Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Diário de uma desarrumada

Desarrumada na casa e na alma, sou eu, prazer. Um pensamento por dia. Ou quando me apetecer.

Diário de uma desarrumada

Desarrumada na casa e na alma, sou eu, prazer. Um pensamento por dia. Ou quando me apetecer.

28
Out17

Como vim parar a França.

Estou com vontade de divagar sobre algo que ainda não tinha falado neste blog (falei no meu antigo, mas quando passei para este blog não trouxe os posts comigo)...

Este post é programado, por isso quando ele sair espero estar a curtir milhões as belas vistas do arquipélago de Estocolmo e a beber um cafezão daqueles num momento bem hygge.

 

O porquê de estar a morar numa cidade em França que me agrada mais ou menos, mas com um trabalho que já não consigo suportar. Porquê? Pergunto eu todas as manhãs.

Na vida podemos escolher tudo, e quando digo tudo, parto do pressuposto que com a escolha da forma como me quero sentir também posso, de alguma maneira, modificar a minha realidade.

 

Sobre mim, vim para aqui através de uma proposta que vi na Internet... na altura pareceu-me bem começar por uma vila pequena, não sabia muito da língua, e estando o meu local de trabalho muito necessitado de profissionais com a minha formação, a forma para obter a autorização de trabalho seria facilitada. E foi o que aconteceu, foi muito fácil, num mês estava a decidir sair de Portugal e no outro mês já cá estava. Limpinho, limpinho.

Até aí tudo bem, já havia portugueses cá, vim com outra colega portuguesa, por isso, no primeiro ano em França digamos que não senti muito os efeitos de estar longe, era tudo novo, havia tanto para aprender, tinha muitas saudades, mas quando ia a Portugal sentia que estava tudo na mesma, os amigos estavam iguais, a família estava igual, nada tinha mudado. 

Ao fim de um ano fiquei a morar sozinha. Fiz várias amigas francesas do trabalho e 2 delas aproximaram-se mais, dou graças a Deus elas serem as melhores pessoas que o destino podia ter metido no meu caminho nesta fase da minha vida. Elas são espectaculares e são de uma paciência infinita, é engraçado como temos as 3 os mesmos problemas, e frequentemente damos por nós a desabafar sobre coisas que todas sentimos. Muita empatia, gosto mesmo delas. Foi com elas que vim viajar by the way...

 

 

23
Out17

A sentir uma espécie de cansaço.

Pensei que já não vinha aqui mais hoje, mas tinha que desabafar isto antes de me deitar, e já são quase 2h da manhã, por isso vamos lá. Hoje passei o dia em casa a arrumar e a destralhar. Admito que ainda não acabei, mas já estava a ficar cansada. Cansada de ver tanta tralha, cansada de me aperceber que ao longo de 3 anos aqui gastei dinheiro em produtos que nunca acabei, que hoje deitei fora, em roupa que usei mas pela qual nunca fui verdadeiramente apaixonada. E não é só o dinheiro que gastei que me dá pena, podia ter sido utilizado de muitas maneiras melhores, eu sei, mas é a carga mental que todas estas coisas adicionam na minha vida. Por exemplo, hoje deitei fora 3 frascos de creme que nunca acabei e ainda deixei ali uns quantos para "ver se acabo", camisolas de má qualidade que comprei em ataques de loucura nas compras e que agora nem gosto nem correspondem ao meu estilo, calças nem se fala, para além das que deixaram de me servir quando engordei, das que comprei quando estava mais cheinha e que agora já não servem porque emagreci, isto está uma confusão, estar entre dois tamanhos é tramado. Aliás, acabo sempre por comprar roupa por impulso mais cara, porque não reflecti bem, ou mais barata só porque está em promoção, e isto faz com que não tenha nenhum estilo definido. Mas ás vezes acho que me estou a cagar para isso de ter um estilo, ou ser fashion, ou ser fit, ou estar bem penteada, bem maquilhada, bem parecida... mas meto-me uma pressão enorme para seguir determinadas tendências ou ser como determinadas pessoas. Estou farta de ser assim. Estou farta de querer ser alguém que não sou. Só sei que quero ser leve, leve de preocupações, leve de objectos que só ocupam espaço, leve de expectativas... quero viver uma vida frugal, sem medo do futuro, dar menos importância ao dinheiro, mas mesmo assim utilizá-lo bem e para meu benefício. Epah, muito provavelmente este post não vai fazer sentido nenhum, são 2:13 da manhã, mas foi o que se arranjou. Boa noite.

