Sem perfume.
Como é que um gajo que não usa perfume pode deixar o cheiro dele tão impregnado na minha mente?
Quero-te aqui. Quero o teu toque na minha pele. Quero-te tanto.
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Como é que um gajo que não usa perfume pode deixar o cheiro dele tão impregnado na minha mente?
Quero-te aqui. Quero o teu toque na minha pele. Quero-te tanto.
Sim, sou gozada por isto até mais não. Mas no outro dia decidi armar-me em rebelde e conduzi a 90 km/h, numa estrada cujo limite era 90 km/h.
"Yeahhhh, olhem para mim, sou mesmo um bicho do asfalto!" - pensei.
E eis que de repente, sou ultrapassada por uma senhora que devia ter 80 anos.
Os meus pais são muito novos, ainda não chegaram aos 50, e ainda lhes falta uns aninhos. Mas já decidiram que não querem ter mais filhos - claro, depois de me terem a mim e ao meu irmão qualquer casal ficaria relutante - por isso a minha mãe toma a pílula. Para já nem sinais de menopausa.
Ela está farta da pílula, o meu pai está farto do preservativo quando, por acaso, há um esquecimento. Eis então que vieram a mim, numa conversa Skype, em busca de conselhos e sabedoria.
Perguntaram-me o que acho de laqueação de trompas ou vasectomia. Sugeri a vasectomia porque é a que apresenta menos riscos para quem a faz (relativamente a anestesia, tempo de internamento, etc). O meu pai ficou com medo porque pensava que ia ficar sem os tintins.
E foi assim que passei uma hora da minha noite de Domingo: a explicar aos meus pais o que é uma vasectomia.
dESarrumada,
a ter uma relação estranha com os pais desde 1991![]()
Quem me vai conhecendo aqui na blogosfera sabe que sou viciada em chocolate. Quando digo viciada não é exagero. Quando estou 24 horas sem consumir chocolate fico com sintomas de abstinência, trepo paredes, só penso naquilo.
E pronto, a modos que pirei de vez, é desta.
Na quinta-feira à noite comi uma tablete de chocolate inteira antes de ir deitar... hábito que tenho vindo a desenvolver desde que sou gente, desde que me conheço... e fiquei mal disposta pelo pico de insulina, já estou habituada, é uma sensação que conheço bem e da qual penso estar dependente.
Desta vez foi diferente, tinha acabado de ver um documentário sobre alimentação e a influência do consumo de açúcar no desenvolvimento de cancro.
Tenho cinco casos de cancro na minha família próxima, avô com cancro do intestino, avó com leucemia e três tias com cancro da mama. Deitei aquele papel no lixo, qual maço de tabaco vazio, e prometi a mim própria que não volto a comprar uma tablete de chocolate para comer sozinha.
Já lá vão 72 horas.
Malta conhecedora e esclarecedora, a partir de que momento numa relação é que é aceitável sugerir sexo anal? Sobretudo se for numa relação macho-fêmea e vocês forem a fêmea. Obrigada.
Como o título deste post já diz, acho que às vezes sou muito drástica nas minhas decisões. Sobretudo no que toca a relações profissionais e de amizade.
Neste caso refiro-me a oscilar constantemente entre ser alguém que só vê qualidades no outro passando imediatamente a "amar" a pessoa, ou só ver defeitos, não reconhecer qualidades e passar a não "suportar" a pessoa, a pontos de querer cortar a relação pela raiz.
Ando a sentir isto com uma amiga, que é também colega de trabalho. Sempre tivemos maneiras de pensar diferentes, mas sinto que ultimamente este meu sentimento piorou desde que ela teve um filho (sim, já falei nela aqui, é a moça que me ofereceu um alho-porro no Natal!)
Estou naquela fase em que tudo que ela diz me irrita, sobem-me aqui uns arrepios na espinha e só tenho vontade de lhe responder torto. Controlo-me como é óbvio, também não sou nenhum animal.
Aqui é que surge o meu "problema interno" - um de muitos by the way - admito que quando alguém pensa de uma forma completamente diferente de mim torno-me em alguém pouco flexível, e não consigo ter tolerância, inteligência emocional, presença de espírito ou como lhe queiram chamar, suficiente para aguentar a personalidade da outra pessoa.
Já acabei muitas amizades por causa disto. E é chato, muito chato. Sinto que se tivesse tentado compreender mais um pouco, se tivesse tentado meter-me nos sapatos do outro a coisa até podia ter corrido melhor. Acabo por ficar a sentir que a culpa foi inteiramente minha... mas a verdade, digam-me se estiver errada, é que quando há um afastamento a culpa é dos dois, certo? Se eu deixar de falar tanto e se o outro não me procurar, é porque provavelmente também estava à espera do corte, não é?
O facto das pessoas de quem me afasto nunca virem tentar falar comigo acaba por validar a minha atitude de cortar completamente... mas é difícil livrar-me da dúvida... e se tivesse tentado mais um pouco? E se tivesse enviado aquele convite ou feito aquele telefonema?
