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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

30
Jun17

Desejos de verão.

Querido diário, acho que já toda a gente foi a um certo restaurante chamado "Hamburgueria do bairro", menos eu. Tenho que procurar onde fica e ver se dou lá um saltinho em Agosto, só para ser in com'ós outros, tu sabes.

 

Este ano acho que vai ser em grande. Vou passar 3 semanas do mês de Agosto a Portugal, sendo que os primeiros dias passo no Porto, depois passo cerca de uma semana e meia na terrinha com os pais - que já não os vejo desde Janeiro e o coração já anda apertadinho - e a terceira semana vai ser dividida entre Lisboa e Faro. Ainda não sei bem como vou organizar isto tudo, só sei que deste ano não passa, tenho que conhecer o famoso "Bacalhôa Buddha Eden" e fazer uma aula de stand-up Paddle. Já que é para fazer todos os clichés que tenho visto no Instagram, ao menos dou-lhe com afinco e corro-os a todos de uma vez! Com alguma sorte, ainda passo no "Santini" para comer um gelado com sabor a manga e ananás.

 

Se o Verão não fosse a minha época preferida, isto tudo quase que era (muito) triste. É que isto de ser emigrante tem sido passar o ano todo a ver coisas fixes que se passam em Portugal, ficar com vontade de experimentar TUDO, e depois ter a tarefa árdua de tentar enfiar todos os planos em 25 dias úteis de férias.

 

28
Jun17

O Salvador.

Hoje soube através dos blogs do Sapo que o Salvador Sobral fez uma piada sobre peidos num concerto solidário. Diário, para ser sincera, que eu cá nunca te minto, não concordo com um concerto destes logo a seguir ao desastre que abalou o país. Eu ainda fico com lágrimas nos olhos quando penso no que aconteceu. O que é que sentiram as famílias ao ver aquele festejo todo? Mas isso, já são contas de outro rosário. Parece que o respeito do luto, não é importante, o que importa é que alguém disse a palavra peido em directo. Shame on you #salvadorable, agora que ganhaste a Eurovisão, deves ter a mania, deves!

 

Sabes meu querido, eu gosto muito do Salvador, já era um dos meus favoritos nos ídolos, por isso não sou hipócrita ao ponto de dizer que o a-do-ro pela incrível música que o "Amar pelos dois" é. Porque, por acaso, até acho que ele tem músicas mais condizentes com os meus gostos do que esta. Mas a verdade é que o país precisa de mais pessoas politicamente incorrectas, daquelas que não têm vergonha na cara e que abanam a barraca toda. Isto de sermos um país de engenheiros e doutores, em que uma pessoa não pode dizer nada que há logo um monte de crenças abaladas e é um ai jesus que não se pode, tem de acabar. Vamos lutar contra isto, um peido de cada vez. E só Deus sabe como eu gosto de falar sobre flatulência e cocó.

 

Só para ir contra as normas sociais amanhã vou vestir uma camisola às riscas horizontais. Sinto-me rebelde.

 

28
Jun17

Diário de bordo 28.06.2017

Querido diário,

 

Hoje foi um dia daqueles. Acordei e fui para o trabalho, cheia de sono como de costume, porque por mais que tente não consigo deitar-me cedo. Mas, a primeira hora é a que custa mais, depois entro em piloto automático e a coisa até corre bem na medida do possível. Há dias na vida que são espectaculares, fazemos montes de coisas e parece que a vida é maravilhosa. Temos aquela impressão de que tudo está encarrilado e as coisas estão finalmente a entrar nos eixos. Depois há os outros 99% dos dias, os dias como o de hoje. Os dias banais, normais, em que somos só mais um ser humano, a tentar fazer o melhor que consegue, com os meios disponíveis no momento.

