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Diário de uma desarrumada

Desarrumações diárias de uma rapariga emigrante.

Diário de uma desarrumada

Desarrumações diárias de uma rapariga emigrante.

30
Set17

A dESarrumada experimenta o minimalismo #1

Tenho este post nos rascunhos há algum tempo, hesitei muito antes de postar. Porquê? Porque tenho vergonha, muita vergonha do que vou mostrar. 

 

Vou finalmente mostrar o porquê de me ter auto-intitulado de "desarrumada". O meu segredo escondido: uma bagunça perpétua. Vou, por isso, mostrar o meu apartamento depois de 2 anos a morar sozinha noutro país.

 

(apesar de imaginar que haja muito pior por esse mundo fora, a nossa merda cheira sempre pior que a dos outros! por isso sejam empáticos com este meu "problema"... e garanto-vos, não vou mostrar a cozinha porque podia chocar algumas almas mais sensíveis...) 

 

Mudei-me para este apartamento em Março e admito, não me dediquei, de todo, à arrumação deste espaço. Ainda tenho algumas caixas por abrir na despensa, e o que está cá fora está simplesmente sem lugar definido. E os papéis que acumulo, ai os papéis... Às vezes só me apetece pegar fogo a esta tralha toda e começar de novo! Mas calma... A partir de Outubro o que pretendo fazer é arrumar, destralhar, doar, vender, enfim, diminuir os meus pertences, diminuir as minhas dores de cabeça. E gostava de ter o sofá... ai, o sofá pelo qual anseio que nem uma louca. Mas primeiro tenho que arranjar espaço para ele. Não vai ser fácil.

 

Minimalismo, ou a minha versão dele, aí vamos nós!

 

Para já ficam com as fotos do ANTES :

 

Corredor

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Quarto

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Sala

Esta 1ª foto vai deitar por terra todas as hipóteses de algum dia vir a ser convidada a participar na rubrica "como eu blogo"... 

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Casa de banho

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Acho que a minha sorte é ter poucos móveis, se não estava (ainda mais) tramada... E prontos, a modos que sinto que este post vai ser a minha vergonha... mas o desafio de mudar este espaço começa agora. E se não chegar aqui com fotos diferentes até Dezembro, podem dar-me tau-tau que eu deixo!

 

Beijo na bunda

 

26
Set17

Tesourinhos ridículos #1

Ora vamos lá, hoje tenho duas cenas que me aconteceram que foram muito parvas: 

 

Quando metes o teu queimador da Yankee Candle no chão e levas com o fumo todo do fósforo no focinho quando estás de joelhos a tentar acender a vela. Quase que sufoquei... que ideia de merda de meter aquilo no chão.

 

Quando compras uma daquelas malas grandes todas chiques da Valentino, e andas toda contente com ela e tal. Mas, apercebes-te com o tempo, que sempre que andas de carro - sobretudo se for um carro pequenino como um C1 - dás uma buzinadela cada vez que tiras a mala do carro. Porquê? Porque é simplesmente impossível tirar a mala do lugar do passageiro sem que ela venha tocar no volante... e isto nem é muito grave. O pior é quando isso te acontece no estacionamento, à frente de tua casa, às 2h da manhã. E a vizinha cusca do rés-do-chão vem à janela ver o que se passa.

21
Set17

Diário de bordo 21.09.2017

Querido diário,

 

hoje perdi o jogo. O jogo era não comer uma tablete de chocolate inteira e quando isso voltasse a acontecer perdia. Hoje perdi, portanto. Mas era chocolate preto a 70%, por isso não conta assim muito, certo? Recomeço hoje o jogo.

 

Obrigada a todos que mandaram comentários simpáticos nesta fase menos boa. Lidar com estas partidas da mente sozinha nem sempre é fácil. 

 

Há algumas coisas que têm acontecido no trabalho que me têm levado a este estado. Ambiente entre colegas, um chefe incompetente na organização da sua equipa, o facto de não conseguir desligar dos problemas dos utentes quando chego a casa. É complicado. Já sabem que acredito na carga energética de cada um, sei que às vezes me sinto desconfortável ao lado de alguém numa sala de espera, no metro, na rua, porque essa pessoa emana energias negativas. E sei que quando estou no trabalho passo o dia a servir de esponja para as energias que me rodeiam. Lidar com pessoas doentes, muitas a passar a pior fase das suas vidas, nem sempre é fácil. Uma pessoa tira a farda no final do trabalho, mete no cesto para lavar, e sai. Mas tudo que ouviu e viu vem connosco, infelizmente não fica tudo lá no cesto para ser lavado. Era bom não era, se fossemos todos uns robots frios e sem sentimentos? Era capaz de me facilitar a vida. Mas teria saudades deste lado humano de trabalhar com gente de carne e osso, acho.

 

Hoje já estou melhorzinha. Não consigo desligar a mente, isso são assuntos de outras romarias. Mas não tenho tanta vontade de chorar. Deve ter sido do chocolate. Nada de culpabilizar. Amanhã vais ao ginásio e não vais usar esta derrota como uma desculpa para perder a guerra. Momentos de fraqueza e recaídas no binge eating vou ter sempre, tenho é que aprender a erguer-me de novo e não usar isso como desculpa para estragar o mês. Objectivo: que os binges apareçam o mais espaçados possível. E desta vez foram duas semanas bem controladas. Estou a melhorar.

 

Toca a queixar menos e fazer mais por mim.

Da sempre tua dESarrumada.

19
Set17

A precisar de uma boa dose de calma...

Não é por pura coincidência que me auto-intitulei de "A desarrumada". Eu sou mesmo desarrumada! É a casa, a cabeça e a vida no geral. Mas sobre as arrumações físicas que devo fazer falo mais tarde, hoje venho aqui para deprimir sobre a minha vida desarrumada neste meu cantinho de confidências.

Hoje estou num daqueles dias em que nada vai bem, é o trabalho, é com ele, é com a dieta (dei assim uma facadinha valente hoje depois de duas semanas a portar-me bem)... tenho alguns tags para meter em dia aqui no blog e umas respostas para dar a uns comentários... mas admito que tenho andado sem cabeça para nada. Nadinha.

Parece que nada vai bem, a ansiedade voltou, sinto que faço tudo mal, que só tenho ideias fracas, que não estou a perder o peso que queria, que nunca vou conseguir realizar os meus sonhos, e muito, muito, mais. Bem, uma verdadeira tempestade que aqui vai nesta cabeça.

Sei que já vos falei anteriormente da minha ansiedade, a qual tenho conseguido controlar bastante, mas hoje fraquejei, hoje não consegui controlar os pensamentos negativos, hoje passei o dia no trabalho com vontade de chorar e a dar respostas tortas. Ainda por cima parece que é sempre nestes dias que vêm falar connosco sobre coisas sérias e importantes. Depois chego a casa e rumino em tudo que disse, em tudo que devia ter dito em vez daquilo que disse, e em tudo que ficou por dizer e que tinha sido em "cheio". Ah pois é, tinha sido certeiro, mas não foi porque calei e respondi outra coisa qualquer. Gostava de desligar o botão ON da minha cabeça e entrar em modo OFF, nem que fossem só uns diazinhos...

Estou a desesperar, gostava de deixar de ser assim. Mudar de vez, mudar de aparência, de personalidade, de país, de amigos, de profissão, de vida, largar tudo e começar do zero. Hoje é um daqueles dias em que tudo me cansa. Mas a vida não pára... e tenho que voltar a acordar amanhã e fingir que aguento isto tudo.

 

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