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Diário de uma desarrumada

. desarrumações . emigração . humor parvo . lol . lifestyle . paleo . badalhoquices . coisas de gaja .

Diário de uma desarrumada

. desarrumações . emigração . humor parvo . lol . lifestyle . paleo . badalhoquices . coisas de gaja .

25
Mai18

Férias em Faro: outra vez!

Daqui a exactamente 29 dias o meu corpinho vai estar estendido numa praia qualquer no Algarve.

Vou voltar a visitar Faro, desta vez sozinha, porque adorei a cidade e fiquei cheia de vontade de lá voltar. Adoro sentir-me uma turista no meu próprio país e conhecer sítios novos. Ainda não decidi o roteiro todo, só sei que estou a pensar passar o dia sempre numa praia diferente. E conhecer aqueles spots mesmo giros no meio da natureza. 

Por isso, quem conhecer o Algarve e souber de sítios porreiros facilmente acessíveis em transportes públicos a partir de Faro ou Lagos (também vou fazer uma paragem por lá) digam alguma coisa. 

Engraçado, que mesmo quando se repetem destinos de férias, há sempre tanta coisa nova para fazer e ver. Nunca se fazem duas viagens exactamente iguais. E isso reconforta-me, porque adoro voltar onde já fui feliz.

 

Beijos na bunda! 

 

24
Mai18

Está oficialmente aberta a época do escaldão.

Eu lembro-me que isto também acontecia em Portugal assim que começam os dias de sol, mas não me lembro de ser um fenómeno tão marcado como aqui. Ou então estou com amnésia selectiva e já me esqueci de como era antes. De qualquer forma, aposto que toda a gente conhece um ou vários maluquinhos do bronze e que se vão identificar com este texto.

 

Hoje vou falar-vos de um fenómeno que observo aqui por França mal começam os dias de sol: a seguir ao primeiro fim-de-semana de sol, TODA a gente (ou quase vá), parece ter apanhado o maior escaldão das suas vidas.

 

Este fim-de-semana foi prolongado (na segunda foi feriado) e esteve sol. Ora aí está a combinação perfeita para a ideia de génio "vamos lá apanhar um escaldão rapidinho, para ver se o bronze começa a florescer e a ver se perco esta cor de lula deslavada".

 

Aquilo foi ver pessoas em modo lagosta no trabalho, nas compras, na rua. Toda a gente decidiu queimar os coiratos este fim-de-semana. E este fenómeno acontece todos os santos anos. Há pessoas muito mais branquelas que eu (com um tipo de pele que não bronzeia com tanta facilidade) e já estão vermelhos que nem tomates. Já tive direito a ouvir comentários "ah e tal, estou mais morena que a portuguesa". Esta é outra crença comum por aqui, para muita gente que conheço, ser português é o equivalente a estar bronzeado o ano todo.

 

Minha gente, ir para a o rio/quintal/esplanada/parque/jardim, apanhar sol encharcados com aqueles óleos de bronzear não é, de todo, saudável. Qual é a pressa para apanhar sol à maluca só para "começar o bronze"? O que é que se ganha com isto?

 

Depois é passar o inverno a ouvir as pessoas queixarem-se de que estão a ficar com rugas. Ah e tal tu és portuguesa tiveste mais sorte na pele que tens. Não, eu meto protector 50+ sempre que estou ao sol. Evito estar ao sol nas horas de maior calor e ficar ali a tostar como se não houvesse amanhã. E já liguei muito mais ao facto de andar bronzeada (apercebi-me de que o bronze anual é temporário, mas chegar aos 50 com uma cara de 40 só depende de cada um).

 

Sim, eu sei que há muito de genética no meio disto tudo, mas ter alguém com 23 anos a dizer-me que está a ficar com rugas por causa da genética, quando eu sei que é daquelas que apanha o seu escaldão todos os santos verões, não admito. Vá, este é daqueles assuntos que me deixam com o pêlo eriçado. E olhem que tenho muitos.

 

Já dizia o outro "cada um é responsável pela cara que tem aos 50 anos". E eu cá digo ámen.

