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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

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06
Ago16

O destino.

E quando sabemos que o destino existe, mas às vezes ele prega partidas, e não podemos fazer nada quanto a isso?


Conheci-o há cerca de 7 anos. Ele tem 37 anos, solteiro desde sempre, super boa pessoa e disponível para os amigos, sem grandes relações longas até à data. Todas as raparigas de quem achou gostar a sério eram raparigas que estavam prestes a ausentar-se do país. Mas no fundo, nunca encontrou a mulher da sua vida diz ele.


Conheci-a há cerca de 3 anos. 33 anos, solteira e de bem com a vida. Já teve algumas relações falhadas, numa delas viveu com um homem 2 anos, mas sem faísca. Todas as relações dela são dessas que correm bem, do género ir ao cinema, passar o fim de semana fora, conhecer as famílias. Mas falta o brilhozinho no olho diz ela.


Foi estranho, muito estranho, mas quando conheci a ela desta história, soube que era a ela que o ele procura. Soube, instintivamente, como quem sabe que precisa do ar para respirar mal acaba de sair do ventre materno, que eles pertencem um ao outro. Na altura em que ainda estava no país tentei marcar cafés com os dois e a cada vez acontecia algo no último minuto que impedia um dos dois de aparecer. Várias vezes, sempre por motivos diferentes. Desisti de tentar mudar o rumo desses caminhos, que tal e qual fios entrelaçados, seguem o seu rumo, em direcção a esse futuro que está escrito e que ninguém pode controlar.


Falo regularmente com os dois, e vejo o quanto estão próximos. Moram em cidades vizinhas, a 15 minutos um do outro. Ela trabalha na cidade onde ele mora . Vão às mesmas festas, aos mesmos cafés e frequentam o mesmo parque para correr. Quando eles me descrevem a pessoa que querem ao seu lado fazem exactamente a descrição um do outro. Mesmo sem se conhecerem. Parece ficção. Parece que na vida de cada um deles existe o espaço exacto que o outro iria ocupar. E consigo imaginar isso tão bem, tão nitidamente como se já estivessem juntos. Mas ainda não se encontraram. Não sei porquê, talvez porque ainda não estejam prontos para se conhecer. Quem sabe? Só sei que eles são almas gémeas. E que é impossível isto ser algo só da minha cabeça.


Sei que isto pode explicar o porquê de haver pessoas que parecem andar na vida sem nunca encontrar aquela pessoa especial. Ela existe, de facto cada um de nós a tem. Acredito nisso piamente. Mas ela, a pessoa especial, anda por aí, perdida algures nesse emaranhado de destinos, talvez a frequentar as mesmas festas, talvez noutro país, talvez no outro lado do mundo. E o porquê de algumas pessoas estarem destinadas a viver lado a lado sem nunca se cruzarem, talvez nunca o saiba, mas sei que a pessoa ideal para cada um existe. E isso dá-me esperança.


Não vou interferir na vida destes dois, quando tentei não correu propriamente bem, mas vou continuar a ouvir cada um deles como tenho ouvido até agora. Não é fácil, cada vez que os ouço dizer "não há ninguém para mim", fico com um nó no estômago. Apetece-me gritar: "Sim há! E está mesmo ao teu lado". 


Não desistas.

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