 

Hoje tinha tudo para ser um desses dias, normal. Mas não foi. Foi um dos outros tipos de dias, dos quais não falei, porque não sei como os encaixar nas estatísticas. Talvez corresponda a 0,01% dos meus dias? Não sei, mas gostava de acreditar que, apesar de tudo, estes dias fazem parte da minoria.

 

Lá no trabalho recebemos um doente novo há cerca de 3 semanas. Sim, acho que nunca te disse, meu querido diário, mas trabalho na área da saúde. Sou um desses milhares de licenciados portugueses que emigrou para trabalhar num hospital qualquer da Europa. Quem diz hospital, diz lar, centro de reabilitação, unidade de cuidados continuados, as escolhas são infinitas. Eu ando ocupada há quase 3 anos, num sítio desses, perdido algures numa terrinha, onde o comboio já não passa, excepto aquele das 7h da manhã, que só traz mercadorias e que faz muito barulho. 

 

Sei que já vivo aqui há muito tempo, porque quando vou à feira ao Sábado de manhã já conheço 70% das caras que lá estão, tanto as dos feirantes como as dos habitantes que andam a fazer compras. Lá estou eu outra vez com percentagens, mas ultimamente sinto esta necessidade parva de converter certos aspectos da minha vida em números.

 

Ainda sobre aquele doente... Estou a substituir uma colega, ela já me tinha avisado de que este era um caso particularmente difícil. Já tínhamos recebido utentes novinhos, eu sei que faz parte e tudo o mais, mas hoje custou mais do que nos outros dias. Hoje entrei no quarto de uma menina de 18 anos e 2 meses que está em coma.  Eu sei que com 18 anos já não é "menina" nenhuma, ela se me ouvisse falar assim, de certeza que ia refilar, do alto da sua adultez recém adquirida! Mas, é inevitável, quando olho para ela, para a sua pele lisinha, cabelos rapados devido à operação pós trauma craniano, parece-me tão mas tão pequena. Apetece pegar nela e dar mimos. Dizer-lhe que vai correr tudo bem, que vai acordar, e que tudo vai ser como era antes.

 

Mas não posso. Um profissional de saúde não pode dizer esta coisas! Nem admitir que as pensa, sequer! Diário, assim em jeito de confidência, acho que este trabalho anda a provocar as minhas crises de ansiedade. Pensei que fosse ficar melhor com o tempo, mas não fiquei. Parece que o coração é cada vez maior, que cada vez entram mais razões de preocupação e angústia. Eu sei que tenho que cuidar de mim. Mas não sou de ferro, caramba!

 

Ainda sobre a menina grande, pequena mulher, ela fez anos no Domingo. E os amigos deram-lhe uma Barbie bailarina, daquelas de colecção. Algumas pessoas da equipa disseram que é uma prenda infantil, que não se oferece nada do género a quem já é adulto, e que se ela a pediu antes do acidente, isso pode dizer muito da personalidade dela. Eu não percebia porque diziam isto. Hoje vi a tal Barbie, linda no seu suporte, com um tutu cor-de-rosa, no alto dos seus pés em ponta (é assim que se diz no ballet, certo?). Está colocada na mesa em frente à cama e está sorridente. De certeza que a menina grande, pequena mulher, adorou a prenda.

 

Quem diz que a Barbie é uma prenda de crianças não percebe nada disto do mundo dos sonhos. Eu recebi nos meus anos o Funko Pop do John Snow e fiquei mais do que contente. Quase que deitava estrelas pelos olhos, e nas fotos até parece isso, mas afinal eram as faiscas que vinham do bolo que o garçon trouxe à mesa, naquele restaurante indiano em Londres onde elas me ofereceram o meu tipo de comida preferido da altura. 

 

Sem assunto de maior me despeço de ti hoje. Não sei se volto a escrever aqui, mas gostei de falar contigo. Não devia ter deixado de escrever um diário aos 12 anos, idade em que decidi meter o meu, que tinha flores cor-de-rosa e golfinhos azuis, na gaveta, porque pensava que era coisa de crianças e eu já era muito crescida. Curiosamente foi a mesma idade em que vesti as minhas Barbies todas com as roupas certas, deixei-as expostas no sofá do sótão lá de casa dos meus pais e nunca mais brinquei com elas.