21
Set17

Diário de bordo 21.09.2017

Querido diário,

 

hoje perdi o jogo. O jogo era não comer uma tablete de chocolate inteira e quando isso voltasse a acontecer perdia. Hoje perdi, portanto. Mas era chocolate preto a 70%, por isso não conta assim muito, certo? Recomeço hoje o jogo.

 

Obrigada a todos que mandaram comentários simpáticos nesta fase menos boa. Lidar com estas partidas da mente sozinha nem sempre é fácil. 

 

Há algumas coisas que têm acontecido no trabalho que me têm levado a este estado. Ambiente entre colegas, um chefe incompetente na organização da sua equipa, o facto de não conseguir desligar dos problemas dos utentes quando chego a casa. É complicado. Já sabem que acredito na carga energética de cada um, sei que às vezes me sinto desconfortável ao lado de alguém numa sala de espera, no metro, na rua, porque essa pessoa emana energias negativas. E sei que quando estou no trabalho passo o dia a servir de esponja para as energias que me rodeiam. Lidar com pessoas doentes, muitas a passar a pior fase das suas vidas, nem sempre é fácil. Uma pessoa tira a farda no final do trabalho, mete no cesto para lavar, e sai. Mas tudo que ouviu e viu vem connosco, infelizmente não fica tudo lá no cesto para ser lavado. Era bom não era, se fossemos todos uns robots frios e sem sentimentos? Era capaz de me facilitar a vida. Mas teria saudades deste lado humano de trabalhar com gente de carne e osso, acho.

 

Hoje já estou melhorzinha. Não consigo desligar a mente, isso são assuntos de outras romarias. Mas não tenho tanta vontade de chorar. Deve ter sido do chocolate. Nada de culpabilizar. Amanhã vais ao ginásio e não vais usar esta derrota como uma desculpa para perder a guerra. Momentos de fraqueza e recaídas no binge eating vou ter sempre, tenho é que aprender a erguer-me de novo e não usar isso como desculpa para estragar o mês. Objectivo: que os binges apareçam o mais espaçados possível. E desta vez foram duas semanas bem controladas. Estou a melhorar.

 

Toca a queixar menos e fazer mais por mim.

Da sempre tua dESarrumada.

19
Set17

A precisar de uma boa dose de calma...

Não é por pura coincidência que me auto-intitulei de "A desarrumada". Eu sou mesmo desarrumada! É a casa, a cabeça e a vida no geral. Mas sobre as arrumações físicas que devo fazer falo mais tarde, hoje venho aqui para deprimir sobre a minha vida desarrumada neste meu cantinho de confidências.

Hoje estou num daqueles dias em que nada vai bem, é o trabalho, é com ele, é com a dieta (dei assim uma facadinha valente hoje depois de duas semanas a portar-me bem)... tenho alguns tags para meter em dia aqui no blog e umas respostas para dar a uns comentários... mas admito que tenho andado sem cabeça para nada. Nadinha.

Parece que nada vai bem, a ansiedade voltou, sinto que faço tudo mal, que só tenho ideias fracas, que não estou a perder o peso que queria, que nunca vou conseguir realizar os meus sonhos, e muito, muito, mais. Bem, uma verdadeira tempestade que aqui vai nesta cabeça.