 

23
Mai18

10 coisas parvas que me dão uma vontade de procrastinar inexplicável

1. Ralar cenoura. Quase que prefiro cortá-la aos cubos e meter assim na salada do que ir buscar o ralador.

2. Lavar e cortar alface. Acho uma seca estar ali a lavar folha por folha.

3. Tirar os cabelos do ralo da banheira depois do banho. Esta não tem explicação.

4. Limpar aquele pedaço de pasta dos dentes que caiu no lavatório. Esta também não tem explicação.

5. Atar o saco do lixo antes de o levar à rua (curiosamente, se alguém o atar por mim, não me custa nada levá-lo).

6. Lavar aquele coiso da cozinha que serve para esmagar alho (sim, o coiso que tem aqueles buraquinhos todos e parece um quebra-nozes).

7. Arrumar o saco das compras depois de tirar as compras. Fica ali a falecer no chão da cozinha até às próximas compras.

8. Deitar fora os recibos das compras que ficam a ganhar teias de aranha na carteira. "O que? Gastei isto tudo em chocolate no dia 19 de Fevereiro de 2016???"

9. Desligar o candeeiro da mesinha de cabeceira se já estiver quase a adormecer virada para o outro lado da cama. Sim, já adormeci com a luz ligada por causa desta preguiça.

10. Responder a um email que ache que me vai demorar mais tempo a escrever do que o normal. Até no trabalho isto me acontece.

 

 

Se alguém tiver uma explicação ou se identificar com estes factos estranhos sobre a minha pessoa, não hesite em deixar aqui um comentário. A quem resolver estes problemas, ficar-vos-ei eternamente grata. Não que isto afecte demasiado a minha vida, mas como costuma dizer a minha avó Maria "elas não matam, mas moem!"

 

 

Beijo na bunda! 

22
Mai18

Os hits da rádio aqui na France #4

Estou chocada comigo própria por ainda não ter metido aqui no blog esta pérola franco-brasileira!

 

Minha gentxe, o Brasiuuuuu chegou à France e isto foi o resultado! 

 

Só tenho a dizer que curti milhões ao som desta música na discoteca, há duas semanas, com umas amigas francesas. Por isso acho que o efeito de música de verão/festa foi bem conseguido 

 

 

 

22
Mai18

Diário de bordo 22.05.2018

Vou despejar para aqui umas coisas.

 

Hoje estava no trabalho e estava sol. De repente começámos a ouvir trovões por todo o lado. E logo a seguir chuva, muita chuva a cair. Mas estava calor na mesma e continuava sol. Foi uma visão estranha ver tanta chuva a cair num dia de sol lindo como hoje. De manhã senti muita humidade e levei guarda-chuva. Sempre com aquela ideia na cabeça "deixa de ser parva que hoje não chove". Precisei de dar boleia de guarda-chuva a vários colegas meus para chegarem aos carros no estacionamento.

 

Estava aqui a vaguear no Insta e vi que o Kiko is hot tinha metido uma foto no dia 6 de Maio com um dildo na mão em frente à cara. Há quem diga que o gajo não tem tomates (piadas sobre o seu lado mais efeminado), mas eu cá acho que tem, e muito grandes por sinal. É preciso ter uns valentes tomates para meter uma foto com um dildo em frente à cara num país como Portugal, em que tudo que acontece é logo um escândalo nas redes sociais. Ainda por cima com a legenda "mostra isto ao teu pai". Damn. O gajo não quer saber. Se às vezes roça o ridículo e exagera um bocado? Talvez. Mas ele vive a vida dele e samba na cara das inimigas. Gostava de ser mais assim, de ter aquele músculo do "I don't give a fuck" mais hipertrofiado.

 

Às vezes acho que este blog não vai fazer muito sentido para mim a longo prazo. Acho que devia ter uma coisinha mais profissional e séria. Já tentei, juro que tentei, mas não consegui. Volto sempre para aqui. Acho que a minha vida neste momento precisa disto, deste avacalhanço. Ainda não senti aquele "chamamento" para fazer outra coisa. Aliás, sentir a chamada até senti, ter a vontade até tenho. Mas ir buscar a motivação para ser regular noutro projecto online, isso é que é mais complicado. Vamos indo e vendo. Sem pressão. Mas um dia, um dia apago tudo que tenho online, faço uma pausa de uns bons meses, e depois começo tudo de novo. Fresh start. Lá está o meu lado sério outra vez a falar. Tenho que pedir conselhos ao Kiko sobre como levar uma vida mais divertida.