 

28
Jun17

Diário de bordo 28.06.2017

Ontem antes de me deitar, eram quase 2 da manhã, vi o vídeo da Peperan em que ela lê passagens do seu diário de infância. Para além de ter passado o vídeo a sorrir, lembrei-me do meu próprio diário de infância e de como me fazia um bem tremendo escrever lá. Decidi experimentar. Mal não pode fazer, pois não? Se me cansar ou já não tiver nada para escrever depois volto aqui... resumindo, isto é só uma experiência enquanto espero por outra fase da minha vida. 

 

Entretanto este blog vai ficar privado daqui a uns dias.

26
Jun17

Hoje não quero.

Desde ontem que estou a passar por uma espécie de hangover da formação. Não sei literalmente o que fazer com o meu tempo "livre". Sei que tinha muito para escrever aqui, mas não me apetece. Não quero, não quero nada que me faça pensar muito. Neste momento, não me estou a identificar com o conteúdo deste blog. Tento ser bem humorada, mas às vezes não apetece. Depois fico a debater-me com sentimentos de culpa, porque acho que quem aqui vem, vem à procura de um certo tipo de conteúdo, que eu já não consigo dar. Sinto que a minha fonte de imaginação secou. Sinto que mudei. Algures no tempo, entre o dia da criação deste blog e o dia de hoje, mudei.

Estou a pensar apagar isto, e começar outro ciclo mais tarde. Os blogs são para nós, são uma espécie de diário, uma caixa sem fundo de desabafos. Uma pessoa chega aqui e desabafa. E não quero pensar mais nisso. Mas nesta plataforma Sapo há os comentários, que são fofos, queridos e carinhosos, resumindo: tudo de bom. Muito melhor que em outras plataformas. E é isso que faz desta plataforma algo tão especial. Talvez noutro sítio eu ficasse contente só em ver as views, ou não, porque quando criei isto não sabia a abrangência que ia ter, nunca me imaginei com 300 e tal subscritores, nunca me imaginei a seguir a vida de outros, como se de amigos reais se tratassem...

Isto está a ficar uma diarreia mental eu sei. Mas prometi a mim mesma que ia escrever sem filtro, que ia publicar o que quer que os meus dedos escrevessem. A verdade nua e crua, é que hoje estou farta disto. Não pelas pessoas que tenho conhecido aqui, ou os posts que já li, esses momentos não os trocava por nada, mas pela expectativa que tenho colocado em cima de mim própria. Aquela sensação de estar a falhar se não publicar diariamente, aquela ansiedade que chega quando tenho aquele momento: "não sei o que escrever hoje!!!". É estúpido pensar assim, a maior parte das pessoas deve ler o que eu escrevo na diagonal, ou pensar, "who cares?" antes de irem à sua vida. 

Mas gosto de fazer isto por mim. A cena é que sinto que há uns quantos que aguardam um tipo de conteúdo que não poderei nunca mais escrever. Não enquanto for esta pessoa. Talvez um dia seja outra pessoa, mas esta que sou hoje não tem vontade. Nada, niente, rien, nadia... mas eu não vos esqueço.

 

Beijos com carinho da vossa dESarrumada.

24
Jun17

Acabou!

A formação está feita! Consegui! O exame teórico não foi fácil, mas toda a gente passou, o que é ótimo!!! Agora estou num comboio de 5h - para fazer correspondência em Paris antes de ir para a terrinha - ao lado de um senhor que já está a emborcar a segunda cerveja. Estamos no comboio há 30 minutos. Quantas mais vai ele beber? Aceitam-se apostas.

22
Jun17

Só para dar notícias...

