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Diário de uma dESarrumada

Diário de uma dESarrumada

26
Mai20

Mudanças. Mais e sempre.

Vou sair do estúdio de 12m2!!! 😃 Vou partilhar casa com um rapaz super simpático e super gay! (acho que já vos disse por aqui que adorava ter um melhor amigo gay! Estou com esperanças). Só para referência futura vamos chamar-lhe Mat. Ele é grande, magro, moreno, olhos castanhos e veste-se e arranja-se muito bem. Ao contrário do Titi que é um "desmazelado" com a aparência física... Estão a ver assim um rapaz com um estilo que é uma mistura de hipster, lenhador, man bun, barba comprida? É o Titi!

Pois, um estilo que nunca pensei gostar... Mas olhem aqui estou eu com um gajo assim 😂

A partir do dia 1 vou morar para o apartamento, no estúdio já começa a estar muito calor. As vantagens de ter passado de um 43m2 para um 12m2 foi conseguir meter as minhas trouxas todas em malas e sacos e mudar-me com meia dúzia de viagens de metro... Olhem para mim tão minimalista! 😃 Só os livros é que pronto... Das 6 viagens de metro, 2 vão ser só para transportar livros... O mais engraçado disto tudo é que ainda não li nem metade dos livros que ando a carregar de um lado para o outro 🙈🙉🙊

 

Beijo na bunda! 

23
Mai20

Voltei bitches // resumo resumido da vida pós-confinamento.

Eu sei, eu sei. Já não venho aqui há bastante tempo. Não comecem já a chicotear-me, que eu gosto  É que... admito, nunca tinha vivido uma pandeia mundial na minha vida. E nem sempre soube lidar. O facto de ficar 2 meses sem nenhuma fonte de rendimentos financeiros, enquanto trabalho por conta própria e vivo numa das cidades mais caras do mundo, não foi fácil de digerir. Mas já está a #ficartudobem. Já agora, este hashtag do arco-íris já enjoava...

Sinto que viajei no tempo... sinto que estes 2 meses de confinamento foram tão surreais que o meu cérebro já o apagou... No início da quarentena, tenho quase a certeza que tive o Covid e nem sabia... fui a um casamento, estando sem paladar e olfacto nenhum, mas pensava que estava com sinusite pois ainda não se falava muito nestes sintomas... imagino que a comida estivesse deliciosa, e fartei-me de enfardar, nem a falta de olfacto me impediu de aproveitar. Apesar do contexto um bocado atípico, adorei a festa, foi brutal! Este casal de "leões" merece tudo e mais alguma coisa, e eu adoro-os e desejo que a partir de agora seja sempre a somar! 

Entretanto comecei a namorar  Aqui a vossa crazy dESarrumada, está assim mais ou menos bastante comprometida com um moço francês chamado Titi... yah, como de costume, não sei gostar pouco de alguém... e isso traz-me algumas "lutas" interiores, tais como os ciúmes e o medo do abandono, que já ando a trabalhar com a psicóloga.... se querem que fale mais disto aqui, deixem comentario sff... assim sei que querem ler mais sobre isto e que não vos estou a maçar.

 Tenho feito muito amor, do bom, daquele em que se dá as mãos na posição de missionário (anjinha!) e daquele em que ele me prende as mãos atrás das costas na posição de quatro (diabinha!) Tem sido bom, muio bom! Não faço grandes filmes para o futuro, as minhas expectativas têm sido realistas.... tal como disse num post anterior cada vez mais compreendo que o o conceito de "alma gémea" não precisa de ser para a vida. Às vezes aquela pessoa é a certa durante uma parte do nosso percurso, e isso pode ser 1 dia, 1 mês, 6 meses, 1 ano, 10 anos, até morrer. Quem sabe?

Vou nanar. Amanhã já cá venho contar mais cenas. 

 

Beijo na bunda, livre, enfim! 

29
Abr20

Diário de bordo 29.04.2020

como vos tinha dito, o Titi veio ter aqui comigo durante uns dias. Depois fui eu a casa dele, depois ele voltou aqui para o meu aniversário. Vocês não sabem, mas aqui a vossa dESarrumada já tem 29 anos! 

 

vinte 

e

nove!

 

Quando comecei o blog tinha 23 anos. Já lá vão quase 6 anos de emigração. E de muito crescimento.

 

As coisas com o Titi têm corrido bem. No início tivemos um arrufo por causa de uma ex dele, com quem ele ainda se dá e bebe cafézinhos, chateei-me com ele porque queria que ele deixasse de a ver, ele disse que não o faria porque actualmente ela era uma amiga dele, e eu não podia pedir-lhe isso, nem com ela, nem para deixar de ver quem quer que fosse.  

 

Fiquei amuada 1 dia. Depois decidi que não podia amuar com merdas destas, ou nunca ia construir nenhuma relação de jeito.

 

Aproveitei para usar esta situação para crescer. Fiz os exercícios de "auto-cura" da Psicóloga Nicole LePera que podem ver aqui. São exercícios de escrita chamados "Future Self Journaling", que nos ajudam a desligar certos circuitos automáticos no cérebro e a tornarmo-nos uma nova versão de nós mesmos. 