Sei que já vos falei anteriormente da minha ansiedade, a qual tenho conseguido controlar bastante, mas hoje fraquejei, hoje não consegui controlar os pensamentos negativos, hoje passei o dia no trabalho com vontade de chorar e a dar respostas tortas. Ainda por cima parece que é sempre nestes dias que vêm falar connosco sobre coisas sérias e importantes. Depois chego a casa e rumino em tudo que disse, em tudo que devia ter dito em vez daquilo que disse, e em tudo que ficou por dizer e que tinha sido em "cheio". Ah pois é, tinha sido certeiro, mas não foi porque calei e respondi outra coisa qualquer. Gostava de desligar o botão ON da minha cabeça e entrar em modo OFF, nem que fossem só uns diazinhos...

Estou a desesperar, gostava de deixar de ser assim. Mudar de vez, mudar de aparência, de personalidade, de país, de amigos, de profissão, de vida, largar tudo e começar do zero. Hoje é um daqueles dias em que tudo me cansa. Mas a vida não pára... e tenho que voltar a acordar amanhã e fingir que aguento isto tudo.

 

17
Set17

Fosses esperta.

Podia estar deitada no meu sofá embrulhada numa mantinha, a ver um filme, a beber um chocolate quente, a ouvir a chuva cair e a desfrutar deste Domingo cinzento fantástico que a região Centro de França me proporciona hoje. 

 

Mas não comprei o raio do sofá. E como a lactose me dá caganeira também não comprei o leite. 

23
Ago17

Nadadora de Verão.

Os meus dias têm sido muito produtivos, mesmo. É acordar tarde, comer, apanhar sol na piscina e nadar. Descobri que sou uma nadadora nata, daquelas que só nadam no Verão, estão a ver? Com isto decidi que talvez me inscreva na piscina coberta da zona onde moro lá em França. E no ginásio. E já vi montes de formações que quero fazer, algumas relacionadas com a minha profissão, outras não. Entre outras, quero mesmo tirar um curso de cozinha indiana. Que adoro!

 

A minha cabeça anda sempre a mil, a diferença é que quando ando de férias isso traduz-se num andar a mil bom, uma ansiedade boa, se isso for possível nesta minha cabecinha. Quase que tenho vontade que Setembro chegue e que o Outono venha com ele, com novos projectos e aventuras. Afastar-me do trabalho e dos constantes "apagar de fogos" quotidianos ajuda-me a ver o "big picture", o motivo pelo qual quero andar cá, a minha força motriz, a minha motivação e o que me dá alegria. Note to self: não voltar a ficar mais de 6 meses sem tirar férias, nunca mais. Ouviste? Fixa isto, e não voltes a cair na mesma asneira.

 

De muitas ideias que andam por aqui a fervilhar, a ideia de criar um blog sobre vida saudável não me sai da cabeça, mas não sei se teria jeito para esse tipo de escrita ou se seria suficientemente consistente. Tenho também a sensação de que muitos dos que já existem trabalham com marcas e parcerias. Isso não é bem a minha onda, acho. Gosto de escrever para partilhar, para fazer rir, no caso deste blog, para inspirar, no caso de outro blog qualquer que possa vir a criar. Deixar de escrever é que ficou fora de questão, preciso disto. Isto é o meu oxigénio, o que me mantém à tona de água. Escrevo para mim e para o próximo, e não com o objectivo de vender algo com 10% de desconto, usando o código X... lá está, talvez não seja talhada para esse mundo da vida saudável...

 

Digam-me um blog, só um, que fale sobre alimentação saudável e exercício, que tenha um bom pedaço de "fama" na área e que não esteja a vender nada. Aguardo sugestões, e assim conheço novos cantinhos. Entretanto vou continuar a ler, a pesquisar, a evoluir como ser humano e ser espiritual. Gosto de acreditar que é para isso que cá andamos, afinal.

