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Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

Diário de uma dESarrumada

A espalhar o #cagandoeandando por essa internet fora desde 2015.

26
Abr19

Quantas vidas cabem numa vida?

Estar de férias em Portugal traz-me este sentimento ingrato. As saudades. Faz-me pensar em coisas que guardo numa gaveta secreta dentro de mim. Acorda os monstros que ainda cá estão e que a distância só adormeceu. Tenho saudades. Saudades de ter alguém. Saudades d'Ele. Saudades de lhe dizer bom dia. Saudades de amar, simplesmente. Quero amar com todas as minhas forças, sentir que há algo mais forte do que a vida...amar, amar e amar. Que saudades. De olhar olhos nos olhos, de tocar mão na mão. De dizer amo-te. Tão simples. Tão especial. Tão único. E de tantas vezes começar, para logo a seguir acabar, deixei de acreditar... Principalmente depois d'Ele. Não acredito. Que alguma vez me possa voltar a acontecer. Agora a vida é outra. Pequenos-almoços de solidão. Onde está aquele a quem fiz panquecas com pepitas de chocolate para levar à cama? Onde está aquele a quem disse amo-te num dia de calor? Quantas vidas cabem numa vida? Não sei. Mas cabem quantas conseguirmos aguentar. E sei que agora é outra vida. Jantares de pé na cozinha. Cinema para um. Visitas a castelos sozinha. E vou seguindo, à deriva, longe, neste mundo de camas vazias. Vidas vazias. Tantas vidas. Tantas saudades. Monstros, voltem a dormir, por favor. Quero voltar para França. Terra onde encontrei as gavetas que precisava para esconder as saudades. 

24
Abr19

Não sei como é que isto aconteceu... 1000 aos 28!

 

aniversario.jpg

 

Pois é meus caros desarrumados! Hoje faço anos e é o post 1000 do blog!  yeahhhh!

 

Faço 28 anos! E, apesar de não estar onde imaginava que ia estar com esta idade, estou feliz! Tenho a oportunidade de passar este dia com a família, no meu país do coração... que mais pode uma dESarrumada pedir?

 

Gratidão... gratidão...! Obrigada a quem anda há 1000 posts a aturar-me 

 

 

Beijos na bunda, da aniversariante 

 

22
Abr19

Amizades sinceras... ou não.

Já vos aconteceu sentirem que alguém só fala com vocês porque tem a crença de que vocês são inferiores a ele/ela?

 

dementors_falsos_amigos_desarrumada.jpg

 

Desde muito nova que isto me acontece imenso. Não sei se por falta de auto-estima minha, ou se este meu sexto sentido é verdadeiro... Às vezes debruço-me sobre esta sensação e analiso todas as pessoas com quem a tal pessoa se dá para ver se o meu palpite é correcto. E muitas vezes é. São pessoas que estão rodeadas, não de amigos, mas de vassalos.

 

Considero-me alguém tímida, com tendência a aceitar o que os outros dizem, sem oferecer muita resistência... e quando alguém me deixa desconfortável e com a sensação que estou a pisar-me a mim própria, normalmente essa pessoa é alguém que vive rodeada de pessoas "como eu". E isto agora é um grito de alerta para mim!

 

Antigamente tentava afirmar-me, discutia com essa pessoa até, tentava "mostrar-me", tentava chamar a atenção "hey, estou aqui", "hey, olha para mim", "hey, eu existo", "hey, não estou aqui só para dizer que sim a tudo que tu queres". Mas isso acabou este ano.

 

Hoje em dia afasto-me. Quando alguém me provoca desconforto, seja de que tipo for, já não sinto aquela necessidade de agradar, simplesmente vou embora. Explicações são servem de nada com pessoas assim. São pessoas que absorvem todas as energias que estão à volta delas, e quanto mais dermos de nós, mais nos sentimos drenados, sugados, esgotados.