 

E tenho andado super bem. Tenho consolidado cada vez mais a crença de que ninguém nos pertence, um parceiro de vida é suposto acrescentar algo, eu não o possuo, e ele não me possui a mim, somos pessoas independentes... tal como entramos na vida um do outro também podemos sair, por traição, por ruptura amorosa, por doença, por acidente, ou morte. E por isso é tão importante aproveitar bem o tempo que temos juntos.

 

E também me apercebi de outra coisa relativamente a mim própria - isto foi muito doloroso - às vezes a resposta à pergunta "e se a pessoa mais tóxica da relação fores tu?" é sim. E isto é bem real, e é preciso termos consciência disto, que todos, em algum ponto da vida podemos ter comportamentos tóxicos... eu muitas vezes fico tão cega pelo ego que não me apercebo que tenho, eu mesma, comportamentos tóxicos de ciúmes e controlo excessivo. Consegui parar. Consegui aceitar, e tenho estado tão em paz. Desde aquela discussão que não voltei a abordar o assunto com ele, porque decidi voltar-me para dentro... descobrir mais sobre mim própria... e aproveitar este rapaz que tem sido uma bela descoberta e uma etapa fantástica da minha vida. 

 

Ele tem estado sempre muito presente, temos falado todos os dias, já partilhei com ele alguns dos meus sonhos e ele apoia-me em tudo. Ele contou-me os sonhos dele e eu apoio em tudo. Por isso, sinto que a coisa está bem encaminhada... e o confinamento está quase a acabar, vamos recuperar um bocadinho da vida no exterior... Não posso falar em recuperar o tempo perdido, porque este tempo em casa não foi de todo perdido. Foi tempo precioso em que pude trabalhar o meu EU interior. Mesmo estando há quase 2 meses sem ganhar nada financeiramente, não há dinheiro que pague o tempo dedicado ao desenvolvimento pessoal do qual pude usufruir nesta quarentena. 

28
Abr20

areia quente.

esse mar que tanto amo, trouxe-me para aqui

sou uma concha que ficou esquecida na tua praia

o mar vai e vem, num movimento suave, molhado e frio

e eu permaneço aqui. vazia. e sozinha

dizem que podes ouvir o barulho do mar quando me encostas à orelha

eu também ouço, o barulho do vento, de tudo que ficou por dizer

e a areia quente, que se acumula nas minhas ranhuras

que me aquece quando o mar vai embora

e depois volta, mais uma vez, para me dizer que vai ficar tudo bem

mas o mar, foi lá que eu nasci

e é para lá que voltarei.

01
Abr20

A história do fim do mundo que nunca contarei aos meus filhos!

Isto ainda é só o início do capítulo.

Epah, até estava tudo mais ou menos bem. Não era tão bom como os anos 90, que para mim foram anos sem preocupações nenhumas, e os teus avós sempre me disseram que foi a melhor década da vida deles, e correspondeu à década dos 20 anos deles, por isso não me admira que tenha sido espectacular. Toda a gente merecia ter uma boa década para passar os seus vintes.

Ora bem, no início dos meus 20 anos foi a crise em Portugal. Uma merda, só se ouvia falar nisso, e na Troika, e na austeridade, e nos sacrifícios, foram tempos fodidos. Tirei o curso com a ideia (e o desejo de emigrar). E emigrei. 

Depois, tive ali 5 aninhos de emigração mais-ou-menos, era feliz, mas podia ter sido melhor sabem? Tinha uma doença mental para tratar. A ansiedade, já ouviram falar? No início vivi aquilo tudo com bastante ansiedade mas a coisa lá foi melhorando, uma pessoa até ia ouvindo falar de fome no mundo, da poluição, havia ali uma tipa, a Greta, que era marada dos cornos, mas até tinha razão numas cenas... Falava-se de guerras em países distantes, mas nada de especial, nada que nos afectasse muito enquanto europeus. Ah, quase me esquecia, houve aquela situação dos refugiados que partiram a Grécia toda e fizeram mais umas cenas noutros países, mais uns quantos naufrágios no mar Mediterrâneo, mas nada de especial, uma pessoa ouvia isso nas notícias mas depois voltava tudo ao normal, sabem como é, futebol, Eurovisão, jogos Olímpicos, a Carolina Deslandes que fez uma música a falar de racismo, umas estátuas que aparecerem com lágrimas azuis no Porto, uns cidadãos de Lisboa que reclamaram das rendas demasiado altas. Nada de mais, a vida corria como sempre a conhecemos.

Tranquilo. 

Mas escutem, no ano em que decidi que ia deixar de ter ansiedade e arriscar mais, mudar radicalmente de vida, pumbas, um chinês decidiu fazer uma sandes de Pangolim e apanhou um vírus que infectou o mundo todo. 

E foi assim que toda aquela merda que vocês aprenderam nos livros de história começou.

 

coronavirus_fim_do_mundo.jpg

 

 

 

31
Mar20

Aprendi.

Como lidar com a semana antes do período.

Aprendi que quando estou na semana antes do período tenho que ter mais compaixão por mim própria. Aprendi que a produtividade baixa e está tudo bem. Aprendi que é uma altura de olhar para dentro. Aprendi que às vezes ficar a ver um filme é muito mais produtivo do que tentar trabalhar ou estudar. E apesar de neste momento não estar tudo bem lá fora - e no mundo em geral - dentro de mim estou cada vez mais em paz.

Bem-vindos ao meu diário, um lugar seguro onde podemos falar sobre tudo. Já comentaram hoje? Bisou, da vossa dESarrumada.

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