 

08
Ago17

Pronto, decidi algo | outro início

Decidi que o meu blog intitulado "A desarrumada" onde escrevo quase regularmente desde Janeiro de 2015 vai ser encerrado.

Adorei estes 2 anos e 7 meses de blog, deixei nele muitas parvoíces, muitos delírios parvos e muitas coisas sem sentido, mas sempre muito parvas.

Foi um blog que acompanhou a minha chegada a França, os primeiros meses de adaptação, os medos, a vontade de voltar, o questionar-me todos os dias "mas o que raio faço aqui?"

Foi um blog que acompanhou o fim de uma relação em Portugal e o luto que fiz por essa mesma relação. 

Também acompanhou o ter ficado a morar sozinha noutro país pela primeira vez e todas as ansiedades que isso me trouxe.

Estive a ler os primeiros posts, efectivamente deixei ali muito de mim e vocês também deixaram muito de vocês nos comentários.

Mas a verdade é que me magoa muito ler certas coisas que escrevi, alguns posts fazem-me voltar ao passado e recordar momentos dos quais já nem me lembrava da existência. Sei que a pessoa que eu era antes iria gostar que guardasse tudo, e sei que uma parte de mim não quer apagar definitivamente (só meti a opção privado), mas a outra parte de mim quer partir para outra, quer deixar aqueles posts antigos de lado e seguir em frente, com novas aventuras, novas dúvidas e novas questões existenciais (porque me conhecendo bem, sei que vou ter sempre muitas!).

 

Para já adoptei este canto como o blog-casa, quem sabe mude (só não muda de ideias quem for parvo!) mas para já sejam bem-vindos ao meu diário!

28
Jun17

Diário de bordo 28.06.2017

Querido diário,

 

Hoje foi um dia daqueles. Acordei e fui para o trabalho, cheia de sono como de costume, porque por mais que tente não consigo deitar-me cedo. Mas, a primeira hora é a que custa mais, depois entro em piloto automático e a coisa até corre bem na medida do possível. Há dias na vida que são espectaculares, fazemos montes de coisas e parece que a vida é maravilhosa. Temos aquela impressão de que tudo está encarrilado e as coisas estão finalmente a entrar nos eixos. Depois há os outros 99% dos dias, os dias como o de hoje. Os dias banais, normais, em que somos só mais um ser humano, a tentar fazer o melhor que consegue, com os meios disponíveis no momento.

 

Hoje tinha tudo para ser um desses dias, normal. Mas não foi. Foi um dos outros tipos de dias, dos quais não falei, porque não sei como os encaixar nas estatísticas. Talvez corresponda a 0,01% dos meus dias? Não sei, mas gostava de acreditar que, apesar de tudo, estes dias fazem parte da minoria.

 

Lá no trabalho recebemos um doente novo há cerca de 3 semanas. Sim, acho que nunca te disse, meu querido diário, mas trabalho na área da saúde. Sou um desses milhares de licenciados portugueses que emigrou para trabalhar num hospital qualquer da Europa. Quem diz hospital, diz lar, centro de reabilitação, unidade de cuidados continuados, as escolhas são infinitas. Eu ando ocupada há quase 3 anos, num sítio desses, perdido algures numa terrinha, onde o comboio já não passa, excepto aquele das 7h da manhã, que só traz mercadorias e que faz muito barulho. 

 

Sei que já vivo aqui há muito tempo, porque quando vou à feira ao Sábado de manhã já conheço 70% das caras que lá estão, tanto as dos feirantes como as dos habitantes que andam a fazer compras. Lá estou eu outra vez com percentagens, mas ultimamente sinto esta necessidade parva de converter certos aspectos da minha vida em números.