 

São os dementors da vida. E eu decidi dizer basta. Só este ano já foram 3 pessoas com quem deixei de falar. E estou muito melhor assim. Menos cansada, menos esgotada, sem necessidade de provar nada aos amigos que ficaram. Pessoas assim já não me fazem falta. 

 

19
Abr19

Pessoas indignadas entendam isto...

... Sim, o mundo tem muita merda a acontecer. Sim, há muita injustiça. Sim, há pessoas a tomar banho com champanhe enquanto outras não têm pão para comer. Sim, é uma merda. Sim, é injusto. Mas, pessoas indignadas, os ricos que doaram dinheiro para reconstruir a catedral de Notre-Dame não "têm" que contribuir para outras causas. Ninguém é obrigado a investir dinheiro onde não quer. Porque sim, estas doações foram investimentos no futuro. Os nomes de quem ajudou ficarão para sempre associados à reconstrução da Catedral. Uma das mais visitadas do mundo. Não se enganem se pensam que foi 100% altruísta na defesa do património mundial... infelizmente, o mundo seria mais justo se a riqueza estivesse melhor distribuída e se todos tivéssemos o valor da ajuda, do altruísmo, doar só porque sim. Mas entretanto, deixem lá os ricos em paz, eles só estão a fazer o que sabem fazer melhor: transformar dinheiro em dinheiro. É tudo, por agora. 

18
Abr19

Em Ponto Maria: Sexo com banda sonora, sim ou não?

Ahhhh, ouvir música durante aquele momento. Ouvir música durante o bem bom! Quem nunca? Eu cá já tive várias experiências sonoras durante o sexo...

 

Quando andava na Universidade namorei com um rapaz que adorava músicas de desenhos animados... e um dia fornicámos ao som da música do genérico do D'Artacão. Sim, aquela que fala da Julieta. Aquela que fica na cabeça durante horas! Tomem lá crianças dos anos 90 que tal como eu gostam de revisitar os clássicos de infância :

 

 

Depois andei com um que tinha pancada por músicas francesas. E sim, isto foi antes de sequer imaginar que vinha viver para França. Ele era viciado no filme que conta a história de Amélie Poulain intitulado "Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain". E foram incontáveis as vezes que fizemos o amor todos bêbados ao som de Yann Tiersen  Tomem lá:

 

 

Depois conheci outro que era viciado em EDM. Aquela música da pancada. E o que eu adorava aquilo! Uma pessoa estar ali a levar com o bráulio ao som de música de partir tijolo. Pum-pum-pum. Tão bom. Melhor época da minha vida sexual! (até agora!) Experimentei tanta coisa com esse gajo... que saudades... ainda hoje ouço esse estilo de música quando quero descomprimir e mandar mentalmente umas quantas pessoas para o caralho. Tomem lá uma mais recente:

 

 

 

Depois veio a França na minha vida. Os one night stands que antes nunca tinha tido. A experiência de estar com moços que não conheço de lado nenhum também me tem levado a estar com gajos que gostam de estilos de música com os quais nunca pensei identificar-me e/ou gostar. Às vezes fico agradavalmente surpreendida. E esta foi uma dessas situações... pinar ao som de Reggae é do catano! Já experimentaram? Tomem lá uma das melhores músicas que conheci nos últimos tempos (imaginem-se durante o orgasmo a gritar "now I see the light, shining briiiiiiiiiiight" enquanto reviram os olhos) :

 

 

 

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Em Ponto Maria Oficial.jpg

 

"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com o Triptofano tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

16
Abr19

Foodies lisboetas, preciso dos vossos conselhos!