Recebemos hoje as notas do trabalho escrito e apresentação. Fiquei entre os 3 melhores... Se me estou a gabar? Um bocado. Mas, acho que depois de me terem aturado tanto tempo com posts sobre esta formação, mereciam saber que 50% foi hoje concluído com sucesso. Amanhã é o exame téorico. Não estou tão ansiosa como pensei que ia estar. Uma parte de mim sabe que domino o assunto, a outra parte de mim está a correr em cuecas e aos gritos. Desejem-me muita merda.

18
Jun17

Inferno.

Não consigo descrever o que tenho sentido ao ver as notícias sobre a tragédia em Pedrógão Grande. Não há nada, nem uma única palavra que possa aliviar a dor daquelas famílias... A dor coletiva dos portugueses ao ver o seu país (amado, e ultimamente tão idolatrado!) em chamas. Eu não quero ver as imagens, não mandem para lá drones, não é isso que as famílias querem, não é isso que os portugueses querem. Não há imagens que apaguem a dor, muito pelo contrário! Eu sinto revolta ao ver as notícias. Sinto revolta ao ver os jornais lutar para ter a melhor foto. Apetece-me gritar de raiva! Dane-se quem pensa que os incêndios trazem lucro! Dane-se quem pensa que plantar este inferno traz algo de bom para o país! Danem-se todos esses e mais alguns que há anos plantam este inferno. Porque a culpa é deles e de ninguém. A natureza, coitada, mesmo que tentasse não conseguiria fazer este espectáculo repugnante todos os anos. Nós só queremos paz, brisa fresca e um verão sem incêndios. Será pedir muito??? O inferno não devia existir num país como Portugal. Portugal e os portugueses não merecem isto.

18
Jun17

A esta hora já devo estar a caminho.

Post programado



A esta hora devo estar a caminho do sul de França, numa viagem de comboio de 8 horas, para o local onde vamos realizar a formação prática que vai durar uma semana.

Por isso durante uma semana inteira, não vão ter posts aqui no blog. Excepto se pegar no telemóvel para vir aqui mandar uma ou outra posta de pescada, mas duvido muito, a internet por lá deve ser uma shit... Portanto, estão de férias de mim!  Nem a segunda-feira badalhoca vai haver...

 

Quero fazer uma pausa aqui do barraco, para depois regressar em força. 

 

Portem-se bem, não façam nada que eu não fizesse. Entretanto podem ir desarrumando este cantinho, já por si só tão desarrumado, nas diferentes tags que vou deixar aqui disponíveis:

 

Ambrósio

Porno

A avó Maria

 

A emigrante

 

 

Alguns textos sobre a minha vida amorosa de que gosto muito:



Envelhecer contigo | 

Longe |

Golden Hour |

Quero é que sejas feliz |

E quando o timing não é perfeito? |

Momento eterno |

Porque ela largou o homem que ama |

O inverno |

O tal |

 

 

Divirtam-se a ler as bacoradas mais antigas enquanto estou ausente 

 

Beijo na bunda! 

 

17
Jun17

Serei a única a fazer tudo e mais um par de botas quando devia estar a estudar? #2

Hoje tive uma vontade incontrolável daquelas de procrastinar a manhã toda... e o motivo foi muito, muito, parvo. Mas válido, muito válido. Desde 2015 que não sabia como estavam a crescer as filhas do rei de Espanha, a Leonor e a Sofia. Fui procurar. Estão giras as miúdas. Depois fui ver a filha da Beyoncé, ver se havia novidades dos gémeos. Depois fui pesquisar as filhas da Luciana Abreu. Estão giras as miúdas. Passei para os filhos da Angelina Jolie e por aí. Posso dizer que foi uma manhã produtiva. Fiquei a par das caras dos filhos dos famosos. Ultimamente ando a pensar muito em crianças, não vem daqui coisa boa. Vou ver se estudo. 


 

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