 

Ainda sobre aquele doente... Estou a substituir uma colega, ela já me tinha avisado de que este era um caso particularmente difícil. Já tínhamos recebido utentes novinhos, eu sei que faz parte e tudo o mais, mas hoje custou mais do que nos outros dias. Hoje entrei no quarto de uma menina de 18 anos e 2 meses que está em coma.  Eu sei que com 18 anos já não é "menina" nenhuma, ela se me ouvisse falar assim, de certeza que ia refilar, do alto da sua adultez recém adquirida! Mas, é inevitável, quando olho para ela, para a sua pele lisinha, cabelos rapados devido à operação pós trauma craniano, parece-me tão mas tão pequena. Apetece pegar nela e dar mimos. Dizer-lhe que vai correr tudo bem, que vai acordar, e que tudo vai ser como era antes.

 

Mas não posso. Um profissional de saúde não pode dizer esta coisas! Nem admitir que as pensa, sequer! Diário, assim em jeito de confidência, acho que este trabalho anda a provocar as minhas crises de ansiedade. Pensei que fosse ficar melhor com o tempo, mas não fiquei. Parece que o coração é cada vez maior, que cada vez entram mais razões de preocupação e angústia. Eu sei que tenho que cuidar de mim. Mas não sou de ferro, caramba!

 

Ainda sobre a menina grande, pequena mulher, ela fez anos no Domingo. E os amigos deram-lhe uma Barbie bailarina, daquelas de colecção. Algumas pessoas da equipa disseram que é uma prenda infantil, que não se oferece nada do género a quem já é adulto, e que se ela a pediu antes do acidente, isso pode dizer muito da personalidade dela. Eu não percebia porque diziam isto. Hoje vi a tal Barbie, linda no seu suporte, com um tutu cor-de-rosa, no alto dos seus pés em ponta (é assim que se diz no ballet, certo?). Está colocada na mesa em frente à cama e está sorridente. De certeza que a menina grande, pequena mulher, adorou a prenda.

 

Quem diz que a Barbie é uma prenda de crianças não percebe nada disto do mundo dos sonhos. Eu recebi nos meus anos o Funko Pop do John Snow e fiquei mais do que contente. Quase que deitava estrelas pelos olhos, e nas fotos até parece isso, mas afinal eram as faiscas que vinham do bolo que o garçon trouxe à mesa, naquele restaurante indiano em Londres onde elas me ofereceram o meu tipo de comida preferido da altura. 

 

Sem assunto de maior me despeço de ti hoje. Não sei se volto a escrever aqui, mas gostei de falar contigo. Não devia ter deixado de escrever um diário aos 12 anos, idade em que decidi meter o meu, que tinha flores cor-de-rosa e golfinhos azuis, na gaveta, porque pensava que era coisa de crianças e eu já era muito crescida. Curiosamente foi a mesma idade em que vesti as minhas Barbies todas com as roupas certas, deixei-as expostas no sofá do sótão lá de casa dos meus pais e nunca mais brinquei com elas.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Estes também desarrumam por aí:

triptofano.blogs.sapo.pt insensato.pt chicana.blogs.sapo.pt avidadagorduchita.blogs.sapo.pt comoquemnaoqueracoisa.blogs.sapo.pt hamaremmim.blogs.sapo.pt www.domingoatarde.com artedasimplicidade.blogs.sapo.pt happynessiseverywhere.blogs.sapo.pt 1simplesdesconhecido.blogs.sapo.pt ahipsterchique.com derepentejanos40.blogs.sapo.pt busca-de-sentido.blogs.sapo.pt ohporfavor.blogs.sapo.pt cantinhodacasa.blogs.sapo.pt belinhalemanha.blogs.sapo.pt contosdameninamulher.blogs.sapo.pt papagaioindiscreto.blogs.sapo.pt vidaasfatias.blogs.sapo.pt justsmile.blogs.sapo.pt mariamocha.blogs.sapo.pt www.desabafosdamula.com porque_eu_posso.blogs.sapo.pt srsolitario.blogs.sapo.pt

Diário em fotos

Leituras

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D