Perguntei recentemente no Instagram que restaurantes aconselham no Porto para comer uma boa francesinha, responderam: 

1. Santiago

2. Lado B

3. Barcarola

 

Agora preciso da malta de Lisboa outra vez... vou a Portugal passar uma semana e meia com uma colega francesa, por isso estou à procura dos cantos mais Tugas que conseguir encontrar... quero um restaurante que TRANSPIRE PORTUGALIDADE, quero sentir o cheiro a bacalhau impregnado nas paredes, quero ver as manchas de vinho na mesa, quero ouvir o Fado a ser cantado através de colunas de rádio manhosas (giro, giro, era ser numa casa de Fados que não custe um braço!)

 

Que me aconselham? Casa de Fados? Sim ou não? Onde? 


Beijo na bunda !  

15
Abr19

Podem os objectos ser um peso? Minimalismo.

Como já sabem vou mudar-me para Paris! E como tal, os 53 metros quadrados que alugo agora, por lá são tipo um sonho só acessível a carteiras muito mais gordas do que a minha... digamos que os meus ganhos só me permitem pagar por uns míseros 12 metros quadrados. E por isso tomei a decisão de destralhar mais de metade das minhas coisas e viver, finalmente, uma vida dedicada ao minimalismo e zero waste (ou low waste, porque zero lixo na sociedade actual é quase impossível!), algo que sempre desejei! 

 

 

Nunca fui capaz de viver este estilo de vida ao máximo porque sempre fui menina de fazer compras inconscientes e por impulso! Já estou muito melhor... quem acompanha o blog de certeza que se vai lembrar daquela vez que gastei mais de 300€ em compras de roupa, em 4 horas... e imaginem fazer isto vários fins-de-semana seguidos. Só me apercebi que era um erro fazer isto quando chegaram os impostos do primeiro ano em França para pagar... acreditem, era emigrante, ganhava o triplo do que ganhava em Portugal, mas mesmo assim, passei por um mau momento financeiro que nem é bom lembrar... Mas essa fase já passou, e agora ganhei juízo!

 

 

Hoje apercebo-me de outro motivo, para além das poupanças efectuadas, pelo qual é um erro comprar tudo e mais alguma coisa que nos aparece à frente... fazer mudanças! Quando estamos no mesmo país que os nossos pais é muito fácil chegar a casa deles - sendo que a minha geração é na sua maioria fruto de uma geração que comprava casa própria e ficava a vida toda no mesmo sítio - e despejar por lá 4 ou 5 caixotes de cada vez que mudamos de casa. Been there, done that!

 

 

Mas, segundo especialistas da organização e minimalismo, o facto de despejarmos todos os nossos pertences na casa dos nossos pais ou fazermos ofertas "simpáticas" a amigos, primos, irmãos, não nos ajuda... muito pelo contrário, só nos desculpabiliza, acreditamos que se os objectos estão longe da vista, já não nos afectam...

 

 

Mas é mentira, cada objecto que adquirimos fica para sempre no nosso mundo. 

 

 

Basta ir a casa dos meus pais e ver um conjunto de utensílios de casa-de-banho que tinha comprado algures em 2014, na loucura de "decorar o apartamento onde moro durante o meu primeiro ano de trabalho, porque eu-trabalho-eu-posso"... sim, aquele dispensador de sabonete líquido de madeira é muito Zen e extremamente giro, mas quando decidi emigrar e mudar de país, não fez sentido trazê-lo comigo. E pumba! Ficou a ocupar espaço em casa dos meus pais... mas qual é a alternativa? Deitar fora? Dar? A quem? Os meus pais não precisam, só usam sabão azul... E deitar fora um objecto perfeitamente em bom estado? Não me parece... Vender? Quem vai comprar um objecto que me custou 3€ no Jumbo? Pois...

 

 

Podem então os objectos que compramos ser um peso na nossa vida?