 

Tinha voltado a tomar a pílula quando conheci o S. e porque tenho uma menstruação extremamente abundante que dura 7 dias e um ciclo pequeno (24 dias no total se não me engano). Ou seja, são muitos os meses em que chego a ter 2 períodos no mesmo mês. Uma seca. E pensei que esta pílula fosse resolver esta merda. Nada. Estive duas semanas a sangrar e entretanto parou. Estou no final da segunda caixa e já estou mais do que arrependida de ter começado isto. Queda de cabelo. Secura vaginal. Falta de libido. Acumulação de líquidos. Dores de cabeça e visão turva (será da pílula?). Ansiedade, muita. Só para verem como isto da secura é grave, até masturbar me dói. Nem um dedo consigo meter. O horror. A desgraça. Uma merda. Nunca tinha chegado a este ponto. Se a menopausa for isto então estou fodida quando chegar aos 50 anos. Num quero. Se fizer birra será que ela não vem para mim??

 

Para já é tudo. Vou digerir isto tudo e comer uma cena paleo. Acho que hoje são bifinhos de perú com alho e salada.

 

O corrector corrigiu-me a palavra perú e meteu sem acento. Fogo, eu aprendi a escrever perú com acento e vou deixar, (apesar de ter visto agora no google que o nome da ave não leva acento, sendo peru o mais correcto). Mas decidi ser teimosa e deixar com acento, era o que faltava o corrector do blog mandar em mim. 

21
Mai18

Como vejo hoje a emigração.

Conheço vários casais de emigrantes que estão na Suíça. E, apesar de não falar regularmente com eles, sigo o que vão fazendo por lá nas redes sociais. Admito que é um país que me desperta alguma curiosidade e que gostava de conhecer. Então lá vou eu toda contente ver o que postam, na esperança de que mostrem coisas giras desse país.

 

Efectivamente eles vão passeando e fazendo as suas visitas como qualquer pessoa.


Mas comem onde? Restaurantes portugueses.
Comem o quê? Bacalhau e leitão.
Saem com quem? Amigos portugueses. 
Vão a que tipo de bares? Bares portugueses. 
Bebem o quê nesses bares? Super Bock ou Licor Beirão. 
A que tipo de festas vão? Vão àqueles encontros de portugueses em que há Toy, Tony Carreira e fadistas.
Quando vão a algum lado diferente tipo bowling, kart, etc. São sítios em que a gestão é feita por portugueses.

 

Fico sempre naquela dúvida se na Suíça não há actividades, bares, restaurantes, geridas por suíços e/ou outras nacionalidades, ou se é mesmo a malta portuguesa que prefere andar em manada e não se quer misturar. Ou se são só estas pessoas que sigo que são assim, e que há outros portugueses por lá que se misturam mais. Quero acreditar que sim.

 

Pessoalmente não vejo a emigração dessa forma. Se decidi mudar de país, não é para viver como se ainda estivesse em Portugal. Vejo isto como uma oportunidade de expandir horizontes, conhecer outras culturas e formas de estar na vida. Aliás, até houve bastantes hábitos que trouxe de Portugal que decidi abandonar, por já não me servirem, e que não tenciono voltar a ter, mesmo que um dia regresse para Portugal. 

 

Para mim ir embora é isto, é crescer. É alargar o coração para outras tradições, comidas, bebidas, lugares, poderem entrar e ganhar casa. É criar um cantinho para todas as coisas que gosto nos dois países. É sentir-me um bocadinho dos dois países. É ter saudades de França quando estou em Portugal e de Portugal quando estou em França.

 

É saber que isto vai ser um "problema" no sentido em que vou adiar, adiar e adiar a decisão de voltar. Porque também me sinto bem aqui. E a minha família dizer que já não volto. E eu não sei se isso é verdade ou não, se tivesse um emprego que goste em Portugal, com alguma dignidade, costumo dizer que voltava já amanhã. Mas será verdade? Será que voltava mesmo? No fundo de mim, sei que nada sei. Só quero sentir-me bem, e neste momento sinto-me bem aqui. E o tal emprego de sonho em Portugal ainda não apareceu. E vou adiando.

