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Diário de uma desarrumada

Apostadinha em transformar isto num blog sério, mas não prometo nada.

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30
Jul17

Estrelas cadentes.

Do 28 ao 30 de Julho estão anunciados os dias das estrelas cadentes aqui por França. E por isso ontem fui observar as estrelas com duas amigas francesas, que inicialmente conheci no trabalho, mas que acabaram por se tornar muito especiais e sair fora dele para entrarem no meu mundo pessoal. Elas são a J. e a H.

 

Fomos para o parque de campismo aqui da terrinha que tem um relvado perto do rio e de um parque de merendas. Mantas no chão e deitámo-nos em cima delas a observar o céu. Ainda havia luz, e apesar de conseguirmos ver a lua as estrelas ainda estavam muito tímidas, por isso fomos brincar para os baloiços de um parque infantil ali ao lado. Somos mesmo maduras eu sei.

 

Ficámos a conversar sobre tudo e sobre nada até a lua desaparecer, depois manta com elas, câmara fotográfica da J. na mão e toca a observar. A J. é como se fosse um bebé grande, uma rapariga daquelas que está sempre pronta a dizer algo simpático e raramente consegue ser má. Ela lá ia tentando tirar fotografias, enquanto a H, que é assim mais para o intelectual e sabe sempre montes de coisas, nos ia falando das constelações e dos seus nomes. Entretanto eis que a vemos, uma estrela cadente a passar ao lado da Ursa Maior. H. e eu pedimos um desejo, a J. não pediu porque não tinha visto.

 

Pedi o mesmo que peço sempre que vejo uma estrela cadente, ou trinco uma vela de aniversário, ou alguém me faz aquele jogo das pestanas coladas ao dedo de cima.

 

Ficámos mais um pouco por ali, o barulho do rio que corria mesmo ao nosso lado, o parque vazio e escuro, não passavam nem carros nem pessoas, só se ouvia uma ou outra cigarra. Começou a orvalhar e estávamos a ficar molhadas de estar ali paradas, puxámos uma das mantas para cima de nós e aproximamo-nos mais lado a lado, ombro com ombro, eu no meio.

 

 

Talvez tenhamos ficado uma hora ali paradas a olhar para as estrelas, acho que adormeci um pouco ou meditei, senti uma paz enorme, algo que raramente sinto. Quis escrever-te isto para deixar o registo de um dos momentos que espero que a minha mente nunca apague. E para te dizer que, mesmo que temporariamente, os desejos que pedimos às estrelas cadentes também se realizam.

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