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Diário de uma desarrumada

Apostadinha em transformar isto num blog sério, mas não prometo nada.

Diário de uma desarrumada

Apostadinha em transformar isto num blog sério, mas não prometo nada.

02
Jul17

A dona de casa.

Quando é que me tornei no tipo de pessoa que deixa as tarefas da casa atrasar tanto ao ponto de já não ter nenhuma roupa de Verão para vestir? Ainda bem que assim de repente diria que estamos em Outubro, com tanta chuva e frio que tem estado, se não nem sei como me teria safado. Acabei de meter uma máquina de escuros a lavar e corri a casa toda à procura de peças pretas espalhadas pelos diversos cantos. Cheguei ao ponto de meter o fato-de-treino preto que tinha vestido là para dentro... sim, porque como já deves ter percebido, esta casa tem estado uma confusão e eu estou a escrever isto em roupa interior, sentada no chão da sala. Não é por acaso que me auto-intitulo de Desarrumada, é o que sou, é a minha identidade. Não poderia ser de outra maneira.

 

E isto de ser desarrumada é tanto no espaço físico como na cabeça. Tenho a cabeça sempre a mil, a vida passa-me à frente tão rápido que nem tenho conseguido acompanhar. Por isso, hoje que tive finalmente um tempinho livre, decidi arrumar um bocadinho, numa tentativa frustrada de dar um ar mais decente a este apartamento. Também decidi que vou comprar um sofá. Tinha decidido ser minimalista, tentar ter o mínimo possível de móveis, assim quando tivesse que voltar a mudar-me teria a tarefa facilitada... mas sinto falta de chegar a casa e de ter um cantinho para me sentar a ler, de ter aqueles serões com um chá e uma série enrolada na manta - manta que mal utilizo desde que me livrei daquele sofá horrendo às flores amarelas. Ter um sofá é uma fonte de momentos tão hygge, sempre soube disto mas andava em negação, só pode.

 

Depois vou meter uma planta grande na sala, daquelas que têm várias folhas compridas, tipo palmeiras em miniatura. Gostava de te conseguir explicar isto melhor, mas depois vês. Tenho que me apropriar deste apartamento, torná-lo meu antes que ele se aproprie de mim e me sugue toda a esperança de dias melhores, qual Dementor de Azkaban esformeado.

 

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