3 anos e 6 meses.

 

20
Mai18

Toda a gente a falar sobre o vestido da Meghan...

... e eu só consigo pensar numa coisa.

 

Se ela com 36 anos ainda conseguiu sacar um príncipe, então eu com 27 anos ainda vou muuuuuito a tempo de sacar um para mim.

Vamos lá, ajudem aqui a vossa dESarrumada que nunca vos pediu nada. Quantos príncipes solteiros entre os 22 e os 35 anos conhecem??

 

Estou a receber moradas, números de telefone e coordenadas GPS no mail 

 

adesarrumada@sapo.pt

 

Vá, não se atrasem que já não vou para nova! Mas também não se apressem muito, tem de dar tempo de eu perder os 6 kg que me faltam para entrar num vestido branco daqueles sem passar vergonhas na imprensa internacional.

 


Beijos na bunda! 

 

 

19
Mai18

Pergunta só para meninas...!

Há uma situação que me constrange um bocado nisto de ser uma gaja peluda.

 

Pêlos na região peri-aréolar (aréola, zona circular à volta do mamilo)

 

Vamos falar sobre isto?

 

Quem aí desse lado tem pêlos nesta zona? Eu tenho. Mais na mama direita que na esquerda, que também é mais pequena... estará relacionado? Não faço ideia. Não são daqueles pêlos tipo penugem, são pêlos a sério, daqueles que ficam longos, pretos e que começam a encaracolar (basicamente como os pêlos que os homens têm no peito, mas todos concentrados à volta da aréola mamária). 

 

Costumo tirar com pinça. Às vezes com as mesmas bandas de cera do buço, mas isso deixa-os encravados, tive um que infectou de forma grave (tive que meter uma pomada antibiótica para o pus ir todo embora) então parei de arrancar com cera.

 

Esta situação torna-se bastante constrangedora quando tenho algum namorado que vejo frequentemente. Porque tenho que estar seeeempre a tirar. Os pêlos das pernas e virilhas uma pessoas ainda deixa ficar mais um bocado, naquela de "ups, esqueci-me de depilar isto", mas os das mamas... morro de medo que o gajo com quem estou descubra que tenho pêlos nas mamas e fuja a correr! É algo que me aflige mesmo... 

 

Mas este drama não vem só!... se um dia tiver que dar de mamar a um bebé, fico com suores frios só de pensar que não me vou conseguir depilar e alguém vai ter que ver as minhas mamas felpudas, ou o bebé ainda se engasga com um pêlo, ou vai puxá-los com a boca a magoar-me. Credo.

 

Digam-me que não sou a única com esta paranóia, por favor. 

 

Beijos na bunda! 

 

 

19
Mai18

Memórias de África.

Nasci no coração de África.

 

Voltámos para Portugal quando eu tinha 7 anos.

 

Quando era mais nova cheguei a guardar rancor aos meus pais por termos voltado. Afinal, criança que cresceu noutro continente, com valores completamente diferentes, ia ser vítima de bullying. E fui.

 

Recordo hoje com carinho aquele cheiro, um cheiro que só África tem. Curiosamente pensei que só ia voltar a senti-lo se voltasse ao sítio onde nasci, no entanto, voltei a sentir aquele cheiro em Fevereiro, na viagem a Marrocos. Deve ser um cheiro que impregna o continente inteiro. Um dia hei-de descobrir se isto é verdade.

 

Recordo aquela terra cor-de-laranja,  barro, que eu e o meu irmão usávamos para construir bolos de terra. Que grandes cozinheiros que nós éramos. Esparramados no chão, tardes e tardes a fio, só tínhamos escola de manhã. E que bom que era ter tempo para brincar.

 

Recordo os meus coleguinhas de escola. Tinham a pele muito mais escura do que a minha. O Ivandro e a Violeta, os dois com belos cabelos encaracolados que eu secretamente invejava. Os meus pais dizem que o Ivandro foi o meu primeiro namoradito, eu acho que foi eleele e ele. Nunca dei nenhum beijinho ao Ivandro, pelo menos que me lembre. Mas sei que demos as mãos, e aos 5 anos dar as mãos era muita coisa, era tudo. Hoje é o equivalente a nada.