Só dúvidas, só insegurança.
Resumindo, este post é para vos dizer que isto das relações inter-pessoais é um assunto que me faz sofrer imenso e gostava de saber a vossa opinião. Sinto que não sei lidar com pessoas, ainda pior se forem muitas e principalmente se o meu grupo de amigos começar a aumentar e todas as pessoas se conhecerem... Não sei lidar com grupos, pronto. E não sei como reagir quando há uma pessoa do grupo que, pelo menos na minha cabeça, parece desestabilizar toda a dinâmica dos acontecimentos... sejam eles uma viagem, um fim de semana algures ou até simplesmente organizar um jantar em casa de alguém. Quando todos querem azul e há alguém que quer (constantemente) amarelo, já é o suficiente para eu ferver cá por dentro e ficar com vontade de mandar todos os planos para o ar.
Mas a vida é isto. E só porque estou a ferver por dentro não posso mandar uma pessoa para a merda, pois não? "Só" porque ela pensa de forma diferente... "Só" porque tem outra visão da vida.
Por isso decidi que vou calar-me, vou aguentar o que quer que seja que a próxima viagem juntas reserve e depois logo se vê. Será que crescer é isto? Ou é simplesmente ser parva?
Acabei de escrever no blogue da Sara (que btw, na minha opinião, é um dos blogues mais engraçados e genuínos do pedaço!) a seguinte expressão:
"achas que sabia que ia ter um chefe que é um colhão com pernas?"
E cheguei à conclusão que é exactamente isso que ele é. Sem tirar nem pôr. Um colhão com pernas. Às vezes lá vai mostrando um bom coração, mas é só quando lhe cheira a algum benefício para ele. De resto é um saco flácido, com dentes podres dos 2 maços de tabaco que fuma por dia, cheio de ideias peregrinas, que anda para ali a balançar as mãos vazias, do alto dos seus quase 2 metros, tal e qual um flamingo.
(só um aparte para explicar a parte do flamingo: onde trabalho usamos fardas cor-de-rosa!).
E era isto.
E não é que a mulher (que é uma papa-televisão) decidiu comprar o Activa T para as dores de joelho crónicas provocadas por uma artrose?
Conversa dela com a minha mãe:
Minha avó: "Ai filha, aquilo não me fez nada. Meti o dia todo e continuei com as mesmas dores de merda!"
Minha mãe: "Oh mãe, mas aquilo não diz lá que é só para usar 2 horas? Porque meteu isso o dia todo??"
Minha avó: "Só me lixam dinheiro estes gatunos da televisão! O tio Manel nem tirava isso para dormir e parece que ficou bom da dor asiática!"
By Avó Maria,
uma mulher da serra
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Só hoje consegui vir falar do fim de semana que tive. Não que não tenha muito para dizer, porque tenho bastante, mas sim porque o regresso ao trabalho foi uma correria, foi um precipitar de coisas para fazer, com um chefe que está de férias... e às vezes damos por nós a assumir algumas responsabilidades de organização de equipa, para as quais não me candidatei nem nunca quis ter...
Pois bem, o fim de semana foi bom. Foi perfeito. Senti-me a voar numa nuvem, daquelas de algodão branquinho e que cheiram a baunilha. Mas antes que isto fique muito parolo, só quero dizer que estes 4 dias com ele foram o suficiente para esquecer todas as preocupações da minha vida imediata e daquela que há-de vir. Cerca de 48 horas de Primavera equivaleram em horas de Verão (daquelas que nunca mais acabam) a 15 dias bem passados - pelo menos no mundo que idealizei na minha mente - com direito a sol, esplanada e belos passeios em jardins formidáveis durante a golden hour.
Ai, se pudesse encontrar-te um defeito tudo seria mais fácil. Serias só mais um. Mas não, tinhas que ser perfeito, só para meter nojo e virar a minha vida de pernas para o ar.
dESarrumada porque é que nunca fizeste uma Follow Friday? Não sei! Mas acho que vou entrar nesta onda. Ora vamos lá? Vamos!
Sendo esta sexta-feira muito especial decidi destacar um blog que fala sobre temas que me têm ocupado bastante tempo de leitura ultimamente... são estes a simplicidade voluntária, um estilo de vida mais zero waste e minimalista!
Falo-vos do blog da Margarida:
Ela é uma querida, ela escreve bem, ela fala de temas oportunos e extremamente relevantes na actualidade!
E temos algo em comum, a emigração! O que quer dizer que em determinado momento da nossa vida apanhámos um avião que mudou tudo! Ora dêem uma vista de olhos para descobrirem mais sobre ela, e subscrevam, se quiserem, tanto o blog como a página do Facebook.
Não se vão arrepender!
Beijos na bunda (ecológicos!) ![]()
Bem-vindos ao meu diário, um lugar seguro onde podemos falar sobre tudo. Bisou, da vossa dESarrumada.
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