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Diário de uma desarrumada

Apostadinha em transformar isto num blog sério, mas não prometo nada.

Diário de uma desarrumada

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10
Jul17

Perspectivas.

Sobre o tal jantar para o qual não fui convidada, um problema horrível que afligiu a minha vida nos últimos tempos... Na sexta-feira uma das colegas mais próximas da rapariga em questão veio falar comigo para me convidar pessoalmente durante uma pausa lá no trabalho. Por isso, embora relutante, aceitei ir. Fiquei um pouco magoada, admito, mas em conversa com ela percebi que as coisas foram feitas um pouco em cima do joelho e que provavelmente não estive a par de tudo desde o início porque tinha estado uma semana ausente em formação, o que é verdade, tal como é verdade que andei um pouco desligada para o mundo social que me rodeava durante o tempo de estudo para a formação.

 

Resumindo, neste últimos meses de trabalho fiz o que me competia, sem pensar muito em nutrir relações fora do trabalho com estas pessoas que me rodeiam todos os dias. Gostava que fosse sempre assim, sendo eu um ser que prefere fazes amigos fora do trabalho mas, infelizmente estou sozinha nesta terrinha, sem grandes actividades sociais fora do trabalho... e ninguém consegue ser uma ilha, somos todos seres sociais e precisamos dos outros para viver bem. Por isso, voltei a sair da gruta em que andei metida! Tem custado um pouco, era tão mais fácil usar a desculpa de ter que estudar para não me sentir obrigada a ser sociável, mas essa desculpa já não pega.

 

Entretanto ando há alguns dias preocupada com estes assuntos fúteis e a vida encarregou-se de me trazer de volta ao que é realmente importante. Caí aos trambolhões na vida real, digamos assim. Às vezes uma pessoa precisa de uma patada na boca para acordar e ver que a vida são dois dias e que não podemos passar o terceiro a arrependermo-nos do que não fizemos. Até me custa escrever isto meu querido diário, sei que não vou ter palavras para o descrever como deve ser, tudo que escrever não vai ser suficiente para exprimir a dor que estou a sentir... mas aí vai... esta noite em conversa telefónica com a minha mãe soube que o bebé mais pequenino da família, o primeiro em muitos anos, filho de um primo afastado da minha mãe, tem uma doença grave. E os médicos, que sabem sempre tudo, só lhe dão sensivelmente 6 meses de vida. As lágrimas correm pelo meu rosto enquanto escrevo isto... ninguém devia ter que dizer adeus ao seu filho antes mesmo de ele ter vivido.

 

E de repente, todos os problemas com os quais me tenho debatido ultimamente parecem tão insignificantes.

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