 

Recordo aquelas pedras douradas preciosas que apanhava quando íamos ao rio. A minha mãe dizia que as pessoas faziam a "apanha" do ouro ali, e por isso havia muitas pedras que tinham ouro misturado na sua composição. Mas não valiam nada. Eu não acreditei nela, para mim valiam tudo. Ainda cheguei a ver algumas pessoas, brancas, a passar as pedras do fundo do rio em peneiras, à procura do famoso mineral, deitavam todas fora. Eu levava os bolsos cheios delas para casa. Eram preciosas que baste para ficarem a brilhar nas prateleiras do meu quarto..

 

Recordo o pôr do sol enorme, com o sol bem perto da terra característico de uma região equatorial. Pensava eu que um dia poderia tocar o sol e sentir de que matéria ele é feito. Sonhava muito, passava muito tempo sozinha perdida nas minhas imaginações e ilusões. Até o meu irmão vir brincar comigo, e aí voltávamos a ir brincar para o meio da terra.

 

Não havia muitos brinquedos. No Natal não havia muitos presentes para desembrulhar e era tão feliz. Porque já tinha tudo. Naquela altura não era preciso muito para deixar uma criança feliz. Com nada se fazia muito, e com muito pouco se fazia o suficiente.

 

Recordo os sonhos que tinha na altura. Desde pequena que tenho o sonho recorrente de que estou a voar. Começo a pairar em cima de um relvado verde, e pouco a pouco, vou ganhando velocidade e altura, quando dou por mim estou a voar por cima dos telhados e dos mercados da fruta. Parei de ter este sonho algures durante a licenciatura. Talvez quando comecei a acreditar que voar era impossível, que nunca iria ganhar asas, tal como nunca iria receber a carta para Hogwarts. 

 

Nunca encontrei ouro. Mas estas memórias valem muito ouro. Hoje partilho-as convosco. Guardem-nas bem porque tenho medo de perdê-las. Tenho medo que me escorram por entre os dedos, qual areia cor-de-laranja entre os dedos de uma criança.

 

Se pudesse voltaria a voar e a procurar ouro naqueles rios de água límpida. Voltaria a sonhar e a tentar tocar no sol. Afinal, de que matéria é ele feito? Será que é da mesma matéria de que são feitos os sonhos?

 

16
Mai18

Ok, e agora?

Hoje dormi quatro horas e meia. Apanhei um comboio TGV em Paris às 6h da manhã para estar a horas no trabalho. Mais uma vez a SNCF (CP francesa) conseguiu desiludir-me. Não tive greve no meu comboio (yupiiii, escapei à greve que já dura há bastantes meses) mas, sabe-se lá como,o comboio conseguiu atrasar 23 minutos, e perdi a ligação que só podia fazer em 18 minutos. Puta que pariu a todos, enfiem a vossa pontualidade no cu!

 

Pronto, agora que já estou mais calma... Vou contar-vos para já que a reunião com a ONG foi muito interessante. Recebi informação sobre as diferentes missões nas quais poderei estar interessada e se antes já tinha dúvidas, agora penso que ficaram quase todas respondidas, mas... isto sem um mas não tinha piada, estou com uma crise de confiança em mim própria. Uma vozinha pequenina na minha cabeça diz-me que este tipo de "aventuras" não são para pessoas como eu, que os outros são melhores e mais corajosos, que eu vou ser mal sucedida e que eles se vão arrepender se me chamarem. Claro que nada está decidido e isto ainda é muito embrionário, mas o meu cérebro nem era ele mesmo se não começasse a fazer o filme todo sozinho.

 

Ser como eu é muito cansativo. Gostava de trocar de cérebro só um bocadinho, talvez 2 ou 3 vezes por semana, ser daquelas pessoas que nunca se questionam sobre nada e vão em frente. Isto é o meu diário, mas mais parece a porra de um muro das lamentações sobre ansiedade e dramas existenciais. Antes isso do que um hate blog para falar mal de outros blogs, deus me livre. Mas mesmo assim, a ver se acordo para a vida antes que se faça tarde. Ansiedade, insegurança, dúvidas, ide à vossa vida suas putéfiazitas.

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