 

 

Sim. Os objectos que compramos podem ser um peso na nossa vida. Podem deixar de fazer sentido... e depois, ficamos sem saber o que fazer com eles. E digo-vos, saber que temos três ou quatro caixotes de tralha "da casa" que não sabemos onde meter, nem o que fazer com eles, de objectos que ninguém vai comprar, e que são demasiado baratos para doar... é uma dor de alma. Juro. E podem ser coisas tão simples... Dou um exemplo actual: custa-me não saber o que fazer aos tapetes de casa-de-banho, quarto, sala e cozinha, que tenho agora sabendo que vou para uma casa que só tem uma divisão... 

 

 

Outros objectos que são extremamente difíceis de destralhar!

 

- Souvenirs de viagens (sobretudo aqueles ímans de frigorífico que só cabiam porque tinhamos um frigorífico normal... que fazer quando passamos a ter um frigorífico de mini-bar?);

- Coisas oferecidas; 

- Livros não lidos (mesmo que saiba que não vou ter vontade de os ler, custa-me livrar-me de livros que comprei e dos quais não usufruí);

- Roupa de estar por casa (mesmo quando já está horrível e a cair aos pedaços, custa deitar fora porque é tããão confortável... mas não tenho espaço para a guardar);

- Produtos de cosmética encertados mas não acabados;

- Comida encontrada na despensa e fora do prazo (esta não tem explicação... sou desorganizada nas compras e muitas vezes pago coisas que não como. Não tem desculpa...)

- Móveis que estão em bom estado e que adoramos, mas não cabem na casa nova... 

 

 

Por isto tudo é que estou a levar um pontapé na boca imaginário quando vejo a tralha toda que tenho... dou por mim a dizer a mim própria, vezes sem conta: "pensa muito bem antes de trazeres algo para casa...", "pensa em mudanças futuras", "tenta manter-te leve, na alma e no teu espaço físico".

 

 

A Marie Kondo fala muito na importância de só possuirmos objectos que nos despertem alegria. E eu tenho perfeita noção que tenho muitas coisas que não gosto, que uso roupa só porque comprei caro num impulso qualquer, que utilizo produtos só porque tenho que os acabar... isto não é vida minha gente! Sinto-me escrava dos meus objectos! E sei que há por aí mais gente na mesma situação...

 

 

Que inveja tenho daquelas pessoas que metem tudo que possuem numa mochila de 60L e vão fazer a volta ao mundo. Sem preocupações.

 

 

Questões que tento fazer a mim própria antes de comprar algo:

 

- Preciso mesmo disto?

- Tenho outro objecto que possa fazer a mesma função ?

- Preciso mesmo de levar 6 ímanes do frigorífico, um peluche e 3 boomerangs para me lembrar da Austrália? Preciso mesmo daquela cabine telefónica de 20cm para me lembrar da viagem a Londres? etc, etc...

- O preço deste objecto cabe no meu budget mensal? 

- Daqui a quanto tempo penso ler este livro?  (se for mais de 1 mês:  não comprar!) 

- Esta peça de roupa vai acrescentar algo ao meu guarda-roupa? 

 

marie_kondo_ordem_na_casa.jpg

Tidying Up by marie Kondo: se estão à procura de uma serie que vai mudar a vossa vida. Vejam esta. Eu fiquei viciada... e aconselho imenso!

 

 

E vocês, como lidam com os objectos da vossa vida? Gostam de tudo que possuem? Tudo que está na vossa casa é útil ou desperta sentimentos positivos?

 

Beijo na bunda!  

 

13
Abr19

O que é uma auto-selfie verificatória?

Atire a primeira pedra quem nunca tirou uma auto-selfie verificatória super sexy, em modo assustador, tentando ser discreto num canto qualquer da rua antes de entrar no Banco / Correios / Supermercado ... porque acabou de comer um docinho folhado (seja pain au chocolat no meu caso, mas também vale Pastel de nata ou Mil folhas para os desarrumados que estão na Tuga) ... Tudo isto só para verificar na dita selfie se os dentes estão apresentáveis?

 

IMG_20190413_124557.jpg

E não estavam. Bendita tecnologia.

 

Beijo na bunda ! 

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