastou. E na altura também achei que nunca mais voltaria a amar. 

15
Fev18

Água quente.

Estar debaixo do chuveiro a sentir a água quente escorrer pelo meu corpo. Lavar-me devagarinho e imaginar tudo que podia ter sido e não foi. As tuas mãos nas minhas, a tua barba a passar no meu pescoço. O teu beijo no meu ombro. Tudo em que nos podíamos ter tornado. Nunca vai acontecer. E hoje choro porque finalmente sei isso, demorei a reconhecer que o início do fim já tinha começado há uns bons meses. Não aceito, mas vou tentar seguir em frente. Como fiz em tantas outras situações de despedida. A vida podia ter sido tantas coisas, a cada minuto tomamos decisões que mudam o rumo de tudo. E hoje choro, e as lágrimas frias misturam-se com a água quente do chuveiro para nunca mais as recuperar. Tal como os sonhos que tive contigo se misturam na confusão do tempo e se perdem.

 

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15
Fev18

Ela voltou. No dia de São Valentim.

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Depois desta ausência prolongada aqui do Sapoworld, primeiro porque tinha preparativos de último minuto para a viagem a Marrocos, segundo porque viajar fora da Europa e não ter dados móveis disponíveis, tendo que usar redes de wi-fi manhosas em hosteis e restaurantes duvidosos, não é, definitivamente, para mim (é por isto que nunca serei uma blogger da moda!). Não consegui nem meter fotos no Instagram, nem fazer posts aqui. A assiduidade vai ter que ficar para uma próxima. Também não foi desta!

 

Depois da aventuras em Marrocos, que contarei mais tarde, voltei à "casa" de França no Domingo, mas não escrevi nada até agora porque tenho andado com uma caganeira do pior, coisinha para deitar as tripas todas cá para fora (um blog sempre glamouroso este, eu sei). Não tenho tido forças para vir cá despejar cenas, uma vez que as despejo noutros sítios, tipo a sanita. Pronto, já chega de falar de merda. Vamos às satisfações diversas.

 

Hoje, dia de São Valentim, achei por bem fazer o meu come back aqui no blog. Qual dia melhor para escrever que esse tão famoso dia, onde só se vê corações e fotos de jantares com dedicações pirosas em tudo o que é redes sociais? Eu cá gostava de dizer que acho fofo, noutros tempos já achei, mas agora dá-me vómitos ver tanta lamexice, epah, julguem-me à vontade. Talvez um dia o faça, não digo "desta água nunca beberei". Mas por agora acho hipocrisia pura a de certas pessoas nas redes sociais, virem dizer que amam o companheiro e depois andarem a traí-lo(a) por tudo quando é canto (eu fui a pessoa com quem o rapaz em questão traiu a namorada há alguns anos, por isso sei do que estou a falar).

 

O meu serão de hoje foi passado com as meninas a comer um kebab e depois em casa de uma delas a enfardar gelado de menta com pepitas de chocolate - o meu preferido, como sabem - directamente da embalagem. Depois fizemos uma lista verbal do porquê das nossas vidas estarem uma merda, actualmente. Depois dissemos umas às outras o porquê de o que tínhamos acabado de dizer ser uma valente bosta. E falámos do quão espectaculares somos. E rimos muito, com algumas lágrimas à mistura. Vai tudo correr bem piquenas solteiras. Vale a pena ter amigos assim. 

 

 

Beijinhos na bunda,

da vossa dESarrumada 

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